Com o término da faculdade acabaram-se também as aulas de espanhol. Havia prometido para mim mesma que continuaria estudando e praticando a língua em casa, o que óbvio não aconteceu. Quase 3 meses depois, a pilha de livros de gramática ficaram intocados na minha mesa então decidi que era hora de retornar para a sala de aula.
Há 2 semanas retornei a estudar na minha antiga escola de espanhol numa cidade próximo de casa.
Já conhecia a escola, as professoras e achei que seria uma boa idéia estudar pela manhã já que o meu cérebro estava mais atento para encarar as 3 hora seguidas de aula. As pessoas do curso são bem mais velhas - sou a caçula da turma, então achei que fosse uma turma ideal que levaria as coisas bem à sério e as aula seriam bem produtivas.
É verdade que todos fazem os deveres e estão sempre prontos para conversar, discutir assuntos e possuem o mesmo nível ou até melhor que o meu no idioma. Com apenas 6 alunos, falamos muito o tempo inteiro o que é ótimo, mas aí chega a parte da gramática e é um desastre total.
Estou revendo a maioria dos conceitos gramaticais que foram jogados em mim durante as 12 semanas do último trimestre da faculdade. Nesta hora o bendito português ajuda e muito, principalmente quando vamos conjugar verbos e combinar diferentes tempos verbais na mesma frase. O problema é que algumas estruturas não fazem o menor sentido com a gramática da língua inglesa e os colegas passam uma grande parte da aula traduzindo e debatendo pra encaixar espanhol na gramática do inglês para fazer sentido pra eles, e a de gramática de 3 idiomas diferentes começam a se misturar na minha cabeça.
Em dias como hoje me pergunto porque eu não decidi aprender espanhol quando estava no Brasil, eu acho que seria muito mais fácil pra assimilar toda a salada de gramática e não me enrolar tanto com as palavras que às vezes escapam do vocabulário do português e não fazem o menor sentido em espanhol...
Depois dizem que aprender inglês é difícil... se você conseguiu aprender gramática da língua portuguesa, te garanto que inglês é uma fichinha!
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Formada!
Esta semana fui buscar o meu diploma na faculdade. Estou oficialmente formada.
Na minha faculdade quando você está cursando o trimestre (no caso da minha faculdade que é trimestral) em que vai completar os créditos para concluir o seu curso, você pode entrar com o pedido do diploma. Depois do requerimento o pessoal da faculdade faz uma avaliação para ver se você tem todos os requerimentos e se, dependendo do que cursar, tem direito a mais de uma graduação ou certificado e em 3 meses o diploma fica pronto.
Quando recebi o email que poderia retirar fui toda feliz e contente pra ficar sabendo quando cheguei lá que o meu sobrenome estava escrito errado. 😒
No dia seguinte recebi email que a correção tinha sido feita e que eu poderia buscar o diploma. Fiquei tão feliz!
A mulher que me entregou o envelope me parabenizou e disse que eu deveria ficar muito orgulhosa. Saí de lá muito contente e com um misto de sentimentos dentro de mim. A cerimônia de colação de grau acontece apenas uma vez por ano no verão, por isso só terei a colação de grau no final de junho. Estou bem feliz que a minha mãe estará aqui e poderá participar deste momento comigo.
Agora a pergunta mais difícil que eu tenho que responder para os meus amigos no Brasil é do que eu sou formada já que não é um bacharelado, é um Associate Degree in Arts - Arts and Letters Emphasis e não tem um curso equivalente no Brasil. Tento explicar que é como se fosse um tecnólogo em artes e letras, mas por causa dos cursos que eu estudei, muito mais letras que artes - já que estudei francês e espanhol e só tive uma aula de artes porque era obrigatória.
Algumas pessoas aqui não dão muita importância para um Associate Degree, principalmente em algo que não seja "útil". Eu estava pensando em fazer um bacharelado de linguística, então é como se eu estivesse no meio do caminho. Daqui para frente só Deus sabe que rumo acadêmico e se é que irei continuar, tomarei.
Meu marido me perguntou se a sensação de receber o diploma foi igual ou diferente do diploma que recebi no Brasil. A minha resposta é que os dois tem um grande valor pra mim, mas o sabor de receber cada um é muito diferente.
Quando recebi meu diploma no Brasil a sensação que tive foi de liberdade. É como se estivesse recebendo uma carta de alforria para poder seguir o meu caminho, já que era a única coisa que me prendia no Brasil e a última etapa a ser vencida antes de embarcar para os EUA. Ele também era um símbolo de vitória porque muita gente não acreditou que eu obteria sucesso na área de tecnologia.
Já o diploma daqui tem sabor de superação e vitória. Foram tantos obstáculos a serem vencidos até chegar este dia! Fazer um curso universitário na minha segunda língua, numa cultura diferente, longe de casa e lidando com a burocracia de visto e posteriamente problemas de saúde.
Comparar os dois é injusto porque estava em fases muito diferentes na minha vida, além dos sistemas de ensino e cursos não terem nenhuma similaridade mas acho que o daqui me deu muito mais trabalho por conta das tarefas intermináveis e das milhões de provas e trabalhos para entregar.
Sem o apoio irrestrito do meu marido que acreditou em mim e muitas vezes teve que sacrificar horas de lazer porque estava atarefada, e ter muita paciência e carinho nas malditas semanas de prova, não chegaria até aqui.
Agora é hora de curtir umas merecidas férias 😄
Na minha faculdade quando você está cursando o trimestre (no caso da minha faculdade que é trimestral) em que vai completar os créditos para concluir o seu curso, você pode entrar com o pedido do diploma. Depois do requerimento o pessoal da faculdade faz uma avaliação para ver se você tem todos os requerimentos e se, dependendo do que cursar, tem direito a mais de uma graduação ou certificado e em 3 meses o diploma fica pronto.
Quando recebi o email que poderia retirar fui toda feliz e contente pra ficar sabendo quando cheguei lá que o meu sobrenome estava escrito errado. 😒
No dia seguinte recebi email que a correção tinha sido feita e que eu poderia buscar o diploma. Fiquei tão feliz!
A mulher que me entregou o envelope me parabenizou e disse que eu deveria ficar muito orgulhosa. Saí de lá muito contente e com um misto de sentimentos dentro de mim. A cerimônia de colação de grau acontece apenas uma vez por ano no verão, por isso só terei a colação de grau no final de junho. Estou bem feliz que a minha mãe estará aqui e poderá participar deste momento comigo.
Agora a pergunta mais difícil que eu tenho que responder para os meus amigos no Brasil é do que eu sou formada já que não é um bacharelado, é um Associate Degree in Arts - Arts and Letters Emphasis e não tem um curso equivalente no Brasil. Tento explicar que é como se fosse um tecnólogo em artes e letras, mas por causa dos cursos que eu estudei, muito mais letras que artes - já que estudei francês e espanhol e só tive uma aula de artes porque era obrigatória.
Algumas pessoas aqui não dão muita importância para um Associate Degree, principalmente em algo que não seja "útil". Eu estava pensando em fazer um bacharelado de linguística, então é como se eu estivesse no meio do caminho. Daqui para frente só Deus sabe que rumo acadêmico e se é que irei continuar, tomarei.
Meu marido me perguntou se a sensação de receber o diploma foi igual ou diferente do diploma que recebi no Brasil. A minha resposta é que os dois tem um grande valor pra mim, mas o sabor de receber cada um é muito diferente.
Quando recebi meu diploma no Brasil a sensação que tive foi de liberdade. É como se estivesse recebendo uma carta de alforria para poder seguir o meu caminho, já que era a única coisa que me prendia no Brasil e a última etapa a ser vencida antes de embarcar para os EUA. Ele também era um símbolo de vitória porque muita gente não acreditou que eu obteria sucesso na área de tecnologia.
Já o diploma daqui tem sabor de superação e vitória. Foram tantos obstáculos a serem vencidos até chegar este dia! Fazer um curso universitário na minha segunda língua, numa cultura diferente, longe de casa e lidando com a burocracia de visto e posteriamente problemas de saúde.
Comparar os dois é injusto porque estava em fases muito diferentes na minha vida, além dos sistemas de ensino e cursos não terem nenhuma similaridade mas acho que o daqui me deu muito mais trabalho por conta das tarefas intermináveis e das milhões de provas e trabalhos para entregar.
Sem o apoio irrestrito do meu marido que acreditou em mim e muitas vezes teve que sacrificar horas de lazer porque estava atarefada, e ter muita paciência e carinho nas malditas semanas de prova, não chegaria até aqui.
Agora é hora de curtir umas merecidas férias 😄
Done!
Quinta-feira passada disse adeus à minha melhor amiga dos últimos 3 meses: a calculadora TI-84. Saí da prova de estatística e andei pelo campus da faculdade pela última vez como estudante.
Ao passar pela biblioteca e pátio central, o sino da faculdade que marca as horas começou a badalar e eu juro que me senti meio Cinderella escapando antes da meia-noite.
Um sonho que foi algo tão distante um dia, se tornou real.
Embora muitas pessoas me perguntem o que será daqui para frente eu ainda não estou preocupada com isso. Quero saborear o momento, o agora, a minha conquista.
Por que será nunca estamos contente com o que conseguimos e sempre temos que pensar no próximo passo, na próxima conquista, na próxima vitória?
Vou saborear este finalzinho com muita festa e muito feliz porque apesar deste ano de 2016 ter sido absurdamente maluco, foi um ano de grandes realizações pessoais.
Ao passar pela biblioteca e pátio central, o sino da faculdade que marca as horas começou a badalar e eu juro que me senti meio Cinderella escapando antes da meia-noite.
Um sonho que foi algo tão distante um dia, se tornou real.
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| Última sessão de estudo antes da prova de estatística |
Embora muitas pessoas me perguntem o que será daqui para frente eu ainda não estou preocupada com isso. Quero saborear o momento, o agora, a minha conquista.
Por que será nunca estamos contente com o que conseguimos e sempre temos que pensar no próximo passo, na próxima conquista, na próxima vitória?
Vou saborear este finalzinho com muita festa e muito feliz porque apesar deste ano de 2016 ter sido absurdamente maluco, foi um ano de grandes realizações pessoais.
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| Sei como você se sente Adele... |
Quase lá...
Eu deveria estar estudando para minhas provas finais, mas ao invés disto estou aqui procrastinando escrevendo no blog.
Esta é a minha última semana na faculdade. Duas provas, um trabalho e pronto. ACABEI!!!
Foram longos 5 anos que deveriam ter sido 2 anos e 3 meses, mas hey, a vida nos últimos 3 anos me deu várias surpresas (agradáveis e nem tanto) e por isso agora estou finalmente me graduando.
Já ouvi várias pessoas tentando diminuir a minha auto-estima, já que para os americanos estou apenas na metade do caminho (sei que estou devendo escrever sobre o sistema de ensino americano, e vou fazê-lo assim que me livrar dele), pois ao contrário do nosso sistema onde você sai do ensino fundamental e vai direto pra faculdade da carreira que você escolheu, aqui os 2 primeiros anos todos estudam conhecimento gerais de certas áreas e somente depois você estuda matérias específicas para a sua carreira. Você pode tanto entrar direto para a faculdade de 4 anos e fazer tudo lá, ou para economicar (muito dinheiro) você vai para uma Community College e estuda os 2 primeiros anos lá e depois transfere para uma Universidade para terminar o seu curso de Bacharelado.
Dependendo do que você você estudar nestes 2 anos, você tem um certificado específico e já pode procurar emprego, mas entrará nas posições mais baixas da carreira - por exemplo trabalhar com contabilidade fará o trabalho mais maçante.
Enfim, voltado ao assunto, muitos dos meus colegas tentam diminuir o meu feito porque quase todos estão transferindo para uma Universidade e eu fico por aqui. Este ano foi uma loucura e já decidi que quando retornar para um banco de faculdade aqui, vou fazer um mestrado, já que o meu diploma do Brasil é válido aqui, eu só preciso fazer o processo de "validação".
Sinto-me muito orgulhosa porque estou me formando numa faculdade onde as matérias ensinadas são minha segunda língua. E só Deus sabe os obstáculos que tive que vencer para estar aqui.
Meu marido está super orgulhoso e por causa dele (e por minha mãe também) é que irei participar da cerimônia de graduação que acontecerá somente no final de junho, pois é quando termina o ciclo escolar oficialmente na faculdade.
Até lá eu vou descansar, viajar, organizar a minha vida e tirar vários projetos do papel e enfrentar novamente a selva que é o mercado de trabalho daqui.
Mas sem terminar as provas com sucesso desta semana isso não acontecerá então, deixa eu enfiar a cara nos livros por mais que eu não aguento mais olhar.
E você pode ter certeza de que vou tocar esta música bem alto saindo do estacionamento da faculdade!
Alice Cooper - School's out
Esta é a minha última semana na faculdade. Duas provas, um trabalho e pronto. ACABEI!!!
Foram longos 5 anos que deveriam ter sido 2 anos e 3 meses, mas hey, a vida nos últimos 3 anos me deu várias surpresas (agradáveis e nem tanto) e por isso agora estou finalmente me graduando.
Já ouvi várias pessoas tentando diminuir a minha auto-estima, já que para os americanos estou apenas na metade do caminho (sei que estou devendo escrever sobre o sistema de ensino americano, e vou fazê-lo assim que me livrar dele), pois ao contrário do nosso sistema onde você sai do ensino fundamental e vai direto pra faculdade da carreira que você escolheu, aqui os 2 primeiros anos todos estudam conhecimento gerais de certas áreas e somente depois você estuda matérias específicas para a sua carreira. Você pode tanto entrar direto para a faculdade de 4 anos e fazer tudo lá, ou para economicar (muito dinheiro) você vai para uma Community College e estuda os 2 primeiros anos lá e depois transfere para uma Universidade para terminar o seu curso de Bacharelado.
Dependendo do que você você estudar nestes 2 anos, você tem um certificado específico e já pode procurar emprego, mas entrará nas posições mais baixas da carreira - por exemplo trabalhar com contabilidade fará o trabalho mais maçante.
Enfim, voltado ao assunto, muitos dos meus colegas tentam diminuir o meu feito porque quase todos estão transferindo para uma Universidade e eu fico por aqui. Este ano foi uma loucura e já decidi que quando retornar para um banco de faculdade aqui, vou fazer um mestrado, já que o meu diploma do Brasil é válido aqui, eu só preciso fazer o processo de "validação".
Sinto-me muito orgulhosa porque estou me formando numa faculdade onde as matérias ensinadas são minha segunda língua. E só Deus sabe os obstáculos que tive que vencer para estar aqui.
Meu marido está super orgulhoso e por causa dele (e por minha mãe também) é que irei participar da cerimônia de graduação que acontecerá somente no final de junho, pois é quando termina o ciclo escolar oficialmente na faculdade.
Até lá eu vou descansar, viajar, organizar a minha vida e tirar vários projetos do papel e enfrentar novamente a selva que é o mercado de trabalho daqui.
Mas sem terminar as provas com sucesso desta semana isso não acontecerá então, deixa eu enfiar a cara nos livros por mais que eu não aguento mais olhar.
E você pode ter certeza de que vou tocar esta música bem alto saindo do estacionamento da faculdade!
Alice Cooper - School's out
O dia que a professora de espanhol quase enfartou em classe
Só percebi hoje que faz um mês que não atualizo o blog. E não é falta de assunto, é aquela velha história falta de tempo mesmo. Depois que voltei do Brasil já engatou-se uma reforma na cozinha da minha casa e o início das aulas e só agora me organizei.
Estes dias na faculdade estava pensando em escrever um pouco mais sobre vida de estudante por aqui, vai que alguém está precisando de um esclarecimento porque te digo que mesmo neste meio há 4 anos, tem muita coisa que não entendo... mas enfim...
Hoje aconteceu o pesadelo de qualquer professor de idiomas na minha sala de espanhol. Existem muitos nativos de espanhol na minha sala (ou eles cresceram falando espanhol em casa mas não aprenderam gramática ou então só querem ganhar crédito fácil do requisito língua estrangeira) e estamos em uma semana de apresentações sobres diversos temas.
Pois bem, hoje o tema era sobre a vida universitária de alguns países latinos. Aí uma menina que fala espanhol porque os pais são mexicanos foi apresentar uma sessão sobre gírias utilizadas no México e no Chile.
Pois bem, acho que ela não passou o material da apresentação para a professora e esta quase teve um enfarto quando a primeira gíria que ela apresentou foi "corno" referindo-se a qualquer homem. A professora deu um pulo da cadeira e disse que ela não podia nem pronunciar a palavra porque aquilo não significava homem e sim "um cara que tem uma mulher que dormiu com outro cara". Eu não conhecia a palavra mas quando a professora deu o significado, eu quase não consegui parar de rir. Maioria da sala ficou confusa e uma parte de pessoas que falam espanhol ficaram em dúvida do motivo do chilique da professora, já que eles também usam a palavra entre amigos e não sabiam que o termo era ofensivo.
Fiquei com dó da professora e da menina que apresentou que é um amor de pessoa e super certinha. Nos encontramos na saída da faculdade e ela me falou que a professora a chamou de canto e disse pra nunca mais aprensetar nada sem passar por ela, e foi uma grande surpresa porque ela disse que todos os outros mexicanos amigos dela se chamam assim.
Então um conselho pra você que está aprendendo idiomas, antes de sair por aí soltando o verbo, melhor verificar o real significado da palavra e saber se é um termo ofensivo para algum grupo ou não.
Mas que foi engraçado, foi...
Estes dias na faculdade estava pensando em escrever um pouco mais sobre vida de estudante por aqui, vai que alguém está precisando de um esclarecimento porque te digo que mesmo neste meio há 4 anos, tem muita coisa que não entendo... mas enfim...
Hoje aconteceu o pesadelo de qualquer professor de idiomas na minha sala de espanhol. Existem muitos nativos de espanhol na minha sala (ou eles cresceram falando espanhol em casa mas não aprenderam gramática ou então só querem ganhar crédito fácil do requisito língua estrangeira) e estamos em uma semana de apresentações sobres diversos temas.
Pois bem, hoje o tema era sobre a vida universitária de alguns países latinos. Aí uma menina que fala espanhol porque os pais são mexicanos foi apresentar uma sessão sobre gírias utilizadas no México e no Chile.
Pois bem, acho que ela não passou o material da apresentação para a professora e esta quase teve um enfarto quando a primeira gíria que ela apresentou foi "corno" referindo-se a qualquer homem. A professora deu um pulo da cadeira e disse que ela não podia nem pronunciar a palavra porque aquilo não significava homem e sim "um cara que tem uma mulher que dormiu com outro cara". Eu não conhecia a palavra mas quando a professora deu o significado, eu quase não consegui parar de rir. Maioria da sala ficou confusa e uma parte de pessoas que falam espanhol ficaram em dúvida do motivo do chilique da professora, já que eles também usam a palavra entre amigos e não sabiam que o termo era ofensivo.
Fiquei com dó da professora e da menina que apresentou que é um amor de pessoa e super certinha. Nos encontramos na saída da faculdade e ela me falou que a professora a chamou de canto e disse pra nunca mais aprensetar nada sem passar por ela, e foi uma grande surpresa porque ela disse que todos os outros mexicanos amigos dela se chamam assim.
Então um conselho pra você que está aprendendo idiomas, antes de sair por aí soltando o verbo, melhor verificar o real significado da palavra e saber se é um termo ofensivo para algum grupo ou não.
Mas que foi engraçado, foi...
A primeira semana de aula e o outono...
Graças a Deus a primeira semana de aula terminou.
Podem achar exagero, mas digo que esta foi a pior semana que tive nos Estados Unidos. Muito estresse, muita emoção à flor da pele, muito nervosismo e para melhorar TPM que me deixa extremamente sensível e emotiva.
Muitas pessoas me disseram que seria difícil, mas nada me preparou para enfrentar as aulas, e não é nem a questão de entender os professores, os colegas. A língua graças a Deus não é um problema.
Acho que fiquei assustada com o sistema americano. Basicamente no primeiro dia de aula os professores te dão a lista com "as regras do jogo"chamada syllabus. E professor em sala de aula é rei e tem palavra final. Então ou se brinca nas regras deles, ou você está frito. Então eu já tenho as listas de trabalhos, provas, apresentações e leituras para fazer daqui até o final do semestre. E receber esta avalanche de deveres de uma vez só me deixou super estressada e com a auto-confiança lá embaixo. Aquele medo terrível de que não vai conseguir dar conta do recado.
Uma coisa agradeci imensamente à Deus foi o carinho e o apoio do meu marido, as palavras de conforto, ou apenas o sorriso e abraço enquanto me debulhava em lágrimas. Outra coisa que fiquei imensamente agradecida é que apesar do choque do passo das aulas, eu não tenho que lidar com choque cultural, de língua. Fiquei imaginando naqueles pobres alunos internacionais que acabaram de chegar na "América" e está tentando se achar no lugar daquela multidão.
Uma coisa já percebi é que se não tiver um bom gerenciamento de tempo ficarei louca, porque além de ser estudante em tempo integral, ainda sou filha, tia, amiga e esposa e preciso encontra um equilíbrio nas tarefas e deveres. E nada de ser perfeccionista, senão piro de vez.
A experiência apesar do stress tem sido boa e sem dúvida ser uma aluna mais "madura" tem as suas vantagens. Às vezes fico observando os outros alunos, tão novinhos, com uma vida enorme pela frente... tenho que ser sincera e dizer que às vezes invejo a vida que levam, de ter apenas a responsabilidade de estudar e nada mais. Deixa pra ser adulto daqui há alguns anos. Percebi que há alunos mais velhos do que eu também, mas é tão difícil puxar papo com este povo! Estão sempre correndo ou pior, com Ipods ou no telefone, num mundo paralelo diferente do mundo real.
Este trimestre estudarei francês, comunicação intercultural e história. Devia ter escutado os conselhos da orientadora e começar pelo último nível de ESL, mas não, fui cabeçuda e agora vou ter que me virar para escrever redações de 2 a 10 páginas. E a paranóia que eles tem com plágio? Sério, tenho medo até de escrever meu próprio nome e o professor dizer que copiei da internet!
Se os três últimos meses do ano passam rápido, este ano eu tenho certeza de que irão voar!
O outono está chegando de mansinho pelos lados de cá. Semana passada foi a semana mais quente do ano! Com temperatura acima dos 30 graus todos os dias, o que é engraçado já que no verão não passava de uns 25.
Agora parece que Deus apertou o botão escrito "fall" e tem sempre um vento forte soprando por aqui, espalhando milhares de folhas e galhos por todos os cantos. Aqui infelizmente as folhas não mudam de cor, com exceção de uns 2 tipos de árvores que existem por aqui, mas elas ficam vermelhas e logo caem, ou então amarelas. Nada comparado com a beleza da outra costa, sem dúvida!
E com a chegada do friozinho é hora de tirar a Crock Pot do armário e cozinhar muitas coisas gostosas! Pra quem não conhece a Crock Pot é uma panela para cozinhar alimentos bem devagar, por horas! Há várias receitas deliciosas pela internet! É uma mão na roda também, já que você coloca as coisas lá dentro, liga e vai cuidar de outras coisas. Esta semana já preparei Chilli e também carne cozida, conhecida como "Beef stew" e esta semana o marido vai fazer Chicken Curry, frango com curry, iogurte e gengibre, adoramos!
Apesar da correria quero muito continuar escrevendo e acompanhando outros blogs, prometo que volto assim que puder!
Podem achar exagero, mas digo que esta foi a pior semana que tive nos Estados Unidos. Muito estresse, muita emoção à flor da pele, muito nervosismo e para melhorar TPM que me deixa extremamente sensível e emotiva.
Muitas pessoas me disseram que seria difícil, mas nada me preparou para enfrentar as aulas, e não é nem a questão de entender os professores, os colegas. A língua graças a Deus não é um problema.
Acho que fiquei assustada com o sistema americano. Basicamente no primeiro dia de aula os professores te dão a lista com "as regras do jogo"chamada syllabus. E professor em sala de aula é rei e tem palavra final. Então ou se brinca nas regras deles, ou você está frito. Então eu já tenho as listas de trabalhos, provas, apresentações e leituras para fazer daqui até o final do semestre. E receber esta avalanche de deveres de uma vez só me deixou super estressada e com a auto-confiança lá embaixo. Aquele medo terrível de que não vai conseguir dar conta do recado.
Uma coisa agradeci imensamente à Deus foi o carinho e o apoio do meu marido, as palavras de conforto, ou apenas o sorriso e abraço enquanto me debulhava em lágrimas. Outra coisa que fiquei imensamente agradecida é que apesar do choque do passo das aulas, eu não tenho que lidar com choque cultural, de língua. Fiquei imaginando naqueles pobres alunos internacionais que acabaram de chegar na "América" e está tentando se achar no lugar daquela multidão.
Uma coisa já percebi é que se não tiver um bom gerenciamento de tempo ficarei louca, porque além de ser estudante em tempo integral, ainda sou filha, tia, amiga e esposa e preciso encontra um equilíbrio nas tarefas e deveres. E nada de ser perfeccionista, senão piro de vez.
A experiência apesar do stress tem sido boa e sem dúvida ser uma aluna mais "madura" tem as suas vantagens. Às vezes fico observando os outros alunos, tão novinhos, com uma vida enorme pela frente... tenho que ser sincera e dizer que às vezes invejo a vida que levam, de ter apenas a responsabilidade de estudar e nada mais. Deixa pra ser adulto daqui há alguns anos. Percebi que há alunos mais velhos do que eu também, mas é tão difícil puxar papo com este povo! Estão sempre correndo ou pior, com Ipods ou no telefone, num mundo paralelo diferente do mundo real.
Este trimestre estudarei francês, comunicação intercultural e história. Devia ter escutado os conselhos da orientadora e começar pelo último nível de ESL, mas não, fui cabeçuda e agora vou ter que me virar para escrever redações de 2 a 10 páginas. E a paranóia que eles tem com plágio? Sério, tenho medo até de escrever meu próprio nome e o professor dizer que copiei da internet!
Se os três últimos meses do ano passam rápido, este ano eu tenho certeza de que irão voar!
O outono está chegando de mansinho pelos lados de cá. Semana passada foi a semana mais quente do ano! Com temperatura acima dos 30 graus todos os dias, o que é engraçado já que no verão não passava de uns 25.
Agora parece que Deus apertou o botão escrito "fall" e tem sempre um vento forte soprando por aqui, espalhando milhares de folhas e galhos por todos os cantos. Aqui infelizmente as folhas não mudam de cor, com exceção de uns 2 tipos de árvores que existem por aqui, mas elas ficam vermelhas e logo caem, ou então amarelas. Nada comparado com a beleza da outra costa, sem dúvida!
E com a chegada do friozinho é hora de tirar a Crock Pot do armário e cozinhar muitas coisas gostosas! Pra quem não conhece a Crock Pot é uma panela para cozinhar alimentos bem devagar, por horas! Há várias receitas deliciosas pela internet! É uma mão na roda também, já que você coloca as coisas lá dentro, liga e vai cuidar de outras coisas. Esta semana já preparei Chilli e também carne cozida, conhecida como "Beef stew" e esta semana o marido vai fazer Chicken Curry, frango com curry, iogurte e gengibre, adoramos!
Apesar da correria quero muito continuar escrevendo e acompanhando outros blogs, prometo que volto assim que puder!
Volta às aulas.
Achei que não retornaria para um banco de faculdade tão cedo, mas cá estou eu depois de quase 5 anos de formada retornando à faculdade.
Esta semana comprei livros, fichário, estojo, papel, imprimi os horários das aulas. Tudo organizado para amanhã.
O problema até agora é lidar com a ansiedade e os medos que povoam a minha mente e me deixou com insônia por alguns dias. Medos como: não dar conta de ser estudante em tempo integral e as responsabilidades de ser esposa e administradora do lar. =)
Sem o apoio do meu marido sei que não conseguiria nem cogitar a idéia de voltar às aulas. Será um tempo de grande readaptação, mas sei que valerá a pena no futuro.
Hoje pela manhã quando retornei da igreja ele tinha comprado um buquê de flores, um gesto para me dizer boa sorte com a faculdade. Ele não tem idéia do quanto este pequeno gesto confortou o meu coração...
Volto depois para contar como foi a primeira semana de aula.
Esta semana comprei livros, fichário, estojo, papel, imprimi os horários das aulas. Tudo organizado para amanhã.
O problema até agora é lidar com a ansiedade e os medos que povoam a minha mente e me deixou com insônia por alguns dias. Medos como: não dar conta de ser estudante em tempo integral e as responsabilidades de ser esposa e administradora do lar. =)
Sem o apoio do meu marido sei que não conseguiria nem cogitar a idéia de voltar às aulas. Será um tempo de grande readaptação, mas sei que valerá a pena no futuro.
Hoje pela manhã quando retornei da igreja ele tinha comprado um buquê de flores, um gesto para me dizer boa sorte com a faculdade. Ele não tem idéia do quanto este pequeno gesto confortou o meu coração...
Volto depois para contar como foi a primeira semana de aula.
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