Reencontro com uma antiga paixão

Esta semana reencontrei  uma paixão dos meus tempos de adolescente. E o amor continua o mesmo, posso dizer que até aumentou com o passar dos anos.
Muito mais do que amor pela música deles, gosto da atitude dos integrantes da banda que sempre dão exemplos de amor ao próximo, humildade e usam sempre o sucesso para ajudar as pessoas que estão em necessidade.
O Coldplay foi muitas vezes, a minha única companhia nos momentos mais difíceis e solitários da minha vida. Músicas como Yellow, The Scientist, Talk e principalmente Fix You foram praticamente a trilha sonora da minha vida.
Agora tanto eles, como eu estamos numa fase diferente. Uma fase mais alegre e fico feliz que não sou a única que os ama.  O Levi's Stadium estava lotado com 50 mil pessoas cantando em uníssono os maiores e novos sucesso da banda. Pessoas tão diferentes, mas com algo em comum: amor ao Coldplay.
Eu e muitos dos que estavam ali precisavam de algumas horas de alegria e entretenimento, já que as últimas semanas não tem sido fáceis por aqui. Até mesmo o Chris Martin desabafou durante o show sua frustração e tristeza com o que anda acontecendo no mundo, mas também deu uma palavra de ânimo e esperança. E concordo com sua mensagem de que no meio deste mundo turbulento, podemos fazer algo sim: sorrir e tentar espalhar gentileza e amor por onde passarmos. A gente pode não mudar o mundo inteiro, mas com certeza faremos a diferente para uma pessoa.
Eu não queria que o show acabasse, duas horas passaram voando e eles já deixaram saudades.
Espero que não demore pra gente se reencontrar, enquanto isso...

"I turn the music up, I got my records on
I shut the world outside until the lights come on
Maybe the streets alight, maybe the trees are gone
I feel my heart start beating to my favourite song


And all the kids they dance, all the kids all night
Until Monday morning feels another life
I turn the music up
I'm on a roll this time
And heaven is in sight"

(Every Teardrop is a Waterfall - Coldplay)


Até a próxima meus amores!

Sotaque brasileiro em inglês

Achei interessante constatar que muitas pessoas chegam ao meu blog procurando informações sobre o que os americanos acham do sotaque em inglês dos brasileiros e resolvi escrever um pouco sobre o assunto e minhas experiências.
Quando estava aprendendo inglês no Brasil, achava o máximo a minha professora que embora não tinha nunca viajado para fora do país falava como uma americana sem sotaque nenhum. A gente vivia perguntando pra ela qual era o segredo e ela simplesmente dizia que imitava os sons que ouvia de seriados e músicas - claro que ela esqueceu de contar na época que o pai dela era americano e tinha aprendido inglês como primeira língua em casa.
Eu me esforçava o máximo possível para pronunciar bem as palavras e a dica dela era verdadeira... quanto mais eu ouvia pessoas nativas falando inglês e escutando através de música, melhor ficava a minha compreensão e também falar melhor as palavras. Mas o inglês era carregado do "sotaque brasileiro".
Sim, existe um "sotaque brasileiro" em inglês e não é difícil identificar. A gente sempre acrescenta um i no final das palavras que tem e no final ou os mudos t & d "goodi morni" "goodi nigthi" "rici". Nós não somos os únicos com sotaque quando falamos inglês e acho interessante que é possível identificar várias nacionalidades através dos sotaques. O sotaque acontece porque não somos acostumados a emitir certos sons em nossa língua nativa e leva tempo e treinamento para nos acostumarmos a mexer a boca e lábios de forma diferente para emitir esses sons. E não é só uma dificuldade de outras línguas para falar inglês, os nativos de inglês também passam perrengue para falar outras línguas. Tente pedir uma pessoa que tem inglês como primeira língua pra falar mãe, pão ou diferenciar o som dos nossos R e RR.
Não deixe de falar algo por causa do seu sotaque, só falando e praticando e alguém corrigindo é que você vai se acostumar com o som correto ou então atenuar o sotaque.
Mas e o que os americanos acham do nosso sotaque?
Bom, eu não posso responder por todos os americanos e a reação depende das circunstâncias e da índole da pessoa, mas a maioria das vezes o sotaque é uma porta aberta para uma conversa, já que eles gostam de tentar advinhar de onde é o seu sotaque e pode perguntar coisas sobre você e o seu país.  A não ser que o americano tenha contato com brasileiros é difícil eles acertarem que você é um deles. Falamos diferente do que uma pessoa cuja a primeira língua é espanhol, então eles ficam com uma pulga atrás da orelha. Já me perguntaram algumas vezes se eu era francesa  - até hoje não tenho a menor idéia por qual motivo já que um "sotaque francês" é bem diferente de um "sotaque brasileiro".
A maior parte das vezes quando falo que sou brasileira a pessoa sempre fala alguma coisinha ou outra sobre o país ou pergunta algo sobre a minha cidade Natal. Às vezes conhece alguém de lá, ou já foi pra lá. E é uma surpresa agradável quando mostra interesse sobre o país e o que está acontecendo por lá.
Mas aconteceu de eu ser destratada porque eu tinha sotaque. Isso não tem nada a ver com o sotaque em si, mas com a mentalidade da pessoa com quem eu falei. Infelizmente existem  pessoas por aqui que são contra imigrantes no geral, porque na cabeça dessas pessoas somos uma ameaça à cultura e à economia americana - já que trazemos nossos costumes, língua e "roubamos" trabalho dos americanos. No lugar onde eu moro onde existem uma enorme porcentagem de imigrantes isso é muito difícil de ocorrer, mas já aconteceu comigo quando morava em New Jersey.
Infelizmente algumas pessoas acham que só porque você não "fala inglês direito", você é uma pessoa menos inteligente ou instruída. É uma situação muito chata, mas não deixe se abalar se um dia encontrar uma pessoa assim. Uma vez eu me fiz de boba e deixei a pessoa falando sozinha, mas outra não aguentei o desaforo e falei umas verdades.
A maioria das pessoas que encontrei seja na escola, no trabalho ou conhecidos e vizinhos ficam impressionados quando sabem que você é de outro país, aprendeu outro idioma e agora está fazendo a vida por aqui.
Só para concluir gostaria de dizer novamente que ser fluente não significa não ter sotaque e falar como um americano. Meu marido que é escocês (e portanto tem inglês como língua nativa) não consegue ser entendido porque ele "tem sotaque forte" e muitas vezes em restaurantes eu tive que repetir exatamente o que ele falou pra ser entendido - deixando ele morrendo de ódio. Por isso preocupe-se em pronunciar as palavras da melhor maneira possível e esteja preparado para encantar e despertar os interesses das pessoas quando ouvir o seu "sotaque brasileiro".

PS: Só como curiosidade, este vídeo é uma coletânia de várias pessoas do mundo falando inglês e seus sotaques


Awww São Paulo do meu coração...

Cada vez que vou ao Brasil de férias sinto que a São Paulo que tenho no meu coração não é a mesma que os meus pés pisam e os meus olhos vêem.
As desigualdades parecem estar infinitamente maiores, a tristeza e o cansaço nos olhos das pessoas também.
Sempre com o passo apressado, mas distraído com um celular, o paulistano marcha sem parar e sem prestar atenção no que e em quem está ao redor.
Senti-me andar em marcha lenta, desconectada com aquela realidade frenética ao meu redor.
Passando pelos antigos lugares que antes eram parte do meu cotidiano, lembrei-me de histórias e de pessoas que já não fazem mais parte da minha vida.
São Paulo sempre foi sinônimo de luta, correria, medo e sonhos.
Ah os sonhos alimentam os passos dos paulistanos todos os dias
Seus fones de ouvido e pequenas telas os transportam para um outro lugar e os fazem esquecer da realidade dos ônibus cheios, do trânisto caótico e das contas para pagar.
Eles esquecem até mesmo do cheio insuportável do companheiro de viagem, o Pinheiros.
Quando estou sentada no ônibus olho pela janela e lembro-me da paulistana que eu era
Dos sonhos que alimentava e que me movia sempre para frente
Sem levar em conta a solidão, a depressão, os desamores, o bolso vazio
A esperança de encontrar um lugar melhor, um lugar onde poderia ser eu mesma.
O retorno a São Paulo me faz lembrar de uma pessoa que não existe mais,
Mas que é aquela que as pessoas enxergam quando me vêem e falam comigo.
As lágrimas e o sorriso se misturam ao aterrissar e ao decolar.
Porque o avião me transporta para dois mundo diferentes, dois mundos que são meus
Dois mundos que fazem parte de mim e dos quais não pertenço 100%.



Eclipse Solar

Não sei se já comentei aqui mas sou grande fã de Astronomia. Quando era menor um dos meus sonhos era ser astronauta ou pelo menos trabalhar na NASA. Sempre acompanhei com muita curiosidade e entusiasmo fenômenos naturais do céu.
Lembro-me da primeira vez que pude "ver" um eclipse solar eu ainda era criança em São Paulo e lembro-me claramente de ficar com medo de tudo escurecer e o mundo acabar. Lembro vagamente do tempo ficar meio escuro, como se uma nuvem passasse no céu, mas não pude olhar o sol porque não tinha os óculos especiais - apesar que tenho quase certeza de que olhei mesmo assim e não vi nada.
Em 2012 ocorreu um eclipse parcial do Sol aqui na Califórnia e lembro que estava matriculada na aula de Astronomia na faculdade e pude apreciar melhor o evento. Inventei de ir até um observatório com meu marido e um amigo mas as filas eram imensas para olhar em qualquer telescópio que fiquei com medo de ficar presa nas filas sem poder apreciar o momento. Pra nossa sorte meu amigo veio preparado com um óculos para observar e fomos revezando no uso do mesmo.
Então imagina a minha alegria quando soube que aconteceria um novo eclipse este ano?! Engraçado que os meios de comunicação só começaram a divulgar o mesmo para o público há cerca de duas semanas e lógico que todo mundo correu para comprar os óculos especiais para olhar o eclipse. A NASA já estava anunciando o mesmo há muito tempo então eu já tinha comprado os meus óculos no começo de junho. Alguns dias antes testei a camera para tirar fotos do eclipse, mesmo não sendo profissional eu queria muito registrar aquele acontecimento já que o meu marido não iria estar no país para observar.
Embora não tenha sido totalidade aqui, foi realmente um evento muito especial. Acordei morrendo de preocupação porque havia neblina e nuvens altas no céu e não queria acreditar que iria ver o eclipse pela televisão, mas Deus foi muito bom e quando era mais ou menos umas 9:15 da manhã as nuvens começaram a se dissipar e tive um espetáculo no quintal da minha casa! Apesar de não poder ficar sob o Sol eu passei 2 horas lá fora observando este fenômeno incrível.
Foi um dia bom onde a notícia principal na televisão foi um evento natural, onde muitas pessoas falaram e se interessaram por ciência. E eu de novo comecei a namorar a idéia de comprar um telescópio...
Abaixo a montagem que fiz de diversas fotos tiradas durante o eclipse, não está perfeita e sei que há muitas fotos espalhadas por aí mas fiquei muito orgulhosa com o meu esforço para registrar este momento tão especial.

Partial Solar Eclipse registrado na Bay Area - 21 de agosto de 2017

Casamento 2 - Brasil

O casamento da minha irmã foi muito bom.
O pessoal da igreja dela ajudou muito com a decoração e foram uns amores com todos nós.
Apesar do cansaço da viagem já cheguei e coloquei a mão na massa ajudando a preparar as lembrancinhas para o dia seguinte e ainda passamos na igreja para deixar algumas coisas.
Sempre acontece alguma coisa no dia do casamento e neste dia não foi diferente. Meus pais e mais dois padrinhos chegaram na hora que a cerimônia deveria começar. Um casal não pode participar por conta de emergência médica e bem na hora que a gente ia começar a entrar na igreja faltou luz (graças a Deus que tinha sido só um problema técnico rápido de resolver, mas o pessoal já estava preparando velas e uma pessoa pra tocar o piano).
Foi a primeira vez que fui madrinha de um casamento e pra ser sincera, achava que era algo muito mais glamuroso do que realmente é. Em pé la na frente a gente não pode dar risada, não pode conversar com o marido e tem que fazer cara de quem não está com o pé doendo de ficar mais de 1h em pé na mesma posição.
Todos estavam contentes e graças a Deus os chatos da família não apareceram, então não teve muita encheção de saco. A melhor coisa de sair conversando com todo mundo na festa é que você fala com muita gente mas não conversa com muitas pessoas e quando começam a te perguntar coisas demais ou começam a ser desagradáveis, você pede licença e vai embora.
Meu marido gostou bastante do casamento brasileiro ele falou que essencialmente é a mesma coisa que em todos os casamentos, mas ele achou interessante o conceito de casais para ser padrinhos.
Uma coisa que ele também achou interessante é que não foi servido bebida alcóolica (minha irmã é evangélica). Falei pra ele que isso é muito comum quando há festas e casamentos no meio evangélico e que as pessoas respeitam. Ele achou interessante que ninguém levasse bebida e que a coisa boa é que não tem brigas (ele costumava tocar em casamentos e sempre via brigas e gente que bebeu demais). Claro que a parte de comer salgadinhos até explodir também agradou muito e acho que durante a semana que ficamos por lá a gente comeu  pão de mel, beijinhos e brigadeiros todos os dias e ainda tive um pote pra levar pra casa.
Foi bom ter participado deste dia tão especial para a minha irmã e minha família. Meus pais estavam bem orgulhosos e para surpresa de todos o meu pai ficou bem emocionado quando foi caminhar até o altar e chorou bastante, fazendo a noiva e minha irmã mais velha derreter também. Eu confesso que fiquei emocionada, mas segurei firme porque tinha tido um trabalhão pra fazer a maquiagem e não iria estragá-la hehehe. Mais tarde durante a recepção, o meu pai comentou com o meu marido que ele ficou feliz em ter casado a primeira e última filha na igreja - apesar de ser a última que casou, foi a primeira e única a casar na igreja.
Uma coisa muito interessante é que desde quando eu e minhas irmãs éramos  jovens nós tínhamos uma resposta na ponta da língua quando alguém perguntava quando é que iríamos nos casar": "Em Agosto. À gosto de Deus" e não é que todas as 3 se casaram no mês de agosto? Inclusive no final do mês irei completar 7 anos de casada. 7 ANOOOSSS! O tempo passa muito rápido!


PS: A visita ao Brasil como sempre foi curta e cheia de reclamações por conta da família, eu vou escrever um post à parte sobre São Paulo e minhas reflexões sobre a viagem é muito difícil pra eu escrever sobre o Brasil quando retorno de viagem eu levo um tempo para me situar e para digerir tudo o que vi, ouvi e senti.

Viagem aos EUA com Insulina - Como trazer a mãe pros States e não enlouquecer parte 2

Há alguns anos escrevi algumas dicas de como preparo a viagem para a minha mãe vir para os EUA sozinha e eu não enlouquecer (POST AQUI). Este ano a minha mãe veio visitar e tive que fazer outras preparações já que ela teria que trazer insulina e seringas no avião.
Vários meses antes dela viajar entrei no site do TSA (Transportation Security Administration) a agência americana responsável pela segurança dos aeroportos para saber quais eram os requisitos para que a minha mãe pudesse trazer a insulina dela e as seringas que ela teria que utilizar durante a viagem e durante a estadia dela aqui. A agência permite que passageiros possuam qualquer tipo de remédio e medicamento necessário a bordo do avião inclusive que ultrapasse o limite de líquidos e não precisa estar naquela famosa saquinho plástico, mas é necessário avisar para o agente da segurança que o que você está carregando. As informações coletadas podem ser lidas em inglês AQUI.
Até aí tudo bem, só que eu me deparei com três pequenos obstáculos.
1 - a minha mãe não fala inglês. Se ela fosse questionada sobre o medicamento ela não teria como conversar com o agente e ela não iria poder seguir viagem sem a medicação dela
2 - como transportar a insulina que precisa ficar em baixa temperatura durante todo o tempo que ela estivesse em trânsito
3 - eu poderia comprar seringas nos EUA caso ela precisasse?

1 - A minha mãe não fala inglês.
As minhas irmãs me chamam de paranóica, mas quando a minha mãe vem para os EUA eu imprimo um monte de papel para ela trazer. SEMPRE tenha com você o itinerário da viagem (passagem ida e volta), comprovante de seguro de saúde, o endereço de onde você vai ficar. Como a minha mãe não fala inglês eu sempre escrevo uma carta para o oficial dizendo que ela não fala inglês, que ela fala somente português e meu endereço e telefone para contato, que ela vai ficar na minha casa e também a quantidade de dias que ela vai ficar.
Escrevi uma declaração em inglês para a médica da minha mãe assinar com o nome de todos os medicamentos que ela toma, além de dizer que ela necessita de insulina e por isso ela precisa ter com ela insulina e também seringas durante todo o tempo. A médica da minha mãe colocou as informações dela com número de telefone e assinou. E a minha mãe também trouxe com ela todas as receitas dos medicamentos e estes em suas embalagens originais.

2 - Como transportar a insulina que precisa ficar em baixa temperatura durante todo o tempo que ela estiver em trânsito?
Procurei muita informação na internet a respeito deste assunto. A princípio ia falar pra minha mãe pedir ajuda das aeromoças, para que elas dessem água gelada ou gelo para ela manter as insulinas frias, mas depois de muito pesquisar encontrei uma mala frigorífera especialmente para carregar insulina e seringas para diabéticos. Apesar do TSA não dizer publicamente que endorsa nenhum produto, esta malinha era aceitável e li muito a respeito que pessoas que tem diabetes nunca tiveram problemas no aeroporto. A que comprei para a minha mãe foi da marca Frio, o que manteria a insulina fria por um período de 24h. O importante neste caso é sempre avisar para o segurança que você tem insulina com você nesta malinha, se eles precisarem fazer uma inspeção especial. Quando a minha mãe veio do Brasil, o agente nem pediu para ela tirar da mala, mas quando estava retornando, ele pediu para tirar e colocar naquelas bacias que passa na máquina de raio-X.

3 - É possível comprar seringas nos EUA?
A resposta é sim e não. Sim, você pode comrpar seringas se você comprovar que é diabético e para isso você precisa de uma prescrição médica. O problema é que precisa ser um médico americano, a declaração que a médica da minha mãe no Brasil assinou não valia de nada para a farmacêutica. As regras para a venda de seringas descartáveis com agulhas varia de estado para estado. Aqui na Califórnia era possível que eu comprasse um pacote com 10 seringas por vez, ou seja, a cada 3 dias eu teria que ir na farmácia novamente comprar um novo pacote. Porém nada que uma pesquisada no Google não me mostrasse que era possível comprar uma caixa com 100 agulhas online. O preço era um pouco mais caro do que na farmácia, mas pelo menos a minha mãe teria acesso às seringas.

Outra coisa muito importante ressaltar é que não se pode colocar seringas usadas em lixo comum. Nós compramos na farmácia uma lata específica para descartar seringas usadas e os plasticos que ela mede a glicose (que contém sangue). Esta lata custa mais ou menos 7 dólares e aí quando estiver cheia você precisa olhar um posto autorizado próximo que receba esta lata. Aqui em casa foi possível levar para um hospital que recebe seringas somente dentro desta lata para descartar. Vale dizer que dentro de vários shoppings, aeroportos e lojas grandes no banheiro há também lugares específicos para descartar seringas, mas a minha mãe quando saía sempre guardava na bolsa e jogava na latinha em casa.

De vez em quando sempre aparece na televisão ou internet notícias de pessoas barradas na segurança ou imigração dos EUA e gente, não existe isso de que a pessoa foi barrada porque não conseguiu se comunicar. Nos aeroportos a maioria dos agentes falam espanhol também e há sempre serviço de intérpretes. Evite passar problemas na imigração levando documentação!! Não confie em eletrônicos, imprima documentos importantes e no caso de medicação sempre tenha a receita médica e traga medicamentos nas embalagens originais, porque isso ajuda os agentes a identificar o que você está carregando.

Com todos estes cuidados e preparos a viagem da minha mãe foi bem mais tranquila, mas isso não quer dizer que eu não me preocupei menos com ela. Desta viagem ela ganhou mais experiência e eu um punhado de novos cabelos brancos.

Casamento 1 - Canadá

Pois bem, o casamento do primo do meu marido aconteceu no começo deste mês e depois de muita preparação - principalmente psicológica - tudo deu certo e a experiência foi melhor do que eu imaginava.
Os noivos queriam algo bem informal, apenas uma oficialização e reunir os parentes para celebrar a união deles. O casamento não foi grande apesar da família quase inteira (faltou os 2 sobrinhos do meu marido) participar da festa - um total de 37 pessoas estavam presentes na cerimônia que aconteceu no salão de festas do prédio dos noivos.
Valeu a pena eu ter passado várias tardes frustradas em frente ao espelho da minha casa e assistindo tutorias de penteados "fáceis" e tentando ajeitar o cabelo sozinha, pois no dia da cerimônia meu cabelo ajudou e eu conseguir fazer um penteado que recebeu vários elogios. Pode parecer bobeira, mas isso estava me tirando o sono!
Era uma tarde quente e um pouco nublada em Vancouver e a vista do lugar era incrível - era possível ver as montanhas e também o aeoporto que ficava a apenas alguns quilometros de distância de onde eles moram. Achei interessante e até romântico a vista do aeroporto, afinal, sem ele teria sido quase impossível os noivos terem se encontrado já que ele é canadense e ela indiana.
A cerimônia foi simples feita por um juiz de paz e contou também com a presença dos pais e irmão da noiva. Todos estavam muito felizes e quando a noiva apareceu arrancou suspiros de todos presentes. E o noivo segurou para não chorar quando a viu.
Ela vestia um vestido vermelho de cetim maravilhoso, juro que ela parecia uma princesa de verdade, com um sorriso irradiante que contagiou e emocionou todos presentes.  Algumas pessoas pareciam surpresas com a escolha da noiva, mas eu já tinha pesquisado sobre a cultura indiana e sabia que ela não usaria branco, já que é associado com funeral e luto.
A cerimônia durou uns 15 minutos e depois disso passamos uma tarde gostosa conversando, comendo muitos quitutes e os parentes do meu marido colocando a conversa em dia e tirando mil fotos, já que a última vez que todos se reuniram foram há 22 anos no casamento de um outro primo.
A festa terminou acho que era umas 8 da noite com todo mundo feliz e satisfeito. Fiquei honrada quando a noiva deu um porta-joias de madeira de presente que os pais dela trouxeram da Índia e um pouco antes de nos despedirmos ela nos convidou para participar do casamento deles que acontecerá na Índia*.
Quando estávamos nos preparando para ir embora, dividimos o povo nos carros e aí a esposa do best man (o melhor amigo do noivo) ficou de ir conosco no carro. Ela estava tão bêbada, tão bêbada que não falava coisa com coisa. Ela quase surtou quando eu falei que era brasileira e aí ela falou com admiração que nunca tinha conhecido uma brasileira tão branca como eu, como era possível que eu era brasileira e que eu era muito exótica e que ela queria ter nascido em um lugar exótico ao invés de ser uma branca nascida no Canadá... Se fosse em outra circunstância eu até teria argumentado com ela, mas bêbada do jeito que ela estava não adiantava falar muita coisa, só ia dar mais pano para manga  e a conversa não iria terminar bem...
Apesar de ter sido um casamento bem informal e descontraído todo mundo estava bem vestido e fiquei feliz que não caí no conto de que os pais do noivo que estavam organizando disseram que poderia vestir qualquer coisa...
Outra coisa que achei bem interessante e só reforçou o que havia dito no post anterior, só havia 2 pacotes de presente numa mesa reservada para presentes aos noivos e havia um cestinho com vários envelopes ($$$).

*Casamento na Índia
Os pais da noiva como manda a tradição irá realizar um "pequeno" casamento hindu na Índia em dezembro e todos da família do noivo foram convidados a participar.  Eu quase pulei de tanta alegria porque isso é algo que eu SEMPRE tive vontade de participar e a Índia está na minha lista de lugares do mundo para conhecer desde que eu me considero gente. Estamos aguardando o convite oficial e resolver uns assuntos no trabalho do meu marido para comprarmos as passagens. Falei pra ele que não precisa me dar nenhum presente pelos próximos 10 anos se realmente formos para o casamento e tomara que tudo dê certo!
Será uma experiência sem igual, já que os casamentos indianos são mundialmente conhecidos pela alegria, tradições e riqueza cultural.

Será intessante ver a perspectiva do meu marido participando pela primeira vez de um casamento no Brasil, que apesar de fundamentalmente ser a mesma coisa, é completamente diferente de tudo o que ele já participou, ainda mais que nós seremos padrinhos da minha irmã e praticamente boa parte dos 250 convidados faz parte da minha família.

Uma questão de privacidade

Gosto muito de ler blogs de pessoas que compartilham além de seus pensamentos e opiniões um pouco de suas vidas. Existem pessoas que acompanho a muito tempo e parece até que a gente conhece a pessoa, a cidade, sua família. Cria-se uma relação muito próxima com alguém que a gente pode até nunca ter trocado uma palavra, um comentário. E confesso que fico triste quando de repente a pessoa some da esfera e espero que um dia a pessoa retorne para dar algumas notícias. Quem nunca acompanhou um blog que sentiu a mesma coisa levante a mão.
Apesar de gostar muito de ler blogs pessoais confesso que eu não tenho CORAGEM para expor mais da minha vida pessoal.
Há uns 8 anos eu tinha um blog da época em que era au pair, interagia muito com outras meninas que estavam no processo e encontrei amigas que se tornaram pessoas muito próxima de minha vida no mundo real. Era um lugar que eu desabafava sobre as chatices que é morar com os patrões e colocava a minha opinião e experiências sobre o que estava vivendo. Era o meu cantinho e escrevia muito, quase toda semana até que um dia... bem o mundo da internet não é tão grande assim e uma menina que era amiga da minha patroa começou a ler o meu blog e começou a compartilhar o que escrevia pra ela. Pensa que você está lá num bar desabafando com tua amiga o quanto o teu chefe é um incompetente, as merdas que ele faz e aí alguém que conhece você e teu chefe vai lá e diz pra ele tudo o que você falou. Já viu o desastre né?
Então eu comecei a escrever mais esporadicamente e meio vago e aí perdi a vontade de escrever e acabei fechando o blog de vez. Lição número 1 que aprendi é: você nunca sabe quem está lendo o que você escreve e o anonimato não é tão seguro hoje em dia...
Por isso quando resolvi escrever este blog eu decidi falar o suficiente da minha vida para que não ficasse uma coisa vaga, mas também não compartilho muitas fotos e histórias pessoais, porque depois do que aconteceu com o primeiro blog eu fiquei pé atrás. Algumas pessoas pedem e querem algo mais íntimo, mas não tenho coragem e sei que posso manter um blog com a minha cara sem mostrá-la.
Esta semana aconteceu algo que realmente me assustou muito e me deu certeza de que devo continuar preservando a minha privacidade.
Participo de um grupo que troca cartas com um grupo que começou no Brasil. Entrei neste grupo porque gosto muito de escrever e receber correspondência que não seja apenas contas no correio. Pois bem, antes de dar o meu endereço decidi abrir uma caixa postal no correio próximo da minha casa, porque né gente, se eu não gosto de compartilhar histórias sobre a minha vida na internet, muito menos iria colocar o meu nome e endereço real numa lista de correspondência para um monte de estranhos. Principalmente porque vivemos na época de Google maps onde você pode ver exatamente a casa, o bairro onde a pessoa mora - ( abrindo parênteses pra contar uma história engraçada... quando o Google estava fazendo o mapeamento em São Paulo, meu pai estava em frente da casa da minha mãe então quando bate uma saudade dele, só colocar no Street View o endereço da minha mãe que eu não só vejo a minha antiga casa como vejo o meu pai! Claro que eles embaçaram o rosto dele, mas quem o conhece o identifica! - fecha parêntesis).
Pois bem, comecei a trocar correspondências principalmente com pessoas no Brasil e sei que a curiosidade é muito grande pra saber como é a vida aqui, mas olha, eu não moro em Beverly Hills e todos aqueles filmes e idéias de vida californiana que passam nos filmes e seriados passam de longe com a minha realidade... maaaas, algumas pessoas ainda acreditam que eu tenho uma piscina de dinheiro igual o Tio Patinhas na minha casa, saio dirigindo Ferrari e viajando de jatinho particular por aí ou então tomando suco a beira da piscina da minha mansão...
Esta semana recebi duas cartas de uma mesma pessoa que me deixou de cabelo em pé. Como os correios estavam de greve a primeira carta datava de abril e a segunda de maio.
Já havia me correspondido com essa pessoa anteriormente, recebi uma carta dela ano passado e havia respondido, a pessoa estava passando por problemas de saúde e depressão e escrevi uma carta dando palavras de apoio e tal.
Na segunda carta que ela me mandou, pediu o MEU TELEFONE pra adicionar no whatsapp e trocar emails. Bom, dei uma cortadinha de leve dizendo que entrei no grupo de cartas para trocar CARTAS e que preferia que mantivéssemos correspondências assim.
Voltando às cartas que recebi nesta semana, a primeira era uma carta de umas 5 páginas dizendo que ela tinha ficado chateada mas que entendia que eu não passaria informação pessoal, aí contou a história da vida dela, dos problemas de saúde, só que a carta começou a ficar muito confusa, as histórias misturadas e aí ela falou que estava ficando surda por problemas de saúde, mas não queria usar aparelho auditivo que teria que fazer um tratamento caro pra não ficar surda de vez e que tinha tentando fazer uma vaquinha online só que ninguém tinha visualizado a página dela - AGORA PASMEM - aí ela pediu pra EU abrir uma página pedindo dinheiro pra ajudar no tratamento dela na página GoFundMe, que é um site onde pessoas contam suas histórias e pedem doações só que o dinheiro é apenas depositado em alguns países da America do Norte e Europa, então ela precisava de alguém que morasse nos EUA pra receber o dinheiro e mandar pra ela e que se eu fizesse isso poderia ficar com uma porcentagem da doação...
Ela disse que entenderia se eu não quisesse abrir a conta, mas que ela sem tratamento iria ficar surda e que depois me mandaria mais detalhes pra abrir a página e mandou o email dela.
Meu, sério que fiquei um tempo sem saber o que fazer. Eu fiquei imaginando o desespero da pessoa pra me mandar uma carta destas, mas ao mesmo tempo comecei a pensar se era realmente verdade o que ela estava falando e dei graças a Deus que ela não tinha o meu endereço e nome verdadeiro ( eu uso o nome de solteira neste grupo), porque se eu quisesse responder, ela nunca poderia me achar.
Confesso que fiquei com dó mas joguei a carta no lixo, eu simplesmente não ia responder nada até que dois dias depois chegou a segunda carta dela contando como ela estava ficando surda e que iria se matar se ficasse surda mesmo porque senão não conseguiria viver desta forma.
Meu, que desespero senti... não tem jeito acabo me envolvendo demais e eu me importo com a dor das pessoas, ainda mais quando alguém fala em suicídio. Por experiência própria eu sei que a maioria das pessoas que falam em cometer suicídio não estão brincando... e eu não queria ser responsável por uma tragédia (to falando que me envolvo demais?!).
Então eu sentei, pedi sabedoria pra Deus e respondi a carta dizendo que não poderia ajudar abrindo a página por questões práticas - teria que colocar meus dados bancários e burocráticos - como eu iria enviar o dinheiro para o Brasil?, mas também dei palavras de apoio e sugestão para procurar ONGs e até mesmo o hospital da USP para recursos para fazer tratamento.
Meu marido disse que não deveria escrever nada, mas não podia não fazer nada... então fiz o que era possível e torço para que esta pessoa encontre ajuda que precisa.
Só que com esta história veio a certeza de que eu não estou errada em me proteger não divulgando informações pessoais e queria só compartilhar esta história para dizer que nem só de gente boa e com bom senso está este mundo de internet... pra gente tomar cuidado o que fala e escreve por aí, nunca se sabe quem lerá e o que fará com as informações que colocamos por aí.

Casamentos

Eu amo ir à casamentos.
Quando eu era adolescente, fazia parte de um grupo de jovens de uma igreja batista então de vez em quando sempre tinha um casamento acontecendo. Nesta época, a igreja inteira era convidada e eu sempre fazia questão de ir para a cerimônia e sempre chorava no momento do sim. - sou manteiga derretida assumida!
Eu queria estar ali para presenciar um momento bonito na vida dos meus amigos e confesso que nunca dei muita atenção para recepção, comes e bebes - que geralmente era alguns salgadinhos, bolo e refrigenrante. Quando podia contribuía para alguma vaquinha para comprar presentes, senão ia de mãos vazias mas com o coração cheio de alegria.
Ah, se as coisas continuassem tão simples como era antigamente...
Depois que me mudei para os EUA, participei somente de 2 casamentos - incluindo o meu e ambos foram bem diferentes de  casamentos tradicionais cheios de pompa e circunstâncias. No meio do ano em um período de 30 dias, vou participar de 2 casamentos - o primo do meu cunhado e minha irmã mais nova - e confesso que isso está gerando um pouco de ansiedade.
Primeiro porque um casamento será no Canadá e o outro no Brasil. É uma logística enorme conciliar vôos, hospedagens de hotel e não magoar o sentimento das pessoas no caminho. Porque sempre vai ter um que vai ficar triste/criticar porque você decidiu ficar em um hotel e alugar carro do que depender de pessoas que estarão super envolvidas na cerimônia e participação do casamento e a última coisa que eu e meu marido queremos é ser mais um peso para eles.
Aí vem questões menores, mas não menos importante de como se vestir, como é que vou me arrumar e o que dar de presente! Apesar de estar somente alguns meses de distância, não tenho a menor idéia de como será o  "estilo da cerimônia" e dizer pra mim que tudo será simples, não significa que vou de qualquer jeito - ainda mais com dezenas de olhos de parentes julgando cada milímitro da sua aparência.
Presentes pelo menos eu e o meu marido já decidimos que vamos dar em dinheiro, principalmente porque ambos casais já moram juntos ou tem casa quase pronta e nada pior do que receber um presente com carinho de alguém mas que é algo que você já tenha ou que seja quinquilharia. Sério, dinheiro é o melhor presente que alguém pode receber e não acho que o valor tenha importância. Seja qual for a quantia, mesmo que seja 5 reais, acho que é mais válido do que comprar algo que a pessoa não vai gostar. E desta forma o casal pode julgar em como gastar, pagando lua-de-mel, comprando coisas que gostem/precisem ou até mesmo ajudando com os gastos do casamento - que sabemos que não são poucos. Mesmo dinheiro sendo o presente mais útil, não entendo porque tem tanta gente que torce o nariz para esta prática.
Até julho espero encontrar vestidos para usar e encontrar um tutorial básico de como fazer maquiagem e cabelo sozinha, mas elegante e praticar muito porque não terei tempo de marcar para fazer com um profissional. Se alguém tiver uma sugestão aceito com muito gosto!!
Acho que será uma grande experiência, principalmente para o meu marido que nunca participou de nenhum tipo de cerimônia ou festa no Brasil. Espero que ele sobreviva.
E eu também.

Salada gramatical

Com o término da faculdade acabaram-se também as aulas de espanhol. Havia prometido para mim mesma que continuaria estudando e praticando a língua em casa, o que óbvio não aconteceu. Quase 3 meses depois, a pilha de livros de gramática ficaram intocados na minha mesa então decidi que era hora de retornar para a sala de aula.
Há 2 semanas retornei a estudar na minha antiga escola de espanhol numa cidade próximo de casa.
Já conhecia a escola, as professoras e achei que seria uma boa idéia estudar pela manhã já que o meu cérebro estava mais atento para encarar as 3 hora seguidas de aula. As pessoas do curso são bem mais velhas - sou a caçula da turma, então achei que fosse uma turma ideal que levaria as coisas bem à sério e as aula seriam bem produtivas.
É verdade que todos fazem os deveres e estão sempre prontos para conversar, discutir assuntos e possuem o mesmo nível ou até melhor que o meu no idioma. Com apenas 6 alunos, falamos muito o tempo inteiro o que é ótimo, mas aí chega a parte da gramática e é um desastre total.
Estou revendo a maioria dos conceitos gramaticais que foram jogados em mim durante as 12 semanas do último trimestre da faculdade.  Nesta hora o bendito português ajuda e muito, principalmente quando vamos conjugar verbos e combinar diferentes tempos verbais na mesma frase. O problema é que algumas estruturas não fazem o menor sentido com a gramática da língua inglesa e os colegas passam uma grande parte da aula traduzindo e debatendo pra encaixar espanhol na gramática do inglês para fazer sentido pra eles, e a de gramática de 3 idiomas diferentes começam a se misturar na minha cabeça.
Em dias como hoje me pergunto porque eu não decidi aprender espanhol quando estava no Brasil, eu acho que seria muito mais fácil pra assimilar toda a salada de gramática e não me enrolar tanto com as palavras que às vezes escapam do vocabulário do português e não fazem o menor sentido em espanhol...
Depois dizem que aprender inglês é difícil... se você conseguiu aprender gramática da língua portuguesa, te garanto que inglês é uma fichinha!

Formada!

Esta semana fui buscar o meu diploma na faculdade. Estou oficialmente formada.
Na minha faculdade quando você está cursando o trimestre (no caso da minha faculdade que é trimestral) em que vai completar os créditos para concluir o seu curso, você pode entrar com o pedido do diploma. Depois do requerimento o pessoal da faculdade faz uma avaliação para ver se você tem todos os requerimentos e se, dependendo do que cursar, tem direito a mais de uma graduação ou certificado e em 3 meses o diploma fica pronto.
Quando recebi o email que poderia retirar fui toda feliz e contente pra ficar sabendo quando cheguei lá que o meu sobrenome estava escrito errado. 😒
No dia seguinte recebi email que a correção tinha sido feita e que eu poderia buscar o diploma. Fiquei tão feliz!
A mulher que me entregou o envelope me parabenizou e disse que eu deveria ficar muito orgulhosa. Saí de lá muito contente e com um misto de sentimentos dentro de mim. A cerimônia de colação de grau acontece apenas uma vez por ano no verão, por isso só terei a colação de grau no final de junho. Estou bem feliz que a minha mãe estará aqui e poderá participar deste momento comigo.
Agora a pergunta mais difícil que eu tenho que responder para os meus amigos no Brasil é do que eu sou formada já que não é um bacharelado, é um Associate Degree in Arts - Arts and Letters Emphasis e não tem um curso equivalente no Brasil. Tento explicar que é como se fosse um tecnólogo em artes e letras, mas por causa dos cursos que eu estudei, muito mais letras que artes - já que estudei francês e espanhol e só tive uma aula de artes porque era obrigatória.
Algumas pessoas aqui não dão muita importância para um Associate Degree, principalmente em algo que não seja "útil". Eu estava pensando em fazer um bacharelado de linguística, então é como se eu estivesse no meio do caminho. Daqui para frente só Deus sabe que rumo acadêmico e se é que irei continuar, tomarei.
Meu marido me perguntou se a sensação de receber o diploma foi igual ou diferente do diploma que recebi no Brasil. A minha resposta é que os dois tem um grande valor pra mim, mas o sabor de receber cada um é muito diferente.
Quando recebi meu diploma no Brasil a sensação que tive foi de liberdade. É como se estivesse recebendo uma carta de alforria para poder seguir o meu caminho, já que era a única coisa que me prendia no Brasil e a última etapa a ser vencida antes de embarcar para os EUA. Ele também era um símbolo de vitória porque muita gente não acreditou que eu obteria sucesso na área de tecnologia.
Já o diploma daqui tem sabor de superação e vitória. Foram tantos obstáculos a serem vencidos até chegar este dia! Fazer um curso universitário na minha segunda língua, numa cultura diferente, longe de casa e lidando com a burocracia de visto e posteriamente problemas de saúde.
Comparar os dois é injusto porque estava em fases muito diferentes  na minha vida, além dos sistemas de ensino e cursos não terem nenhuma similaridade mas  acho que o daqui me deu muito mais trabalho por conta das tarefas intermináveis e das milhões de provas e trabalhos para entregar.
Sem o apoio irrestrito do meu marido que acreditou em mim e muitas vezes teve que sacrificar horas de lazer porque estava atarefada, e ter muita paciência e carinho nas malditas semanas de prova, não chegaria até aqui.
Agora é hora de curtir umas merecidas férias 😄

Memórias

No finalzinho do mês passado fizemos uma visita relâmpago para os meus sogros na Escócia e aconteceu um fato extraordinário naquela visita que me tocou profundamente.
A minha sogra é uma pessoa que guarda tudo. TUDO! Ela tem grande interesse na árvore genealógica da família e mantém registros e fotos de absolutamente tudo.  De vez em quando quando estou por lá ela pega alguma coisa para me mostrar - como álbum de fotos, vídeos de quando ela era solteira e do casamento dela, pedaços do jornal da cidade com fotos do meu marido, quando ele tocava na banda da escola e descobri que ele era um gênio no piano, passando nos exames com honras - a ponto de ir para o jornal.
Nesta última vez, enquanto estávamos assistindo a mais um programa de perguntas-resposta na noite antes de seguirmos viagem ela trouxe uma mala antiga que pertencia à mãe dela. De dentro desta mala tinha uma foto da mãe dela da época que ela era enfermeira na Segunda Guerra Mundial, cartões que eles utilizavam para pegar a comida que era racionalizada, fotos do pai dela. Já me deu um aperto no  coração ver aqueles pedaços de história, porque uma coisa é você ler e ouvir sobre guerra outra bem diferente é enxergar de uma forma tão pessoal, tão próxima de você.
E aí ela pegou um livrinho e disse que tinha sido o tio da avó dela. Era um diário de bordo, escrito durante a jornada entre Glasgow na Escócia até a Nova Zelândia em 1900. EM MIL E NOVECENTOS!!! O livrinho estava bem conservado, mas era difícil ler porque a caligrafia era bem trabalhada, mas fiquei encantada com o que tinha nas mãos. O conteúdo não era algo extradiornário, mas ele contava como era o jantar, com quem falou, como estava o mar... li apenas algumas páginas, mas não pude deixar de ver a última página que era justamente do dia que ele chegou na Nova Zelândia e ele se dizia esperançoso de que a irmã (mãe da vó da minha sogra - acho que é a tataravó do meu esposo??) recebesse o diário de bordo e que ela estivesse bem. A minha sogra disse que ele nunca mais retornou para a Escócia e acho que enviou poucas cartas para a casa.
Pra mim foi algo que tocou fundo no meu coração por milhões de motivos... Nunca que aquele homem iria imaginar que 117 anos depois uma brasileira que de certa forma era agora parente dele estaria lendo o seu livrinho, contando um pedaço da sua vida...
Sempre tive muita vontade de escrever, de contar fatos, sentimentos, de tirar fotos... não para postar em redes sociais, mas para guardar como memórias porque a gente pode não se lembrar disso com frequência, mas assim como os momentos, as pessoas em nossas vidas também são passageiras e a nossa memória falha e muito!!!
Quem é que nunca pegou uma foto antiga e tinha uma pessoa que a gente mal conseguia lembrar o nome? Ou que trouxe uma memória queria de alguém que já não está entre nós ou que simplesmente seguiu um rumo diferente na vida e que a gente nunca mais soube o que aconteceu?
Quando eu era au pair eu mantinha um registro semanal das coisas que eu via, aprendia e descobria aqui nos EUA e dividia com meus amigos e família no Brasil. Era o meu diário de bordo que demorava horas cada semana para ser escrito e que eu parei de escrever no segundo ano aqui porque comecei a perceber que ninguém tinha tempo ou se interessava para ler sobre o que eu vivia aqui.
Parei de escrever os emails semanais, mas continuei um blog pessoal, um diário e hoje, eu fico feliz de ter este registro comigo, até mesmo emails que trocava com amigas cheios de confidência, esperanças e sonhos porque a minha memória é traiçoeira e nem sempre consigo me recordar da forma real que me senti e o que vivi naquela época. As dores e as alegrias podem ser amenizadas ou exageradas em sua proporção e de vez em quando eu leio aqueles emails para me recordar da pessoa que EU mesma era um tempo atrás...
Por isso, continuo persistindo em escrever diário, imprimir fotos e fazer albuns porque sim a internet facilita e muito guardar estas coisas, mas nada como o bom e velho papel, algo concreto para guardar para futuras gerações ou até mesmo para si própria quando a memória dos dias da juventude forem apenas uma névoa na memória...
No fundo queremos ser lembrados e queridos para sempre, por muitos, mas lendo aquele diário eu percebi que o que falam é verdade, que em menos de 100 anos, a maioria de nós seremos apenas mais um ser humano que passou por este mundo e que a existência não é nem lembrada... o que dá um sentimento de humildade e de poder viver o melhor possível e poder fazer o bem para a maior número de pessoas possível porque mais cedo do que imaginamos, seremos apenas um nome, uma vaga memória, um rosto desconhecido num porta-retrato.

10 anos de EUA

Esta semana completou 10 anos que cheguei nos EUA.
UMA DÉCADA!
Engraçado que o aniversário da minha chegada aqui coincidiu com a minha chegada nos EUA de uma viagem internacional e estes dois momentos não poderiam ser tão diferentes!
Há 10 anos cheguei aqui com a minha vida inteira dentro de 2 malas e 200 dólares no bolso. Era uma manhã gelada no aeroporto JFK em Nova Iorque. Estava encantada e confusa ao mesmo tempo, tentando fazer sentido do que o oficial da imigração falava as 5 e pouca da manhã depois de 10h dentro de um avião. Esta tinha sido a minha primeira viagem de avião e lembro de ter me fascinado de ter conversado com a aeromoça em inglês e dela ter me entendido.  Tive que abafar a risada no banheiro do avião quando dei descarga e tomei um susto com a sucção do vaso, a primeira de tantas descobertas que faria nesta viagem... O meu avião estava cheio de brasileiras que também estavam indo para a semana de treinamento de au pair, mas eu sentei sozinha, na janela - cortesia da moça do check in que me deu este assento já que era a minha primeira viagem de avião. Queria saborear cada momento, cada sensação e não queria sentir vergonha das muitas lágrimas derramadas em meio aos pensamentos de ansiedade misturados com sonhos e a saudade, que seria a minha companheira dali por diante.
Fico feliz em ter registros escritos e através de fotos deste tempo aqui, porque assim posso reviver momentos, lembranças e revere pessoas que já não fazem parte da minha vida, mas que contribuiram para o meu crescimento e de alguma forma contribuiram para o que me tornei hoje.
Não me recordo se já comentei aqui, mas os meus planos iniciais era permanecer nos EUA somente por 2 anos e seguir caminho desbravando a minha "terra prometida" que era o Canadá.  Mas fico feliz com o rumo que a minha vida tomou e agora, quando o avião chega nos aeroportos de San Francisco ou de San José, o meu coração bate alegre pois sei que cheguei em  casa e que alguém que me ama muito está comigo ou me esperando no hall de chegada do aeroporto.
Quando cheguei em 2007 tinha muitos sonhos, esperanças e muitas dúvidas com o rumo que a minha vida estava tomando. Recebi muitas críticas por deixar a vida de recém-formada e recém-contratada para ser babá de gente rica e arrogante em outro país. Algumas pessoas me achavam louca e irresponsável, outras invejavam a coragem e determinação de desbravar sozinha terras estranhas e distantes. Mas não creio que estava sozinha pois em primeiro lugar, sempre soube que Deus estava comigo em todos os momentos e o amor e apoio da minha mãe e de alguns amigos também me sustentaram nos momentos difíceis. Pra ser sincera eu nem me achava nem corajosa e nem irresponsável, só estava fazendo o meu possível para realizar meus sonhos e objetivos.
Dos sonhos que trouxe comigo do Brasil, alguns se tornaram se realidade e outros nunca se concretizaram. Em compensação muitos que se tornaram realidade eu nem imaginava que viveria. É sempre bom não tentar seguir um roteiro na vida, pra dar oportunidade pras coisas inesperadas acontecerem.
Encontrei muitas dificuldades, enfrentei muita solidão, medo mas eu encontrei uma força e determinação dentro de mim que nem sabia que existia. É verdade o que as pessoas falam que às vezes a gente precisa estar só para poder se conhecer, avaliar crenças, valores e crescer. Estou longe de ser perfeita, mas creio que minha percepção do mundo e de mim mesma melhorou muito com o passar destes 10 anos.
Acredito que a decisão mais corajosa que tive não foi a de sair do Brasil mas sim permanecer nos EUA porque tive que abrir mão de participar da vida das pessoas que eu amo e que ficaram no Brasil.
Os relacionamentos mudaram e não sei se foi porque eu amadureci ou por conta da distância, as pessoas se acostumaram com a minha vaga presença em suas vidas. É o preço de quem mora longe, um preço muito alto e que é muito difícil de pagar. No meu caso, um preço que ainda vale a pena.
Os dias, as estações parecem que demoram tanto a passar, mas os anos passam muito rápido. Por isso  tento ter paciência quando os dias ruins chegam, quando as notícias não tão boas porque sei que por mais difíceis e dolorosos que sejam, eles não são eternos. E os momentos bons eu tento saborear o máximo que posso, tento guardar cada lembrança na memória,  porque sei que estes também são passageiros em nossas vidas e são eles que nos dão forças quando as coisas não estão tão bem.
Sou grata à Deus que me deu muitas boas oportunidades e também me deu sabedoria para saber escolher e aproveitar cada uma da melhor maneira possível.
Se eu pudesse ter uma conversa com aquela jovem de 25 anos no aeroporto de JFK,  eu iria dizer obrigada por ter sabiamente, mesmo sem saber, tomado várias decisões importantes que seriam fundamentais para a felicidade dela no futuro. E entrar naquele avião foi apenas uma delas.

Preenchendo formulários para embarque no antigo terminal internacional em Guarulhos - Fev/2007

Que janeiro foi esse?

Não acredito que janeiro já passou... 2017 chegou com tudo trazendo consigo muitas coisas boas mas muitas coisas nem tão boas assim...
Fiquei bem ocupada durante este  primeiro mês do ano com a preparação da casa para a chegada dos meus sogros e tios do meu marido que vieram nos visitar por algumas semanas. É muito bom ter a casa cheia de conversa e risada mas como anfitriã sempre tem muito trabalho para entreter e alimentar os hóspedes.
Na segunda metade de janeiro fomos com meus sogros para o Hawaii e foi muito bom poder descansar e recarregar as energias. Foi nesta viagem que passei alguns momentos sozinha antes do sol  nascer pensando na vida e encontrando respostas para o que estava me tirando o sossego há alguns dias. Fiquei decepcionada porque mais uma vez não foi possível ver a lava do vulcão ativo Kilauea porque estava chovendo muito para descobrir uns dias atras que ele está expelindo literalmente uma cachoeira de lava no Oceano...
Uma coisa incrível e inesperada aconteceu nesta viagem, estava em um supermercado por lá quando encontrei, quer dizer o meu marido encontrou uma amiga minha lá por acaso. Ele comentou que havia ouvido alguém falando português no mercado e a minha amiga que estava ao telefone o viu e o reconheceu!!! Tinha perdido contato com ela porque ela mudou de celular e foi muito bom revê-la. Ela se mudou para o Hawaii há algum tempo e está adorando a vida sossegada por lá, fiquei feliz porque ela tinha acabado de descobrir que estava grávida e compartilhamos alegrias e lágrimas ali mesmo na entrada do supermercado.
Retornar para casa foi retornar para as preocupações que tem invadido a maioria das casas das pessoas nos EUA nas últimas semanas. Ainda custo a acreditar que aquele homem laranja é o atual presidente do país. Não consigo acreditar que existem pessoas que o apoiam, mesmo ele trazendo medo e insegurança para muitas pessoas de bem.
Além de ele tomar atitudes protecionistas e xenofóbicas, fica cutucando países "inimigos" com a vara curta, quero dizer, com 140 letras pelo Twitter... e tem criticado publicamente a mídia e chamando instituições como CNN e New York Times de mídia falsa. Concordo que a forma que muitas coisas apresentadas ao povo americano é baseado em sensacionalismo e terror mas esse tipo de comentário tem basicamente atacado qualquer veículo que publique críticas dirigidas à ele e suas políticas.
Só sei que há um clima de instabilidade muito grande no país e pelo menos na baia de São Francisco tem gerado muitos protestos e indignação.
Vamos ver o que irá acontecer daqui pra frente mas não acredito que ele terminará o mandato de 4 anos...
Esta semana o que me embrulhou o estômago foram as reações das pessoas na internet quanto a morte da esposa do Lula. Sinceramente não entendo como as pessoas podem destilar tanto veneno e maldade quando estão por trás de uma telinha no conforto de sua casa. Independente de sua visão política e sua opinião sobre o Lula uma pessoa faleceu e acho que o mínimo que devemos ter é respeito pela dor do próximo. Li alguns discursos do próprio Lula usando a morte da esposa como desculpa para ataque político e isso é errado também.
2017 eu juro que pensei que você seria melhor do que 2016 mas a julgar por janeiro eu não sei não...

Retrospectiva 2016

Ufa! Acabou 2016... e que ano hein?
Apesar de tanta coisa ruim ter acontecido durante 2016, pra mim foi um ano muito bom, cheio de conquistas, superação e alegrias. Espero que o ano que se inicia seja melhor para todos nós e vamos torcer para o Tio Laranja não destruir o mundo até o próximo 1 de janeiro...
Seguindo a tradição e sem mais demora segue a curta retrospectiva de 2016.

  1.  O que você fez em 2015 que você nunca tinha feito antes? Ido à um funeral budista nos EUA.
  2. Você manteve as suas resoluções de ano novo, e você fará novas resoluções para o próximo ano? Mantive a minha maior resolução que foi terminar a minha graduação na faculdade. Não foi fácil, mas valeu a pena!
  3. Alguém próximo de você teve filhos? Sim, as minhas 4 amigas que estavam grávidas tiveram seus lindos bebês, então a minha sobrinhada está aumentando cada vez mais!
  4.  Alguém próximo de você morreu? Sim, um vizinho aqui e um primo
  5. Quais países você visitou? Canadá e Brasil.
  6. O que você gostaria de ter em 2017 que lhe faltou em 2016? Mais tempo para cuidar da minha saúde física e mais viagens!!!
  7. Quais as datas de 2016 que ficarão em sua memória e por quê? 30 de julho - o dia em que vi a Adele cantando ao vivo. Melhor show da minha vida! E 15 de dezembro quando entreguei meu último exame na faculdade concluindo então meu curso.
  8. Qual foi a sua maior realização neste ano? Sem dúvida a maior realização foi ter completado o curso da faculdade!
  9. Qual foi a sua maior falha? Ter demorado para entender que os meus caminhos sou eu quem escolho e que não devo dar ouvidos a quem fica dando palpite pra minha vida.
  10. Você teve alguma doença/sofreu acidente? Puxa fiquei doente em julho com herpes-zóster (cobreiro), conhecida aqui como shingles.
  11. Qual foi a melhor coisa que você comprou? Este ano as melhores compras foram novamente para shows! O da Adele e do Coldplay! Valeu cada centavo!
  12. Onde você gastou a maior parte do seu dinheiro? Pagando contas e faculdade
  13. O que mais te deixou animada? Concluir a faculdade
  14. Qual música vai te fazer lembrar 2015? "When We Were Young" da Adele
  15. Comparando com a mesma época no ano passado, você está:
    1. mais feliz ou mais triste? Mais feliz
    2. mais magra ou mais gorda? Mais magra
    3. mais rica ou mais pobre? Mais rica
  16. O que você gostaria de ter feito mais? De novo, ter me exercitado mais e ter me preocupado de menos
  17. O que você gostaria de ter feito menos? Ficar justificando minhas escolhas pras pessoas.
  18. Como você passou o seu Natal? Com o meu marido em New York City. Nada de neve, de novo!
  19. Qual foi o seu programa favorito? Gilmore Girls - os 4 episódios do One Year in Life.
  20. Quais foram os seus livros favoritos neste ano? The Happiness Project da Gretchen Rubin. Foi totalmente diferente do que eu imaginava, mas mudou a minha perspectiva sobre felicidade.
  21. Qual foi a sua música favorita neste ano? When We Were Young da Adele
  22. Qual foi o seu filme favorito este ano? Não foram filmes novos, mas me marcaram muito foram dois filmes que trouxeram mensagens poderosas pra mim: "Joy" e "Big Eyes"
  23. O que você fez no seu aniversário e quantos anos você completou? Completei 35 anos! Sabe que eu não lembro o que fiz?
  24. O que faria o seu ano imensuravelmente mais satisfatório? Menos pressão pra fazer coisas
  25. O que a manteve sã? o amor e apoio do meu marido
  26. Conte uma lição de vida preciosa aprendida em 2016. Deus é o único que sabe o que vai acontecer amanhã e eu não devo me preocupar com o que poderá acontecer. Devo fazer as minhas escolhas no agora, da melhor forma possível e ter fé que tudo vai dar certo no final.
 Que 2017 traga boas surpresas e coisas boas para todos nós!