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Papel e a felicidade

Andei sumida e a culpa é do papel.
Nos últimos meses resolvi me dedicar ao meu hobby/terapia favoritos que é a criação de cartões.
Apesar de não ser um hobby caro, se não tomar cuidado acabo gastando uma fortuna comprando papéis novos, colas, adesivos, carimbos, tintas, canetas. Aliás, dizem que comprar materiais é um hobby à parte e é a mais pura verdade.
Aproveitei este momento de inspiração e tempo livre para fazer cartões de Natal que enviarei para família e amigos e comecei a assistir vários tutoriais do youtube  onde aprendi a fazer álbuns de fotografia, reciclar cadernos velhos ou baratinhos e fazer caixas apenas usando o material que já tinha em casa. Entrei numa onda de inspiração que só tinha vontade de no tempo vago  ver vídeos e fazer novas coisinhas com papel.
"Papel-terapia" é o que tem me ajudado a enfrentar uma das fases mais complicadas da minha vida e sou grata porque agora tenho espaço dedicado para fazer os meus projetos e apoio do meu marido para fazer o que me deixa feliz.
Infelizmente neste processo o blog ficou meio de lado, mas com tanta inspiração e idéias na cabeça precisava passar por aqui para dar uma atualizada.
Estou pensando de no ano que vem voltar a utilizar agenda de papel já que poderia unir literalmente o útil ao agradável, porque poderia treinar um pouco mais caligrafia, fazer desenhos e me manter organizada - e tenho mais uma desculpa para comprar coisas fofas na loja de papelaria :-).


Orgulho de terminar estes projetos!

O corredor e o casal de noivos

Hoje estava passeando com meu marido e o Doug quando vimos que havia um ensaio fotográfico acontecendo - o noivo estava virado de costas para a noiva e ela vinha caminhando lentamente para a famosa foto em que os dois se vêem pela primeira vez. Era a orla de uma cidade tranquila chamada Tiburon, com uma vista linda da Golden Gate Bridge e os prédios de San Francisco.
Sou uma manteiga derretida e adooooro presenciar estes momentos mágicos de alegria, amor e esperança. Pedi para esperar para ver a reação do noivo e só então percebi que havia uma equipe de fotógrafos, com um drone e duas madrinhas "guardando" cada lado da orla para que eles pudessem fazer as fotos.
Havia apenas algumas pessoas caminhando e as que precisavam passar, sorriam e davam a volta para não atrapalhar aquele momento, que era recebido com um sorriso da madrinha mais próxima e um agradecimento pela compreensão. 
Estávamos parados nem 5 minutos e a noiva tinha acabado de chegar perto do noivo pra ele virar quando vi descendo pela orla um cara fazendo corrida. A madrinha que estava do lado de lá pediu pra ele dar a volta com muita educação e um sorriso enorme e advinha o que o cara fez?
Ele não apenas continuou correndo passando do lado dos noivos que estavam sendo filmados/fotografados como gritou ao passar por eles ; "Isto aqui é um lugar público!!!". Nem preciso dizer que ele arruinou completamente aquele momento tão bonito de amor e alegria do casal né?
A madrinha que estava próxima de mim ficou completamente indignada ao ver a cena que parecia desenrolar-se em câmera lenta. A minha boca foi mais rápido que a minha educação e quando ele passou por mim  falei bem alto pra ele: "Seu %ˆ#@F%@&*". 
O casal de noivos não pareceram perturbados com a interrupção e continuaram ali saboreando o momento deles. Não sei se depois refizeram toda a cena, já que o momento original e espontâneo deles havia sido arruinado pelo corredor.
Passei o dia inteiro indignada lembrando daquela cena.
O casal estava num local público? Sim, estavam.
Eles estavam "atrapalhando" as outras pessoas que estavam caminhando pela orla? Sim, estavam.
O cara que estava correndo tinha o direito de passar por ali? Sim, ele tinha.
Precisava estragar os 10 minutos máximo que eles estavam ali fazendo as fotos/vídeo? ABSOLUTAMENTE NÃO! 
Porque existem duas coisas que parecem que estão em falta neste mundo e fazem toda diferença para que possamos viver bem uns com os outros e também trazer um pouco de amor, esperança e alegria nesta vida que está cada dia mais chata e cinza: EMPATIA e GENTILEZA.
Como diz uma frase que circula aí na Internet: "Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil".
Porém, parece que todos e a todo momento estão escolhendo a outra opção: "estar certo". E a consequência desta busca incessante de estar certo e defender o seu direito é um mundo onde ninguém mais se entende ou se respeita. E tudo vira motivo de briga.
A lição que tirei desta história é que nesta vida eu quero ser mais como aquele casal: trazer um pouco de amor, alegria e esperança de um futuro bom para as pessoas ao meu redor, mesmo que seja por alguns minutos e que Deus me conceda graça, empatia e muita gentileza para distribuidor para os os corredores que passarem por mim nesta vida. 



Vidas passadas

Ontem estava conversando com a assistente da minha dentista sobre vidas passadas.
Ou melhor, da vida que eu tinha há 10 anos atrás e parece tão distante, que nem parece real.
Tem dias que vou conversar com alguém e lembro histórias das minhas outras vidas: vida em São Paulo, vida de estudante universitária, vida de estagiária, vida de adolescente, vida de au pair, vida de faxineira, vida de solteira... são tantas vidas dentro de uma só e eu só tenho 37 anos de idade! Imagina quantas outras vidas eu tenho pela frente?
Às vezes esta incerteza me dá muito medo. Medo de eu não estar preparada para a vida que está por vir, de me sentir culpada por não me preparar melhor financeiramente, emocionalmente para as vidas que virão. E eu fico tão, mas tão ansiosa que não consigo aproveitar a minha vida de agora.
O que é certo é que o momento que estou vivendo é único e assim como "as minhas outras vidas" se tornaram histórias do meu passado, a vida presente também passará.
E esta vida não é perfeita, não é do jeito que eu sonhei, mas é minha para ser vivida da melhor forma que EU posso e sei viver no momento.
E é isto que eu me comprometo a fazer hoje. Viver o melhor possível.

Post Secret Event

Por muitos anos tenho lido assiduamente aos domingos os segredos que pessoas em anonimato enviam via cartão postal para o americano Frank Warren no website Post Secret .
Às vezes os segredos são engraçados, dramáticos, vingativos, tristes... encontrei durante as minhas leituras muitos cartões postais que poderiam ter sido escritos por mim mesma. E aí percebo que alguém em algum lugar compartilha da mesma história, do mesmo sentimento, do mesmo medo, das mesmas alegrias e me sinto menos sozinha.
O Frank começou o projeto cerca de uma década atrás, ele nunca teve intenção de se tornar "a pessoa mais confiável do mundo" - afinal, ele recebeu e leu mais de 1 milhão de segredos de estranhos! Aos domingos pela manhã ele coloca no blog do post secret alguns desses segredos, ele já publicou alguns livros e também dá palestras principalmente em universidades.
Além de bom entretenimento e de nos fazer refletir, apoio e acompanho o trabalho do Frank porque ele doou - e continua contribuindo para instituições que dão suporte e apoio para pessoas que possuem problemas de saúde mental, principalmente fazendo prevenção ao suicídio.
No começo do ano acompanhando o twitter do Post Secret vi que Frank estaria na Universidade de San Jose dando palestra - e o melhor gratuitamente e após a apresentação, ele iria assinar livros e tirar fotos com os participantes. Essa oportunidade eu não poderia perder!
Então segunda-feira passada dirigi para o campus da universidade bem cedo - não queria ter problemas com o estacionamento e entrei na fila do público geral até uma meia hora antes da apresentação começar.
Senti um pouco de pânico porque a fila já tinha muitas pessoas e a preferência para entrada era de alunos e funcionários/professores da faculdade e iria ficar morrendo de raiva se não pudesse entrar. Infelizmente (no meu caso felizmente) o auditório ficou com um pouco mais do que metade da capacidade e pude entrar e participar da palestra.
A apresentação durou um pouco mais de uma hora e neste meio tempo quando ele dividia alguns segredos com a gente eu chorei, ri, fiquei surpresa. Ele confessou que até hoje não possui apoio de sua própria mãe com o projeto e para provar que não era mentira, ele tocou a mensagem que ela deixou pra ele no celular quando ele lançou o primeiro livro, dizendo que não queria um exemplar e que não queria se envolver com o projeto.
Frank na San Jose State University

Enfim, depois do final da apresentação entrei na fila pra comprar um dos livros e pra ele assinar. Fico muito nervosa de conversar, mas juntei a minha coragem e balbuciei algumas palavras de agradecimento pelo trabalho dele - algo que ele deve ouvir umas duzentas milhões de vezes - ele foi muito gentil e atencioso, assinou o meu livro e tiramos uma foto juntos.
Fiquei muito contente em ter participado do evento, estava precisando de um pouco de inspiração e foi exatamente o que recebi.
Se alguém quiser ouvir um pouco da apresentação que o Frank fez no TED Talk, segue o vídeo abaixo.




Retrospectiva 2017

2017 acabou. Que ano intenso!
Foi um ano bem complicado, cheia de coisas ruins acontecendo ao redor e passei por muitas lutas pessoais. Porém houveram tantos momentos bons e inesquecíveis, realizações de sonhos!
Espero que 2018 traga mais equilíbrio e serenidade pra eu enfrentar os obstáculos e vibrar com cada conquista!

  1.  O que você fez em 2017 que você nunca tinha feito antes? Comecei a tomar lições para tocar piano e fiquei super emocionada quando toquei a minha primeira "música". Um sonho antigo que se tornou realidade, mas preciso continuar a praticar e aprender muita coisa, estou só no comecinho.
  2. Você manteve as suas resoluções de ano novo, e você fará novas resoluções para o próximo ano? Consegui manter algumas das minhas resoluções do ano passado que foi cuidar um pouco mais da minha saúde (mental e física). Não sei se farei resoluções para o este ano que chega, mas tenho alguns objetivos que quero muito que se tornem realidade! 
  3. Alguém próximo de você teve filhos? Não.
  4.  Alguém próximo de você morreu? Não.
  5. Quais países você visitou? Coréia do Sul, Escócia, Itália, Canadá, Brasil, Japão e Índia 
  6. O que você gostaria de ter em 2018 que lhe faltou em 2017? Mais confiança e auto-estima para desenvolver meus projetos para minha vida pessoal e profissional.
  7. Quais as datas de 2017 que ficarão em sua memória e por quê? 30 de junho - o dia em que caminhei orgulhosa usando uma bata na frente da minha mãe, esposo e família para pegar o meu diploma. Foi o final de uma jornada de superação de muitos obstáculos e a concretização do sonho de uma adolescente paulistana. 24 de dezembro - o dia em que vi com meus próprios olhos o tão sonhado Taj Mahal refletindo a luz do por do Sol. Foi uma experiência que me tirou palavras e até agora não consigo descrever a emoção que senti pois é um lugar que sempre tive muita vontade de conhecer.
  8. Qual foi a sua maior realização neste ano? Ter sobrevivido os altos de baixos de 2017. 
  9. Qual foi a sua maior falha? Ter me isolado tanto de outras pessoas.
  10. Você teve alguma doença/sofreu acidente? Graças a Deus não.
  11. Qual foi a melhor coisa que você comprou? Viagens! Acho que não existe melhor uso de dinheiro.
  12. Onde você gastou a maior parte do seu dinheiro? Viagens e contas.
  13. O que mais te deixou animada? Preparar e fazer roteiros de viagens e participar de 2 casamentos na família
  14. Qual música vai te fazer lembrar 2017? "Paradise" do Coldplay
  15. Comparando com a mesma época no ano passado, você está:
    1. mais feliz ou mais triste? Mais feliz
    2. mais magra ou mais gorda? Mais gorda
    3. mais rica ou mais pobre? Mais rica
  16. O que você gostaria de ter feito mais? Parece que esta parte nunca muda... ter cuidado mais da minha saúde física, ido mais à academia e ter aproveitado mais os dias de Sol.
  17. O que você gostaria de ter feito menos? Perdido tempo ruminando sobre problemas que estavam fora do meu controle para serem resolvidos. 
  18. Como você passou o seu Natal? Putz, o Natal de 2017 vai ficar pra história. A manhã de Natal passei em Agra Forte e depois foi na estrada, numa van com meu marido, sogros e um casal de tios e primos na Índia entre as cidades de Agra e Jaipur. A gente comeu de almoço batata frita porque não tinha restaurante decente pra gente parar. Foi o Natal mais sem cara de Natal da minha vida. 
  19. Qual foi o seu programa favorito? Grey's Anatomy - apesar da nova temporada ter deixado muito a desejar e ter só melhorado nos últimos capítulos, estou revendo novamente as antigas temporadas e às vezes me pego filosofando com as falas e monólogos dos personagens.  
  20. Quais foram os seus livros favoritos neste ano? I am Malala da Malala Yousafzai. E o livro Endurance do astronauta Scott Kelly, que ainda estou na metade mas que é fascinante! 
  21. Qual foi a sua música favorita neste ano? Don't You Remember da Adele
  22. Qual foi o seu filme favorito este ano? Este ano não houve nenhum filme que marcou, pra ser sincera os filmes que tem sido estreados estão bem fraquinhos.  
  23. O que você fez no seu aniversário e quantos anos você completou? Completei 36 anos! Acordei com bolo de chocolate,  cantei parabéns e tomei café gostoso ao lado da minha mãe e marido e no almoço fomos num restaurante indiano que adoro! Foi um dia simples, mas perfeito ao lado das duas pessoas que mais amo nesta vida. 
  24. O que faria o seu ano imensuravelmente mais satisfatório? Ser mais paciente comigo mesma e aproveitar de verdade o que cada momento e fase está me trazendo ao invés de ficar sofrendo pela vida que queria ter. 
  25. O que a manteve sã? O amor incondicional e companheiro do meu marido e nossas aventuras pelo mundo.
  26. Conte uma lição de vida preciosa aprendida em 2016.  Viva o agora, o este momento, a vida que você tem. Os momentos difíceis e dores também fazem parte da vida e são eles que geralmente trazem o maior crescimento e aprendizado. Não lute contra as pessoas e a situação, faça o seu melhor e deixe Deus cuidar do resto.

Memórias

No finalzinho do mês passado fizemos uma visita relâmpago para os meus sogros na Escócia e aconteceu um fato extraordinário naquela visita que me tocou profundamente.
A minha sogra é uma pessoa que guarda tudo. TUDO! Ela tem grande interesse na árvore genealógica da família e mantém registros e fotos de absolutamente tudo.  De vez em quando quando estou por lá ela pega alguma coisa para me mostrar - como álbum de fotos, vídeos de quando ela era solteira e do casamento dela, pedaços do jornal da cidade com fotos do meu marido, quando ele tocava na banda da escola e descobri que ele era um gênio no piano, passando nos exames com honras - a ponto de ir para o jornal.
Nesta última vez, enquanto estávamos assistindo a mais um programa de perguntas-resposta na noite antes de seguirmos viagem ela trouxe uma mala antiga que pertencia à mãe dela. De dentro desta mala tinha uma foto da mãe dela da época que ela era enfermeira na Segunda Guerra Mundial, cartões que eles utilizavam para pegar a comida que era racionalizada, fotos do pai dela. Já me deu um aperto no  coração ver aqueles pedaços de história, porque uma coisa é você ler e ouvir sobre guerra outra bem diferente é enxergar de uma forma tão pessoal, tão próxima de você.
E aí ela pegou um livrinho e disse que tinha sido o tio da avó dela. Era um diário de bordo, escrito durante a jornada entre Glasgow na Escócia até a Nova Zelândia em 1900. EM MIL E NOVECENTOS!!! O livrinho estava bem conservado, mas era difícil ler porque a caligrafia era bem trabalhada, mas fiquei encantada com o que tinha nas mãos. O conteúdo não era algo extradiornário, mas ele contava como era o jantar, com quem falou, como estava o mar... li apenas algumas páginas, mas não pude deixar de ver a última página que era justamente do dia que ele chegou na Nova Zelândia e ele se dizia esperançoso de que a irmã (mãe da vó da minha sogra - acho que é a tataravó do meu esposo??) recebesse o diário de bordo e que ela estivesse bem. A minha sogra disse que ele nunca mais retornou para a Escócia e acho que enviou poucas cartas para a casa.
Pra mim foi algo que tocou fundo no meu coração por milhões de motivos... Nunca que aquele homem iria imaginar que 117 anos depois uma brasileira que de certa forma era agora parente dele estaria lendo o seu livrinho, contando um pedaço da sua vida...
Sempre tive muita vontade de escrever, de contar fatos, sentimentos, de tirar fotos... não para postar em redes sociais, mas para guardar como memórias porque a gente pode não se lembrar disso com frequência, mas assim como os momentos, as pessoas em nossas vidas também são passageiras e a nossa memória falha e muito!!!
Quem é que nunca pegou uma foto antiga e tinha uma pessoa que a gente mal conseguia lembrar o nome? Ou que trouxe uma memória queria de alguém que já não está entre nós ou que simplesmente seguiu um rumo diferente na vida e que a gente nunca mais soube o que aconteceu?
Quando eu era au pair eu mantinha um registro semanal das coisas que eu via, aprendia e descobria aqui nos EUA e dividia com meus amigos e família no Brasil. Era o meu diário de bordo que demorava horas cada semana para ser escrito e que eu parei de escrever no segundo ano aqui porque comecei a perceber que ninguém tinha tempo ou se interessava para ler sobre o que eu vivia aqui.
Parei de escrever os emails semanais, mas continuei um blog pessoal, um diário e hoje, eu fico feliz de ter este registro comigo, até mesmo emails que trocava com amigas cheios de confidência, esperanças e sonhos porque a minha memória é traiçoeira e nem sempre consigo me recordar da forma real que me senti e o que vivi naquela época. As dores e as alegrias podem ser amenizadas ou exageradas em sua proporção e de vez em quando eu leio aqueles emails para me recordar da pessoa que EU mesma era um tempo atrás...
Por isso, continuo persistindo em escrever diário, imprimir fotos e fazer albuns porque sim a internet facilita e muito guardar estas coisas, mas nada como o bom e velho papel, algo concreto para guardar para futuras gerações ou até mesmo para si própria quando a memória dos dias da juventude forem apenas uma névoa na memória...
No fundo queremos ser lembrados e queridos para sempre, por muitos, mas lendo aquele diário eu percebi que o que falam é verdade, que em menos de 100 anos, a maioria de nós seremos apenas mais um ser humano que passou por este mundo e que a existência não é nem lembrada... o que dá um sentimento de humildade e de poder viver o melhor possível e poder fazer o bem para a maior número de pessoas possível porque mais cedo do que imaginamos, seremos apenas um nome, uma vaga memória, um rosto desconhecido num porta-retrato.

Retrospectiva 2016

Ufa! Acabou 2016... e que ano hein?
Apesar de tanta coisa ruim ter acontecido durante 2016, pra mim foi um ano muito bom, cheio de conquistas, superação e alegrias. Espero que o ano que se inicia seja melhor para todos nós e vamos torcer para o Tio Laranja não destruir o mundo até o próximo 1 de janeiro...
Seguindo a tradição e sem mais demora segue a curta retrospectiva de 2016.

  1.  O que você fez em 2015 que você nunca tinha feito antes? Ido à um funeral budista nos EUA.
  2. Você manteve as suas resoluções de ano novo, e você fará novas resoluções para o próximo ano? Mantive a minha maior resolução que foi terminar a minha graduação na faculdade. Não foi fácil, mas valeu a pena!
  3. Alguém próximo de você teve filhos? Sim, as minhas 4 amigas que estavam grávidas tiveram seus lindos bebês, então a minha sobrinhada está aumentando cada vez mais!
  4.  Alguém próximo de você morreu? Sim, um vizinho aqui e um primo
  5. Quais países você visitou? Canadá e Brasil.
  6. O que você gostaria de ter em 2017 que lhe faltou em 2016? Mais tempo para cuidar da minha saúde física e mais viagens!!!
  7. Quais as datas de 2016 que ficarão em sua memória e por quê? 30 de julho - o dia em que vi a Adele cantando ao vivo. Melhor show da minha vida! E 15 de dezembro quando entreguei meu último exame na faculdade concluindo então meu curso.
  8. Qual foi a sua maior realização neste ano? Sem dúvida a maior realização foi ter completado o curso da faculdade!
  9. Qual foi a sua maior falha? Ter demorado para entender que os meus caminhos sou eu quem escolho e que não devo dar ouvidos a quem fica dando palpite pra minha vida.
  10. Você teve alguma doença/sofreu acidente? Puxa fiquei doente em julho com herpes-zóster (cobreiro), conhecida aqui como shingles.
  11. Qual foi a melhor coisa que você comprou? Este ano as melhores compras foram novamente para shows! O da Adele e do Coldplay! Valeu cada centavo!
  12. Onde você gastou a maior parte do seu dinheiro? Pagando contas e faculdade
  13. O que mais te deixou animada? Concluir a faculdade
  14. Qual música vai te fazer lembrar 2015? "When We Were Young" da Adele
  15. Comparando com a mesma época no ano passado, você está:
    1. mais feliz ou mais triste? Mais feliz
    2. mais magra ou mais gorda? Mais magra
    3. mais rica ou mais pobre? Mais rica
  16. O que você gostaria de ter feito mais? De novo, ter me exercitado mais e ter me preocupado de menos
  17. O que você gostaria de ter feito menos? Ficar justificando minhas escolhas pras pessoas.
  18. Como você passou o seu Natal? Com o meu marido em New York City. Nada de neve, de novo!
  19. Qual foi o seu programa favorito? Gilmore Girls - os 4 episódios do One Year in Life.
  20. Quais foram os seus livros favoritos neste ano? The Happiness Project da Gretchen Rubin. Foi totalmente diferente do que eu imaginava, mas mudou a minha perspectiva sobre felicidade.
  21. Qual foi a sua música favorita neste ano? When We Were Young da Adele
  22. Qual foi o seu filme favorito este ano? Não foram filmes novos, mas me marcaram muito foram dois filmes que trouxeram mensagens poderosas pra mim: "Joy" e "Big Eyes"
  23. O que você fez no seu aniversário e quantos anos você completou? Completei 35 anos! Sabe que eu não lembro o que fiz?
  24. O que faria o seu ano imensuravelmente mais satisfatório? Menos pressão pra fazer coisas
  25. O que a manteve sã? o amor e apoio do meu marido
  26. Conte uma lição de vida preciosa aprendida em 2016. Deus é o único que sabe o que vai acontecer amanhã e eu não devo me preocupar com o que poderá acontecer. Devo fazer as minhas escolhas no agora, da melhor forma possível e ter fé que tudo vai dar certo no final.
 Que 2017 traga boas surpresas e coisas boas para todos nós!

O maior feito da minha vida

A minha professora de estatística teve uma ideia genial para a lista de chamada que assinamos todos os dias. Ao lado do nosso nome ela escreve uma pergunta do dia que varia todos os dias. Geralmente eu respondo - é facultativo fazê-lo - e confesso que às vezes acabo me distraindo lendo as respostas dos colegas dependendo da pergunta. Hoje foi o dia que mais me distrai, confesso.
Ela perguntou qual foi o seu maior feito na vida até o momento. Li diversas respostas e confesso que fiquei sem saber o que escrever já que poderia ter colocado várias respostas. Escrevi que foi ter viajado para vários lugares do mundo, mas não creio que este foi o maior depois de pensar um pouco sobre o assunto.
O que mais me chamou a atenção em relação às respostas dos meus colegas é que haviam coisas extraordinárias como também coisas bem simples. Esse tipo de pergunta invoca respostas bem diferentes e que nenhuma delas deve ser considerada melhor ou pior porque muitas vezes pequenas coisas que não damos muita importância são feitos extraordinário mesmo que não apareçam na televisão ou você ganhe um prêmio por isso.
Pois bem, já devo ter falado sobre isso mais de uma vez aqui mas acredito que o maior feito da minha vida foi simplesmente acreditar no meu sonho e trabalhar par torná-lo realidade.
Não foi uma única coisa mas diversos fatores que me ajudaram a realizar o feito que foi sair literalmente do conforto do meu lar e morar em outro lugar.
Primeiro eu tive que acreditar no impossível porque na época que eu decidi mudar de país eu era estagiária e universitária então a grana era muito curta e vindo de uma família humilde se eu quisesse realizar este sonho eu teria que lutar e bancar sozinha por ele. Fiz muitos sacrifícios para economizar o dinheiro e quando sai do Brasil tinha exatamente 200 dólares na minha mão.
Segundo eu me dediquei para conseguir tudo o que eu precisava para viajar. Pesquisei opções, procurei informação e fui sincera comigo quanto às minhas possibilidades. Nunca dei passos maiores que as minhas pernas e todos os passos foram calculados e estava meio que preparada para os riscos de cada opção.
Terceiro dividi meus sonhos apenas com pessoas que me apoiavam e acreditavam em mim. Para se ter uma ideia minhas irmãs só souberam que estava indo para os EUA quando o meu visto estava em mãos, depois de quase 1 ano e meio de preparação e planejamento. Lembra do primeiro passo? A situação já era difícil então pra que ter pessoas ao meu redor colocando dúvidas, zombando dos meus objetivos só porque era diferente dos delas?
E por último acredito que seja essencial ter coragem e ser autossuficiente porque muitas vezes você só terá você mesmo para solucionar problemas e enfrentar adversidades.
Depois que você conseguir conquistar o seu "maior feito" não pare de sonhar e não viva somente de memórias. Cada fase da nossa vida há um novo objetivo, sonho a ser conquistado e o mais importante é saborear cada pequena conquista e todas as etapas da jornada porque mesmo que ela seja difícil terá algo a ensinar e trará algo que você irá precisar no futuro ou te fará uma pessoa melhor.

Adele & me - the best part

Já tinha me conformado em assistir os shows da Adele pelo Periscope ou esperar que ela fosse para o Brasil ano que vem pra ter alguma chance de vê-la cantando ao vivo quando o melhor marido do mundo comprou de presente de aniversário pra mim um ingresso que ficava quase lá no céu, mas pra mim não importava porque eu finalmente iria ao show da Adele!
Fiquei sabendo que no dia anterior a cada show, alguns ingressos se tornavam disponíveis de última hora, então instalei o aplicativo da ticketmaster no meu celular e fiquei tentando encontrar estes ingressos à venda. Por  8 vezes encontrei ingressos para shows, porém eles eram em outros estados e até mesmo em Vancouver, e não dava para abandonar as últimas semanas de aula pra viajar de um dia pro outro por causa de um show...

Ingresso disponível no aplicativo da Ticketmaster em Vancouver
Porém a experiência valeu a pena para eu saber quando os ingressos se tornavam disponíveis e pegar as manhas para a compra. O meu marido achava perda de tempo fazer isso já que eu tinha o meu ingresso, só que eu iria sozinha e estava determinada a encontrar um ingresso pra ele.Enquanto isso continuava vendo os shows pelo Periscope, esperando o momento que ela iría chegar na Baía de San Francisco onde ela faria 2 shows em San Jose e um em Oakland.
Uma semana antes do show olhei no site de revenda de ingressos e encontrei um ingresso perto do palco por um preço mais acessível (dobro do preço original, mas muito menos do que a pequena fortuna que as pessoas estavam pagando). Conversei com meu marido e ele aceitou comprá-lo, assim ele ficaria com o meu antigo ingresso e eu estaria pertinho da Adele!
Na semana que ela chegaria na Califórnia, recebi um email do site oficial dizendo que ela tinha adicionado mais dois shows em Los Angeles e haveria pré-vendas para fãs dos EUA e depois para o resto do mundo. Fiquei super feliz, mas a minha felicidade durou pouco porque nas novas datas eu não iria poder viajar pra LA! :(.

Não vou poder ir :(
Só por curiosidade olhei venda para os ingressos em San Jose e encontrei um ingresso na platéia que ficaria perto do pequeno palco que ela tem no meio da arena (no show dela há dois palcos, o principal e um menor no meio do público onde ela canta algumas músicas.
Mandei mensagem pro meu marido se deveríamos comprar e ele falou que se eu conseguisse vender o primeiro ingresso (aquele quase no céu), eu poderia comprar este mais próximo do site oficial e pagando preço original. Então comprei o ingresso pra ele e tratei de vender o antigo ingresso. Olha, eu não sirvo pra ser cambista porque acabei perdendo dinheiro porque o primeiro ingresso que compramos tinha sido uma pequena fortuna e foi vendido pela metade do preço que pagamos, mas ainda valeu a pena porque cobramos o custo do ingresso do meu marido (vou lembrar de nunca mais comprar ingresso em site de revenda com antecedência!).
Mal consegui estudar o resto da semana de tanta expectativa e mal consegui dormir de sexta pra sábado. Pior que tinha um monte de provas e trabalhos finais, mas  como conter a ansiedade?
Finalmente dia 30 de julho de 2016 chegou e fomos preparados com celulares, câmeras e muita ansiedade. Confesso que estava com um pouco de medo do ingresso perto do palco ser falsificado, mesmo o site de revenda garantindo a veracidade do mesmo e só sosseguei quando entrei na casa de show.
A atmosfera estava ótima, tinha gente de tudo o que era jeito, tamanho e idade e todos estavam bem felizes de estarem lá. Até mesmo o meu marido estava sendo contagiado com a minha alegria! Quando entrei na arquibancada e vi o palco, mal consegui respirar! Era verdade! Fiquei super emocionada e feliz! Me despedi do meu marido e fui para o meu lugar na pista e eu não tinha noção do quão perto eu estava do palco!

Hello from the inside of Sap Center :-)
Esperando ansiosamente pelo início do show
Palco B - Sim, é no meio do público da pista! - Vista do assento do meu marido
Visão do palco principal ao lado do palco B

Vista do meu assento! Será que aguento?!
O show foi muito melhor do que eu imaginava e mesmo tendo assistido várias vezes pela internet, ao vivo era muito melhor! Quando ela foi para o palco perto de onde eu estava eu quase tive um piriri!
Pra ser sincera, o show de 2 horas e meia passou voando! Cantei muito, tirei algumas fotos, dancei, acenei pra ela, nunca me diverti tando em um concerto!

A Adele é tão linda pessoalmente :-)
Apesar de estar bem perto do palco, usei o celular e o meu marido disse pra não dar zoom que elas não ficariam boas então as fotos nem dão para ter uma noção do quão perto eu estava, mas o meu marido levou uma câmera ótima e conseguiu mesmo à distância tirar ótimas fotos e fazer vídeos e eu sou muito grata a ele porque eu não estava conseguindo raciocinar direito de tanta emoção. Pra vocês terem uma idéia quando ela foi para o pequeno palco no meio da pista, eu "fui ao banheiro" e me encaixei na muvuca perto do pequeno palco e eu nem me toquei de usar a câmera fotográfica que estava comigo pra tirar uma foto mais de perto, mas usei a do celular e fiquei feliz assim mesmo. Eu queria curtir e curti muito! Algumas fotos ficaram ótimas e vídeos também o que servirão de memória daquele dia.
Na "ida ao banheiro" parei pra dar oi pra Adele :-) .
 A Adele é uma simpatia de pessoa, conversou bastante com o público, levou um casal ao palco, deu um abraço em uma menina enquanto ela trocava de palcos (sim ela passa num corredor no meio do público na pista!). E como ela é linda! E canta demais! Fiquei boquiaberta de como ela canta muito melhor ao vivo do que nas músicas gravadas!
Última música do show Rolling in the Deep com chuva de confetti
 No final do show consegui levar vários confettis, digamos que eu por acaso tenha uma sacola comigo e estava bem perto do canhão que os lançaram... Ainda me doeu o coração de deixar tantos no chão e muita gente nem sabia que eram confettis personalizados que foram escritos pela Adele com  frases das músicas dela. Agora estou pensando no que vou fazer com eles e de pensar que quando soube da existência deles eu achei que não iria pro show dela e comprei alguns na internet... 
10 mensagens diferentes escritas pela Adele
 Saí de lá com muita vontade de voltar no domingo, mas não teve chantagem emocional que funcionasse com o meu marido para comprar ingressos, mesmo eu achando 2 ingressos juntos  pelo aplicativo do ticketmaster. Os lugares ficavam bem no final da pista e longe dos dois palcos, por isso o meu marido me fez abandonar a idéia de comprá-los. Tenho certeza de que se fossem melhores lugares a gente teria ido novamente no domingo e eu teria ficado sem presente de Natal e aniversário por uns 3 anos hahaha.
Mas fica pra uma próxima vez, quem sabe no show no Brasil em 2017?
Bom, os dias depois do show ainda fiquei sob efeito da Adele e ainda tenho que editar os vídeos e fotos, mas só a partir de hoje vou ter tempo livre porque finalmente terminaram a tortura das aulas de verão....
Espero que a gente se encontre em breve e sinceramente espero que a Adele jamais perca a essência dela e se mantenha autêntica neste mundo artístico tão maluco, isso que me faz gostar tanto dela...
Enquanto o nosso próximo encontro não acontece, vou me lembrar com muito carinho do "nosso" primeiro encontro e continuar sempre que possível assistindo os demais shows online pelo Periscope :-)

 Pertinho assim só online pelo Periscope :-)

PS: Sim, ela veste somente um modelo de vestido em todos os shows, ela disse que faz isso para que as pessoas não fiquem reparando em cada pequena coisa que ela faz como trocar de roupa, mas aprecisar sua música :-) (já falei que amo esta mulher né?)

Vivendo o que um dia sonhei.

Hoje meu dia estava uma meleca (pra não dizer outra coisa).
Extremamente cansada fisicamente, emocionalmente e mentalmente tive que me arrastar da cama para estudar para as 2 provas de hoje.
Enquanto me concentrava, lembrei das outras 2 apresentações que tenho para a semana que vem mais o trabalho. No fim, tive que comer qualquer coisa que estava na geladeira. Mal tive tempo de conversar com o meu marido por telefone. Maldito fuso horário.
No caminho pra faculdade todo motorista lento resolveu dirigir à minha frente. E o calor que só aumentava o meu cansaço. Nem eu estava me suportando de tanto mal humor e dor.
Ao sair da sala de aula depois da última prova, vi que uma amiga tinha respondido uma mensagem que mandei dizendo que hoje o dia estava difícil. E a gente começou a filosofar sobre o que é realmente importante nesta vida. Fazer coisas que te deixa feliz. Ponto final. E o que me deixa feliz não é necessariamente o que te deixa feliz. Embora a gente sempre fica tentando fazer a fórmula da felicidade do fulano dar certo na minha vida também.
E caminhando pelo campus passei pelo pátio principal com o mastro das bandeiras americana e do estado da Califórnia. O calor já tinha passado e o céu estava azul, com algumas nuvens levadas pelo vento.
E aí eu sorri.
Sorri porque me lembrei que um dia, há muitos anos eu sonhei muito com o dia em que eu iria aprender inglês. E que iria viajar pelo mundo e conhecer gente nova, culturas diferentes...
E me dei conta ali naqueles segundos que estava em uma faculdade americana, saindo da aula de matemática indo pra minha casa... na Califórnia. Não estou querendo me gabar, mas às vezes a gente precisa parar e pensar que estamos vivendo coisas que um dia sonhamos ou idealizamos. Mesmo no meio do caos, das nossas lutas diárias é importante parar e apreciar o que temos. Aqui isso é chamado de mindfulness, ou viver no momento presente e apreciá-lo. A gente sempre está correndo e com a cabeça cheia de problemas e preocupações que muitas vezes nos esquecemos de viver o hoje e sermos gratos pelo o que temos.
Agora os sonhos são outros e no meu coração tive a paz e a certeza de que eles se realizarão um dia. E se não acontecer, outras coisas que não planejo no momento acontecerão.
Respirei fundo, agradeci a Deus e sorri. Ao invés de me cobrar lembrei das minhas qualidades, vitórias e sonhos realizados até aqui. E isso deu uma energia ótima e o dia que começou ruim, terminou tranquilo e bem.
Na conversa com minha amiga, falamos que devemos fazer o que nos faz feliz e por isso estou aqui. Porque escrever me faz feliz, muito feliz e queria compartilhar esse sentimento bom com mais alguém.

As bandeiras da faculdade


Departures.

Acabei de assistir o último episódio da série chamada Departures.
Fonte: facebook.com/departuresTV

Descobri este show quando estava doente no ano de 2014 e passei horas em frente a televisão assistindo 3 amigos (um sempre escondido atrás da câmera) viajando pelo mundo a fora.
A princípio seria uma viagem de 1 ano, que se extendeu por 2, que terminou no terceiro ano. Pra quem gosta de viagem, conhecer culturas diferentes, este é o seriado imperdível.
A fotografia é simplesmente maravilhosa, feita por Andre Dupuis e te faz querer muito, muito, muito ser companheira de viagem deles ou pelo menos pegar a sua mala na primeira oportunidade e seguir rumo ao aeroporto.
O mais legal de tudo é que eles foram para lugares pouco explorados e mesmo aqueles que já são batidos em programas de viagem (eles foram ao Brasil!) mostram uma perspectiva nova do local.
A mensagem da série é para que você pegue sua mochila ou sua mala da Louis Vitton, não importa o seu estilo ou o tanto de dinheiro que tem no bolso, o mundo é muito grande e vale a pena ser explorado.
Confesso que fiquei com os olhos cheios de água no último episódio que foi gravado na Austrália, porque eles dizem que não importa o quanto você viaje pelo mundo, chega uma hora que é preciso retornar para casa.
O programa é divertido, interessante e os dois amigos Scott Wilson e Justin Lukach são lindos também :-).
Não sei se o programa está disponível no Netflix do Brasil, mas aqui nos EUA estão disponíveis as temporadas 1 e 2. Procurem por Departures.
Eu comprei o set de DVD deles que não tem restrição de região no site Departures Store e digo que valeu a pena porque todos os episódios tem uma versão comentada, cenas deletadas, fotos, enfim... no momento em que não posso viajar por conta das minhas obrigações, é bom sentar no sofá e imaginar e sonhar em um dia ver todos aqueles lugares com os meus próprios olhos.
Espero que vocês tenham oportunidade de assistir este programa!

PS: Esta é uma opinião minha sobre a série. Não ganhei nada para falar sobre ela aqui, sou apenas fã deste programa maravilhoso e gostaria que mais pessoas tivessem acesso a um programa de super qualidade!

Cem Dias Entre Céu e Mar

Ontem terminei de ler o livro "Cem Dias Entre Céu e Mar" do Amyr Klink e já estou com saudades do Amyr, do barco dele e das aventuras.
O livro conta a travessia a remo do Amyr da Costa da África até a Bahia em 1984. A primeira pessoa a cruzar o Oceano Atlântico a remo.
Já tinha visto entrevistas do Amyr Klink na televisão e foi paixão a primeira vista. Sério, sereno, cheio de histórias boas pra contar, bom humor e principalmente cheio de motivação.
Corri atrás dos livros dele, mas queria o exemplar em português porque tradução nunca é a mesma coisa. Tentei achar os livros dele 2 anos atrás quando fui pra São Paulo mas não obtive sucesso. Pulei de felicidade quando encontrei um dos seus livros na livraria Cultura, infelizmente só pude começar a ler agora porque ele ficou no meio da pilha de livros que ganhei/comprei e ainda não li. Quanto arrependimento de ter demorado pra abri-lo, mas acho que a leitura veio em boa hora.  É uma leitura simples, contagiante, sincera e motivadora.
Se eu pudesse, daria um abraço no Amyr que agora deve ter lá pelos seus 60 anos de idade. Não tenho a menor noção de linguagem de navegação, barco, mas não importa. Aprendi muitas coisas com ele neste livro.
A principal, sem dúvida é não desistir do seu sonho. Por mais louco que pareça. Muitas pessoas vão aparecer no caminho para apontar os erros nos seus planos, dizer que é impossível, tentar te fazer parar. Mas haverão muitas outras que irão acreditar, apoiar, ajudar, incentivar, torcer e te acompanhar durante a aventura. O próprio Amyr diz que ele não cruzou o Atlântico sozinho, porque pra se tornar possível a viagem muita gente esteve envolvida no projeto.
E o sucesso dele foi sem dúvida planejamento. Pra ele poder colocar o barco na água foram 2 anos de planejamento. 2 ANOS DE PLANEJAMENTO. Sei bem o que ele quer dizer porque já passei por esta fase. A quieta e inquietante fase do planejamento para que o sonho se torne real.
Nunca indico livros, mas se puder leia este. Já estou planejando comprar os outros das aventuras para a Antarctica. Se não puder ler, gostaria de dividir um pouco o que aprendi com ele, independente de quais sejam os seus planos e objetivos nesta vida:

Acredite em você mesmo e no seu sonho. Se você não o fizer, ninguém fará por você. Planeje minuciosamente e tenha paciência. Muita paciência. Prepare-se fisicamente, financeiramente, emocionalmente, espiritualmente. Esteja preparado para as adversidades e imprevistos. A única certeza é que em algum lugar no caminho, eles acontecerão. Feche os ouvidos para aqueles que tentam desanimar. Aceite ajuda de outras pessoas. Saiba a quem compartilhar as suas dúvidas, temores. Há muita gente boa por aí neste mundo. Aproveite cada minuto da jornada, pois você trabalhou duramente para chegar onde chegou. Não desanime, haverão muitos dias de tempestade, mas o Sol vai sempre voltar a brilhar. Isso é garantido. Nada cai do céu, a não ser chuva. Trabalhe arduamente. Esta é sua jornada e de mais ninguém.

"Descobri como é bom chegar quando se tem paciência. E para se chegar, onde quer que seja, aprendi que não é preciso dominar a força, mas a razão. É preciso, antes de mais nada, querer." - Amyr Klink