Retrospectiva 2018

Feliz Ano Novo! Que este ano seja infinitamente melhor do que o que passou, porque olha, no geral... ô ano que demorou pra passar! Mas muita boa aconteceu e como sempre é bom relembrar, pra agradecer as coisas boas, refletir as lições aprendidas e seguir em frente...

  1.  O que você fez em 2018 que você nunca tinha feito antes? Viajar usando passaporte americano.
  2. Você manteve as suas resoluções de ano novo, e você fará novas resoluções para o próximo ano? Geralmente não faço resoluções, mas no ano que passou eu levei mais à sério minha saúde mental e me afastei de muitas coisas e pessoas que não me faziam bem. Também consegui emagrecer um pouco e estabilizar mais a minha saúde. Este ano quero levar uma vida mais leve e fazer organização dentro da minha casa, ter uma vida mais simples sem tralhas em lugar nenhum - casa, coração, mente e corpo.  
  3. Alguém próximo de você teve filhos? Não.
  4.  Alguém próximo de você morreu? Sim. Um amigo da minha família
  5. Quais países você visitou? Coréia do Sul, Japão e Canadá
  6. O que você gostaria de ter em 2019 que lhe faltou em 2018? Amigos mais próximos fisicamente. 
  7. Quais as datas de 2018 que ficarão em sua memória e por quê? 30 de junho - o dia em que o Doug entrou nas nossas vidas. Jamais vou esquecer aquele dia e a alegria que senti quando assinei os papéis para levá-lo para casa.  22 de julho - o dia em que a novela da imigração finalmente chegou ao fim e me tornei cidadã americana.
  8. Qual foi a sua maior realização neste ano? Emagrecer 10% do meu peso mais alto. Isso deu um gás enorme para continuar a jornada saudável (apesar da pausa em dezembro!) e auto-confiança para que eu pudesse correr atrás de outros objetivos. 
  9. Qual foi a sua maior falha? Falta de paciência com pessoas e comigo mesma.
  10. Você teve alguma doença/sofreu acidente? Graças a Deus não.
  11. Qual foi a melhor coisa que você comprou? O Doug. Apesar de ele não ter sido comprado e sim adotado, tive que pagar uma taxa simbólica, então estou aqui considerando como uma compra.
  12. Onde você gastou a maior parte do seu dinheiro? Viagens e contas.
  13. O que mais te deixou animada? Como sempre viajar e preparar roteiros de viagem me deixa super animada, mas aprender a treinar o Doug e ver os resultados do meu trabalho com ele também me trouxe uma enorme satisfação.
  14. Qual música vai te fazer lembrar 2018? "Bohemia Rhapsody" do Queen
  15. Comparando com a mesma época no ano passado, você está:
    1. mais feliz ou mais triste? Mais feliz
    2. mais magra ou mais gorda? Mais magra (yes!!)
    3. mais rica ou mais pobre? Mais rica
  16. O que você gostaria de ter feito mais? Ter melhorado as minhas técnicas de cartão/caligrafia.
  17. O que você gostaria de ter feito menos? Passar tempo em frente à telas (celular / televisão) - o que diminuiu bastante, mas espero reduzir ainda mais depois que  cancelei minha conta do Netflix.
  18. Como você passou o seu Natal? Pela segunda vez consecutiva passei o Natal em um país onde não se comemora Natal da forma que estamos acostumados (assunto pra uma outra hora),  estava em Tokyo com o meu marido. Caminhamos pela cidade, vimos as luzes e jantamos num restaurante italiano.  
  19. Qual foi o seu programa favorito?  Descobri através de uma amiga a série "This Is Us". Superou o Grey's Anatomy em enredo, história e narração - sempre choro rios assistindo e nunca me decepciono com as reviravoltas e surpresas. Apesar de estar só na enrolação, continuei assistindo o Grey's porque sou fã de carteirinha da série, mas já estou torcendo pra uma última temporada chegar logo. Outro vício virou o programa "90 days fiancé" do TLC. Sei que é um lixo, que não representa em nada a realidade da maioria dos casais que utilizam este visto para ficarem juntos, mas é a minha distração no domingo a noite (culpa!).  
  20. Quais foram os seus livros favoritos neste ano? Li alguns livros de ficção e uma biografia, mas nada que marcasse. Estou com uma lista de livros para comprar/ achar na biblioteca, mas estou lendo os que tenho em casa e agora no Amazon Prime Read. O próximo que está na lista para ser lido é o "Handmaid's Tale".
  21. Qual foi a sua música favorita neste ano? "Fix You" do Coldplay. Esta música vai sempre tocar fundo no meu coração e teve uns dias que foi esta música no repeat pra me animar.
  22. Qual foi o seu filme favorito este ano? Bohemia Rhapsody. Filme com atuação incrível e música sensacional. Tive vontade de levantar da cadeira várias vezes e dançar e cantar no meio do cinema, a impressão é que estávamos no meio do show da banda.
  23. O que você fez no seu aniversário e quantos anos você completou? Completei 37 anos! Ironicamente em 2018 não quis bolo, então compramos um cupcake em formato de cachorrinho!
  24. O que faria o seu ano imensuravelmente mais satisfatório? Menos briga por conta de política. Ando numa fase que evito ler ou discutir sobre política porque os 3 países dos quais sou intimamente ligada (Brasil, Reino Unido e USA) estão uma verdadeira zona e acabam afetando muito o meu humor ficar ouvindo só coisas negativas ou ouvir besteiras de pessoas sem conhecimento do assunto dar opinião nos assuntos destes países.
  25. O que a manteve sã? O amor do meu marido e a companhia e alegria do Doug.  
  26. Conte uma lição de vida preciosa aprendida em 2018.  O que você precisa pra mudar de caminho, criar novos hábitos, aprender algo é apenas começar. E ter paciência porque ninguém sabe tudo em 10 segundos após decidir fazer algo/ aprender algo. Dedique-se, nem que seja uns minutinhos que os resultados aparecerão. Muitas pessoas nem notarão as suas vitórias e conquistas, mas nem por isso elas deixam de ser vitórias e conquistas. Não espere o aplauso de ninguém. 

Vidas passadas

Ontem estava conversando com a assistente da minha dentista sobre vidas passadas.
Ou melhor, da vida que eu tinha há 10 anos atrás e parece tão distante, que nem parece real.
Tem dias que vou conversar com alguém e lembro histórias das minhas outras vidas: vida em São Paulo, vida de estudante universitária, vida de estagiária, vida de adolescente, vida de au pair, vida de faxineira, vida de solteira... são tantas vidas dentro de uma só e eu só tenho 37 anos de idade! Imagina quantas outras vidas eu tenho pela frente?
Às vezes esta incerteza me dá muito medo. Medo de eu não estar preparada para a vida que está por vir, de me sentir culpada por não me preparar melhor financeiramente, emocionalmente para as vidas que virão. E eu fico tão, mas tão ansiosa que não consigo aproveitar a minha vida de agora.
O que é certo é que o momento que estou vivendo é único e assim como "as minhas outras vidas" se tornaram histórias do meu passado, a vida presente também passará.
E esta vida não é perfeita, não é do jeito que eu sonhei, mas é minha para ser vivida da melhor forma que EU posso e sei viver no momento.
E é isto que eu me comprometo a fazer hoje. Viver o melhor possível.

Época do final do ano

Quando chega novembro o frenesi começa.
As propagandas e revistas mostram as famílias felizes reunidas, com amigos e muita comida na mesa.
A temporada de Holidays (as festas de final de ano - Thanksgiving + Christmas ou Hanukkah + Ano Novo) tem um foco muito grande em comida, reunir amigos e família e lógico, compras.
Pra muita gente é uma época de muito estresse porque tem que se programar para receber amigos e famílias em casa, preparar comida especial, participar de várias festas no trabalho, na escola, rever amigos e entregar presentes do Secret Santa (amigo secreto).
É preciso aproveitar as ofertas para comprar, seja na famosa Black Friday ou na mais antecipada Cyber Monday (onde as lojas online fazem promoções imperdíveis), para que a árvore de Natal esteja cheia de presentes, enviar lembranças paras os professores, prestadores de serviço também.
Quem viaja precisa estar super organizado porque os aeroportos viram um verdadeiro caos nesta época do ano, principalmente nos dias anteriores e seguintes às datas comemorativas.
Os jovens que foram estudar longe e moram fora de casa, retornam para a casa dos seus pais, reencontram velhos amigos. Os casais casados precisam decidir onde irão passar os feriados, quais tradições irão manter ou criar com seus filhos.
Tem muita festa e programações especiais, pista de patinação de gelo, iluminação de árvore de Natal, musicais, e pra não se sentir tão culpado, até uma corrida de 5k no dia de ação de graças pela manhã, o famoso Turkey Trot que acontecem em diversos lugares dos EUA.
Os comerciais de anéis de noivado aparecem a todo momento, já que é uma das épocas favoritas para pedidos de casamento. Tudo é mágico, tudo é lindo, tudo é muito feliz e aconchegante.
Só que a vida real pode não ser tão linda para todos.
Há pessoas que perderam entes queridos. Que estão em hospitais. Passando por divórcio, por luto.
Infelizmente é nesta época do ano que infelizmente acontecem muitos suicídios e tiroteios em massa.
Talvez não haja tragédia, apenas a distância. Relacionamentos quebrados. Dor.  E esta época que deveria ser festiva, acaba se tornando um momento triste.
Por isso quando chega esta época eu tento olhar para o lado. Chamar alguém que não tem familia pra tomar um café ou comer um macarrão juntos. Envio cartões ou um oi para pessoas com quem não conversei durante a maior parte do ano. Apesar da correria, tento ser extra agradecida e gentil com as pessoas que me servem em restaurantes e estabelecimentos comerciais, porque sei que a barra pra eles é bem pesada.
"The Holiday Season" é uma época estranha pra mim. Gosto de muita coisa: o frio, as luzes e decorações de Natal, alguns biscoitos que só vendem nesta época do ano. Abrir minha caixa de correio e receber cartões de Natal. Mas ao mesmo tempo é uma época que sinto mais distante do que nunca daqueles que amo tanto e sinto-me culpada porque a minha família não é linda e feliz como as dos comerciais de margarina ou de peru de natal. É até difícil falar sobre isso, porque parece que sou a única que não morro de tristeza por estar do outro lado do mundo ao invés de estar no churrasco da família, no calor do Brasil.
Nesta época do ano, eu tento me desligar do barulho lá fora que tenta me dizer  como devo me vestir, me comportar, o que devo comprar e como me sentir. Mas não é fácil. Afinal, "it's the most wonderful time of the year"  (é a melhor época do ano!) e ai de você se disser o contrário!

Ah Brasil...

Fonte: Google
Depois de conversar com uma amiga jornalista sobre o que anda acontecendo no Brasil, ela me deu o seguinte conselho: Escreva. Registre tudo o que você está sentindo, tudo o que está acontecendo. Estamos vivendo um momento único da história e devemos registrar o que está à nossa volta.
Então estou aqui, sentada com o coração na mão escrevendo.
Não vou negar que ontem saí cedo de casa pra votar já com um sentimento de derrota. Derrota porque independente de quem ganhasse a eleição, sentia que o Brasil sairia perdendo, de um jeito ou de outro. Mas vamos lá né, sou OBRIGADA a ir votar. Mas antes de sair de casa pensei bem que roupa iria vestir. Pois é, parecia que estava até saindo em São Paulo em dia de clássico de futebol. Tem que tomar cuidado com as cores que você usa pra não ser confundido como torcedor e acabar encontrando a torcida adversária e ser agredido no mínimo verbalmente. Achei que preto seria a cor ideal, pois era assim que me sentia. De luto.
Cheguei alguns minutos depois das 8 e a fila estava pequena. Gente tirando selfie na entrada da zona, de verde e amarelo, uns passavam e falavam ó vota 17! Eu permaneci ali quieta, não queria bater papo com ninguém. Ainda bem que o Doug estava comigo pra distrair e mudar os assuntos ao meu redor.
Ao chegar na urna respirei fundo e votei. E não tenho vergonha de dizer que anulei o meu voto. Não tinha condições de votar em um ou outro candidato porque não acredito no que falam, em seus planos de governo. Pra mim não existe esta coisa de TEM que votar em um ou outro, nem que seja o menos pior. E não venha me dizer que fui covarde, que desperdicei a minha voz. Encaro o voto nulo e branco com outros olhos. É o voto protesto, de quem não acha nenhum dos dois bons o suficiente.
Era voltar pra casa e esperar o tão temido resultado. E chegou pouco depois das 19h no Brasil. Aqui as urnas ainda estavam abertas. Pensa em quem chegou pra votar depois das 3:00 da tarde daqui e sabia que seu voto não valia de nada... mas de novo, somos obrigados a votar, então vamos fazer a nossa parte.
Liguei pra minha mãe e podia ouvir os fogos de artifício. Parecia final de Copa do Mundo ou Ano Novo. Eu entendo a lógica. Era necessário mudança. Do jeito que o país estava sendo governado não dava mais pra continuar. O povo está cansado, insatisfeito, sem esperança. E chega um candidato que promete tudo o que o povo quer ouvir. Fala as palavras certas que soam como música para muitos. E embalados na suave música, muitos não prestaram atenção no peso das palavras contra certas pessoas. Declarações feitas cheia de convicções que declaram o que está dentro do coração, de verdade. A postura diante da oposição - uma similaridade assustadora de como o governo atual daqui trata seus críticos - é simplesmente dizer que estão mentindo. Não foi bem isso que ele quis dizer. Espalhar as suas próprias verdades. Uma amiga disse que ouviu a melhor amiga dizer: "Pra mim não importa se ele é machista, homofóbico. Ele não é meu pai, é o presidente. Contanto que ele conserte a economia, segurança e educação, eu não me importo."
Pois é, agora o que nos resta é esperar. Esperar 1 de janeiro de 2019 e ver o que vai acontecer. Nunca na minha vida eu quis tanto, tanto estar errada.  Espero que ele cumpra o que prometeu no segundo discurso como presidente eleito (porque o primeiro foi para seus seguidores e o tom foi bem diferente), de que irá governar o país para todos e vai respeitar a constituição e as liberdades que ela nos garante.
E espero que as celebrações que aconteceram ontem, continuem pelos próximos 4 anos. Que hajam mudanças e melhoria de vida dignas de serem celebradas por todos os brasileiros.

Coisas aleatórias de outubro

Photo by Taylor Rooney on Unsplash
No começo do mês passei o primeiro (e gostaria que fosse o último) susto com o meu cachorro. 
Ele vomitou num sábado, ficou melhor e voltou ao normal no domingo e na segunda não levantava da cama. Simplesmente se recusou a levantar para caminhar. Eu fiquei apavorada e tão angustiada que pedi para o meu marido ligar para o veterinário porque eu não ia conseguir explicar o que estava acontecendo. Levei para a clínica e o deixei lá para fazer exames pela manhã, não podia ficar esperando então voltei pra casa e esperei ansiosa até a veterinária ligar e me dizer que ele estava super desidratado e que ficaria lá por algumas horas para tomar soro e que estavam fazendo exames para descartar doença do pâncreas. EU DESABEI.  Sou exagerada mesmo. Chorei o dia inteiro e quanto mais eu lia sobre o que poderia ser mais preocupada e angustiada eu ficava. 
Aí a veterinária ligou e descartou a doença do pâncreas e disse que ele deve ter comido algo que não devia e ele tinha uma pequena alteração no fígado mas não era nada grave. Depois de retornar pra casa foi uma luta pra ele comer e principalmente beber alguma coisa. Demorou 1 semana para ele voltar ao normal, mas agora ele tá bem, graças a Deus.

Depois deste susto, fomos à última classe de adestramento e ele ganhou um diplominha. Tiramos fotos e tudo. Que orgulho. Tá certo que todo mundo que fez as 6 semanas de curso ganhou o diploma,  e na última classe só nós comparecemos e ele teve a atenção de 4 pessoas e muitas, muitas guloseimas. Até o começo do ano que vem vou treiná-lo em casa. Ele é bonzinho, mas precisa aprender a não mastigar e engolir coisas proibidas quando eu pergunto pra ele o que ele tem na boca.

Este mês tem sido um mês difícil emocionalmente. Um final de semana em particular parecia que tinha uma nuvem negra sobre a minha cabeça que me deixou muito pra baixo. Mas como o mundo não pára pra gente se recuperar, fui no mercado com o meu marido pra ele comprar as coisas que faltava pra viagem dele.  Aí decidimos ir comer um hamburger e eu que tenho a mania de sair sem bolsa, fui com uma bolsa pequena que tinha só para não levar o celular na mão. Terminamos o hambúrguer e fomos pra casa.
Ao ir deitar 11 e pouco da noite procurei o meu celular para carregar e não o encontrei de jeito nenhum. Aí lembrei que tirei a bolsa do pescoço e coloquei ao meu lado no restaurante. E provavelmente tinha deixado lá. Corri pra internet e entrei no site da Apple para logar e ver a localização do celular com o Find My Iphone. E vi para o meu desespero (e alegria) que o celular estava na localização do restaurante. O meu marido ficou muito bravo porque achou que tinha deixado a minha carteira com todos os cartões de crédito na bolsa, mas alem do celular "só" tinha um cartão e minha carteira de motorista. Travei o celular e fui dormir com o consolo de que o celular ainda estava no restaurante, estava online e de lá não ia sair até o dia seguinte quando o restaurante reabrisse. No dia seguinte antes do horário da abertura lá estava eu na porta do restaurante. Graças a Deus alguém encontrou a minha bolsa e a entregou para o gerente que tinha uma caixa de achados e perdidos. Respirei aliviada e dei graças a Deus pela honestidade que ainda existe no mundo. A bolsa estava intacta com todos os meus pertences.

Alguns dias depois a minha mãe casualmente comenta que a minha sobrinha estava internada. Que não era nada grave, pra eu não me preocupar. Ela tem asma e a minha irmã não conseguiu controlar a asma com o inalador e as bombinhas, então a coisa mais sensata a fazer era ir ao médico. Minha mãe falou pra eu não me preocupar e no grupo do WhatsApp da família minha irmã falou a mesma coisa que estava tudo bem. Aí pensei: "ok, ela vai tomar inalação e volta pra casa no dia seguinte como já aconteceu algumas vezes, não vou me preocupar". Só que não foi isso que aconteceu. Ela passou uma semana na UTI infantil, com oxigênio pq não conseguia respirar sozinha. Depois disso foi para o quarto e a minha irmã falou pra eu ligar pra ela que ela ia ficar feliz. Na hora nem raciocinei que poderia fazer ligação pelo WhatsApp, peguei o meu celular e fiz a ligação pro quarto do hospital. Ia falar só um oi e perguntar como ela estava, mas claro que uma criança entediada de 11 anos não vai falar só 5 minutinhos no telefone. Quando desliguei após 20 minutos a companhia do celular me mandou uma mensagem de texto que a ligação custava 60 dólares. Eu não acreditei! O plano é tão barato e me dá pacote de dados de graça por todo o mundo como é que uma ligação seria tão cara!? Mas o meu marido confirmou que o valor estava correto e só não me matou porque ele entendeu a situação e estava do outro lado do mundo...

Pois é, outubro não tá fácil, mas está quase no final...  e pra fechar com "chave de ouro" daqui à alguns dias tem eleição...

Eleições 2018

Este ano o consulado de San Francisco mudou o local de votação. Ao invés de ser feita no próprio consulado, foi realizada numa faculdade no coração de San Francisco.
No site do consulado havia uma sugestão de horários para votar de acordo com o seu nome pra evitar as filas quilométricas da última eleição (na qual eu fiquei 3 horas!).
Resolvi sair de casa 7:30 da manhã e enfrentar a fila da abertura porque justamente nesta semana tem Fleet Week em San Francisco e a cidade que já tem um trânsito ruim no final de semana iria ficar mais cheia ainda. 
Cheguei no local às 8:30 da manhã e achei que não teria muita gente quando cheguei no cruzamento e avistei a fila. Pulei do carro enquanto ali mesmo e atravessei pra entrar na fila enquanto meu marido tentou encontrar um lugar para estacionar.
A gente odeia fila, mas apesar o novo local na City College San Francisco foi muito mais conveniente para chegar - perto da estrada, além de ser muito mais organizado! Demorava mesmo só pra entrar no prédio porque tinha uma pessoa controlando pra não ficar uma bagunça, mas eles tinham pelo menos umas 6 salas com pelo menos duas urnas (na eleição anterior eram apenas 3 ou 4!!). De quando cheguei até o momento que saí não demorou nem 40 minutos - o que eu achei uma vitória.
No caminho de volta pra casa o meu marido me perguntou porque mesmo que eu tinha que dirigir 70km pra votar, se eu não podia arrumar uma desculpa qualquer pra justificar.
A verdade é que eu estava tão desanimada - principalmente porque as urnas aqui não haviam nem fechado quando foi anunciado que haveria segundo turno. A gente aqui vota mais por obrigação e pra evitar a fadiga das consequências de não estar em dia com a justiça eleitoral do que por achar que o nosso voto vale alguma coisa.
Este ano graças à transmissão ao vivo da Rádio Jovem Pan pelo youtube pude acompanhar a apuração dos votos ao vivo que não demorou nem 1 hora pro TSE afirmar que as eleições presidenciais teriam segundo turno.
Sobre o resultado eu só posso dizer uma coisa: "A gente podia fazer melhor Brasil".