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Post Secret Event

Por muitos anos tenho lido assiduamente aos domingos os segredos que pessoas em anonimato enviam via cartão postal para o americano Frank Warren no website Post Secret .
Às vezes os segredos são engraçados, dramáticos, vingativos, tristes... encontrei durante as minhas leituras muitos cartões postais que poderiam ter sido escritos por mim mesma. E aí percebo que alguém em algum lugar compartilha da mesma história, do mesmo sentimento, do mesmo medo, das mesmas alegrias e me sinto menos sozinha.
O Frank começou o projeto cerca de uma década atrás, ele nunca teve intenção de se tornar "a pessoa mais confiável do mundo" - afinal, ele recebeu e leu mais de 1 milhão de segredos de estranhos! Aos domingos pela manhã ele coloca no blog do post secret alguns desses segredos, ele já publicou alguns livros e também dá palestras principalmente em universidades.
Além de bom entretenimento e de nos fazer refletir, apoio e acompanho o trabalho do Frank porque ele doou - e continua contribuindo para instituições que dão suporte e apoio para pessoas que possuem problemas de saúde mental, principalmente fazendo prevenção ao suicídio.
No começo do ano acompanhando o twitter do Post Secret vi que Frank estaria na Universidade de San Jose dando palestra - e o melhor gratuitamente e após a apresentação, ele iria assinar livros e tirar fotos com os participantes. Essa oportunidade eu não poderia perder!
Então segunda-feira passada dirigi para o campus da universidade bem cedo - não queria ter problemas com o estacionamento e entrei na fila do público geral até uma meia hora antes da apresentação começar.
Senti um pouco de pânico porque a fila já tinha muitas pessoas e a preferência para entrada era de alunos e funcionários/professores da faculdade e iria ficar morrendo de raiva se não pudesse entrar. Infelizmente (no meu caso felizmente) o auditório ficou com um pouco mais do que metade da capacidade e pude entrar e participar da palestra.
A apresentação durou um pouco mais de uma hora e neste meio tempo quando ele dividia alguns segredos com a gente eu chorei, ri, fiquei surpresa. Ele confessou que até hoje não possui apoio de sua própria mãe com o projeto e para provar que não era mentira, ele tocou a mensagem que ela deixou pra ele no celular quando ele lançou o primeiro livro, dizendo que não queria um exemplar e que não queria se envolver com o projeto.
Frank na San Jose State University

Enfim, depois do final da apresentação entrei na fila pra comprar um dos livros e pra ele assinar. Fico muito nervosa de conversar, mas juntei a minha coragem e balbuciei algumas palavras de agradecimento pelo trabalho dele - algo que ele deve ouvir umas duzentas milhões de vezes - ele foi muito gentil e atencioso, assinou o meu livro e tiramos uma foto juntos.
Fiquei muito contente em ter participado do evento, estava precisando de um pouco de inspiração e foi exatamente o que recebi.
Se alguém quiser ouvir um pouco da apresentação que o Frank fez no TED Talk, segue o vídeo abaixo.




Endurance


Demorei uns 4 meses pra terminar de ler este livro mas valeu a pena. Não queria ler correndo pra saber qual era o final da história - afinal, eu já sabia o final dela - mas queria ler com cuidado saboreando cada detalhe, cada informação.
O astronauta americano Scott Kelly passou um ano na Estação Internacional Espacial num projeto da Nasa com a Agência Espacial Russa chamada "Um ano no espaço". Um cosmonauta russo Mikhail Kornienko também passou o mesmo tempo com Scott na estação espacial.
Bem, eu sou fascinada por astronomia - quando eu era criança eu tinha certeza de que seria uma astronauta um dia - então eu gostei muito do livro.
Scott relata sua jornada pessoal de superação - de um aluno que odiava estudar e era bem mais ou menos a um estudante dedicado para alcançar o seu sonho de ser piloto de teste da aeronáutica - mas também um pouco de como é a rotina dos habitantes da estação espacial, o que sentem, comem, como se preparam para se tornarem astronauta e também suas batalhas na vida pessoal enquanto sua carreira na NASA se desenrola.
Depois de ler alguns relatos do livro fui até o youtube para encontrar vídeos da estação espacial, do space shuttle e rever alguns momentos que ele deu entrevistas da estação espacial.
Eu acompanhei o astronauta Scott pelo Twitter enquanto ele estava lá na missão de um ano no espaço, adorava as fotos que ele publicava e acompanhei pela NASA TV online o retorno dele para a Terra, então a leitura do livro foi muito interessante.
O livro matou a minha curiosidade não apenas sobre a preparação e vida de um astronauta, mas também me deu motivação para que eu buscasse os meus próprios sonhos mesmo que neste momento eles pareçam estar tão distantes...
Valeu Scott!



À caminho da Índia

A tão esperada viagem para a Índia acontecerá em apenas  duas semanas mas novembro foi praticamente um mês de preparação para esta viagem tão esperada.
Na verdade a minha preparação começou em outubro quando ainda estava no Brasil. Desde que soube que iríamos para a Índia em dezembro e compramos a passagem comecei a pesquisar quais eram os requisitos para viajantes brasileiros visitar o país e fico feliz que comecei a pesquisar com antecedência porque assim pude evitar possíveis dores de cabeça durante a viagem.

Visto para a Índia 

A solicitação de visto para a Índia é um processo bem simples. O Brasil está entre um grupo de países que podem solicitar visto online se o viajante tem como propósito turismo e o tempo de permanência é menor do que 90 dias. O único detalhe que precisa ser levado em consideração é o que o visto não pode ser pedido com mais de 90 dias ANTES da chegada à Índia. O valor do visto foi 50 dólares (para brasileiros) e a aprovação no meu caso demorou menos de 24h.
O formulário é simples, mas um pouco confuso e a única coisa chata é que você precisa fazer upload de foto e da primeira página do passaporte que precisam seguir critérios específicos de tamanho. Essa foi a parte mais chata do processo e que consumiu mais tempo. Depois de tudo preenchido e valor pago pela internet ficamos no aguardo do email de confirmação para poder imprimir o papel que entregaremos para a imigração quando chegarmos no aeroporto.
Vale frisar que é  importante tomar cuidado em qual site solicitar o visto. Entrei no site da embaixada da Índia em San Francisco e a do Brasil para ter certeza de que o site que entrei para solicitar o visto era o oficial. Por ser uma página do governo é uma página bem simples e visualmente parece um site amador e há vários sites que tentam se passar por oficial e cobram pelo preenchimento do formulário, por  isso é bom tomar cuidado!

Vacina contra febre amarela e outras vacinas

No site da Anvisa e da embaixada da Índia no Brasil há a informação de que residentes do Brasil precisam ter a vacina contra febre amarela e apresentar o certificado internacional de vacinação da  mesma.
A vacina é um requerimento do governo indiano para todos os residentes de países que tenham febre amarela de forma endêmica ou epidêmica. No Brasil a febre amarela é endêmica - há casos no norte do país e recentemente teve novos casos em São Paulo, então tecnicamente brasileiros precisam tomar a vacina e apresentar a carteira de vacinação, porém, não encontrei nenhuma informação se brasileiro que more no exterior é obrigado a tomar a vacina.
A penalidade para quem não tomou a vacina é ficar de quarentena por 6 dias, ou seja, se eu não tomasse a vacina e eles dissessem que era obrigatório que eu tivesse,  perderia o casamento que estava indo e as férias na Índia. Liguei para uma clínica de médico de viagem daqui da região e a pessoa me informou que esta vacina está em falta nos EUA e que se eu encontrasse pagaria 300 DÓLARES por ela. Quase caí da cadeira quando ela me deu esta informação!
Graças a Deus que eu estava com viagem marcada ao Brasil e decidi pesquisar se conseguiria tomar a vacina DE GRAÇA no Brasil. Depois de entrar no site da Anvisa de novo vi que muitos postos de saúde possuem a vacina contra febre amarela, mas o problema é que apenas alguns lugares emitiam o certificado internacional e precisaria marcar hora, exceto... se eu fosse até o Hospital das Clínicas de São Paulo. Eles possuem uma  clínica de viagem onde eu poderia ir a qualquer hora tomar a vacina e receber o certicado na hora. A única coisa que precisava era fazer um cadastro com meus dados pessoais na Anvisa. Problema resolvido... ou quase...
Aí chegou a  dúvida se eu poderia ou não tomar a bendita da vacina porque eu tomo remédios que comprometem o meu sistema imunológico e a vacina é contra-indicada nestes casos. Conversei com a minha médica e ela liberou, então um dia das minhas férias no Brasil eu fui lá no Hospital das Clínicas e já resolvi isso. O que eu não sabia é que eu poderia ter agendado uma hora para conversar com um médico da clínica de viagem de lá (o serviço é gratuito), ele passa informações de como se prevenir e tratar de doenças enquanto se viaja à determinados lugares e eles também passam a recomendação para tomar todas as vacinas que é necessário tomar de acordo com o destino da viagem. 
Como eu não sabia que poderia agendar para conversar com o médico, apenas tomei a vacina contra febre amarela, mas fui em uma clínica de viagem aqui na Califórnia. Aqui o serviço é pago além do custo das vacinas. Precisei tomar vacina contra Hepatite A e Febre Tifóide que custaram 200 dólares! Talvez ninguém nem olhe o certificado de febre amarela, mas achei melhor prevenir do que remediar.

Visto para o Japão

Como vamos fazer uma parada no Japão antes de seguirmos para a Índia, também precisei solicitar visto para o Japão, mas este eu precisei ir pessoalmente até o consulado japonês em San Francisco. O processo é bem simples, só preencher o formulário de solicitação de visto e também uma folha com o seu itinerário diário, nome do hotel que irá permanecer durante a sua estadia do país. Parece ser um passo bem bobo, mas vi uma pessoa tendo o pedido negado na hora porque ela não tinha este documento. Não precisa colocar muitos detalhes, apenas a região que pretende ficar e o nome do hotel que estará a cada dia. Mesmo permanecendo no mesmo hotel durante toda a minha estadia, repeti o nome do hotel e todas as informações novamente a cada dia. De novo, melhor prevenir do que remediar.
Uma coisa que é diferente para brasileiros residentes aqui nos EUA dos que moram no Brasil é que no Brasil eles pedem comprovante do imposto de renda e também extratos bancários, aqui eu só precisei levar extrato bancário do último mês e também prova de que eu sou residente permanente no país. Se você está nos EUA com visto de turista tipo B1/B2 não é possível solicitar visto para visitar o Japão, mas com os vistos tipo J1 e F1 e de trabalho é possível, mas tem que levar prova do status imigratório.
Como vou retornar para a Califórnia via Japão, decidi conversar com a pessoa que me entrevistou se era melhor eu pedir um visto de trânsito ou de 2 entradas, e ele me concedeu um visto com duas entradas. Essa foi uma informação que achei bem confusa quando estava procurando na internet, mas funciona da seguinte forma: se você vai apenas fazer conexão no Japão por algumas horas, você não passa pela imigração, saí de um avião para o terminal de embarque da sua conexão, então não precisa de visto de trânsito ou de turista. O visto ficou pronto em alguns dias e retornei em San Francisco para pagar e pegar o meu passaporte.

Depois de acertar toda esta parte burocrática veio a parte mais legal que é sentar com o meu marido e planejar o que vamos fazer durante a viagem, pelo menos durante os 3 dias que ficaremos em Tokyo. A viagem para a Índia está sendo planejada pela esposa do primo do meu marido e a família dela. Depois de vários emails e ligações recebemos um itinerário dos dias que ficaremos por lá e estou super animada e tentando manter a atitude de que vai dar tudo certo apesar do frio da barriga do desconhecido. É a primeira vez que vou para uma viagem que não planejo nada e isso pode render boas aventuras ou ser um desastre. Tomara que seja a primeira opção!

Sotaque brasileiro em inglês

Achei interessante constatar que muitas pessoas chegam ao meu blog procurando informações sobre o que os americanos acham do sotaque em inglês dos brasileiros e resolvi escrever um pouco sobre o assunto e minhas experiências.
Quando estava aprendendo inglês no Brasil, achava o máximo a minha professora que embora não tinha nunca viajado para fora do país falava como uma americana sem sotaque nenhum. A gente vivia perguntando pra ela qual era o segredo e ela simplesmente dizia que imitava os sons que ouvia de seriados e músicas - claro que ela esqueceu de contar na época que o pai dela era americano e tinha aprendido inglês como primeira língua em casa.
Eu me esforçava o máximo possível para pronunciar bem as palavras e a dica dela era verdadeira... quanto mais eu ouvia pessoas nativas falando inglês e escutando através de música, melhor ficava a minha compreensão e também falar melhor as palavras. Mas o inglês era carregado do "sotaque brasileiro".
Sim, existe um "sotaque brasileiro" em inglês e não é difícil identificar. A gente sempre acrescenta um i no final das palavras que tem e no final ou os mudos t & d "goodi morni" "goodi nigthi" "rici". Nós não somos os únicos com sotaque quando falamos inglês e acho interessante que é possível identificar várias nacionalidades através dos sotaques. O sotaque acontece porque não somos acostumados a emitir certos sons em nossa língua nativa e leva tempo e treinamento para nos acostumarmos a mexer a boca e lábios de forma diferente para emitir esses sons. E não é só uma dificuldade de outras línguas para falar inglês, os nativos de inglês também passam perrengue para falar outras línguas. Tente pedir uma pessoa que tem inglês como primeira língua pra falar mãe, pão ou diferenciar o som dos nossos R e RR.
Não deixe de falar algo por causa do seu sotaque, só falando e praticando e alguém corrigindo é que você vai se acostumar com o som correto ou então atenuar o sotaque.
Mas e o que os americanos acham do nosso sotaque?
Bom, eu não posso responder por todos os americanos e a reação depende das circunstâncias e da índole da pessoa, mas a maioria das vezes o sotaque é uma porta aberta para uma conversa, já que eles gostam de tentar advinhar de onde é o seu sotaque e pode perguntar coisas sobre você e o seu país.  A não ser que o americano tenha contato com brasileiros é difícil eles acertarem que você é um deles. Falamos diferente do que uma pessoa cuja a primeira língua é espanhol, então eles ficam com uma pulga atrás da orelha. Já me perguntaram algumas vezes se eu era francesa  - até hoje não tenho a menor idéia por qual motivo já que um "sotaque francês" é bem diferente de um "sotaque brasileiro".
A maior parte das vezes quando falo que sou brasileira a pessoa sempre fala alguma coisinha ou outra sobre o país ou pergunta algo sobre a minha cidade Natal. Às vezes conhece alguém de lá, ou já foi pra lá. E é uma surpresa agradável quando mostra interesse sobre o país e o que está acontecendo por lá.
Mas aconteceu de eu ser destratada porque eu tinha sotaque. Isso não tem nada a ver com o sotaque em si, mas com a mentalidade da pessoa com quem eu falei. Infelizmente existem  pessoas por aqui que são contra imigrantes no geral, porque na cabeça dessas pessoas somos uma ameaça à cultura e à economia americana - já que trazemos nossos costumes, língua e "roubamos" trabalho dos americanos. No lugar onde eu moro onde existem uma enorme porcentagem de imigrantes isso é muito difícil de ocorrer, mas já aconteceu comigo quando morava em New Jersey.
Infelizmente algumas pessoas acham que só porque você não "fala inglês direito", você é uma pessoa menos inteligente ou instruída. É uma situação muito chata, mas não deixe se abalar se um dia encontrar uma pessoa assim. Uma vez eu me fiz de boba e deixei a pessoa falando sozinha, mas outra não aguentei o desaforo e falei umas verdades.
A maioria das pessoas que encontrei seja na escola, no trabalho ou conhecidos e vizinhos ficam impressionados quando sabem que você é de outro país, aprendeu outro idioma e agora está fazendo a vida por aqui.
Só para concluir gostaria de dizer novamente que ser fluente não significa não ter sotaque e falar como um americano. Meu marido que é escocês (e portanto tem inglês como língua nativa) não consegue ser entendido porque ele "tem sotaque forte" e muitas vezes em restaurantes eu tive que repetir exatamente o que ele falou pra ser entendido - deixando ele morrendo de ódio. Por isso preocupe-se em pronunciar as palavras da melhor maneira possível e esteja preparado para encantar e despertar os interesses das pessoas quando ouvir o seu "sotaque brasileiro".

PS: Só como curiosidade, este vídeo é uma coletânia de várias pessoas do mundo falando inglês e seus sotaques


Viagem aos EUA com Insulina - Como trazer a mãe pros States e não enlouquecer parte 2

Há alguns anos escrevi algumas dicas de como preparo a viagem para a minha mãe vir para os EUA sozinha e eu não enlouquecer (POST AQUI). Este ano a minha mãe veio visitar e tive que fazer outras preparações já que ela teria que trazer insulina e seringas no avião.
Vários meses antes dela viajar entrei no site do TSA (Transportation Security Administration) a agência americana responsável pela segurança dos aeroportos para saber quais eram os requisitos para que a minha mãe pudesse trazer a insulina dela e as seringas que ela teria que utilizar durante a viagem e durante a estadia dela aqui. A agência permite que passageiros possuam qualquer tipo de remédio e medicamento necessário a bordo do avião inclusive que ultrapasse o limite de líquidos e não precisa estar naquela famosa saquinho plástico, mas é necessário avisar para o agente da segurança que o que você está carregando. As informações coletadas podem ser lidas em inglês AQUI.
Até aí tudo bem, só que eu me deparei com três pequenos obstáculos.
1 - a minha mãe não fala inglês. Se ela fosse questionada sobre o medicamento ela não teria como conversar com o agente e ela não iria poder seguir viagem sem a medicação dela
2 - como transportar a insulina que precisa ficar em baixa temperatura durante todo o tempo que ela estivesse em trânsito
3 - eu poderia comprar seringas nos EUA caso ela precisasse?

1 - A minha mãe não fala inglês.
As minhas irmãs me chamam de paranóica, mas quando a minha mãe vem para os EUA eu imprimo um monte de papel para ela trazer. SEMPRE tenha com você o itinerário da viagem (passagem ida e volta), comprovante de seguro de saúde, o endereço de onde você vai ficar. Como a minha mãe não fala inglês eu sempre escrevo uma carta para o oficial dizendo que ela não fala inglês, que ela fala somente português e meu endereço e telefone para contato, que ela vai ficar na minha casa e também a quantidade de dias que ela vai ficar.
Escrevi uma declaração em inglês para a médica da minha mãe assinar com o nome de todos os medicamentos que ela toma, além de dizer que ela necessita de insulina e por isso ela precisa ter com ela insulina e também seringas durante todo o tempo. A médica da minha mãe colocou as informações dela com número de telefone e assinou. E a minha mãe também trouxe com ela todas as receitas dos medicamentos e estes em suas embalagens originais.

2 - Como transportar a insulina que precisa ficar em baixa temperatura durante todo o tempo que ela estiver em trânsito?
Procurei muita informação na internet a respeito deste assunto. A princípio ia falar pra minha mãe pedir ajuda das aeromoças, para que elas dessem água gelada ou gelo para ela manter as insulinas frias, mas depois de muito pesquisar encontrei uma mala frigorífera especialmente para carregar insulina e seringas para diabéticos. Apesar do TSA não dizer publicamente que endorsa nenhum produto, esta malinha era aceitável e li muito a respeito que pessoas que tem diabetes nunca tiveram problemas no aeroporto. A que comprei para a minha mãe foi da marca Frio, o que manteria a insulina fria por um período de 24h. O importante neste caso é sempre avisar para o segurança que você tem insulina com você nesta malinha, se eles precisarem fazer uma inspeção especial. Quando a minha mãe veio do Brasil, o agente nem pediu para ela tirar da mala, mas quando estava retornando, ele pediu para tirar e colocar naquelas bacias que passa na máquina de raio-X.

3 - É possível comprar seringas nos EUA?
A resposta é sim e não. Sim, você pode comrpar seringas se você comprovar que é diabético e para isso você precisa de uma prescrição médica. O problema é que precisa ser um médico americano, a declaração que a médica da minha mãe no Brasil assinou não valia de nada para a farmacêutica. As regras para a venda de seringas descartáveis com agulhas varia de estado para estado. Aqui na Califórnia era possível que eu comprasse um pacote com 10 seringas por vez, ou seja, a cada 3 dias eu teria que ir na farmácia novamente comprar um novo pacote. Porém nada que uma pesquisada no Google não me mostrasse que era possível comprar uma caixa com 100 agulhas online. O preço era um pouco mais caro do que na farmácia, mas pelo menos a minha mãe teria acesso às seringas.

Outra coisa muito importante ressaltar é que não se pode colocar seringas usadas em lixo comum. Nós compramos na farmácia uma lata específica para descartar seringas usadas e os plasticos que ela mede a glicose (que contém sangue). Esta lata custa mais ou menos 7 dólares e aí quando estiver cheia você precisa olhar um posto autorizado próximo que receba esta lata. Aqui em casa foi possível levar para um hospital que recebe seringas somente dentro desta lata para descartar. Vale dizer que dentro de vários shoppings, aeroportos e lojas grandes no banheiro há também lugares específicos para descartar seringas, mas a minha mãe quando saía sempre guardava na bolsa e jogava na latinha em casa.

De vez em quando sempre aparece na televisão ou internet notícias de pessoas barradas na segurança ou imigração dos EUA e gente, não existe isso de que a pessoa foi barrada porque não conseguiu se comunicar. Nos aeroportos a maioria dos agentes falam espanhol também e há sempre serviço de intérpretes. Evite passar problemas na imigração levando documentação!! Não confie em eletrônicos, imprima documentos importantes e no caso de medicação sempre tenha a receita médica e traga medicamentos nas embalagens originais, porque isso ajuda os agentes a identificar o que você está carregando.

Com todos estes cuidados e preparos a viagem da minha mãe foi bem mais tranquila, mas isso não quer dizer que eu não me preocupei menos com ela. Desta viagem ela ganhou mais experiência e eu um punhado de novos cabelos brancos.

Uma questão de privacidade

Gosto muito de ler blogs de pessoas que compartilham além de seus pensamentos e opiniões um pouco de suas vidas. Existem pessoas que acompanho a muito tempo e parece até que a gente conhece a pessoa, a cidade, sua família. Cria-se uma relação muito próxima com alguém que a gente pode até nunca ter trocado uma palavra, um comentário. E confesso que fico triste quando de repente a pessoa some da esfera e espero que um dia a pessoa retorne para dar algumas notícias. Quem nunca acompanhou um blog que sentiu a mesma coisa levante a mão.
Apesar de gostar muito de ler blogs pessoais confesso que eu não tenho CORAGEM para expor mais da minha vida pessoal.
Há uns 8 anos eu tinha um blog da época em que era au pair, interagia muito com outras meninas que estavam no processo e encontrei amigas que se tornaram pessoas muito próxima de minha vida no mundo real. Era um lugar que eu desabafava sobre as chatices que é morar com os patrões e colocava a minha opinião e experiências sobre o que estava vivendo. Era o meu cantinho e escrevia muito, quase toda semana até que um dia... bem o mundo da internet não é tão grande assim e uma menina que era amiga da minha patroa começou a ler o meu blog e começou a compartilhar o que escrevia pra ela. Pensa que você está lá num bar desabafando com tua amiga o quanto o teu chefe é um incompetente, as merdas que ele faz e aí alguém que conhece você e teu chefe vai lá e diz pra ele tudo o que você falou. Já viu o desastre né?
Então eu comecei a escrever mais esporadicamente e meio vago e aí perdi a vontade de escrever e acabei fechando o blog de vez. Lição número 1 que aprendi é: você nunca sabe quem está lendo o que você escreve e o anonimato não é tão seguro hoje em dia...
Por isso quando resolvi escrever este blog eu decidi falar o suficiente da minha vida para que não ficasse uma coisa vaga, mas também não compartilho muitas fotos e histórias pessoais, porque depois do que aconteceu com o primeiro blog eu fiquei pé atrás. Algumas pessoas pedem e querem algo mais íntimo, mas não tenho coragem e sei que posso manter um blog com a minha cara sem mostrá-la.
Esta semana aconteceu algo que realmente me assustou muito e me deu certeza de que devo continuar preservando a minha privacidade.
Participo de um grupo que troca cartas com um grupo que começou no Brasil. Entrei neste grupo porque gosto muito de escrever e receber correspondência que não seja apenas contas no correio. Pois bem, antes de dar o meu endereço decidi abrir uma caixa postal no correio próximo da minha casa, porque né gente, se eu não gosto de compartilhar histórias sobre a minha vida na internet, muito menos iria colocar o meu nome e endereço real numa lista de correspondência para um monte de estranhos. Principalmente porque vivemos na época de Google maps onde você pode ver exatamente a casa, o bairro onde a pessoa mora - ( abrindo parênteses pra contar uma história engraçada... quando o Google estava fazendo o mapeamento em São Paulo, meu pai estava em frente da casa da minha mãe então quando bate uma saudade dele, só colocar no Street View o endereço da minha mãe que eu não só vejo a minha antiga casa como vejo o meu pai! Claro que eles embaçaram o rosto dele, mas quem o conhece o identifica! - fecha parêntesis).
Pois bem, comecei a trocar correspondências principalmente com pessoas no Brasil e sei que a curiosidade é muito grande pra saber como é a vida aqui, mas olha, eu não moro em Beverly Hills e todos aqueles filmes e idéias de vida californiana que passam nos filmes e seriados passam de longe com a minha realidade... maaaas, algumas pessoas ainda acreditam que eu tenho uma piscina de dinheiro igual o Tio Patinhas na minha casa, saio dirigindo Ferrari e viajando de jatinho particular por aí ou então tomando suco a beira da piscina da minha mansão...
Esta semana recebi duas cartas de uma mesma pessoa que me deixou de cabelo em pé. Como os correios estavam de greve a primeira carta datava de abril e a segunda de maio.
Já havia me correspondido com essa pessoa anteriormente, recebi uma carta dela ano passado e havia respondido, a pessoa estava passando por problemas de saúde e depressão e escrevi uma carta dando palavras de apoio e tal.
Na segunda carta que ela me mandou, pediu o MEU TELEFONE pra adicionar no whatsapp e trocar emails. Bom, dei uma cortadinha de leve dizendo que entrei no grupo de cartas para trocar CARTAS e que preferia que mantivéssemos correspondências assim.
Voltando às cartas que recebi nesta semana, a primeira era uma carta de umas 5 páginas dizendo que ela tinha ficado chateada mas que entendia que eu não passaria informação pessoal, aí contou a história da vida dela, dos problemas de saúde, só que a carta começou a ficar muito confusa, as histórias misturadas e aí ela falou que estava ficando surda por problemas de saúde, mas não queria usar aparelho auditivo que teria que fazer um tratamento caro pra não ficar surda de vez e que tinha tentando fazer uma vaquinha online só que ninguém tinha visualizado a página dela - AGORA PASMEM - aí ela pediu pra EU abrir uma página pedindo dinheiro pra ajudar no tratamento dela na página GoFundMe, que é um site onde pessoas contam suas histórias e pedem doações só que o dinheiro é apenas depositado em alguns países da America do Norte e Europa, então ela precisava de alguém que morasse nos EUA pra receber o dinheiro e mandar pra ela e que se eu fizesse isso poderia ficar com uma porcentagem da doação...
Ela disse que entenderia se eu não quisesse abrir a conta, mas que ela sem tratamento iria ficar surda e que depois me mandaria mais detalhes pra abrir a página e mandou o email dela.
Meu, sério que fiquei um tempo sem saber o que fazer. Eu fiquei imaginando o desespero da pessoa pra me mandar uma carta destas, mas ao mesmo tempo comecei a pensar se era realmente verdade o que ela estava falando e dei graças a Deus que ela não tinha o meu endereço e nome verdadeiro ( eu uso o nome de solteira neste grupo), porque se eu quisesse responder, ela nunca poderia me achar.
Confesso que fiquei com dó mas joguei a carta no lixo, eu simplesmente não ia responder nada até que dois dias depois chegou a segunda carta dela contando como ela estava ficando surda e que iria se matar se ficasse surda mesmo porque senão não conseguiria viver desta forma.
Meu, que desespero senti... não tem jeito acabo me envolvendo demais e eu me importo com a dor das pessoas, ainda mais quando alguém fala em suicídio. Por experiência própria eu sei que a maioria das pessoas que falam em cometer suicídio não estão brincando... e eu não queria ser responsável por uma tragédia (to falando que me envolvo demais?!).
Então eu sentei, pedi sabedoria pra Deus e respondi a carta dizendo que não poderia ajudar abrindo a página por questões práticas - teria que colocar meus dados bancários e burocráticos - como eu iria enviar o dinheiro para o Brasil?, mas também dei palavras de apoio e sugestão para procurar ONGs e até mesmo o hospital da USP para recursos para fazer tratamento.
Meu marido disse que não deveria escrever nada, mas não podia não fazer nada... então fiz o que era possível e torço para que esta pessoa encontre ajuda que precisa.
Só que com esta história veio a certeza de que eu não estou errada em me proteger não divulgando informações pessoais e queria só compartilhar esta história para dizer que nem só de gente boa e com bom senso está este mundo de internet... pra gente tomar cuidado o que fala e escreve por aí, nunca se sabe quem lerá e o que fará com as informações que colocamos por aí.

O maior feito da minha vida

A minha professora de estatística teve uma ideia genial para a lista de chamada que assinamos todos os dias. Ao lado do nosso nome ela escreve uma pergunta do dia que varia todos os dias. Geralmente eu respondo - é facultativo fazê-lo - e confesso que às vezes acabo me distraindo lendo as respostas dos colegas dependendo da pergunta. Hoje foi o dia que mais me distrai, confesso.
Ela perguntou qual foi o seu maior feito na vida até o momento. Li diversas respostas e confesso que fiquei sem saber o que escrever já que poderia ter colocado várias respostas. Escrevi que foi ter viajado para vários lugares do mundo, mas não creio que este foi o maior depois de pensar um pouco sobre o assunto.
O que mais me chamou a atenção em relação às respostas dos meus colegas é que haviam coisas extraordinárias como também coisas bem simples. Esse tipo de pergunta invoca respostas bem diferentes e que nenhuma delas deve ser considerada melhor ou pior porque muitas vezes pequenas coisas que não damos muita importância são feitos extraordinário mesmo que não apareçam na televisão ou você ganhe um prêmio por isso.
Pois bem, já devo ter falado sobre isso mais de uma vez aqui mas acredito que o maior feito da minha vida foi simplesmente acreditar no meu sonho e trabalhar par torná-lo realidade.
Não foi uma única coisa mas diversos fatores que me ajudaram a realizar o feito que foi sair literalmente do conforto do meu lar e morar em outro lugar.
Primeiro eu tive que acreditar no impossível porque na época que eu decidi mudar de país eu era estagiária e universitária então a grana era muito curta e vindo de uma família humilde se eu quisesse realizar este sonho eu teria que lutar e bancar sozinha por ele. Fiz muitos sacrifícios para economizar o dinheiro e quando sai do Brasil tinha exatamente 200 dólares na minha mão.
Segundo eu me dediquei para conseguir tudo o que eu precisava para viajar. Pesquisei opções, procurei informação e fui sincera comigo quanto às minhas possibilidades. Nunca dei passos maiores que as minhas pernas e todos os passos foram calculados e estava meio que preparada para os riscos de cada opção.
Terceiro dividi meus sonhos apenas com pessoas que me apoiavam e acreditavam em mim. Para se ter uma ideia minhas irmãs só souberam que estava indo para os EUA quando o meu visto estava em mãos, depois de quase 1 ano e meio de preparação e planejamento. Lembra do primeiro passo? A situação já era difícil então pra que ter pessoas ao meu redor colocando dúvidas, zombando dos meus objetivos só porque era diferente dos delas?
E por último acredito que seja essencial ter coragem e ser autossuficiente porque muitas vezes você só terá você mesmo para solucionar problemas e enfrentar adversidades.
Depois que você conseguir conquistar o seu "maior feito" não pare de sonhar e não viva somente de memórias. Cada fase da nossa vida há um novo objetivo, sonho a ser conquistado e o mais importante é saborear cada pequena conquista e todas as etapas da jornada porque mesmo que ela seja difícil terá algo a ensinar e trará algo que você irá precisar no futuro ou te fará uma pessoa melhor.

Dicas sobre trabalho no Vale do Silício

De vez em quando recebo mensagem de pessoas perguntando sobre o mercado de trabalho aqui na região.
Estou sem trabalhar há alguns anos por conta da faculdade e problemas de saúde, mas gostaria de dar algumas dicas para quem tem curiosidade de saber um pouco sobre o mercado de trabalho daqui.

Nos EUA não existe lei trabalhista que oferece direitos e deveres a todos os empregados como no Brasil. Benefícios variam muito de empresa para empresa e isso acaba sendo munição de grandes empresas para atrair talentos. As informações que colocarei aqui são bem gerais e experiências que tive no mercado formal e informal e também o que observo das pessoas ao meu redor.
  •  Se você não tiver permissão para trabalhar legalmente nos EUA, como visto de trabalho, cidadania ou green card, as chances de conseguir um trabalho em uma grande empresa são quase abaixo de zero.
  • Salário é oferecido por ano, ou seja, quando você é contratado a empresa vai dizer que você receberá 36 mil dólares, isso significa o seu salário bruto do ano inteiro, ou seja, o que você vai receber mesmo é esta quantia dividida por 12 (3.000 por mês salário bruto). Este valor é claro, terá discontos de imposto de renda e sua parte em seguro de saúde. O valor do salário líquido depende do estado em que você mora, pois tem que pagar imposto federal e estadual. Portanto, não fique deslumbrado com uma quantia grande de salário oferecida e não compare a quantia em reais - o custo de vida é alto por aqui.
  • Não existe décimo terceiro. Algumas empresas oferecem bonus para os empregados dependendo dos lucros da empresa e por desempenho individual, tudo isso é acertado na contratação.
  • Você assinará um contrato dizendo suas responsabilidades, benefícios e salário. Aqui eles chamam emprego "at will", ou seja, a qualquer momento este contrato pode ser terminado por qualquer das partes. O aviso prévio geralmente é de 2 semanas.
  • Férias geralmente são em dias úteis e variam de 5 a 10 por ano. Sim, POR ANO! Pra eles férias de 30 dias pagas é coisa de gente preguiçosa (já ouvi isso de um colega) e você ficaria surpreso de saber quantas pessoas não tiram férias e acabam perdendo - dias não tirados não são pagos como no Brasil e expiram depois de um certo tempo.
  • Licença maternidade é de 6 semanas. Não existe licença paternidade - De novo, muitas empresas estão mudando esta regra para atrair talentos, mas este é o normal oferecido.
  • Se você ficar doente e faltar no trabalho, você pode tirar 3 "sick leave" no estado da Califórnia, o que passar disso você tem que tirar os dias das suas férias! 
  • Se a doença for grave, você pode pedir licença não-remunera por um determinado período. Isso vale também se você tiver que cuidar de um membro da família doente
  • Almoço geralmente é um lanche rápido na mesa ou numa salinha dentro do escritório. Algumas empresas oferecem restaurante, mas você paga pela comida e geralmente almoço não demora 1h
  • Se você não for um alto executivo ou trabalha com vendas, possivelmente vai usar trajes mais informais, principalmente aqui no Vale do Silício
  • O QI (Quem Indica) é muito forte por aqui, por isso as pessoas estão sempre fazendo networking. Geralmente se um empregado indica um bom candidato que é contratado e permanece na empresa após o período de experiência, ele recebe um bonus. Por isso as pessoas tem muito cuidado em quem indicam e os melhores postos sempre acabam sendo preenchidos desta forma
  • Existem vários sites para procurar emprego, mas muitas empresas e também recrutadores usam o LinkedIn. Importante fazer um perfil profissional e correto, colocar uma foto profissional. O site também contém muitas vagas de empregos. Já fui contactada 2 vezes por grandes empresas através do LinkedIn.
  • Muito importante ter um currículo verdadeiro e enxuto e sempre escrever uma carta de apresentação para cada vaga que você aplicar. Não existe a idéia de ter apenas um currículo para várias vagas, geralmente um candidato tem um currículo específico para salientar qualidades para a vaga em questão
  • É muito comum a primeira entrevista ser feita através do telefone. Tente passar um telefone fixo ou atenda o seu celular num lugar tranquilo. Algumas empresas também utilizam videoconferência, skype, FaceTime para a primeira entrevista
  • O processo pode ser longo por isso não desanime. Dependendo do cargo pode acontecer até mesmo 3 entrevistas diferentes.
  • Existem muitas oportunidades para empregos em tempo integral mas também meio-período em todas as áreas.
  • Salários também podem ser pagos por hora e o mínimo é estipulado por cada cidade, aqui na região varia de 9 a 10 dólares. Geralmente empregos de meio-período são pagos por hora e variam muito dependendo da posição
  • Para encontrar empregos informais, procure no bom e velho Craiglist, Indeed também oferece várias posições. O bom e velho Google sempre ajuda também.
  • Algumas empresas terceirizam várias posições, então você pode se cadastrar numa agência de emprego e eles te mandam para um determinado cliente (empresa) por um determinado período ou para uma posição permanente. Gigantes como Facebook e Google fazem muita terceirização de serviços, principalmente no administrativo. Você envia currículo e faz entrevista para a empresa terceirizadora e eles tentarão encaixar você em projetos atuais ou futuros que apareçam
  • É muito comum trabalhar em casa, mas tome cuidado com empregos que prometem muito dinheiro por pouco trabalho de casa, geralmente são golpes principalmente se você tem que pagar uma taxa para se colocar no programa. Fique alerta e use sempre pesquise a empresa no Google!!!
  • Vale salientar novamente que grandes empresas exigem sempre que o candidato tenha visto ou permissão de trabalho nos EUA e todas as empresas irão pedir o número de Social Security (o CPF daqui) para poder deduzir os impostos devidos da sua folha de pagamento. Falsidade ideológica é crime sério aqui, principalmente evasão de impostos por isso tome cuidado com a tentação de apresentar documentos falsos para conseguir um emprego, pode arruinar a sua carreira (e vida). 
  • Todas as empresas checam referencia de empregos anteriores e também pessoais. Algumas pedem antecedentes criminais e dependendo da função como motorista por exemplo, exame para saber se a pessoa usa drogas.
  • Independente da sua situação imigratória, jamais permita que alguém te explore. Existem leis para proteger trabalhadores de diversos tipos de assédio: moral, sexual, verbal. Isso é sério! Empregadores podem usar seu medo para tentar te explorar, mas não aceite esta condição e denuncie! Se não quiser entrar em contato com a polícia local, entre em contato com o consulado brasileiro e peça ajuda
  • Jornadas de trabalho de 10, 12 horas são comuns por aqui, infelizmente. As pessoas vivem para trabalhar e não o contrário.
  • Colegas de trabalho serão colegas de trabalho. Geralmente eles não misturam muito vida pessoal com profissional. Seus colegas podem ser uns amores no escritório e fingir que não te conhece quando estiver com sua família e te encontrar no mercado. Aconteceu com meu marido...
  • Assédio sexual é muito sério! Geralmente relação amorosa entre  subordinado e chefe  é proibida pois as empresas temem que o subordinado seja vítima de assédio sexual e há sempre uma linha muito tênue entre romance e um futuro processo por assédio. 
  • Piadinhas racista, homofóbicas, preconceituosas, machistas e religiosas podem custar seu emprego por justa causa.
  • Se você trabalha de autônomo, não esqueça de declarar imposto de renda! Pente fino aqui é coisa séria e é a única coisa que vai com certeza te levar pra cadeia é sonegação de imposto.
Estas foram as dicas que vieram a minha mente no momento, mas devo ter esquecido de algo com certeza. No fundo, no fundo, trabalho é igual em todo lugar do mundo

Pergunte à Paulistana.

Tenho as melhores idéias do que escrever no blog quando estou olhando para a tela do computador tentando redigir trabalhos para a faculdade.
Aí falo: "Assim que terminar isso, vou lá escrever este post no blog". E o tempo passa, ou falta.
Férias de verão chegando e vou ter muito, mas muito tempo disponível e quero fazer coisas produtivas e tentar dar uma arrumada nas coisas por aqui.
Então por favor gostaria de saber de você que chegou por aqui, se tem algo que você sempre quis saber sobre a Califórnia, EUA, lupus,cultura, inglês, São Paulo, computador, viagens, qual minha cor favorita, etc,etc, etc. Prometo responder. Tô num animo pra escrever!
Só deixar pergunta no comentário deste post!

Está chegando o verão...

Amanhã é Memorial Day aqui nos EUA. Um feriado que acontece todos os anos na última segunda-feira do mês de maio que "marca" o início do verão pelas bandas de cá.
O feriado em si consiste em prestar homenagens àqueles que morreram durante batalhas em guerras em nome dos EUA. Geralmente milhares de voluntários vão em cemitérios militares e colocam uma bandeirinha americana em cada tumba é algo impressionante, mas também muito triste. Em vários lugares há pequenas cerimônias, minuto de silêncio e tocam uma melodia muito triste no trompete. Já há alguns anos eu não vou à igreja que frequento no domingo que antecede Memorial Day porque eles sempre fazem um culto homenageando os soldados, com a música triste no trompete e eu fico extremamente chateada e triste, mesmo sem conhecer ninguém que tenha morrido em uma guerra. Sei lá, eu tenho muita dó dos homens e mulheres que acabam morrendo em guerras que muitas vezes é apenas um jogo político e que nunca acaba bem, com nenhum "vencedor".
Voltando ao verão, eu sempre achei muito engraçado esta coisa do verão começar no final de semana do Memorial Day, as pessoas organizam churrasco, há várias promoções em shoppings e lojas e geralmente já está esquentando.
Logo em seguida as crianças começam a entrar de férias escolares, os jovens tem graduação do ensino médio (high school) e também da faculdade. É uma época festiva e cheia de expectativas. Pra quase todos, of course.
Ao mesmo tempo que o trânsito melhora porque as crianças não vão pra escola, começa a temporada oficial de viagem e ir para parques nacionais, e pontos turísticos começa a ficar um caos. Os hotéis ficam cheios e caros, aeroportos idem. O máximo que eu posso, evito viajar nesta época do ano, além do mais o calor pelas bandas de cá pode chegar à 40C (bandas de cá eu digo EUA no geral, São Francisco como já expliquei aqui é um caso à parte).
Existem poucos feriados prolongados por aqui, então o povo aproveita o máximo que pode. Eu claro, estou sentada na minha mesa da cozinha fazendo trabalho e estudando pra provas de quarta-feira, porque os professores acham que todos, menos os alunos tem direito de aproveitar um feriado prolongado né?
Pra mim, férias de verão estão longe de acontecer, meu trimestre termina no final de junho e acho que vou acabar emendando dois cursos no verão, vamos ver.
Mas que esta época deixa as pessoas um pouco menos carrancudas, isso deixa, mesmo morando aqui que Sol e dias lindos acontecem praticamente o ano inteiro. Pra nós residentes da  Califórnia, a maior preocupação é sem dúvidas as grandes queimadas que acontecem por causa da secura e da falta de chuvas da época, tomara que este ano não seja pior do que ano passado e que as pessoas continuem conservando água.
Ah no verão começam também as "Yard Sale" ou "Garage Sale", onde as pessoas colocam o que não quer e está em bom estado em frente de casa e no quinta pra vender a preço de banana. Minha mãe adora estas coisas, eu não tenho paciência de ficar parando e olhando coisas, mas se acha de tudo e algumas coisas valem a pena...
Ah, o verão... que ele traga coisas boas para o coração também, porque nós estamos precisando... e até quando as tão merecidas férias não chega, seguirei o conselho da Dory "keep swimming, keep swimming"(neste caso, infelizmente não no sentido literal).

Chewbacca Mask Lady

Se você não viu este vídeo, está perdendo uma ótima oportunidade de rir até a barriga doer.
Pra quem teve uma semana com péssimas notícias, foi a melhor maneira de encerrar a sexta-feira.
Já assisti 5 vezes e chorei de rir todas elas, até mandei uma mensagem para a Candance dizendo que ela fez o meu dia, espero que ela leia a minha mensagem no meio de milhões outras.

Pra quem não entende muito inglês, ela foi em uma loja de departamento e comprou uma máscara do Chewbacca como presente de aniversário pra ela mesma. Ela estava gravando um vídeo ao vivo para mostrar pros amigos e família. Ela abre a máscara e experimenta. O resultado é simplesmente hilário!

Chewbacca Mask Lady

 Assistam e me digam o que acharam.

Departures.

Acabei de assistir o último episódio da série chamada Departures.
Fonte: facebook.com/departuresTV

Descobri este show quando estava doente no ano de 2014 e passei horas em frente a televisão assistindo 3 amigos (um sempre escondido atrás da câmera) viajando pelo mundo a fora.
A princípio seria uma viagem de 1 ano, que se extendeu por 2, que terminou no terceiro ano. Pra quem gosta de viagem, conhecer culturas diferentes, este é o seriado imperdível.
A fotografia é simplesmente maravilhosa, feita por Andre Dupuis e te faz querer muito, muito, muito ser companheira de viagem deles ou pelo menos pegar a sua mala na primeira oportunidade e seguir rumo ao aeroporto.
O mais legal de tudo é que eles foram para lugares pouco explorados e mesmo aqueles que já são batidos em programas de viagem (eles foram ao Brasil!) mostram uma perspectiva nova do local.
A mensagem da série é para que você pegue sua mochila ou sua mala da Louis Vitton, não importa o seu estilo ou o tanto de dinheiro que tem no bolso, o mundo é muito grande e vale a pena ser explorado.
Confesso que fiquei com os olhos cheios de água no último episódio que foi gravado na Austrália, porque eles dizem que não importa o quanto você viaje pelo mundo, chega uma hora que é preciso retornar para casa.
O programa é divertido, interessante e os dois amigos Scott Wilson e Justin Lukach são lindos também :-).
Não sei se o programa está disponível no Netflix do Brasil, mas aqui nos EUA estão disponíveis as temporadas 1 e 2. Procurem por Departures.
Eu comprei o set de DVD deles que não tem restrição de região no site Departures Store e digo que valeu a pena porque todos os episódios tem uma versão comentada, cenas deletadas, fotos, enfim... no momento em que não posso viajar por conta das minhas obrigações, é bom sentar no sofá e imaginar e sonhar em um dia ver todos aqueles lugares com os meus próprios olhos.
Espero que vocês tenham oportunidade de assistir este programa!

PS: Esta é uma opinião minha sobre a série. Não ganhei nada para falar sobre ela aqui, sou apenas fã deste programa maravilhoso e gostaria que mais pessoas tivessem acesso a um programa de super qualidade!

Não sou e nunca serei matadora de sonhos...

Estes dias recebi um comentário de um anônimo falando sobre o post que tem sido disparado o mais acessado aqui no blog chamado É legal viver ilegal nos EUA? que eu era apenas mais uma no meio de tantas pessoas dizendo o mesmo blábláblá de que a vida de imigrante não é fácil e que não vale a pena e que viver na situação atual (principalmente em São Paulo) é pior do que todas as dificuldades que possam ser encontradas aqui nos EUA.
Tudo nesta vida é tão relativo... o que eu acho que vale a pena talvez não seja a mesma coisa que outra pessoa... eu não encorajo ninguém a ficar ilegal nos EUA porque EU não acho que vale a pena mas existem muitas pessoas que vieram e vivem aqui por anos nesta vida e não trocariam por nada.
Mas muitas vezes as pessoas que vem pra cá e ficam ilegais ou indocumentados (o politicamente correto a se dizer hoje em dia) não contam o outro lado da moeda, que é perder de certa forma a liberdade de poder estar com a família, viajar para fora do país, muitas vezes ter que exercer uma profissão muito diferente da que tinha no Brasil porque não tem os meios legais para fazê-lo, por passar por limitações e humilhações por conta da situação.
Por um tempo vale a pena por conta do deslumbramento de adquirir coisas materiais, de ter a segurança e poder desfrutar de coisas que a nossa situação econômica e política no Brasil não permitem desfrutar. Só que na vida de um expatriado há varias fases e depois que o encantamento passar, muitas coisas começam a doer dentro do coração. A saudade, solidão, auto-estima são coisas que mexem demais dentro de nós e te digo que nenhum dinheiro do mundo compra a paz de espírito e a alegria do coração.
Digo milhões de vezes e repito: Se você tem vontade de sair do Brasil pra morar em outro país eu sou a primeira a dar o maior apoio pra você! É muito bom conhecer outras culturas, ver como as coisas funcionam em outros lugares do mundo e a convivência com outras pessoas que pensam e agem de forma diferente da nossa cultura nos fazem examinar a nós mesmo e ao mundo, trazendo amadurecimento e tolerância. Porém, se você decidiu fazer as malas e ir embora não seja idiota de fazer de qualquer jeito baseado no que ouviu falar ou que leu na internet. Prepare-se financeiramente, mas principalmente emocionalmente. O mundo está aí pra ser desbravado não por corajosos ou pelos mais preparados, mas por pessoas ousadas e que não tem medo de tentar, de fracassar, de lutar, de pedir ajuda.
Existe um lugarzinho no Sol pra cada um de nós e somente nós podemos decidir onde este lugar é. Eu tenho uma amiga que ODEIA os EUA e morou aqui legalmente por 4 anos até decidir por livre e espontânea vontade retornar para o Brasil porque lá era onde ela acreditava ser o seu lugarzinho ao Sol. Muito fácil criticar a decisão de uma pessoa quando a gente não conhece o que há dentro do coração, como ela é, o que a move...
Portanto, se é aqui, no Brasil ou na China que você quer morar, saiba que sempre haverão o lado bom e o lado ruim, cabe a você analisar os prós e contras e tomar a sua decisão. E como sempre, se não der certo, você pelo menos tentou, experimentou algo novo, aprendeu alguma coisa e continue... Nunca deixe que alguém diga o que você pode ou não pode fazer. Somente você é capaz de escolher e traçar os seus caminhos.
Quando eu decidi explorar o mundo muita gente riu na minha cara, minha família zombou de mim, mas eu me mantive determinada e fui dando passo a passo até chegar aqui e mesmo aqui, passei por várias fases, maus-bocados, momentos difíceis e alegres também e não admito que as pessoa digam que eu tive SORTE. Em primeiro lugar porque acredito que nada nesta vida acontece por acaso. O Deus que eu acredito me protegeu e me abençoou, mas eu TRABALHEI muito pra chegar até aqui.
Muitas pessoas olham pra minha vida, lêem um post por exemplo de que estou aqui há 9 anos, mas ninguém além de Deus sabe o que eu passei durante esta jornada e as decisões que continuo tomando. A vida aqui não é glamurosa. Pode ser que seja mais recompensadora e mais justa, mas não é mais linda e melhor... Uma amiga me mandou uma mensagem hoje dizendo que lembrou de mim porque viu uma foto de alguém aproveitando a Califórnia e eu disse pra ela a mais pura verdade que não me lembro qual foi a última vez que eu, morando na Califórnia, aproveitei a Califórnia... Porque eu estudo, cuido da casa, tenho lição pra fazer, compras pra fazer, roupa pra lavar... ou seja, aqui ou em São Paulo ou no Piauí, todos nós temos uma rotina e nossas obrigações... quem me dera "Viver a vida sob as ondas e ser artista de cinema" como já cantou Lulu Santos... Rotina existe em qualquer lugar.
Portanto vou encerrar este assunto de uma vez dizendo que o que escrevo aqui  é conselho que daria pra um amigo, mas se este amigo disser "Meu, vou pros EUA tentar a vida!" Se é o que a pessoa realmente quer, dou o maior apoio do mundo. Se ele for sucedido, ficarei muito feliz e aplaudirei o sucesso (não tenho o menor problema com isso) e se infelizmente quebrar a cara estarei aqui com o ombro e os ouvidos de amiga para escutar. Pelo menos ele teve a coragem de vir e ver com os próprios olhos.
E pra todos vocês que lêem este blog do Brasil, o meu mais profundo respeito por você. Porque sei o quanto é difícil acordar cedo, ir trabalhar, estudar, pagar conta e ver o salário ir embora antes do dia 15, enfrentar ônibus lotado, chefe chato, coisas caras, insegurança, assalto, medo de andar na rua! Vocês são guerreiros diários e tem o que precisa para mudar a vida se assim desejar. Mudar a vida fora ou dentro do Brasil basta apenas atitude. E um passo na direção certa de cada vez. E não desanimar. E sorrir e aproveitar o melhor que lhe foi confiado.

City Hall em San Francisco

O City Hall é a sede da prefeitura e do condado de San Francisco, um prédio que algumas vezes passa desapercebido pelas pessoas que visitam a cidade. Ele foi construído em 1915 para substituir a prefeitura que acabou sendo destruída com o terremoto de 1906 que devastou a cidade.
Por falta de conhecimento, muitos passam apenas pela frente maravilhosa do prédio, tiram algumas fotos e vão embora sem saber que durante horário comercial de segunda a sexta o prédio é aberto ao público, então mesmo que a assembléia do conselho esteja em sessão e o prefeito esteja no gabinete, qualquer pessoa pode passear pelo prédio - lembrando é claro de não interromper as atividades públicas com barulho, pois o xerife pode lhe convidar educadamente a se retirar do recinto. :-)
Infelizmente este prédio lindo foi cenário de uma tragédia em Novembro de 1978 com o assassinato de Harvey Milk e do prefeito George Mascone por um outro político que tinha resignado e queria o cargo de volta, Dan White. Acho que foi por conta disso que hoje em dia para entrar no prédio é preciso passar por um detector de metais.

Após entrar no City Hall você pode verificar se há tours gratuitos estão acontecendo. Os horários dos tours são de segunda à sexta às 10, 12 e 2 da tarde. Eles duram 45 minutos, só colocar o nome e esperar o docente na entrada principal no horário de início. Participei de um há alguns anos e foi uma experiência maravilhosa porque o guia te leva para salas que não são abertas ao público e explica sobre a arquitetura do prédio. Você também pode passear sozinho se quiser e olha, não fique surpreso se você ver espalhado pelo prédio vários casais se casando pois como o prédio é sede do condado de San Francisco, o clerk office (cartório) é localizado lá dentro e 3 casamentos são realizados por juízes de paz a cada meia hora no local.

Eu ADOOOOROOOO ir ao City Hall e ver a diversidade de casais, noivas vestidas simples ou com super produção. O lugar também é bastante procurado por casais do mesmo sexo para se casar, já que San Francisco é uma cidade símbolo da luta e liberdade da comunidade por LGBT. Você pode assistir as cerimônias desde claro, respeite os noivos e seus convidados e não se coloque no meio de "Robert", além de ser de bom tom sempre pedir permissão para tirar fotos. As noivas adoram receber elogios e parabéns.

Eu fui uma noiva no City Hall há exatos 5 anos e apesar do fotógrafo lerdo que contratamos, foi um dia maravilhoso e guardo aquele lugar num lugarzinho especial do meu coração.

Se você quiser casar em San Francisco, é relativamente fácil. Você não precisa ser residente dos EUA ou da Califórnia, precisa comprovar que é solteiro e maior de 18 anos. Há dois passos que precisam ser feitos para se casar na Califórnia. Primeiro você precisa obter uma licença para se casar "Marriage License". Depois de obter este certificado, você tem 90 dias para realizar a cerimônia. Ela não precisa ser feita no City Hall, mas se você quiser fazer tudo num dia só, precisa agendar online um horário para tirar a marriage licence e outro horário para realizar a cerimônia pública.

Requerimentos para obter a Marriage License:
  • Um agendamento prévio e pré-pago deve ser feito online 
  • Documento legal com foto, no caso de estrangeiro passaporte
  • Caso seja divorciado, é necessário saber exatamente a data em que o divórcio foi finalizado, se acontecer há menos de 90 dias do dia que este certificado é pedido, precisa apresentar cópia do certificado de divórcio, se estiver em outra língua precisa ser uma tradução juramentada 
  • Custo da Marriage License $105,00 pago no momento do agendamento online
Requerimentos para realizar a Cerimônia Civil
  • Um agendamento prévio e pré-pago deve ser feito online 
  • Documento legal com foto, no caso de estrangeiro passaporte
  • Marriage License com validade menor do que 90 dias
  • Uma testemunha (irá assinar a sua marriage license, portanto não pode ser alguém do cartório, mas já vi casais pedindo para outros casais assinarem pra eles )
  • Custo da Cerimônia Civil  $ 78,00 pago no momento do agendamento online
A certidão de casamento é emitida apenas 4-6 semanas após a cerimônia civil, mas você pode requerer uma cópia online ou através do correio. No momento da cerimônia eles entregam um certificado simbólico, mas não tem valor oficial. Para nós brasileiros, este documento é válido, basta registrar o casamento no Consulado Brasileiro.

Bom, mas chega de blábláblá e vou deixar vocês com algumas fotos do local.

San Francisco City Hall
Salão principal - (olha os noivos no topo da escada)
Vista do salão principal do 4th floor
O 4th floor, onde pode ser realizados casamentos também
Dome

Se ficou curioso para saber como são os casamentos neste lugar maravilhoso, só colocar no google "San Francisco City Hall Wedding".  Existe a possibilidade de alugá-lo no sábado para festa privada, ou para uma cerimônia menor (100 convidados) durante a semana. Mais informações aqui, aqui e aqui

Viajante x Turista... o importante é viajar

Viajar é muito bom.
Você se desliga da sua realidade por alguns dias, semanas ou até mesmo meses (para os sortudos).
Conhece novos lugares, experimenta comidas diferentes, aprende um novo jeito de ver e viver a vida.
Não dá para colocar em palavras a imensa felicidade de ver com os próprios olhos lugares que se conhecia anteriormente apenas por fotos e vídeos.
Viajar é um investimento, um privilégio, um prazer.
Todas as vezes que entro em blogs ou artigos de viajantes encontro a velha (e muito chata) discussão sobre a diferença entre ser um viajante e um turista.
Aparentemente existe uma elite de pessoas que viajam para conhecer e experimentar a cultura e são seres superiores porque não fazem o que todos fazem em determinado lugar, comem em lugares diferente e descobrem coisas maravilhosas sobre o local que apenas os moradores conhecem e sabem. Ficam barbarizados com as pessoas que são turistas, chegam em ônibus de turismo, mapas nas mãos, câmeras penduradas no pescoço para registrar todos os momentos e tem uma lista de lugares para conhecer, restaurantes para comer sem deixar o conforto, claro.
Pra mim essa discussão é xarope de pessoas esnobes. Cada um viaja da forma como pode e aproveita como quiser.  Estas listinhas de o melhor jeito de viajar, lugares que você TEM que conhecer, coisas que você TEM que fazer, comidas que você TEM que experimentar quando vai a determinados lugares são muito chatas. O importante é fazer algo que você goste, no ritmo que você quiser, gastando o quanto puder. E ninguém tem nada a ver com isso. E não se sinta inferior ou superior pela forma como você viajou seja mochilando ou com malas da Louis Vuitton, se foi para todos os pontos turísticos da cidade ou se recusou a conhecer todos eles. Faça o que te deixar feliz e não tente empurrar o seu estilo de vida e jeito de viajar a outras pessoas.
Quando viajo procuro ler muito sobre os pontos de interesse e junto a minha disposição física, os meus gostos e os do meu marido para decidirmos  algumas coisas que queremos muito fazer/conhecer, sempre deixando tempo para tempo ocioso, soneca no meio do dia. Se o que quero fazer é taxado como turístico, eu não me importo. O que importa é eu experimentar o lugar da forma como queremos.
Já fui o tipo de pessoa que acordava 7 horas da manhã com o dia inteiro planejado até 9 horas da noite e ficava louca da vida quando as coisas não saiam como tinha planejado. Com os problemas de saúde vieram as limitações e tive que desacelerar o ritmo das viagens e posso afirmar com toda certeza de que elas não ficaram menos prazeirosas e interessantes.
O que importa mesmo é a atitude que a pessoa leva consigo e ser feliz independente de como viajar e pra onde ir. Se você é feliz sendo turista, seja turista! Se você é feliz sendo eu-não-quero-me-misturar-com-a-ralé-dos-turistas, que assim seja! Mas não venha me dizer que a sua experiência é melhor e mais significativa do que a minha porque fez x,y,z de forma tal porque isso não vou aceitar.





Violência doméstica

Semana passada estava conversando com algumas amigas a respeito das loucuras que pessoas fazem para conseguir green card. Uma delas é "comprar" um casamento com cidadão americano, pagando para casar e permanecer casada por 2 anos que é o tempo necessário para trocar o green card temporário que se ganha quando se casa, pelo permanente. Só para deixar bem claro esta é uma prática ilegal, e quando descoberta a fraude do casamento leva a prisão e deportação do imigrante e prisão por 5 anos e multa de 250 mil dólares para o cidadão americano.

Conheci pessoas que o fizeram e não tiveram problemas algum, seguiram suas vidas após o divórcio da forma como queriam. Uma até acabou encontrando amor durante estes 2 anos de convivência e permaneceu casada. Lembrei então de uma menina em particular que teve 22 meses e duas semanas de tranquilidade até que o marido exigiu que nas duas últimas semanas do casamento ela fizesse tudo o que ele quisesse para que ela não fosse denunciada. Então com medo e sem informação, ela passou 2 semanas sendo sexualmente abusada pelo marido até que pôde dar entrada nos documentos do green card permanente e sair de casa.
Mas ela não precisava ter passado por isto, se ela tivesse tido informação.

Em primeiro lugar, pode-se ficar chocado com o termo "ela foi sexualmente abusada pelo marido". Pois bem, aqui nos Estados Unidos sexo sem consentimento seja feito até mesmo com o esposo(a) é considerado abuso sexual e violência doméstica. E isto é crime.
De acordo com o site do Serviço de Imigração e Cidadania dos Estados Unidos (USCIS), violência doméstica é definida como: ".. é um padrão de comportamento onde um parceiro íntimo ou esposo(a) ameaça ou abusa o outro parceiro. O abuso pode incluir danos físicos, relações sexuais forçadas, manipulação emocional (incluindo isolamento ou intimidação), e ameaças econômicas ou de cunho imigratório. Enquanto a maioria de casos registrados de violência doméstica envole homem abusando mulheres e crianças, homem também pode ser vítima de violência doméstica."
Há uma definição muito mais ampla sobre o que é abuso no site National Domestic Violence Hotline - Definição de abuso, que inclui abuso físico, psicológico, econômico, digital, reprodutivo, etc. É um primeiro lugar para encontrar informação sobre o que fazer em caso de abuso doméstico. Colocarei abaixo deste post uma relação de sites com informações gerais sobre o assunto e também organizações específicas que podem ajudar vítimas de abuso aqui na Baía de San Francisco.
Vale a pena lembrar que ajuda para casos de violência doméstica não depende do seu status imigratório. A pessoa tem o direito de receber apoio da polícia, do sistema judiciário, ter acesso a abrigo para si e para os filhos caso necessário. Algumas instituições oferecem serviços jurídicos para as vítimas também.

O que fazer em caso de violência doméstica?

Em primeiro lugar certifique-se de que você e suas crianças estão seguras. Se achar que corre perigo ligue para 911 e peça ajuda. Eles podem prender a pessoa que está tentando colocar a sua vida em perigo. Fale para a polícia sobre casos anteriores e se há lesões ou marcas mostre para o policial também. 
É possível entrar com um pedido judicial chamado "restrained order" que vai impedir que o agressor chegue a certa distância de você ou a contacte. Se houver quebra deste pedido por parte do agressor o mesmo pode ser denunciado e preso. 
Há muitas organizações que oferecem serviços de interpretação, acessoria jurídica para pedidos de divórcio, pensão alimentícia para os filhos e até mesmo ajudar com questões imigratórias. Você NÃO PRECISA do seu parceiro para iniciar um pedido de divórcio.
A seguir está uma lista de organizações na Bay Area que pode oferecer serviços e ajuda neste momento tão delicado:

  1. Oakland, CA 94623-0006
  2. San Jose, CA 95128-2680
  3. San Francisco, CA 94108-4206
  4. San Francisco, CA 94110
  5. Oakland CA, 94612
  6. San Leandro, CA 94577-5103
  7. San Rafael CA, 94901-3923
  8. Gilroy CA, 95020
  9. San Francisco, CA 94103-3629
  10. San Francisco CA, 94110-1684
  11. San Mateo CA, 94403
  12. Oakland CA, 94612-2413
  13. San Francisco CA, 94103-2474
  14. Redwood CA, 94065
  15. Fairfield CA, 94533
  16. Santa Clara CA, 95052-0697
  17. Napa CA, 94558-6486
  18. Berkeley CA, 94712
  19. San Jose CA, 95112-4724
  20. San Francisco CA, 94103-3926
  21. Hayward CA, 94541-4202
  22. Fremont CA, 94538
  23. Fairfield CA, 94533
  24. San Francisco CA, 94109
  25. San Francisco CA, 94102-6053
  26. San Francisco CA, 94129
  27. Oakland CA, 94610-0102
  28. Concord, CA 94520-7979
  29. Livermore, CA 94550-7062
  30. San Francisco CA, 94103-3558
  31. Berkeley CA, 94702
  32. Santa Rosa, CA 95402-3506
  33. San Jose CA, 95112-3649
 Geralmente estas organizações também incluem serviço de intérprete. Após registrar o caso com a polícia local é bom entrar em contato com o Consulado Brasileiro da sua região, pois eles podem oferecer assistência de intérprete, tramites legais e informarções. 

O Consulado-Geral do Brasil em San Francisco fica localizado na 300 Montgomery St, suite 300, San Francisco - CA, 94104. Telefone (415) 981-8170, Fax (415) 986-4625, Plantão (para emergências) (415) 596-6926.

*E a minha situação imigratória?

De acordo com o site do USCIS, quando você obtém um green card baseado em casamento com um cidadão americano, ele precisa enviar os documentos junto com o imigrante para solicitar o status de residente permanente, incialmente feito quando casados - obtendo o green card temporário, e depois do segundo aniversário de casamento para o green card permanente. 
No caso do imigrante ser vítima de violência doméstica, é possível entrar com um pedido para remoção desta condição. O documento que precisa ser enviado para a imigração chama-se Petition for Amerasian, Widow(er), or Special Immigrant (Form I-360). Quando este pedido é aprovado, a pessoa pode então entrar com o pedido de Adjustment of Status (Form I-485) application  para se tornar um residente permanente (green card holder) diretamente. Pode-se encontrar mais informações a respeito disso no site USCIS . 
Caso o imigrante não tenha um status imigratório baseado em casamento e foi vítima de crime, pode ser pedido um outro visto da categoria U. A lista de crimes do qual você pode pedir este tipo de visto está descrita no site, incluindo abuso sexual. Este visto dá a condição do imigrante e seus dependentes de permanecer legalmente no país enquanto ajuda as autoridades a condenar o criminoso. Maiores informações sobre este visto pode ser encontrada AQUI.

*Lembrando que não sou especialista em direitos imigratórios, todas estas informações foram frutos de pesquisa nos sites de ajuda e suporte a violência doméstica e do próprio USCIS. Se você precisa deste tipo de assistência o melhor a ser feito é procurar um advogado especializado em imigração que poderá dar melhores esclarecimentos e ajudar no seu caso específico.

Não desejo que ninguém passe por isso, ainda mais em um país estrangeiro, mas lembre-se que você não está sozinho e existem recursos para ajudá-lo. Se você conhece alguém que está passando por violência doméstica, nãos se cale. Ajude. Informe-se. Às vezes informação e apoio é tudo o que a pessoa passando por abuso precisa para dar um passo em direção à liberdade do abusador. Faça a sua parte. 

Golden Gate Bridge - update

Um dos posts mais visitados aqui no blog é sobre a querida Golden Gate Bridge, e não é por menos já que é uma das principais atrações da cidade de São Francisco.
Desde que escrevi o post em setembro de 2011 houveram algumas mudanças que valem a pena serem mencionadas aqui, por isto o post de update para quem está interessado em visitar este ícone da cidade.
O Visitor Center que fica antes do pedágio da ponte foi totalmente reformado e conta com uma loja de souvenirs chamado Bridge Pavillion.
Bridge Pavilion - Visitor Center
Naquela mesma parte existe um pequeno café onde você pode comprar alguns lanchinhos e água (com um preço bem salgadinho) e eles reabriram a antiga loja de souvenir, que tem um formato redondo e virou uma lanchonete que vende a famosa sopa de mariscos, o Claw Chowder dentro do pão, hotdog e salgadinhos. A vista para a ponte é maravilhosa, mas não há lugar para sentar...
Naquela mesma região há várias exposições sobre curiosidades da ponte e informações sobre a construção, como a ponte resistiria a um terremoto, etc.
Uma das exposições sobre a ponte
 O único problema é que com todas estas mudanças os espaços para estacionar ficaram mais limitados e o tempo de permanência em cada espaço é de apenas 2 horas. O tempo é suficiente se você ficar apenas naquele lado da ponte, tirar fotos, etc, mas se você quiser se aventurar para atravessar a ponte, irá gastar pelo menos 1h30min a pé, já que a extensão da ponte entre o Visitor Center e o Vista Point na parte norte é de 2.7km. (este foi o tempo que eu gastei para atravessar a ponte do Vista Point para o Visitor Center e retornar, tirando fotos e parando para descansar).

Metade da travessia...
San Francisco ao fundo...
Desde abril de 2013 o sistema de pedágio é totalmente eletrônico. Ele pode ser cobrado através de um dispositivo eletrônico chamado FasTrak, que é tipo o Sem Parar utilizado em São Paulo, ou através da leitura das placas dos carros. Para pessoas que estão aqui apenas como turistas, há diversas formas de fazer o pagamento do pedágio. Você pode entrar no site da empresa FasTrak e fazer um pagamento prévio ou até 48 horas depois de ter cruzado a ponte com cartão de crédito, ou  comparecer em postos de atendimentos espalhados pela cidade para pagamento em dinheiro mas você precisa da placa do carro, pois eles tiram uma foto da mesma para emitir posteriormente a cobrança . Há maiores informações em português AQUI do procedimento a tomar.
Vale a pena frisar que se você alugar um carro e quer atravessar a ponte é preciso conversar com a companhia qual a política para o pagamento do pedágio, já que algumas empresas possuem o dispositivo de FasTrak ou então tem as placas do carro registradas. Você pode aceitar esta opção ou pagar independente através das formas citadas acima. Tomem apenas cuidado com as famosas "taxas administrativas" pois pode encarecer e muito o passeio na ponte. Ano passado a família do meu marido estava visitando e alugamos uma van para irmos até a ponte. Esquecemos de levar o nosso dispositivo e esperamos ser cobrados pela empresa de aluguel de carro. Quase tivemos um ataque do coração quando veio a cobrança de U$31,00 ao invés do então $6,00 devido às tais taxas. Hoje o pedágio custa U$7,25. O pedágio é cobrado apenas uma vez quando se dirige em direção à San Francisco.
É sempre bom levar um agasalho já que venta bastante principalmente quando se está no meio da ponte, não se deixe enganar pelo dia lindo de Sol. Leve também água e utilize um sapato confortável, aproveite o passeio seja ele feito de carro, a pé ou de bicicleta em uma das pontes mais famosas e mais lindas do mundo!
Golden Gate Bridge & San Francisco skyline vista do Vista Point

TED talks

Não sei qual foi a primeira vez que me deparei com o primeiro vídeo desta organização não-governamental que tem como objetivo dissipar idéias através de palestras do mais variados assuntos com o mais variado tipo de pessoas.
Já chorei, morri de rir, fiquei surpresa, indignada, intrigada, curiosa com as palestras que assisti. Geralmente gosto de assistir depoimentos pessoais, conselhos, mas adoro ver o que está acontecendo no mundo da tecnologia e ciência também.
As palestras são curtas e você pode encontrar no site www.ted.org. Elas estão organizadas em categorias e é possível fazer uma pesquisa por assunto, palestrante ou idioma! Tem muita coisa legal por lá vale a pena dar uma olhadinha!
Quando estou assistindo os vídeos parece que estou ouvindo um amigo que é simplesmente apaixonado por um determinado assunto dividir seu conhecimento e experiência, os minutos passam voando e geralmente vou pulando de um vídeo para o outro.
Espero que você encontre algo interessante que te enriqueça no meio destas conversas também. Às vezes tudo o que precisamos é de um pouquinho de inspiração e conhecimento.

Final de semana em San Francisco

Amo San Francisco.
Então meu marido não precisou insistir muito para me convencer a passar o final de semana na cidade. A idéia era aproveitar que um casal de amigos do Brasil está retornando pra casa para nos despedirmos deles e relaxar um pouco, passeando pela cidade.
O plano era não fazer planos, andar pela cidade sem rumo, fazer o que desse na telha e deu certo. Os dias foram ensolarados, mas com um vento super gelado! Foi bom porque pudemos andar bastante pela cidade.
Encontramos nossos amigos para almoçar no shopping Westfield Mall, que fica na Market Street próximo da Powell Street. Recomendo e muito a praça de alimentação daquele mall porque não tem só comida fast-food e tem um preço ótimo! Acabaram de inaugurar também um restaurante brasileiro onde você pode comer arroz, feijão, churrasco (servido porção no prato) e salada. Acho que o prato com picanha custava 15 dólares. Prato tipo "de pedreiro" que dá até para dividir por 2 se você não come muito... mas acabamos comendo no restaurante tailandês que gostamos muito.
De lá caminhamos até a Union Square, Chinatown e fomos parar no Ferry Building. Ficamos um pouco decepcionados porque quando chegamos no Ferry Building 6 horas da tarde estava quase tudo fechado, não sabíamos que os restaurantes e lojas fechavam tão cedo por lá. Após um lanchinho, fomos até um dos meus lugares favoritos na cidade, o Pier 5 onde meu marido tirou a foto que agora é a capa do blog. Adoro ficar lá observando o vai e vem das pessoas além de ver os prédios do distrito financeiro da cidade, o Pyramid Building e a Coit Tower.
Como já estava bastante frio e continuavamos com fome, decidimos voltar para o shopping e aí uma coisa muito engraçada aconteceu. Estávamos esperando o trolley/ônibus que faz a linha Fisherman's Wharf/Castro para retornarmos ao shopping. O ônibus estava cheio, afinal sábado a noite aquele lugar é super movimentado, quando entramos no ônibus uma passageira que estava na porta da frente disse pra gente que o ônibus estava lotado e que era pra gente descer e esperar outro passar. Olhei pra cara da mulher e ignorei completamente o que ela falou e tentei bipar o meu cartão pra pagar a passagem, mas ela ficava na frente da máquina, pra eu não passar o bilhete.
Sem descer do salto, apesar de querer falar um monte pra mulher, aepnas fiquei séria e falei bem firme "Excuse me, excuse me" até que ela saísse da frente da máquina e deixou eu passar. Pedi com licença e me enfiei no meio do povo do ônibus, seguida do meu marido.  Mas aí percebi que o motorista não queria liberar a maquininha para os meus amigos colocarem o dinheiro, mas como eles insistiram, acabou deixando eles passarem também. Falei pro meu marido que este povo aqui é muito folgado, regras de espaço pessoal não se aplica à ônibus em horário de pico. Eles precisam pegar um ônibus na hora do rush em São Paulo onde vai gente até na porta pendurado. Idiota. O mais engraçado foi que 2 pontos depois metade do ônibus desceu e o ônibus ficou vazio, com vários lugares para sentar e a idiota da mulher ficou parada lá na porta...  O interessante foi que enquanto o ônibus ainda estava cheio, meus amigos disseram que passou uma mulher comentando a cena dizendo em português: "Esta mulher não sabe o que é um ônibus cheio, ela precisa pegar um ônibus indo pro Jardim Ângela no final do dia". Engraçado que é justamente o bairro onde eu morava hahaha morri de rir. Ô mundo pequeno!!
Domingo retornamos para o Ferry Building porque meu marido cismou de comer uma torta que parece as tortas que tem na Escócia. Enquanto estávamos lá decidimos pegar o Ferry (balsa) que ia para Sausalito já que estava um dia maravilhoso. Nös apenas cruzamos a baía e quando chegamos em Sausalito, retornamos no mesmo ferry, mas valeu a pena só por ver os barcos velejando, a Golden Gate Bridge, Alcatraz. Recomendo este passeio para quem estiver na cidade e claro, explorar Sausalito que é uma cidade muito fofa.
O final de semana foi simples mas valeu a pena cada segundo! Às vezes tudo o que se precisa para recarregar as baterias é  mudar um pouco o cenário, sair de casa e  aproveitar bastante o que temos ao nosso redor.  Não ter planos e andar sem rumo pela cidade pode ser a melhor coisa do mundo quando se tem alguém que se ama ao lado como companhia.
Ferry Building
San Francisco Skyline

Golden Gate Bridge
Alcatraz
Sausalito