A volta da Paulistana ao lar...

Graças a Deus mantive um diário de viagem para registrar aos poucos (no pouco tempo que tive) as impressões que tive durante a viagem, porque senão agora, depois de um mês do retorno, já não seria a mesma coisa... senta que lá vem história...

A viagem de avião foi tranquila. Daqui até Dallas e de Dallas até São Paulo. Estava tranquila até o comandante do vôo pra São Paulo começou a dar informações sobre o vôo e a nossa previsão de chegada no Brasil. Acho que ali, naquele momento caiu a minha ficha e eu comecei a chorar de soluçar. A espera tinha terminado e eu estava indo pra São Paulo! Claro que durante todo o trajeto dormi apenas umas 2 horas. Não consigo entender como o meu marido vira e dorme como um bebê enquanto eu assisto filmes, leio livro, ouço música. Acho que o coração estava muito turbulento, por isto não consigo pegar no sono.

O coração bateu mais forte de verdade quando abri um pouco a janela para ver o céu e vi aquele amanhecer maravilhoso, já no território brasileiro. Uma lágrima ou várias escorreram no rosto só de imaginar que aquela terra lá embaixo era o Brasil. Mais algumas horas e estaríamos em São Paulo.
Quando o café da manhã foi servido e pude finalmente abrir a janela para ver a cidade se aproximando, fomos surpreendidos por uma neblina muito espessa. São Paulo brincando de esconde-esconde comigo, só pode! Estava podre de cansada, mas consegui sair correndo do avião com o marido para não pegarmos uma fila grande na imigração.

Quando chegamos no saguão, eu estava tentando decifrar qual fila iríamos pois nunca tinha passado por imigração brasileira... uma moça veio ajudar (quer dizer atrapalhar) e perguntou pro meu marido se ele era brasileiro e ele falou que não mas eu era. Acho que ela só ouviu a primeira frase da resposta e mandou a gente pra fila dos estrangeiros. A fila de brasileiros estava enorme, então eu pensei que era melhor ficar lá mesmo. Já que nós poderíamos passar por qualquer uma mesmo ( como somos casados e temos o mesmo sobrenome podemos passar na fila de brasileiros, pois ele está comigo.). Que doce engano o meu... eles pararam de atender a fila de estrangeiro até TODOS os brasileiros tivessem passado. Ficamos esperando uns 40 min, o que não é muito mas o cansaço fazia tudo parecer pior... na fila encontramos um americano que estava indo visitar a namorada e deu várias dicas de restaurantes para ir em São Paulo (coisa mais bizarra, eu sei...). Na fila a mocinha que organizava a fila dos estrangeiros gritava "PRÓXIMO!!!" e ninguém se mexia... por que será né? Quando chegou a nossa vez, a moça pegou os nossos passaportes, carimbou o do meu marido e nos entregou de volta, sem falar absolutamente nada. Aliás, reparei que as agentes são todas mulheres e novinhas. Passamos direto pela porta de não declarar e assim que saímos já encontrei o meu amigo e a minha irmã que tinham ido nos buscar. Achei que fosse ter um rio de lágrimas, mas não teve. Todo mundo estava muito feliz, foi muito bom estar em casa.

Ahhh São Paulo... eu tinha esquecido como é respirar o ar poluído da cidade! Isto porque tinha chovido alguns dias atrás e o ar estava "limpo". Perguntei várias vezes pra minha mãe se ela estava sentindo o cheiro da poluição e ela dizia que não. Pois é, eu descobri que poluição tem cheiro e que é sufocante ficar no meio do centro com os ônibus passando por tudo quanto é canto. Mas sobrevivi. :-)
Achei que iria estranhar mais o fato de não ter mais outdoors pela cidade, mas eu gostei. Ficou algo mais limpo, se é que podemos dizer isto. Ao mesmo tempo que a cidade continua da mesma forma, algumas coisas tiveram significativa mudanças, como o bairro que a minha mãe mora, virou praticamente um centro comercial da região, então muitas lojas, bancos, um hospital e muitos ônibus e especialmente muita gente! E vi a tal da ponte Águas Estaiadas que quando saí acho que não tinha nem começado a construção.

O trânsito da cidade está pior, muito pior do que eu lembrava. Há congestionamento na cidade não importa o horário. Do aeroporto até a casa da minha mãe levamos mais de 3h30min. E aquele monte de motoboys "pipipipipi", é de deixar qualquer um maluco. Os carros estão mais novos, muitos modelos de carro que nem conhecia e como a minha mãe bem disse "ninguém aqui mais dirige lata-velha". Mas as pessoas continuam impacientes no trânsito, é cada um que se salve e eu dei graças a Deus que não iria precisar dirigir na cidade.
Nós circulamos pela cidade praticamente de ônibus, metrô e também trem. Fiquei impressionada que não importa o horário em que você pegue transporte público na cidade, estava sempre cheio. Claro que evitamos andar no horário de pico, porque quem é que anda pela cidade em horário de pico sem necessidade??? Comparado com as possibilidades que tínhamos há 6 anos, acho que o transporte público melhorou no sentido de que há pelo menos uma alternativa para chegar "rápido" ao centro da cidade. Lógico que é dobradinha ônibus+trem+metrô e que todos estavam funcionando, mas o meu marido por exemplo, ficou impressionado que fomos do Capão Redondo até Franco da Rocha gastando apenas R$3,00. Ficou muito claro que a ampliação das linhas do metrô, principalmente saindo dos suburbios da cidade é fundamental. Acho que vai ser difícil ter transporte o suficiente para ir sempre "sentado" porque a população da cidade é muito grande, mas melhorias precisam ser feitas! E também, melhorar a pavimentação das ruas, porque meu Deus o ônibus balançava tanto, mas tanto que achei que iria deixar o café da manhã no chão dele. O meu marido disse que "O espírito do Ayrton Senna vive em cada motorista de ônibus da cidade." Vi as faixas para ciclovia pela cidade, mas não me atreveria a usá-la, por conta da agressividade dos motoristas, mas espero que a idéia dê certo.

Apesar de ter ido ao shopping 2 vezes, eu mal olhei vitrines e vi preço de roupas. A não ser entrar numa loja pra comprar uma camiseta do Brasil pra minha sobrinha de 4 anos e as 3 vendedoras tentarem me convencer a pagar R$80,00 numa blusinha só porque tinha glitter e era bonitinha. Tinha esquecido como vendedoras de shopping são incrivelmente insuportáveis com aquele jeitinho de querer ser sua melhor amiga em 30s só para te empurrar mercadoria. Elas viram o marido gringo e já viram $$ na testa dele, mas a melhor coisa do mundo foi ver a cara delas quando ele falou em alto e bom português: "Está muito caro, não obrigado". E a mesma coisa aconteceu no mercado municipal, quando o vendedor "deu" para nós experimentarmos Atemóia (acho que é este o nome) e ele queria vender uma de 1kg por R$30,00 e o marido disse não, tá muito caro. E ele quase caiu de costas quando viu o preço de um Iphone na loja. É difícil não comparar os preços e aí a gente fica sem entender como é que alguém paga um absurdo destes num simples telefone! Agora pra mim foi muito difícil saber se comida estava barata ou cara. Primeiro porque eu sou uma negação pra lembrar preço das coisas (e olha que eu faço as compras em casa toda semana!) e segundo porque sempre vem aquela conversão na nossa cabeça, então transformando para dólar a maior parte das coisas ficavam baratas para nós, mas sei que a realidade de quem mora lá é diferente, porque afinal, eles ganham salários em reais. A minha mãe mesmo deixou de comprar pepino no mercado porque disse que estava muito caro e eu tinha achado barato.

E isto me lembra uma coisa engraçada também. Nós levamos um celular GSM velhinho pra usar enquanto estávamos no Brasil, porque afinal, a gente não queria sair por aí desfilando smartphones, porque afinal, roubo é crime de oportunidade... mas a nossa surpresa foi perceber que nós éramos os únicos com o celular simples, todo mundo pelas ruas, ônibus, shopping, etc, estavam usando seus smartphones. Até uma menina usando Ipad no busão nós vimos ( ato de extrema coragem, pensei) e o moço que vendia balinha também estava usando smartphone.

Aparentemente, parece que a vida está melhor já que bastante gente tem carro novo, aparelhos novos, possibilidade de viajar. Eu achei esta realidade uma maquiagem da verdadeira realidade, porque pra vida das minhas irmãs que são professoras, nada realmente mudou. A vida continua sofrida, corrida e injusta. Fomos convidados pra jantar com um casal de colegas de trabalho do meu marido e eu fiquei espantada com a São Paulo que eles vivem. Tudo bonito, restaurante caro com manobrista na porta, pessoas que pareciam estar saindo de uma novela de televisão. E as histórias da realidade  deles me chocaram pelo fato de ser absurdamente diferente da qual eu estou acostumada.

Aconteceu até algo interessante neste restaurante chique, prova de que dinheiro não faz o dono do bolso educado... estávamos jantando e conversando quando um homem nos interrompeu pra gastar o inglês dele e perguntou ao meu marido se ele era americano. Ele apenas respondeu educadamente que não, que era escocês. Aí o homem não satisfeito aponta pra mim e diz: "esta com certeza é brasileira! Como você conseguiu ter um inglês tão bom?" (eu tenho cabelo castanho e os colegas e o marido são loiros de olhos claros). Apenas sorri e disse: "Anos de prática" e o chato continuou puxando papo  e veio elogiar o português dos colegas  do marido que sorriram educadamente e disseram "nós somos brasileiros também."e aí ele pegou o banquinho dele e saiu de fininho mas não sem antes tentar dizer aquelas coisas clichês sobre a Escócia. (chove muito né? Whiskey é bom lá né?)

Aliás, não imaginei que o marido seria atração nas ruas da cidade. Quando fomos almoçar no mercado municipal teve um grupo de quatro mulheres apontando e dando risada dizendo "olha o gringo alí". O que me irritou, afinal ele é um ser humano normal, não um ET. Nós conversávamos na maioria do tempo em inglês mesmo, baixinho pra não chamar atenção (acho que ficamos traumatizados com o tiozinho do restaurante chique) mas o marido teve oportunidade de praticar bastante o português, o que me deixou muito orgulhosa porque ele se virou muito bem! Impressionante como a imersão faz uma diferença, ele aprendeu palavras e expressões novas e todos ficaram impressionados com a articulação dele pra conversar, apesar dele achar que o português dele "sucked".

Como era de se esperar, fizemos passeios turísticos pela cidade e também visitamos um pouco da família. Fomos passear no centro da cidade, com direito a Prédio Banespa, Mercado Municipal, Viaduto do Chá, a famosa esquina Av. Ipiranga x Av. São João, Museu do Ipiranga, Av. Paulista, Liberdade e Parque do Ibirapuera. E era uma mistura tão grande de sentimentos, tantas memórias dos lugares onde passamos, algumas boas e outras nem tanto. Os últimos anos que morei em São Paulo foram anos difíceis, mas de muito aprendizado e algumas vezes fantasmas bons e outros assustadores passaram pelo meu ombro a medida que caminhava pela cidade. Os meus lugares favoritos continuam favoritos e o meu marido ficou encantado e surpreso com o contraste da cidade. Isto porque a maior parte do tempo nós ficamos entre o Centro e a Zona Sul da cidade.

Uma coisa que nunca muda é a hospitalidade do nosso povo. Em todas as casas que fomos visitar e até mesmo na casa da minha mãe, tinha tanta mas tanta comida que acho que precisaria ficar por lá mais 1 mês pra poder comer tudo o que nos ofereceram. Poder comer cuscuz quentinho com manteiga, biscoito, pão francês e claro aquelas frutas maravilhosas que tem gosto de fruta! E comida fresquinha, que mesmo simples é tão deliciosa. Acho que algumas pessoas pensaram que estávamos passando fome nos EUA porque queriam que a gente comesse café da manhã, aí um lanchinho, depois almoço, depois lanchinho, depois jantar e depois a sobremesa ou um cafézinho. Juro que se eu comesse o tanto que eu comi no Brasil aqui, eu já teria engordado o triplo do que  engordei.

O encontro com as pessoas foi um tanto surpreendente pelo fato da familiaridade estar lá, a risada fácil. Achei um pouco estranho que quase ninguém, nem mesmo a minha família perguntou nada sobre a minha vida e rotina aqui na Califórnia. Eu ficaria curiosa pra conhecer outras coisas, outro modo de viver. E eu só respondia o que me perguntavam, porque por algumas vezes fui taxada de "gringa", o que me irrita profundamente porque não é porque o meu cep mudou que eu virei uma outra pessoa. Algumas vezes vi narizes torcendo quando comentava de algo corriqueiro, ou de um causo que aconteceu em New York, em San Francisco ou em outros lugares que passei da mesma forma como eles contavam causos que aconteceram  na  faculdade, no escritório, na fila de ônibus. Um conhecido olhou pra mim e disse em forma de reprovação que eu to muito "gringa", só pelo fato de eu não querer andar por aí à noite, mesmo que seja de carro porque seguro morre de velho e é uma coisa que nunca gostei de fazer e ele replicou que milhões de pessoas fazem isto e todos retornam pras suas casas vivos. Aham...

Como tinha comentado no post anterior, nem tudo foram rosas na minha viagem, porque houveram pessoas que eram muito queridas pra mim e que ou não quiseram fazer um esforço pra me ver ou então disseram que eu estava fazendo pouco caso, porque não marcava uma hora exclusiva pra conversar. Foi difícil, mas eu fiz o melhor que pude para ver o máximo de pessoas possíveis e mesmo assim teve uma prima que é vizinha e que não me viu o tempo que estava lá porque os nossos horários não batiam. O meu conceito de amizade mudou muito depois desta viagem, com certeza. Os meus pouquíssimos amigos de verdade se viraram nos 30 pra passar um tempinho juntos, conhecer meu marido e matar a saudades e os outros, arrumaram mil desculpas ou me ignoraram e apareceram só pra dizer: "ai que pena que a gente não se encontrou" ou então "vamos nos ver na próxima vez que vier aqui ou EU te vejo na SUA casa na Califórnia" (hahaha eu tenho que rir com este último comentário). Passei bastaaaante tempo com a minha família, o que era muito importante pra mim. A minha sobrinha logo se acostumou comigo e apesar de apenas tê-la visto 3 dos 10 dias que fiquei na cidade, passamos um tempo gostoso.

Voltar pra São Paulo foi ótimo porque o meu marido pode me conhecer melhor, pois apesar de ter ido 2 vezes à cidade, ele estava sozinho e a trabalho ou de passagem. E foi bom pra mim ter o prazer de encontrar frente a frente pessoas para conversar, rir e chorar, esquecer do computador por um tempo e lembrar os motivos que me fizeram deixar a cidade. O tempo que passei fora me ajudou a olhar tudo com novos olhos, um olhar mais crítico em relação aos problemas sociais, mas também um olhar mais amoroso para enxergar que as pessoas tem uma vida muito dura em São Paulo, mas que nem por isto elas deixam a alegria, a hospitalidade, a bondade, a vontade de ajudar o próximo e principalmente a esperança de dias melhores de lado.

Durante o tempo que estive lá tive a oportunidade de matar a saudades de Sampa, mas também ter certeza de que o meu lugar lar e a minha vida está na Califórnia e que apesar de ser um alto preço a pagar, ainda vale a pena morar aqui.

Comments

  1. Pronto chorei! Voce ja sabe que eu sou igual ao Fantastico Mundo de Bob e fui vivendo com voce todas essas experiencias e situacoes e fico imaginando como me sentirei... muito obrigada por um post tao detalhado, tao cheio de amor e carinho, mas tambem um post analitico e verdadeiro. E parabens ao marido por falar Portugues! Beijos e seja bem-vinda ao seu agora, mais que nunca, lar!

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  2. Paulistana, adorei o post! :)
    Que legal vc ter começado da viagem, no avião, de tudo que sentiu do começo, ao fim.
    Primos meus, que tb moram do lado, n me viram. A gente conhece amigos de verdade qnd voltamos. Entendi TUDO q vc falou, sinto o mesmo que vc a respeito da minha cidade e se eu tiver q voltar p lá um dia, sei MUITO BEM q vai ser muito difícil acostumar novamente com o trânsito, poluição, animais vivendo nas ruas... Eu n sei se conseguiria. Só voltaria se precisasse muito.
    Mesmo assim, amo o Brasil, talvez por ser meu país, mas acho minha Fortaleza um lugar especial!

    Beijo grande!

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  3. Eu me identifiquei muito com seu relato, tive as mesmas impressões quando fui ao Brasil no começo do ano, principalmente em relação a amizade. O importante é curtir a família, amigos (de verdade)e as coisas boas da viagem. Achei engraçado o que seu marido disse sobre Ayrton Senna. Ah também tenho pessoas nem tão próximas se convidando para me visitarem aqui, Oh os humanos!rs Que bom que você matou a saudade. bj

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  4. Flor: como sempre muito carinhosa! Obrigada pelas palavras :-)

    Rebeca: sem dúvida esta viagem foi importante pra eu ver a realidade e pensar muitas coisas na minha vida, inclusive a questão de amizades. Agora estou bem mais tranquila em relação a isto! Eu não conheço Fortaleza, mas o meu marido sim! :-)

    Kel: eu também morri de rir com o comentário do meu marido! Que bom que aproveitou bastante a família, no final, é isto o que importa! Obrigada por passar aqui e deixar comentário

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  5. Ai Paulistana muy lindo post, eu amei... Parecia que eu tava navegando nela rs... Mas como sempre dizem: "Os nossos amigos será sempre Deus(o Primordial) e nossa familia... Ah eu também raxei de rir aqui sozinha sobre o que o marido da senhora disse dos motorista ao Ayrton Senna kkkkkkk ele deve ser muito engraçado rs...
    Desejo tudo de bom pra senhora e seu marido, que Deus os abençoe!!!
    E continue escrevendo pra gente hen!!! rs
    Bjs

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  6. Eu nao teria conseguido escrever um post tao bem escrito como este Eliana! Amei, do comeco ao fim. E como somos parecidas! Talvez por eu tb ser de SP (nao exatamente capital), nao sei... mas a sua descricao do comeco ao fim foi muito parecida com o que eu sinto. Uma mistura de sentimentos... a emocao com certas coisas, a decepcao com outras... eh incrivel!

    Me "senti" neste post.

    Obrigada por compartilhar com a gente.

    Welcome back! :)
    Beijinhos

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  7. Sabrina: muito obrigada pelo seu comentário! Você devia ter visto a expressão de medo dele quando saímos do primeiro ônibus :-). mas depois acostumou com a loucura da cidade.

    Nani: Que engraçado a gente achar as coisas tão parecidas... mas São Paulo é a mesma né. Eu estou com esta mistura de sentimentos até agora... mas com o coração tranquilo em relação as decisões que tomei.

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