Recomeço

"1 de janeiro. Ano novo, vida nova. Este ano será diferente e vou tirar do papel as 2.346.864.964 idéias e planos para a minha vida. Vou emagrecer, ter mais saúde, ser mais alegre, colocar a minha vida em ordem."
Esta era a forma que eu recebia o novo ano, mas este ano as coisas estão um pouco diferentes. Talvez porque agora tenha a maturidade suficiente para saber que virar o ano no calendário não me dá super poderes para me tornar uma pessoa diferente. É preciso mudar atitudes para se ter uma vida nova, resultados novos. É preciso começar para poder chegar à algum lugar. E é justamente aí que o bicho pega.
Assustei-me quando olhei para o calendário e vi que já é dia 9 de janeiro. Nos primeiros dias do ano estava lutando para colocar o relógio biológico em ordem, já que o fuso horário de 13h30min da Índia pra cá bagunçou todo o meu ciclo de fome e sono. Quando as coisas começaram a entrar nos eixos, bum, fiquei doente. Achei melhor não esperar e fui no consultório do meu médico e respirei um pouco mais aliviada porque era apenas um resfriado forte e não algo mais sério como a gripe que está assolando por aqui.
Então estou aqui esperando este resfriado passar e eu recuperar energia para poder "começar o ano" e escrever sobre a viagem ao Japão e Índia.
Por hoje é só pessoal.


Retrospectiva 2017

2017 acabou. Que ano intenso!
Foi um ano bem complicado, cheia de coisas ruins acontecendo ao redor e passei por muitas lutas pessoais. Porém houveram tantos momentos bons e inesquecíveis, realizações de sonhos!
Espero que 2018 traga mais equilíbrio e serenidade pra eu enfrentar os obstáculos e vibrar com cada conquista!

  1.  O que você fez em 2017 que você nunca tinha feito antes? Comecei a tomar lições para tocar piano e fiquei super emocionada quando toquei a minha primeira "música". Um sonho antigo que se tornou realidade, mas preciso continuar a praticar e aprender muita coisa, estou só no comecinho.
  2. Você manteve as suas resoluções de ano novo, e você fará novas resoluções para o próximo ano? Consegui manter algumas das minhas resoluções do ano passado que foi cuidar um pouco mais da minha saúde (mental e física). Não sei se farei resoluções para o este ano que chega, mas tenho alguns objetivos que quero muito que se tornem realidade! 
  3. Alguém próximo de você teve filhos? Não.
  4.  Alguém próximo de você morreu? Não.
  5. Quais países você visitou? Coréia do Sul, Escócia, Itália, Canadá, Brasil, Japão e Índia 
  6. O que você gostaria de ter em 2018 que lhe faltou em 2017? Mais confiança e auto-estima para desenvolver meus projetos para minha vida pessoal e profissional.
  7. Quais as datas de 2017 que ficarão em sua memória e por quê? 30 de junho - o dia em que caminhei orgulhosa usando uma bata na frente da minha mãe, esposo e família para pegar o meu diploma. Foi o final de uma jornada de superação de muitos obstáculos e a concretização do sonho de uma adolescente paulistana. 24 de dezembro - o dia em que vi com meus próprios olhos o tão sonhado Taj Mahal refletindo a luz do por do Sol. Foi uma experiência que me tirou palavras e até agora não consigo descrever a emoção que senti pois é um lugar que sempre tive muita vontade de conhecer.
  8. Qual foi a sua maior realização neste ano? Ter sobrevivido os altos de baixos de 2017. 
  9. Qual foi a sua maior falha? Ter me isolado tanto de outras pessoas.
  10. Você teve alguma doença/sofreu acidente? Graças a Deus não.
  11. Qual foi a melhor coisa que você comprou? Viagens! Acho que não existe melhor uso de dinheiro.
  12. Onde você gastou a maior parte do seu dinheiro? Viagens e contas.
  13. O que mais te deixou animada? Preparar e fazer roteiros de viagens e participar de 2 casamentos na família
  14. Qual música vai te fazer lembrar 2017? "Paradise" do Coldplay
  15. Comparando com a mesma época no ano passado, você está:
    1. mais feliz ou mais triste? Mais feliz
    2. mais magra ou mais gorda? Mais gorda
    3. mais rica ou mais pobre? Mais rica
  16. O que você gostaria de ter feito mais? Parece que esta parte nunca muda... ter cuidado mais da minha saúde física, ido mais à academia e ter aproveitado mais os dias de Sol.
  17. O que você gostaria de ter feito menos? Perdido tempo ruminando sobre problemas que estavam fora do meu controle para serem resolvidos. 
  18. Como você passou o seu Natal? Putz, o Natal de 2017 vai ficar pra história. A manhã de Natal passei em Agra Forte e depois foi na estrada, numa van com meu marido, sogros e um casal de tios e primos na Índia entre as cidades de Agra e Jaipur. A gente comeu de almoço batata frita porque não tinha restaurante decente pra gente parar. Foi o Natal mais sem cara de Natal da minha vida. 
  19. Qual foi o seu programa favorito? Grey's Anatomy - apesar da nova temporada ter deixado muito a desejar e ter só melhorado nos últimos capítulos, estou revendo novamente as antigas temporadas e às vezes me pego filosofando com as falas e monólogos dos personagens.  
  20. Quais foram os seus livros favoritos neste ano? I am Malala da Malala Yousafzai. E o livro Endurance do astronauta Scott Kelly, que ainda estou na metade mas que é fascinante! 
  21. Qual foi a sua música favorita neste ano? Don't You Remember da Adele
  22. Qual foi o seu filme favorito este ano? Este ano não houve nenhum filme que marcou, pra ser sincera os filmes que tem sido estreados estão bem fraquinhos.  
  23. O que você fez no seu aniversário e quantos anos você completou? Completei 36 anos! Acordei com bolo de chocolate,  cantei parabéns e tomei café gostoso ao lado da minha mãe e marido e no almoço fomos num restaurante indiano que adoro! Foi um dia simples, mas perfeito ao lado das duas pessoas que mais amo nesta vida. 
  24. O que faria o seu ano imensuravelmente mais satisfatório? Ser mais paciente comigo mesma e aproveitar de verdade o que cada momento e fase está me trazendo ao invés de ficar sofrendo pela vida que queria ter. 
  25. O que a manteve sã? O amor incondicional e companheiro do meu marido e nossas aventuras pelo mundo.
  26. Conte uma lição de vida preciosa aprendida em 2016.  Viva o agora, o este momento, a vida que você tem. Os momentos difíceis e dores também fazem parte da vida e são eles que geralmente trazem o maior crescimento e aprendizado. Não lute contra as pessoas e a situação, faça o seu melhor e deixe Deus cuidar do resto.

À caminho da Índia

A tão esperada viagem para a Índia acontecerá em apenas  duas semanas mas novembro foi praticamente um mês de preparação para esta viagem tão esperada.
Na verdade a minha preparação começou em outubro quando ainda estava no Brasil. Desde que soube que iríamos para a Índia em dezembro e compramos a passagem comecei a pesquisar quais eram os requisitos para viajantes brasileiros visitar o país e fico feliz que comecei a pesquisar com antecedência porque assim pude evitar possíveis dores de cabeça durante a viagem.

Visto para a Índia 

A solicitação de visto para a Índia é um processo bem simples. O Brasil está entre um grupo de países que podem solicitar visto online se o viajante tem como propósito turismo e o tempo de permanência é menor do que 90 dias. O único detalhe que precisa ser levado em consideração é o que o visto não pode ser pedido com mais de 90 dias ANTES da chegada à Índia. O valor do visto foi 50 dólares (para brasileiros) e a aprovação no meu caso demorou menos de 24h.
O formulário é simples, mas um pouco confuso e a única coisa chata é que você precisa fazer upload de foto e da primeira página do passaporte que precisam seguir critérios específicos de tamanho. Essa foi a parte mais chata do processo e que consumiu mais tempo. Depois de tudo preenchido e valor pago pela internet ficamos no aguardo do email de confirmação para poder imprimir o papel que entregaremos para a imigração quando chegarmos no aeroporto.
Vale frisar que é  importante tomar cuidado em qual site solicitar o visto. Entrei no site da embaixada da Índia em San Francisco e a do Brasil para ter certeza de que o site que entrei para solicitar o visto era o oficial. Por ser uma página do governo é uma página bem simples e visualmente parece um site amador e há vários sites que tentam se passar por oficial e cobram pelo preenchimento do formulário, por  isso é bom tomar cuidado!

Vacina contra febre amarela e outras vacinas

No site da Anvisa e da embaixada da Índia no Brasil há a informação de que residentes do Brasil precisam ter a vacina contra febre amarela e apresentar o certificado internacional de vacinação da  mesma.
A vacina é um requerimento do governo indiano para todos os residentes de países que tenham febre amarela de forma endêmica ou epidêmica. No Brasil a febre amarela é endêmica - há casos no norte do país e recentemente teve novos casos em São Paulo, então tecnicamente brasileiros precisam tomar a vacina e apresentar a carteira de vacinação, porém, não encontrei nenhuma informação se brasileiro que more no exterior é obrigado a tomar a vacina.
A penalidade para quem não tomou a vacina é ficar de quarentena por 6 dias, ou seja, se eu não tomasse a vacina e eles dissessem que era obrigatório que eu tivesse,  perderia o casamento que estava indo e as férias na Índia. Liguei para uma clínica de médico de viagem daqui da região e a pessoa me informou que esta vacina está em falta nos EUA e que se eu encontrasse pagaria 300 DÓLARES por ela. Quase caí da cadeira quando ela me deu esta informação!
Graças a Deus que eu estava com viagem marcada ao Brasil e decidi pesquisar se conseguiria tomar a vacina DE GRAÇA no Brasil. Depois de entrar no site da Anvisa de novo vi que muitos postos de saúde possuem a vacina contra febre amarela, mas o problema é que apenas alguns lugares emitiam o certificado internacional e precisaria marcar hora, exceto... se eu fosse até o Hospital das Clínicas de São Paulo. Eles possuem uma  clínica de viagem onde eu poderia ir a qualquer hora tomar a vacina e receber o certicado na hora. A única coisa que precisava era fazer um cadastro com meus dados pessoais na Anvisa. Problema resolvido... ou quase...
Aí chegou a  dúvida se eu poderia ou não tomar a bendita da vacina porque eu tomo remédios que comprometem o meu sistema imunológico e a vacina é contra-indicada nestes casos. Conversei com a minha médica e ela liberou, então um dia das minhas férias no Brasil eu fui lá no Hospital das Clínicas e já resolvi isso. O que eu não sabia é que eu poderia ter agendado uma hora para conversar com um médico da clínica de viagem de lá (o serviço é gratuito), ele passa informações de como se prevenir e tratar de doenças enquanto se viaja à determinados lugares e eles também passam a recomendação para tomar todas as vacinas que é necessário tomar de acordo com o destino da viagem. 
Como eu não sabia que poderia agendar para conversar com o médico, apenas tomei a vacina contra febre amarela, mas fui em uma clínica de viagem aqui na Califórnia. Aqui o serviço é pago além do custo das vacinas. Precisei tomar vacina contra Hepatite A e Febre Tifóide que custaram 200 dólares! Talvez ninguém nem olhe o certificado de febre amarela, mas achei melhor prevenir do que remediar.

Visto para o Japão

Como vamos fazer uma parada no Japão antes de seguirmos para a Índia, também precisei solicitar visto para o Japão, mas este eu precisei ir pessoalmente até o consulado japonês em San Francisco. O processo é bem simples, só preencher o formulário de solicitação de visto e também uma folha com o seu itinerário diário, nome do hotel que irá permanecer durante a sua estadia do país. Parece ser um passo bem bobo, mas vi uma pessoa tendo o pedido negado na hora porque ela não tinha este documento. Não precisa colocar muitos detalhes, apenas a região que pretende ficar e o nome do hotel que estará a cada dia. Mesmo permanecendo no mesmo hotel durante toda a minha estadia, repeti o nome do hotel e todas as informações novamente a cada dia. De novo, melhor prevenir do que remediar.
Uma coisa que é diferente para brasileiros residentes aqui nos EUA dos que moram no Brasil é que no Brasil eles pedem comprovante do imposto de renda e também extratos bancários, aqui eu só precisei levar extrato bancário do último mês e também prova de que eu sou residente permanente no país. Se você está nos EUA com visto de turista tipo B1/B2 não é possível solicitar visto para visitar o Japão, mas com os vistos tipo J1 e F1 e de trabalho é possível, mas tem que levar prova do status imigratório.
Como vou retornar para a Califórnia via Japão, decidi conversar com a pessoa que me entrevistou se era melhor eu pedir um visto de trânsito ou de 2 entradas, e ele me concedeu um visto com duas entradas. Essa foi uma informação que achei bem confusa quando estava procurando na internet, mas funciona da seguinte forma: se você vai apenas fazer conexão no Japão por algumas horas, você não passa pela imigração, saí de um avião para o terminal de embarque da sua conexão, então não precisa de visto de trânsito ou de turista. O visto ficou pronto em alguns dias e retornei em San Francisco para pagar e pegar o meu passaporte.

Depois de acertar toda esta parte burocrática veio a parte mais legal que é sentar com o meu marido e planejar o que vamos fazer durante a viagem, pelo menos durante os 3 dias que ficaremos em Tokyo. A viagem para a Índia está sendo planejada pela esposa do primo do meu marido e a família dela. Depois de vários emails e ligações recebemos um itinerário dos dias que ficaremos por lá e estou super animada e tentando manter a atitude de que vai dar tudo certo apesar do frio da barriga do desconhecido. É a primeira vez que vou para uma viagem que não planejo nada e isso pode render boas aventuras ou ser um desastre. Tomara que seja a primeira opção!

Então é Novembro, mas vamos falar de Outubro

Um mês passou desde que escrevi o último post.
Outubro foi um mês que passou voando, pra ser sincera nem vi passar.
Fui ao Brasil de férias por 2 semanas, apesar de ter corrido de um lado para outro em São Paulo, parece que não fiz absolutamente nada durante o tempo que passei por lá.
A coisa boa desta viagem é que tive a oportunidade de finalmente ir para Curitiba. A cidade que se sempre tive vontade de conhecer e morar se tivesse ficado no país. Deve ter sido culpa das cenas com o jardim botânico nas novelas ou as crianças cantando músicas de Natal no comercial do Banco Bamerindus (olha eu mostrando a idade...).
Aproveitei que minha grande amiga se mudou pra lá e eu e a minha mãe fomos visitá-la. Foi tão bom revê-la depois de tantos anos, conversar até ficar praticamente bêbada de sono e ela me mostrar a cidade linda que ela tanto ama. Conheci vários parques e pude ver com os meus olhos os cenários das histórias que ela sempre me contava. Se não fosse o calor de Rio de Janeiro na cidade, teria sido um passeio perfeito pra mim. Com certeza voltarei lá para fazermos a viagem que tanto planejamos com o trem que passa no precipício e ir de um jeito ou de outro até Foz. Engraçado como saí de lá com mais saudades do que quando cheguei.
São Paulo aquela correria de sempre! Eu tinha uma missão enquanto estava por lá que era tomar a vacina contra a febre amarela. Na dúvida se eu precisava ou não para viajar para a Índia, resolvi correr atrás e o único lugar onde eu poderia ir sem marcar hora para tomar a vacina e pegar o certificado internacional de graça foi no Hospital das Clínicas. O problema de ir em qualquer lugar em São Paulo é sempre a demora para chegar até o local. Confesso que ficava desanimada quando pensava nas intermináveis bandeações entre metrô+trem+ônibus com mais 2 milhões de pessoas para poder fugir um pouco das 5 milhões de pessoas que resolveram dirigir na cidade.
Às vezes eu ficava me perguntando como é que eu aguentava essa rotina de segunda a sexta das 7 da manhã até as 11 da noite. E a resposta é muito simples: fazia porque era o que tinha que fazer. A gente é obrigado a se adaptar para poder viver naquela selva de pedra.
Outra coisa que parece que piora cada vez que eu vou até a cidade é a tensão e medo de alguma coisa acontecer constantemente. E olha que eu nem assisto aqueles programas de televisão que só falam e mostram desgraça. Não consigo caminhar em paz nas ruas, estou sempre olhando para os lados. Só sossego quando entro dentro da casa da minha mãe. Pra piorar a situação, agora uns maloqueiros na rua onde ela mora decidiram se juntar todas as noites bem no portão da garagem pra "fumar uma". E não adianta reclamar com eles, pedir para sairem. Chamar a polícia não deu em nada e quem mora por lá sabe bem que infelizmente às vezes é melhor fazer vistas grossas e ser camarada do que tentar exercer o seu direito de cidadão. Mas isso me deixa com mais medo ainda de sair pelas ruas que antigamente quando eu ainda sentia que estava na minha quebrada. Não conheço mais ninguém e ninguém me conhece e por isso acho que não tenho mais "a imunidade de ser alguém da área" e andar pelas ruas sem medo.
E é aquela correria de sempre, meus amigos lidando com as responsabilidades de vida de adultos com filhos, emprego, e cônjuges. Poucos foram aqueles que abriram espaço para que eu pudesse encontrá-los. Antigamente eu ficaria magoada, chateada, mas desta vez disse que estava tudo bem e deixei pra lá. Coisa frágil esse negócio de amizade à distância. Mesmo que haja tanta tecnologia para se falar de graça o dia inteiro se quiser. Se amizade é uma planta que precisa ser cuidada para sobreviver, muitas das minhas amizades vão morrer pelo simples fato de que esqueceram de colocar água. Estou aprendendo a aceitar aos poucos isso e ser grata pelas pessoas que abriram seus corações e agendas para me receber e bater um papo comigo.
Depois de 2 semanas, nenhuma comidinha da mamãe e frutas deliciosas da feira tem o poder de te convencer a ficar. A minha vida e o meu coração não está mais em São Paulo, estava na Califórnia a minha espera. É sempre difícil dizer adeus para a família, ainda mais quando vejo que meus pais estão envelhecendo e ficando com problemas de saúde.
A viagem até Houston foi boa, só que a tempestade que começou a cair quando o dia começou a clarear me deu o pressentimento de que seria um longo dia... Tinha uma conexão para San Jose as 9:10 da manhã que acabou decolando apenas 3:00 da tarde. A cada 15 minutos eles mudavam a estimativa e eu tive que ficar perto do portão do embarque, cansada e sem ter muito o que fazer esperando por uma confirmação de partida. Os comissários de bordo tentarm amenizar o problema sendo extra amigável conosco - o que acabou me rendendo uma caixa de lanche de graça e algumas milhas como compensação. A recompensa maior foi voar por cima do Grand Canyon e admirar tanta beleza com um ponto de vista privilegiado.
O resto de outubro seguiu com preparações para a viagem de final do ano e para a cirurgia de dente da qual estou me recuperando agora, mas essa história fica para uma outra hora, já que eu tenho que ir deitar e assistir muitos filmes e tomar bastante sorvete. Ordens médicas.

Preparando para decolagem em Congonhas - sempre aperto no coração decolar e aterrissar neste aeroporto

São Paulo do alto

Finalmente conheci o famoso Jardim Botânico de Curitiba

Anoitecer lindo no Capão Redondo

A caminho de casa voando sobre o Grand Canyon

Reencontro com uma antiga paixão

Esta semana reencontrei  uma paixão dos meus tempos de adolescente. E o amor continua o mesmo, posso dizer que até aumentou com o passar dos anos.
Muito mais do que amor pela música deles, gosto da atitude dos integrantes da banda que sempre dão exemplos de amor ao próximo, humildade e usam sempre o sucesso para ajudar as pessoas que estão em necessidade.
O Coldplay foi muitas vezes, a minha única companhia nos momentos mais difíceis e solitários da minha vida. Músicas como Yellow, The Scientist, Talk e principalmente Fix You foram praticamente a trilha sonora da minha vida.
Agora tanto eles, como eu estamos numa fase diferente. Uma fase mais alegre e fico feliz que não sou a única que os ama.  O Levi's Stadium estava lotado com 50 mil pessoas cantando em uníssono os maiores e novos sucesso da banda. Pessoas tão diferentes, mas com algo em comum: amor ao Coldplay.
Eu e muitos dos que estavam ali precisavam de algumas horas de alegria e entretenimento, já que as últimas semanas não tem sido fáceis por aqui. Até mesmo o Chris Martin desabafou durante o show sua frustração e tristeza com o que anda acontecendo no mundo, mas também deu uma palavra de ânimo e esperança. E concordo com sua mensagem de que no meio deste mundo turbulento, podemos fazer algo sim: sorrir e tentar espalhar gentileza e amor por onde passarmos. A gente pode não mudar o mundo inteiro, mas com certeza faremos a diferente para uma pessoa.
Eu não queria que o show acabasse, duas horas passaram voando e eles já deixaram saudades.
Espero que não demore pra gente se reencontrar, enquanto isso...

"I turn the music up, I got my records on
I shut the world outside until the lights come on
Maybe the streets alight, maybe the trees are gone
I feel my heart start beating to my favourite song


And all the kids they dance, all the kids all night
Until Monday morning feels another life
I turn the music up
I'm on a roll this time
And heaven is in sight"

(Every Teardrop is a Waterfall - Coldplay)


Até a próxima meus amores!

Sotaque brasileiro em inglês

Achei interessante constatar que muitas pessoas chegam ao meu blog procurando informações sobre o que os americanos acham do sotaque em inglês dos brasileiros e resolvi escrever um pouco sobre o assunto e minhas experiências.
Quando estava aprendendo inglês no Brasil, achava o máximo a minha professora que embora não tinha nunca viajado para fora do país falava como uma americana sem sotaque nenhum. A gente vivia perguntando pra ela qual era o segredo e ela simplesmente dizia que imitava os sons que ouvia de seriados e músicas - claro que ela esqueceu de contar na época que o pai dela era americano e tinha aprendido inglês como primeira língua em casa.
Eu me esforçava o máximo possível para pronunciar bem as palavras e a dica dela era verdadeira... quanto mais eu ouvia pessoas nativas falando inglês e escutando através de música, melhor ficava a minha compreensão e também falar melhor as palavras. Mas o inglês era carregado do "sotaque brasileiro".
Sim, existe um "sotaque brasileiro" em inglês e não é difícil identificar. A gente sempre acrescenta um i no final das palavras que tem e no final ou os mudos t & d "goodi morni" "goodi nigthi" "rici". Nós não somos os únicos com sotaque quando falamos inglês e acho interessante que é possível identificar várias nacionalidades através dos sotaques. O sotaque acontece porque não somos acostumados a emitir certos sons em nossa língua nativa e leva tempo e treinamento para nos acostumarmos a mexer a boca e lábios de forma diferente para emitir esses sons. E não é só uma dificuldade de outras línguas para falar inglês, os nativos de inglês também passam perrengue para falar outras línguas. Tente pedir uma pessoa que tem inglês como primeira língua pra falar mãe, pão ou diferenciar o som dos nossos R e RR.
Não deixe de falar algo por causa do seu sotaque, só falando e praticando e alguém corrigindo é que você vai se acostumar com o som correto ou então atenuar o sotaque.
Mas e o que os americanos acham do nosso sotaque?
Bom, eu não posso responder por todos os americanos e a reação depende das circunstâncias e da índole da pessoa, mas a maioria das vezes o sotaque é uma porta aberta para uma conversa, já que eles gostam de tentar advinhar de onde é o seu sotaque e pode perguntar coisas sobre você e o seu país.  A não ser que o americano tenha contato com brasileiros é difícil eles acertarem que você é um deles. Falamos diferente do que uma pessoa cuja a primeira língua é espanhol, então eles ficam com uma pulga atrás da orelha. Já me perguntaram algumas vezes se eu era francesa  - até hoje não tenho a menor idéia por qual motivo já que um "sotaque francês" é bem diferente de um "sotaque brasileiro".
A maior parte das vezes quando falo que sou brasileira a pessoa sempre fala alguma coisinha ou outra sobre o país ou pergunta algo sobre a minha cidade Natal. Às vezes conhece alguém de lá, ou já foi pra lá. E é uma surpresa agradável quando mostra interesse sobre o país e o que está acontecendo por lá.
Mas aconteceu de eu ser destratada porque eu tinha sotaque. Isso não tem nada a ver com o sotaque em si, mas com a mentalidade da pessoa com quem eu falei. Infelizmente existem  pessoas por aqui que são contra imigrantes no geral, porque na cabeça dessas pessoas somos uma ameaça à cultura e à economia americana - já que trazemos nossos costumes, língua e "roubamos" trabalho dos americanos. No lugar onde eu moro onde existem uma enorme porcentagem de imigrantes isso é muito difícil de ocorrer, mas já aconteceu comigo quando morava em New Jersey.
Infelizmente algumas pessoas acham que só porque você não "fala inglês direito", você é uma pessoa menos inteligente ou instruída. É uma situação muito chata, mas não deixe se abalar se um dia encontrar uma pessoa assim. Uma vez eu me fiz de boba e deixei a pessoa falando sozinha, mas outra não aguentei o desaforo e falei umas verdades.
A maioria das pessoas que encontrei seja na escola, no trabalho ou conhecidos e vizinhos ficam impressionados quando sabem que você é de outro país, aprendeu outro idioma e agora está fazendo a vida por aqui.
Só para concluir gostaria de dizer novamente que ser fluente não significa não ter sotaque e falar como um americano. Meu marido que é escocês (e portanto tem inglês como língua nativa) não consegue ser entendido porque ele "tem sotaque forte" e muitas vezes em restaurantes eu tive que repetir exatamente o que ele falou pra ser entendido - deixando ele morrendo de ódio. Por isso preocupe-se em pronunciar as palavras da melhor maneira possível e esteja preparado para encantar e despertar os interesses das pessoas quando ouvir o seu "sotaque brasileiro".

PS: Só como curiosidade, este vídeo é uma coletânia de várias pessoas do mundo falando inglês e seus sotaques