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It gets worse...

 


 

 Tem alguém aí?

Talvez faria esta pergunta para saber se alguém ainda lê as palavras desta pessoa que escreve, mas esta pergunta é a que tenho feito todos os dias, em todos os momentos, em todos os lugares.

Sinto-me invisível, imóvel... num mundo onde tudo acontece tão rápido e ao mesmo tempo, sinto que ninguém enxerga a minha dor, o meu sofrimento, o quanto tenho dificuldade de funcionar, de fazer coisas "normais", de levar a vida e enxergar a vida. Ninguém me vê, de verdade.

Não preciso de palavras de conforto, porque nada vai me confortar. Não preciso que alguém me ajude a enxergar as coisas boas da vida, o que ainda tenho... gostaria apenas que alguém se sentasse junto a mim, em silêncio e fosse testemunha da minha tristeza, das minhas lágrimas. Talvez se alguém me desse abertura eu iria recontar histórias engraçadas, lembranças da minha infância, esperança de dias melhores, refletir sobre os últimos fatos ou contar pela milésima vez onde estava e o que senti quando recebi a notícia que mudou o meu mundo pra sempre.

A questão é que agora, por definição, sou uma órfã. Uma órfã adulta, mas órfã. Eu não tinha idéia o quanto essa palavra pesava até eu me tornar uma, com o falecimento do meu pai no final de março.

De repente cai a ficha que de as duas pessoas que te trouxeram a este mundo não estão mais aqui. Você não pode ligar, tocar, visitar. Uma parte, uma grande parte da minha história se foi pra sempre. As duas pessoas que imperfeitamente te amavam incondicionalmente se foram. É impossível escrever estas palavras e não derramar lágrimas, sentir fisicamente o buraco dentro de mim aumentar um pouco mais.

Sei que não ficarei neste lugar pra sempre, mas agora é onde estou. É onde ninguém quer estar. Por isso eu pergunto: tem alguém aí?


A tão temida ligação

Estava preparando o jantar quando o telefone tocou e vi na tela do celular o nome do meu cunhado.

O coração já gelou porque eles estavam viajando para o Rio de Janeiro e já sabia que algo de ruim tinha acontecido. Assim que falei alô ele disse pra eu ligar pra casa da minha mãe porque o meu primo ligou pra ele e disse que a minha mãe havia desmaiado e não estavam conseguindo acordá-la. Minhas pernas neste momento não conseguiram segurar o meu corpo e caí sentada no chão, desligando rapidamente pra ligar pra casa e saber o que estava acontecendo.

Meu pai atendeu o telefone da minha mãe e falou que ela estava desacordada e que a ambulância já estava à caminho. Foi bem na hora que o SAMU chegou e eu implorei pra ele não desligar o telefone, deixasse somente na mesa pra eu escutar o que estava acontecendo. EStava um caos na casa, várias pessoas e eu conseguia ouvir a minha irmã mais nova dando informações do que aconteceu e de saúde e medicamentos da minha mãe. De repente ouvi a minha irmã gritando "A minha mãe não, a minha mãe não." e ela veio pegar o telefone e disse pra eu pelo amor de Deus pegar o primeiro avião e ir pra casa. Meu pai então pegou o telefone e disse que os paramédicos haviam confirmado o óbito. 

Eu escutava mas não estava acreditando no que estava ouvindo e continuei pedindo pro meu pai deixar eu falar com a minha mãe e ele repetia, não dá pra falar com ela, ela faleceu. Foi tudo tão rápido tão surreal e eu tinha que ligar pra minha irmã que estava no Rio de Janeiro pra dar notícia. Liguei pro meu cunhado e consegui ouvir a minha outra irmã chorando e pedi pra ele retornar pra São Paulo o mais rápido possível, porque minha irmã mais nova estava sozinha pra resolver tudo sozinha.

Foi sem dúvida alguma o pior momento da minha vida. Uma dor que eu jamais senti, um vazio que nenhum grito ou lágrima conseguia tirar de dentro de mim. Havia zero possibilidade de eu ir para o Brasil, primeiro por conta do tempo de viagem e lógico a bosta da COVID. Daqui não havia muito o que eu podia fazer, só dar apoio para a minha irmã mais nova que acabou organizando tudo sozinha enquanto a minha irmã mais velha retornava à São Paulo. 

No dia seguinte à conselho de uma amiga que mora em New York, liguei para a funerária e organizei o envio de flores que a minha mãe sempre gostou. Era a única coisa que poderia fazer naquele momento além de chorar e tentar compreender que tudo o que estava vivendo não era um enorme pesadelo e sim a realidade. A realidade que a gente sabe que um dia vai chegar, mas que nunca estamos preparados.

x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

Escrevi e reescrevi este post um milhão de vezes e percebi que ainda é muito, mas muito difícil colocar em palavras o que aconteceu, o que senti e o que ainda estou sentindo. O mundo não parou de girar, mesmo que pra mim o tempo parou com a chegada daquela ligação em janeiro. Vou vivendo um dia de cada vez, uns dias menos piores que os outros, mas o vazio e a dor continua no meu coração. É muito difícil para as pessoas que nunca passaram por uma perda tão grande entender a dimensão do impacto que isso causa na vida. E na sequência da imensa perda da minha mãe vieram outras perdas e decepções, que apesar de serem imensamente menores, faz tudo muito mais difícil.

To levando um dia de cada vez. E é o que eu posso fazer no momento.




Sorry Seems to Be the Hardest Word...

Nas últimas semanas tenho pensado muito em uma amiga com a qual não falo há alguns anos.
Nós éramos "melhores amigas" até 2014 quando nós duas passamos mais ou menos ao mesmo tempo por uma série de problemas.
Apesar de enfrentar os meus próprios demônios, tentei dar apoio e estar presente na vida dela o máximo que eu consegui, mas ela é do tipo que tinha que ficar na dela para processar as informações e acabou se afastando.
Além de não entender muito a sua recusa em ser ajudada ou manter contato, fiquei magoada porque estava precisando de apoio. Ela nunca tinha tempo/disposição/jeito para conversar por telefone/skype então o que nos restou foi comunicação por email que acabou em muito desentendimento.
Palavras são facilmente distorcidas neste tipo de comunicação porque processamos o que lemos não somente com a nossa inteligência, mas com o coração. Diria que principalmente com o coração no meu caso.
Hoje, anos mais tarde, consigo enxergar que tudo não passou de um enorme mal entendido. Que eu poderia ter usado palavras diferentes e sido mais compreensiva com ela. Mas quando estava no meio do furacão foi difícil enxergar o "lado dela" da história e fiquei sim magoada e com muita raiva.
E não me orgulho em dizer que praticamente mandei um email pra ela dizendo que não a considerava mais minha amiga. E a nossa comunicação foi esfriando mais e mais. Não havia felicitações de aniversário, Natal, Ano Novo. Até que um dia (numa atitude muito "madura" da minha parte) fiz uma limpeza nos meus contatos do celular e a deletei.
Pra ser sincera tinha esperança de que um dia ela iria por livre e espontânea vontade entrar em contato comigo novamente. Mandar uma mensagem, já que eu era a única que fazia comentários no status do WhatsApp dela. Mas isso não ocorreu. Ela nunca mais me procurou e eu não tenho mais o telefone dela.
Como não tenho redes sociais, resolvi usar o bom e velho email para contacta-la, porém acho que sou a única criatura no planeta terra que ainda acha que pessoas utilizam email para comunicar-se fora do ambiente profissional. Passaram-se semanas e nada de resposta, o que é uma pena.
Sei que pessoas passam pela nossa vida, mas realmente gostaria que ela tivesse permanecido. Sinto saudades dela.

Sorry Seems to Be the Hardest Word - Elton John
What have I got to do to make you love me
What have I got to do to make you care
What do I do when lightning strikes me
And I wake to find that you're not there?
What have I got to do to make you want me
What have I got to do to be heard
What do I say when it's all over?
And sorry seems to be the hardest word
It's sad, so sad (so sad)
It's a sad, sad situation
And it's getting more and more absurd
It's sad, so sad (so sad)
Why can't we talk it over?
Oh it seems to me
That sorry seems to be the hardest word
It's sad, so sad (so sad)
It's a sad, sad situation
And it's getting more and more absurd
It's sad, so sad (so sad)
Why can't we talk it over?
Oh it seems to me
That sorry seems to be the hardest word

Fevereiro

Fevereiro foi um mês curto porém intenso!
Por várias vezes sentei em frente ao computador para escrever e embora quisesse muito colocar para foras as idéias, observações, memórias de momentos importantes, as palavras me falharam e tudo acabou ficou guardando dentro de mim.
Talvez o maior acontecimento deste mês tenha sido a viagem para NYC no começo do mês. A minha sogra completou 70 anos e ela acabou decidindo que queria passar um final de semana prolongado na cidade, assim teria a oportunidade de estar com a família reunida. Eles voaram direto da Escócia e nós saímos de San Francisco 6 horas da manhã na sexta-feira e voltamos para casa na terça-feira pela manhã, fugindo da nevasca que assolou New Jersey e New York State. 
A viagem foi boa, é sempre muito bom colocar meus pés em NYC. São tantas lembranças que tenho daquela cidade, bateu saudades enormes de tantas pessoas que encontrei no meu caminho na época que morava pelas bandas de lá. Ainda acho estranho que eu me viro melhor caminhando e pegando metrô em NYC do que em São Paulo. 
Desta vez foi uma viagem diferente porque estávamos como "babysitter" dos meus sogros, já que a minha cunhada tinha o roteiro de viagem dela e queria mostrar a cidade e aproveitar com os filhos e não tinha a menor condição de arrastar os pais juntos. Foi bom porque passamos algum tempo com eles, geralmente durante a noite, mas  na minha singela opinião fazer viagem para reunir a família e cada um ir para um canto durante a viagem não faz o menor sentido, mas o importante é que todos ficaram contente e não houve briga. 
Eu e o meu marido já tínhamos uma idéia de que isto iria acontecer então nos preparamos e fizemos um roteiro que seria bom para os meus sogros e que não exigisse tanto fisicamente deles. Mas estar em NYC e não caminhar/ pegar metrô é praticamente impossível! Fico sempre preocupada com eles, principalmente no metrô porque os nova-iorquinos passam por cima de você num piscar de olhos se você estiver no meio do caminho deles e meus sogros caminham sem a menor preocupação no mundo ou prestando atenção ao redor deles. Apesar do meu stress, deu tudo certo e sobrevivemos à NYC.
Pra mim esta viagem teve um outro motivo muito especial, pois enquanto estava por lá marcou o aniversário de 12 anos que cheguei aqui nos EUA. Na data exata que marcou o dia da minha chegada ao país nós pegamos a balsa para ir até Staten Island só para passar pela Estátua da Liberdade e confesso que fiquei emocionada. Quem diria que 12 anos depois do nosso primeiro encontro eu retornaria a vê-la não como imigrante, mas como cidadã deste país. Queria muito visitar o museu do imigrante durante esta viagem mas não deu tempo. Fica para uma próxima vez.
Foi bom também passar um tempo com os meus sobrinhos que agora estão com 13 e 11 anos. Gente, como eu me sinto velha e xarope ao lado deles. Tenho uma amiga que diz que este é o trabalho dos sobrinhos: nos colocar no devido lugar e nos mostrar que já não somos tão jovens como imaginamos. Engraçado as conversas que a gente tem e eu tentei saber um pouco deles, do que gostam e fugir daquelas perguntas de sempre sobre a escola e o que você quer ser quando crescer porque não importa a sua idade, estas perguntas são muito chatas de responder.
Foi durante esta viagem que também tive a oportunidade de conhecer pessoalmente a Monique e foi ótimo bater um papo pessoalmente - e sair no frio de loja em loja atrás de luvas touch. Pena que o encontro foi corrido mas foi muito bom poder dar risada e reclamar da vida juntas. Espero que seja o primeiro de muitos e que tenha a oportunidade de encontrar outras pessoas queridas com quem só tenho contato online.
Depois deste encontro com a Monique e com a família do meu marido me bateu uma saudade muito grande da minha família e dos meus amigos. Queria deixar um pouco a visita para o Brasil para depois mas não deu, sinto que preciso recarregar as energias e estou planejando viagem pra São Paulo em abril. Como sempre vai ser corrido, mas acho que valerá a pena. 

O corredor e o casal de noivos

Hoje estava passeando com meu marido e o Doug quando vimos que havia um ensaio fotográfico acontecendo - o noivo estava virado de costas para a noiva e ela vinha caminhando lentamente para a famosa foto em que os dois se vêem pela primeira vez. Era a orla de uma cidade tranquila chamada Tiburon, com uma vista linda da Golden Gate Bridge e os prédios de San Francisco.
Sou uma manteiga derretida e adooooro presenciar estes momentos mágicos de alegria, amor e esperança. Pedi para esperar para ver a reação do noivo e só então percebi que havia uma equipe de fotógrafos, com um drone e duas madrinhas "guardando" cada lado da orla para que eles pudessem fazer as fotos.
Havia apenas algumas pessoas caminhando e as que precisavam passar, sorriam e davam a volta para não atrapalhar aquele momento, que era recebido com um sorriso da madrinha mais próxima e um agradecimento pela compreensão. 
Estávamos parados nem 5 minutos e a noiva tinha acabado de chegar perto do noivo pra ele virar quando vi descendo pela orla um cara fazendo corrida. A madrinha que estava do lado de lá pediu pra ele dar a volta com muita educação e um sorriso enorme e advinha o que o cara fez?
Ele não apenas continuou correndo passando do lado dos noivos que estavam sendo filmados/fotografados como gritou ao passar por eles ; "Isto aqui é um lugar público!!!". Nem preciso dizer que ele arruinou completamente aquele momento tão bonito de amor e alegria do casal né?
A madrinha que estava próxima de mim ficou completamente indignada ao ver a cena que parecia desenrolar-se em câmera lenta. A minha boca foi mais rápido que a minha educação e quando ele passou por mim  falei bem alto pra ele: "Seu %ˆ#@F%@&*". 
O casal de noivos não pareceram perturbados com a interrupção e continuaram ali saboreando o momento deles. Não sei se depois refizeram toda a cena, já que o momento original e espontâneo deles havia sido arruinado pelo corredor.
Passei o dia inteiro indignada lembrando daquela cena.
O casal estava num local público? Sim, estavam.
Eles estavam "atrapalhando" as outras pessoas que estavam caminhando pela orla? Sim, estavam.
O cara que estava correndo tinha o direito de passar por ali? Sim, ele tinha.
Precisava estragar os 10 minutos máximo que eles estavam ali fazendo as fotos/vídeo? ABSOLUTAMENTE NÃO! 
Porque existem duas coisas que parecem que estão em falta neste mundo e fazem toda diferença para que possamos viver bem uns com os outros e também trazer um pouco de amor, esperança e alegria nesta vida que está cada dia mais chata e cinza: EMPATIA e GENTILEZA.
Como diz uma frase que circula aí na Internet: "Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil".
Porém, parece que todos e a todo momento estão escolhendo a outra opção: "estar certo". E a consequência desta busca incessante de estar certo e defender o seu direito é um mundo onde ninguém mais se entende ou se respeita. E tudo vira motivo de briga.
A lição que tirei desta história é que nesta vida eu quero ser mais como aquele casal: trazer um pouco de amor, alegria e esperança de um futuro bom para as pessoas ao meu redor, mesmo que seja por alguns minutos e que Deus me conceda graça, empatia e muita gentileza para distribuidor para os os corredores que passarem por mim nesta vida. 



Retrospectiva 2018

Feliz Ano Novo! Que este ano seja infinitamente melhor do que o que passou, porque olha, no geral... ô ano que demorou pra passar! Mas muita boa aconteceu e como sempre é bom relembrar, pra agradecer as coisas boas, refletir as lições aprendidas e seguir em frente...

  1.  O que você fez em 2018 que você nunca tinha feito antes? Viajar usando passaporte americano.
  2. Você manteve as suas resoluções de ano novo, e você fará novas resoluções para o próximo ano? Geralmente não faço resoluções, mas no ano que passou eu levei mais à sério minha saúde mental e me afastei de muitas coisas e pessoas que não me faziam bem. Também consegui emagrecer um pouco e estabilizar mais a minha saúde. Este ano quero levar uma vida mais leve e fazer organização dentro da minha casa, ter uma vida mais simples sem tralhas em lugar nenhum - casa, coração, mente e corpo.  
  3. Alguém próximo de você teve filhos? Não.
  4.  Alguém próximo de você morreu? Sim. Um amigo da minha família
  5. Quais países você visitou? Coréia do Sul, Japão e Canadá
  6. O que você gostaria de ter em 2019 que lhe faltou em 2018? Amigos mais próximos fisicamente. 
  7. Quais as datas de 2018 que ficarão em sua memória e por quê? 30 de junho - o dia em que o Doug entrou nas nossas vidas. Jamais vou esquecer aquele dia e a alegria que senti quando assinei os papéis para levá-lo para casa.  22 de julho - o dia em que a novela da imigração finalmente chegou ao fim e me tornei cidadã americana.
  8. Qual foi a sua maior realização neste ano? Emagrecer 10% do meu peso mais alto. Isso deu um gás enorme para continuar a jornada saudável (apesar da pausa em dezembro!) e auto-confiança para que eu pudesse correr atrás de outros objetivos. 
  9. Qual foi a sua maior falha? Falta de paciência com pessoas e comigo mesma.
  10. Você teve alguma doença/sofreu acidente? Graças a Deus não.
  11. Qual foi a melhor coisa que você comprou? O Doug. Apesar de ele não ter sido comprado e sim adotado, tive que pagar uma taxa simbólica, então estou aqui considerando como uma compra.
  12. Onde você gastou a maior parte do seu dinheiro? Viagens e contas.
  13. O que mais te deixou animada? Como sempre viajar e preparar roteiros de viagem me deixa super animada, mas aprender a treinar o Doug e ver os resultados do meu trabalho com ele também me trouxe uma enorme satisfação.
  14. Qual música vai te fazer lembrar 2018? "Bohemia Rhapsody" do Queen
  15. Comparando com a mesma época no ano passado, você está:
    1. mais feliz ou mais triste? Mais feliz
    2. mais magra ou mais gorda? Mais magra (yes!!)
    3. mais rica ou mais pobre? Mais rica
  16. O que você gostaria de ter feito mais? Ter melhorado as minhas técnicas de cartão/caligrafia.
  17. O que você gostaria de ter feito menos? Passar tempo em frente à telas (celular / televisão) - o que diminuiu bastante, mas espero reduzir ainda mais depois que  cancelei minha conta do Netflix.
  18. Como você passou o seu Natal? Pela segunda vez consecutiva passei o Natal em um país onde não se comemora Natal da forma que estamos acostumados (assunto pra uma outra hora),  estava em Tokyo com o meu marido. Caminhamos pela cidade, vimos as luzes e jantamos num restaurante italiano.  
  19. Qual foi o seu programa favorito?  Descobri através de uma amiga a série "This Is Us". Superou o Grey's Anatomy em enredo, história e narração - sempre choro rios assistindo e nunca me decepciono com as reviravoltas e surpresas. Apesar de estar só na enrolação, continuei assistindo o Grey's porque sou fã de carteirinha da série, mas já estou torcendo pra uma última temporada chegar logo. Outro vício virou o programa "90 days fiancé" do TLC. Sei que é um lixo, que não representa em nada a realidade da maioria dos casais que utilizam este visto para ficarem juntos, mas é a minha distração no domingo a noite (culpa!).  
  20. Quais foram os seus livros favoritos neste ano? Li alguns livros de ficção e uma biografia, mas nada que marcasse. Estou com uma lista de livros para comprar/ achar na biblioteca, mas estou lendo os que tenho em casa e agora no Amazon Prime Read. O próximo que está na lista para ser lido é o "Handmaid's Tale".
  21. Qual foi a sua música favorita neste ano? "Fix You" do Coldplay. Esta música vai sempre tocar fundo no meu coração e teve uns dias que foi esta música no repeat pra me animar.
  22. Qual foi o seu filme favorito este ano? Bohemia Rhapsody. Filme com atuação incrível e música sensacional. Tive vontade de levantar da cadeira várias vezes e dançar e cantar no meio do cinema, a impressão é que estávamos no meio do show da banda.
  23. O que você fez no seu aniversário e quantos anos você completou? Completei 37 anos! Ironicamente em 2018 não quis bolo, então compramos um cupcake em formato de cachorrinho!
  24. O que faria o seu ano imensuravelmente mais satisfatório? Menos briga por conta de política. Ando numa fase que evito ler ou discutir sobre política porque os 3 países dos quais sou intimamente ligada (Brasil, Reino Unido e USA) estão uma verdadeira zona e acabam afetando muito o meu humor ficar ouvindo só coisas negativas ou ouvir besteiras de pessoas sem conhecimento do assunto dar opinião nos assuntos destes países.
  25. O que a manteve sã? O amor do meu marido e a companhia e alegria do Doug.  
  26. Conte uma lição de vida preciosa aprendida em 2018.  O que você precisa pra mudar de caminho, criar novos hábitos, aprender algo é apenas começar. E ter paciência porque ninguém sabe tudo em 10 segundos após decidir fazer algo/ aprender algo. Dedique-se, nem que seja uns minutinhos que os resultados aparecerão. Muitas pessoas nem notarão as suas vitórias e conquistas, mas nem por isso elas deixam de ser vitórias e conquistas. Não espere o aplauso de ninguém. 

Vidas passadas

Ontem estava conversando com a assistente da minha dentista sobre vidas passadas.
Ou melhor, da vida que eu tinha há 10 anos atrás e parece tão distante, que nem parece real.
Tem dias que vou conversar com alguém e lembro histórias das minhas outras vidas: vida em São Paulo, vida de estudante universitária, vida de estagiária, vida de adolescente, vida de au pair, vida de faxineira, vida de solteira... são tantas vidas dentro de uma só e eu só tenho 37 anos de idade! Imagina quantas outras vidas eu tenho pela frente?
Às vezes esta incerteza me dá muito medo. Medo de eu não estar preparada para a vida que está por vir, de me sentir culpada por não me preparar melhor financeiramente, emocionalmente para as vidas que virão. E eu fico tão, mas tão ansiosa que não consigo aproveitar a minha vida de agora.
O que é certo é que o momento que estou vivendo é único e assim como "as minhas outras vidas" se tornaram histórias do meu passado, a vida presente também passará.
E esta vida não é perfeita, não é do jeito que eu sonhei, mas é minha para ser vivida da melhor forma que EU posso e sei viver no momento.
E é isto que eu me comprometo a fazer hoje. Viver o melhor possível.

Época do final do ano

Quando chega novembro o frenesi começa.
As propagandas e revistas mostram as famílias felizes reunidas, com amigos e muita comida na mesa.
A temporada de Holidays (as festas de final de ano - Thanksgiving + Christmas ou Hanukkah + Ano Novo) tem um foco muito grande em comida, reunir amigos e família e lógico, compras.
Pra muita gente é uma época de muito estresse porque tem que se programar para receber amigos e famílias em casa, preparar comida especial, participar de várias festas no trabalho, na escola, rever amigos e entregar presentes do Secret Santa (amigo secreto).
É preciso aproveitar as ofertas para comprar, seja na famosa Black Friday ou na mais antecipada Cyber Monday (onde as lojas online fazem promoções imperdíveis), para que a árvore de Natal esteja cheia de presentes, enviar lembranças paras os professores, prestadores de serviço também.
Quem viaja precisa estar super organizado porque os aeroportos viram um verdadeiro caos nesta época do ano, principalmente nos dias anteriores e seguintes às datas comemorativas.
Os jovens que foram estudar longe e moram fora de casa, retornam para a casa dos seus pais, reencontram velhos amigos. Os casais casados precisam decidir onde irão passar os feriados, quais tradições irão manter ou criar com seus filhos.
Tem muita festa e programações especiais, pista de patinação de gelo, iluminação de árvore de Natal, musicais, e pra não se sentir tão culpado, até uma corrida de 5k no dia de ação de graças pela manhã, o famoso Turkey Trot que acontecem em diversos lugares dos EUA.
Os comerciais de anéis de noivado aparecem a todo momento, já que é uma das épocas favoritas para pedidos de casamento. Tudo é mágico, tudo é lindo, tudo é muito feliz e aconchegante.
Só que a vida real pode não ser tão linda para todos.
Há pessoas que perderam entes queridos. Que estão em hospitais. Passando por divórcio, por luto.
Infelizmente é nesta época do ano que infelizmente acontecem muitos suicídios e tiroteios em massa.
Talvez não haja tragédia, apenas a distância. Relacionamentos quebrados. Dor.  E esta época que deveria ser festiva, acaba se tornando um momento triste.
Por isso quando chega esta época eu tento olhar para o lado. Chamar alguém que não tem familia pra tomar um café ou comer um macarrão juntos. Envio cartões ou um oi para pessoas com quem não conversei durante a maior parte do ano. Apesar da correria, tento ser extra agradecida e gentil com as pessoas que me servem em restaurantes e estabelecimentos comerciais, porque sei que a barra pra eles é bem pesada.
"The Holiday Season" é uma época estranha pra mim. Gosto de muita coisa: o frio, as luzes e decorações de Natal, alguns biscoitos que só vendem nesta época do ano. Abrir minha caixa de correio e receber cartões de Natal. Mas ao mesmo tempo é uma época que sinto mais distante do que nunca daqueles que amo tanto e sinto-me culpada porque a minha família não é linda e feliz como as dos comerciais de margarina ou de peru de natal. É até difícil falar sobre isso, porque parece que sou a única que não morro de tristeza por estar do outro lado do mundo ao invés de estar no churrasco da família, no calor do Brasil.
Nesta época do ano, eu tento me desligar do barulho lá fora que tenta me dizer  como devo me vestir, me comportar, o que devo comprar e como me sentir. Mas não é fácil. Afinal, "it's the most wonderful time of the year"  (é a melhor época do ano!) e ai de você se disser o contrário!

Ah Brasil...

Fonte: Google
Depois de conversar com uma amiga jornalista sobre o que anda acontecendo no Brasil, ela me deu o seguinte conselho: Escreva. Registre tudo o que você está sentindo, tudo o que está acontecendo. Estamos vivendo um momento único da história e devemos registrar o que está à nossa volta.
Então estou aqui, sentada com o coração na mão escrevendo.
Não vou negar que ontem saí cedo de casa pra votar já com um sentimento de derrota. Derrota porque independente de quem ganhasse a eleição, sentia que o Brasil sairia perdendo, de um jeito ou de outro. Mas vamos lá né, sou OBRIGADA a ir votar. Mas antes de sair de casa pensei bem que roupa iria vestir. Pois é, parecia que estava até saindo em São Paulo em dia de clássico de futebol. Tem que tomar cuidado com as cores que você usa pra não ser confundido como torcedor e acabar encontrando a torcida adversária e ser agredido no mínimo verbalmente. Achei que preto seria a cor ideal, pois era assim que me sentia. De luto.
Cheguei alguns minutos depois das 8 e a fila estava pequena. Gente tirando selfie na entrada da zona, de verde e amarelo, uns passavam e falavam ó vota 17! Eu permaneci ali quieta, não queria bater papo com ninguém. Ainda bem que o Doug estava comigo pra distrair e mudar os assuntos ao meu redor.
Ao chegar na urna respirei fundo e votei. E não tenho vergonha de dizer que anulei o meu voto. Não tinha condições de votar em um ou outro candidato porque não acredito no que falam, em seus planos de governo. Pra mim não existe esta coisa de TEM que votar em um ou outro, nem que seja o menos pior. E não venha me dizer que fui covarde, que desperdicei a minha voz. Encaro o voto nulo e branco com outros olhos. É o voto protesto, de quem não acha nenhum dos dois bons o suficiente.
Era voltar pra casa e esperar o tão temido resultado. E chegou pouco depois das 19h no Brasil. Aqui as urnas ainda estavam abertas. Pensa em quem chegou pra votar depois das 3:00 da tarde daqui e sabia que seu voto não valia de nada... mas de novo, somos obrigados a votar, então vamos fazer a nossa parte.
Liguei pra minha mãe e podia ouvir os fogos de artifício. Parecia final de Copa do Mundo ou Ano Novo. Eu entendo a lógica. Era necessário mudança. Do jeito que o país estava sendo governado não dava mais pra continuar. O povo está cansado, insatisfeito, sem esperança. E chega um candidato que promete tudo o que o povo quer ouvir. Fala as palavras certas que soam como música para muitos. E embalados na suave música, muitos não prestaram atenção no peso das palavras contra certas pessoas. Declarações feitas cheia de convicções que declaram o que está dentro do coração, de verdade. A postura diante da oposição - uma similaridade assustadora de como o governo atual daqui trata seus críticos - é simplesmente dizer que estão mentindo. Não foi bem isso que ele quis dizer. Espalhar as suas próprias verdades. Uma amiga disse que ouviu a melhor amiga dizer: "Pra mim não importa se ele é machista, homofóbico. Ele não é meu pai, é o presidente. Contanto que ele conserte a economia, segurança e educação, eu não me importo."
Pois é, agora o que nos resta é esperar. Esperar 1 de janeiro de 2019 e ver o que vai acontecer. Nunca na minha vida eu quis tanto, tanto estar errada.  Espero que ele cumpra o que prometeu no segundo discurso como presidente eleito (porque o primeiro foi para seus seguidores e o tom foi bem diferente), de que irá governar o país para todos e vai respeitar a constituição e as liberdades que ela nos garante.
E espero que as celebrações que aconteceram ontem, continuem pelos próximos 4 anos. Que hajam mudanças e melhoria de vida dignas de serem celebradas por todos os brasileiros.

Coisas aleatórias de outubro

Photo by Taylor Rooney on Unsplash
No começo do mês passei o primeiro (e gostaria que fosse o último) susto com o meu cachorro. 
Ele vomitou num sábado, ficou melhor e voltou ao normal no domingo e na segunda não levantava da cama. Simplesmente se recusou a levantar para caminhar. Eu fiquei apavorada e tão angustiada que pedi para o meu marido ligar para o veterinário porque eu não ia conseguir explicar o que estava acontecendo. Levei para a clínica e o deixei lá para fazer exames pela manhã, não podia ficar esperando então voltei pra casa e esperei ansiosa até a veterinária ligar e me dizer que ele estava super desidratado e que ficaria lá por algumas horas para tomar soro e que estavam fazendo exames para descartar doença do pâncreas. EU DESABEI.  Sou exagerada mesmo. Chorei o dia inteiro e quanto mais eu lia sobre o que poderia ser mais preocupada e angustiada eu ficava. 
Aí a veterinária ligou e descartou a doença do pâncreas e disse que ele deve ter comido algo que não devia e ele tinha uma pequena alteração no fígado mas não era nada grave. Depois de retornar pra casa foi uma luta pra ele comer e principalmente beber alguma coisa. Demorou 1 semana para ele voltar ao normal, mas agora ele tá bem, graças a Deus.

Depois deste susto, fomos à última classe de adestramento e ele ganhou um diplominha. Tiramos fotos e tudo. Que orgulho. Tá certo que todo mundo que fez as 6 semanas de curso ganhou o diploma,  e na última classe só nós comparecemos e ele teve a atenção de 4 pessoas e muitas, muitas guloseimas. Até o começo do ano que vem vou treiná-lo em casa. Ele é bonzinho, mas precisa aprender a não mastigar e engolir coisas proibidas quando eu pergunto pra ele o que ele tem na boca.

Este mês tem sido um mês difícil emocionalmente. Um final de semana em particular parecia que tinha uma nuvem negra sobre a minha cabeça que me deixou muito pra baixo. Mas como o mundo não pára pra gente se recuperar, fui no mercado com o meu marido pra ele comprar as coisas que faltava pra viagem dele.  Aí decidimos ir comer um hamburger e eu que tenho a mania de sair sem bolsa, fui com uma bolsa pequena que tinha só para não levar o celular na mão. Terminamos o hambúrguer e fomos pra casa.
Ao ir deitar 11 e pouco da noite procurei o meu celular para carregar e não o encontrei de jeito nenhum. Aí lembrei que tirei a bolsa do pescoço e coloquei ao meu lado no restaurante. E provavelmente tinha deixado lá. Corri pra internet e entrei no site da Apple para logar e ver a localização do celular com o Find My Iphone. E vi para o meu desespero (e alegria) que o celular estava na localização do restaurante. O meu marido ficou muito bravo porque achou que tinha deixado a minha carteira com todos os cartões de crédito na bolsa, mas alem do celular "só" tinha um cartão e minha carteira de motorista. Travei o celular e fui dormir com o consolo de que o celular ainda estava no restaurante, estava online e de lá não ia sair até o dia seguinte quando o restaurante reabrisse. No dia seguinte antes do horário da abertura lá estava eu na porta do restaurante. Graças a Deus alguém encontrou a minha bolsa e a entregou para o gerente que tinha uma caixa de achados e perdidos. Respirei aliviada e dei graças a Deus pela honestidade que ainda existe no mundo. A bolsa estava intacta com todos os meus pertences.

Alguns dias depois a minha mãe casualmente comenta que a minha sobrinha estava internada. Que não era nada grave, pra eu não me preocupar. Ela tem asma e a minha irmã não conseguiu controlar a asma com o inalador e as bombinhas, então a coisa mais sensata a fazer era ir ao médico. Minha mãe falou pra eu não me preocupar e no grupo do WhatsApp da família minha irmã falou a mesma coisa que estava tudo bem. Aí pensei: "ok, ela vai tomar inalação e volta pra casa no dia seguinte como já aconteceu algumas vezes, não vou me preocupar". Só que não foi isso que aconteceu. Ela passou uma semana na UTI infantil, com oxigênio pq não conseguia respirar sozinha. Depois disso foi para o quarto e a minha irmã falou pra eu ligar pra ela que ela ia ficar feliz. Na hora nem raciocinei que poderia fazer ligação pelo WhatsApp, peguei o meu celular e fiz a ligação pro quarto do hospital. Ia falar só um oi e perguntar como ela estava, mas claro que uma criança entediada de 11 anos não vai falar só 5 minutinhos no telefone. Quando desliguei após 20 minutos a companhia do celular me mandou uma mensagem de texto que a ligação custava 60 dólares. Eu não acreditei! O plano é tão barato e me dá pacote de dados de graça por todo o mundo como é que uma ligação seria tão cara!? Mas o meu marido confirmou que o valor estava correto e só não me matou porque ele entendeu a situação e estava do outro lado do mundo...

Pois é, outubro não tá fácil, mas está quase no final...  e pra fechar com "chave de ouro" daqui à alguns dias tem eleição...

Eleições 2018

Este ano o consulado de San Francisco mudou o local de votação. Ao invés de ser feita no próprio consulado, foi realizada numa faculdade no coração de San Francisco.
No site do consulado havia uma sugestão de horários para votar de acordo com o seu nome pra evitar as filas quilométricas da última eleição (na qual eu fiquei 3 horas!).
Resolvi sair de casa 7:30 da manhã e enfrentar a fila da abertura porque justamente nesta semana tem Fleet Week em San Francisco e a cidade que já tem um trânsito ruim no final de semana iria ficar mais cheia ainda. 
Cheguei no local às 8:30 da manhã e achei que não teria muita gente quando cheguei no cruzamento e avistei a fila. Pulei do carro enquanto ali mesmo e atravessei pra entrar na fila enquanto meu marido tentou encontrar um lugar para estacionar.
A gente odeia fila, mas apesar o novo local na City College San Francisco foi muito mais conveniente para chegar - perto da estrada, além de ser muito mais organizado! Demorava mesmo só pra entrar no prédio porque tinha uma pessoa controlando pra não ficar uma bagunça, mas eles tinham pelo menos umas 6 salas com pelo menos duas urnas (na eleição anterior eram apenas 3 ou 4!!). De quando cheguei até o momento que saí não demorou nem 40 minutos - o que eu achei uma vitória.
No caminho de volta pra casa o meu marido me perguntou porque mesmo que eu tinha que dirigir 70km pra votar, se eu não podia arrumar uma desculpa qualquer pra justificar.
A verdade é que eu estava tão desanimada - principalmente porque as urnas aqui não haviam nem fechado quando foi anunciado que haveria segundo turno. A gente aqui vota mais por obrigação e pra evitar a fadiga das consequências de não estar em dia com a justiça eleitoral do que por achar que o nosso voto vale alguma coisa.
Este ano graças à transmissão ao vivo da Rádio Jovem Pan pelo youtube pude acompanhar a apuração dos votos ao vivo que não demorou nem 1 hora pro TSE afirmar que as eleições presidenciais teriam segundo turno.
Sobre o resultado eu só posso dizer uma coisa: "A gente podia fazer melhor Brasil".


Assunto mórbido?

Minha mãe e meu marido odeiam quando eu começo a falar de "coisas mórbidas".
Entenda-se "falar de coisas mórbidas" o simples fato de discutir sobre o que eu gostaria que acontecesse depois que eu morrer.
A verdade é que a gente evita muito falar sobre a morte, testamento, doenças graves porque muita gente acha que falar sobre o assunto atrai coisa ruim, ou então como diz um amigo: "Quando eu morrer os vivos que se virem".
O assunto é muito delicado eu sei, mas a gente precisa ter consciência que a morte é parte da vida e que se a gente tomar algumas providências enquanto temos capacidade mental e estamos vivos, podemos evitar mais sofrimento para aqueles que ficaram. Não apenas mais sofrimento, mas infelizmente em alguns casos brigas e discórdias também.
Acho importante conversar, ou até mesmo deixar por escrito em testamento, os seus desejos em relação à:
- Doação de órgãos
- Cremação ou enterro
- Local de sepultamento / o que fazer com as cinzas.
- Retornar restos mortais para o Brasil ou não.
Além disso, vale a pena pensar também sobre o que fazer caso você tenha morte cerebral ou uma doença gravíssima e irreversível que te deixe num estado vegetativo. Pode parecer algo egoísta, mas vai novamente evitar mais sofrimentos para o seu ente querido que terá que tomar a decisão por você.
No caso dos EUA e de outros países da Europa e Canadá você pode fazer um "testamento em vida" que dá diretrizes de quais procedimentos médicos você quer que seja realizado em caso você não tenha capacidade de  decidir sobre a sua saúde. Algumas pessoas que sofrem com doenças graves assinam um "DNR" (Do Not Ressuscitate - Não ressuscitar) que também pode fazer parte do "testamento em vida" caso você não queria que não haja intervenção médica se você tiver parada cardíaca ou respiratória.
São decisões difíceis e até podem ser consideradas "mórbidas" mas que de certa forma protegem as pessoas que você ama e que ficam para trás.
Confesso que tenho minhas opiniões e preferências sobre o assunto, mas ainda não formalizei os meus desejos porque o meu marido sempre muda de assunto e nunca corri atrás.
A gente sempre acha que tem muito tempo para decidir essas coisas e só quando acontece o óbito de alguém perto da gente é que começamos a pensar nestas questões novamente.

A saga do presente - parte 2

Depois de muito matutar, decidi que iria comprar uma camisa de futebol para o meu amigo.  Quase caí pra trás quando vi os preços das camisas oficiais na internet, ainda me assusta e impressiona como roupas são tão caras no Brasil.
Após pedir ajuda de uns 3 amigos diferentes para estimar qual seria o tamanho certo da camisa, já que algumas são mais justinhas que outras e eu detestaria comprar algo que meu amigo gostasse muito mas que não servisse. E nem adianta dizer que é um incentivo para emagrecer, porque eu sei como é frustrante ter uma peça de roupa que você gosta muito e não te serve.
Escolhido o modelo e o tamanho lá vou eu com uma dose extra de paciência entrar no site brasileiro para efetuar a compra. Ao fazer o cadastro no site já imaginei que algo iria dar errado porque eles só aceitam cadastro de pessoa que possua CPF, telefone e endereço no Brasil. Utilizei as informações de endereço e telefone da casa da minha mãe e o CPF usei o meu mesmo já bate com o meu nome de casada.
Estava com medo deles checarem o cartão de crédito com o CPF e o endereço pois o meu cartão é daqui e não ia bater as informações com o banco. Para a minha surpresa o cadastro foi efetuado com sucesso e o pagamento foi tranquilo também. Estava feliz da vida imaginando a alegria do meu amigo ao receber o presente até o dia seguinte pela manhã quando abri o meu email.
O pedido havia sido cancelado.
Entrei no site e fui verificar o motivo do cancelamento e fui informada que o pedido não havia sido confirmado. Como assim??? No dia anterior o site deu a mensagem que a compra foi feita com sucesso?!!
Procurei um número de central de atendimento no Brasil e liguei para saber o que tinha acontecido. Um rapaz muito simpático me atendeu e disse que o pedido foi cancelado porque eles ligaram para o telefone de cadastro (o número da minha mãe) e ninguém atendeu para confirmar o pedido. C-O-M-O A-S-S-I-M?? Nunca tinha ouvido falar que você faz uma compra na internet e eles ligam pro telefone do cadastro pra confirmar se você comprou mesmo... Expliquei pra ele que eu morava no exterior e que o endereço e telefone era da minha da mãe e se havia outra forma de confirmar a compra além de ligar no telefone do Brasil. Ele me passou para a televendas e explicou que poderia efetuar a comprar e confirmar a mesma por telefone.
Pronto, lá vou eu passar todas as informações e repetir o pedido novamente a pessoa me GARANTIU que tinha dado tudo certo e que a compra seria processada em apenas alguns "minutinhos".
Desliguei o telefone e fiquei acompanhando o pedido pela internet e o status ainda mostrava que o pedido precisava ser confirmado. Liguei novamente para a central e eles falaram que o sistema demorava no máximo 72h para atualizar e alguém fazia a confirmação de todos os pedidos MANUALMENTE...
Esperei o dia inteiro e para o meu alívio no dia seguinte o pedido foi confirmado e a produção da camisa estava em andamento.
Estava achando tudo eficiente até que a minha mãe ligou e me perguntou pra quem eu tinha comprado um presente! Como assim?? Ela explicou que uma pessoa tinha acabado de ligar pra casa dela perguntando se eu tinha feito uma compra pela internet e pediu pra minha mãe confirmar o endereço de entrega, pra quem era, o meu nome completo, data de nascimento e qual a relação que ela tinha comigo. Ou seja, o meu pedido só foi confirmado porque eles ligaram pra minha mãe pra confirmar e deram sorte que ela estava em casa! Ou seja, o televendas foi tão inútil quanto o site...
A única coisa que eu gostei do sistema de compra e gostaria que fosse implementado aqui é que quando eu fui passar as informações do cartão de crédito por telefone para efetuar o pagamento, fui transferida para um sistema eletrônico que coletou o número do cartão. Aqui você ainda passa estas informações para uma pessoa e acho que não é um sistema muito seguro.
Agora estou esperando a entrega do mesmo, espero que toda esta dor de cabeça tenha valido a pena e que ele goste do presente...

A arte e a dor-de-cabeça de presentear

Dar presente é uma arte. E uma enorme dor-de-cabeça também.
Fica bem mais fácil comprar um presente pra alguém que você conhece, tem uma noção dos gostos da pessoa e principalmente das coisas que ela não gosta. Pelo menos na teoria.
Obrigação é algo que mata a alegria e a criatividade de dar presente e eu sou vítima disso. Perdi as contas de quantas coisas ganhei e nunca usei ou que não tem absolutamente nada a ver comigo.
Por este motivo entro em pânico quando preciso comprar algo para alguém hoje em dia. Tenho pavor de gastar dinheiro e tempo escolhendo algo que a pessoa irá detestar/nunca usar e mesmo assim dizer que amou o presente.
Quando cheguei ao EUA fiquei confusa e indignada com a idéia do gift card (cartão presente) que pode ser encontrado em praticamente todas as lojas e também restaurantes. Achava uma falta de criatividade e preguiça dar um cartão com valor X em dinheiro para a pessoa ir até a loja e escolher o que ela quer. Agora entendo a praticidade e como esses pedaços de plástico podem salvar a sua sanidade mental quando precisa comprar algo para alguém que você não tem a menor idéia do que gosta.
Falando ainda de cartão presente, acho super legal que hoje em dia eles evoluíram mais ainda e é possível comprar experiências para as pessoas como por exemplo dar de presente um dia no spa, uma manicure, uma aula de cozinha ou pular de pára-quedas. É uma oportunidade de dar algo que a pessoa normalmente não usaria o dinheiro para experimentar. Além de ser uma opção para aquelas pessoas que você julga que já tem tudo na vida e não quer acumular mais coisas dentro de casa.
Pra mim os melhores presentes são aqueles dados com amor e carinho e que muitas vezes não precisa  gastar quase nada. É um jantar preparado com amor, passar uma tarde batendo papo sem distração na praia, uma cartinha escrita com carinho, um telefonema sincero em tempos de áudio e mensagens no WhatsApp.
Enquanto escrevo este post estou aqui matutando o que vou comprar para o aniversário de 40 anos de um amigo lá no Brasil.
Que pena que a Amazon não chegou no Brasil.  Ela salvaria a minha pele!

Everybody hurts sometimes...

Esta música está impregnada na minha cabeça há alguns dias, ainda mais quando recebi uma mensagem de uma amiga querida dizendo que ela está com depressão, tomando medicamentos para "aguentar o tranco". E ela se sente culpada, lista todas as coisas boas que ela tem na vida dela e que ela TEM que estar agradecida. Sei bem o que ela quer dizer.
O problema é que hoje em dia a felicidade tem que estar estampada nas fotos, nos updates, nos stories da vida, é difícil conversar sobre os problemas, sobre depressão, sobre doença. E o fardo fica mais pesado de carregar. E com ele vem a culpa. A solidão. E o buraco fica mais escuro e mais fundo e muito mais difícil de sair.
A verdade é que como a música diz, todo mundo sofre. Todos temos problemas. E todos precisamos de alguém do nosso lado pra dividir o fardo.
Lembro-me quando era mais fácil mandar email, ligar, bater papo sobre as angústias, os projetos para o futuro, as brigas, as dores do coração... porque é que a gente cresce, amadurece e parece que perde esta capacidade de compartilhar a nossa dor, principalmente com aqueles que nos conhece melhor e estão mais próximos de nós?
Gostaria de saber a resposta.
Gostaria de poder dar um abraço nesta amiga e em tantas outras pessoas que sei que neste momento estão sofrendo calados. E dizer pra eles que eu também sofro e que se a gente dividir as angústias, elas ficam um pouco mais leves para carregar. E que hoje é complicado, mas amanhã ou depois de amanhã as coisas vão melhorar.



EVERYBODY HURTS
R.E.M

When your day is long
And the night
The night is yours alone
When you're sure you've had enough
Of this life
Well hang on
Don't let yourself go
'Cause everybody cries
And everybody hurts sometimes
Sometimes everything is wrong
Now it's time to sing along
When your day is night alone (hold on)
(Hold on) if you feel like letting go (hold on)
If you think you've had too much
Of this life
Well, hang on
'Cause everybody hurts
Take comfort in your friends
Everybody hurts
Don't throw your hand
Oh, no
Don't throw your hand
If you feel like you're alone
No, no, no, you're not alone
If you're on your own
In this life
The days and nights are long
When you think you've had too much
Of this life
To hang on







Post Secret Event

Por muitos anos tenho lido assiduamente aos domingos os segredos que pessoas em anonimato enviam via cartão postal para o americano Frank Warren no website Post Secret .
Às vezes os segredos são engraçados, dramáticos, vingativos, tristes... encontrei durante as minhas leituras muitos cartões postais que poderiam ter sido escritos por mim mesma. E aí percebo que alguém em algum lugar compartilha da mesma história, do mesmo sentimento, do mesmo medo, das mesmas alegrias e me sinto menos sozinha.
O Frank começou o projeto cerca de uma década atrás, ele nunca teve intenção de se tornar "a pessoa mais confiável do mundo" - afinal, ele recebeu e leu mais de 1 milhão de segredos de estranhos! Aos domingos pela manhã ele coloca no blog do post secret alguns desses segredos, ele já publicou alguns livros e também dá palestras principalmente em universidades.
Além de bom entretenimento e de nos fazer refletir, apoio e acompanho o trabalho do Frank porque ele doou - e continua contribuindo para instituições que dão suporte e apoio para pessoas que possuem problemas de saúde mental, principalmente fazendo prevenção ao suicídio.
No começo do ano acompanhando o twitter do Post Secret vi que Frank estaria na Universidade de San Jose dando palestra - e o melhor gratuitamente e após a apresentação, ele iria assinar livros e tirar fotos com os participantes. Essa oportunidade eu não poderia perder!
Então segunda-feira passada dirigi para o campus da universidade bem cedo - não queria ter problemas com o estacionamento e entrei na fila do público geral até uma meia hora antes da apresentação começar.
Senti um pouco de pânico porque a fila já tinha muitas pessoas e a preferência para entrada era de alunos e funcionários/professores da faculdade e iria ficar morrendo de raiva se não pudesse entrar. Infelizmente (no meu caso felizmente) o auditório ficou com um pouco mais do que metade da capacidade e pude entrar e participar da palestra.
A apresentação durou um pouco mais de uma hora e neste meio tempo quando ele dividia alguns segredos com a gente eu chorei, ri, fiquei surpresa. Ele confessou que até hoje não possui apoio de sua própria mãe com o projeto e para provar que não era mentira, ele tocou a mensagem que ela deixou pra ele no celular quando ele lançou o primeiro livro, dizendo que não queria um exemplar e que não queria se envolver com o projeto.
Frank na San Jose State University

Enfim, depois do final da apresentação entrei na fila pra comprar um dos livros e pra ele assinar. Fico muito nervosa de conversar, mas juntei a minha coragem e balbuciei algumas palavras de agradecimento pelo trabalho dele - algo que ele deve ouvir umas duzentas milhões de vezes - ele foi muito gentil e atencioso, assinou o meu livro e tiramos uma foto juntos.
Fiquei muito contente em ter participado do evento, estava precisando de um pouco de inspiração e foi exatamente o que recebi.
Se alguém quiser ouvir um pouco da apresentação que o Frank fez no TED Talk, segue o vídeo abaixo.




Cadê todo mundo?

Quando comecei a planejar a minha vinda para os EUA descobri o maravilhoso mundo dos blogs.
Foi neste mundo que descobri que haviam muitas pessoas que estavam passando pela mesma situação que eu, que entendiam os meus medos, minhas dúvidas e que ajudavam escrevendo sobre suas vidas, experiências e dicas.
Conheci um monte de gente nesta época e algumas pessoas se tornaram amigas de vida real, com as quais ainda mantenho contato fora do mundo virtual. Se não fosse pelo blog eu jamais teria a oportunidade de encontrar estas pessoas maravilhosas!
Infelizmente ao longo do tempo muitos blogs incríveis foram fechados e abandonados. Blogs que tinham conteúdos incríveis e relevantes começaram a se tornar extremamente difíceis de navegar por conta dos milhões de banners e propagandas ou então voltou-se completamente para a monetização e perdeu totalmente sua essência.
E a comunidade gostosa de gente interessante cheia de idéias, dicas e experiências virou quase um campo de batalha ou uma casa abandonada. Sei que sou culpada em não escrever com tanta frequência e acho que às vezes eu fico muito preocupada em escrever algo que alguém vai gostar ao invés de simplesmente dividir um pouco sobre as minhas idéias, perspectivas, dicas como nos velhos tempos.
O crescimento e a popularidade dos vlogs também está afetando os blogs, o que acho uma pena. Eu não tenho paciência de ver vídeos e às vezes é muito mais fácil sentar em algum lugar e ler um blog do que tentar assistir um vídeo.
Outra coisa que acho muito melhor nos blogs é peneirar informações que se busca porque muitas vezes eu tentei assistir um vlog por causa do título e a pessoa falou falou falou e não disse nada do que o título indicava, o que acabou me deixando muito irritada!
Espero que os blogs não entrem em extinção e vou fazer a minha parte para que o meu espaço sempre esteja atualizado também!

Então 11 anos...

ONZE ANOS se passaram desde o dia que saí do Brasil para fazer intercâmbio.
Morrendo de medo e de ansiedade e apesar da torcida do contra e da torcida "daqui-a-um-mês-você-volta-com-o-rabinho-entre-as-pernas" eu parti pro mundo em busca do MEU sonho.
Pra decepção de muitos e pra minha alegria os sonhos se tornaram realidade. Cumpri com o tempo de intercâmbio e agarrei oportunidades de estudo e trabalho.  E a vida aconteceu, o coração bateu mais forte e fiquei.
Às vezes eu tento imaginar como seria a minha vida se eu nunca tivesse partido ou se tivesse retornado após o intercâmbio. Melhor ou pior não sei, mas com certeza a minha vida seria diferente.
Estou vivendo um momento estranho agora. Sinto-me como se estivesse presa entre dois mundos dos quais não pertenço 100%. Talvez esta seja a sina de expatriada.
Olhando as fotos destes últimos 11 anos, relembrei de tantas pessoas que passaram pela minha vida. Tantos lugares que conheci, tantas coisas que fiz. Tantas lutas e conquistas.
Hoje eu precisava olhar para trás. Para relembrar a jornada. Para entender como cheguei e porque estou aqui. Sentir orgulho de mim mesma.
E assim, celebrando estes 11 anos de Estados Unidos - o sonho que um dia pareceu impossível de se tornar realidade -  recarrego as energias, encho o coração de fé e arregaço as mangas para realizar novos sonhos.

Ah, se eu pudesse...

Se eu pudesse diria que não, não está tudo bem comigo.
Se eu pudesse ser sincera diria que me sinto sozinha,
Que estou perdida, cheia de medos, frustrações.
Que apesar do Sol brilhar lá fora, uma nuvem negra me envolve
Me aperta e me sufoca, paralisando-me diante da vida.
Se eu pudesse, pediria por favor, não me dê conselhos de como viver minha vida
E não fique enumerando todas as coisas pelas quais deveria agradecer todos os dias.
Queria te dizer que as conheço muito bem e são estas coisas que me dão forças
Para levantar todos os dias e seguir em frente.
Se pudesse ser sincera, diria o quanto me sinto presa entre dois mundos.
O mundo das possibilidades que não consigo agarrar
E o mundo do que um dia eu fui e o que sonhei ser.
Se pudesse diria pra você parar de dizer que é meu amigo,
E que sempre posso contar contigo para o que der e vier
Porque você não me conhece há anos e no momento que mais preciso
Você não estava lá com ouvidos atentos, com compaixão e empatia.
Estou cansada, mas sigo lutando.
Porque sei que um dia essa batalha irei vencer.
Enquanto continuo respondendo está tudo bem, graças a Deus.



Recomeço

"1 de janeiro. Ano novo, vida nova. Este ano será diferente e vou tirar do papel as 2.346.864.964 idéias e planos para a minha vida. Vou emagrecer, ter mais saúde, ser mais alegre, colocar a minha vida em ordem."
Esta era a forma que eu recebia o novo ano, mas este ano as coisas estão um pouco diferentes. Talvez porque agora tenha a maturidade suficiente para saber que virar o ano no calendário não me dá super poderes para me tornar uma pessoa diferente. É preciso mudar atitudes para se ter uma vida nova, resultados novos. É preciso começar para poder chegar à algum lugar. E é justamente aí que o bicho pega.
Assustei-me quando olhei para o calendário e vi que já é dia 9 de janeiro. Nos primeiros dias do ano estava lutando para colocar o relógio biológico em ordem, já que o fuso horário de 13h30min da Índia pra cá bagunçou todo o meu ciclo de fome e sono. Quando as coisas começaram a entrar nos eixos, bum, fiquei doente. Achei melhor não esperar e fui no consultório do meu médico e respirei um pouco mais aliviada porque era apenas um resfriado forte e não algo mais sério como a gripe que está assolando por aqui.
Então estou aqui esperando este resfriado passar e eu recuperar energia para poder "começar o ano" e escrever sobre a viagem ao Japão e Índia.
Por hoje é só pessoal.