Dar presente é uma arte. E uma enorme dor-de-cabeça também.
Fica bem mais fácil comprar um presente pra alguém que você conhece, tem uma noção dos gostos da pessoa e principalmente das coisas que ela não gosta. Pelo menos na teoria.
Obrigação é algo que mata a alegria e a criatividade de dar presente e eu sou vítima disso. Perdi as contas de quantas coisas ganhei e nunca usei ou que não tem absolutamente nada a ver comigo.
Por este motivo entro em pânico quando preciso comprar algo para alguém hoje em dia. Tenho pavor de gastar dinheiro e tempo escolhendo algo que a pessoa irá detestar/nunca usar e mesmo assim dizer que amou o presente.
Quando cheguei ao EUA fiquei confusa e indignada com a idéia do gift card (cartão presente) que pode ser encontrado em praticamente todas as lojas e também restaurantes. Achava uma falta de criatividade e preguiça dar um cartão com valor X em dinheiro para a pessoa ir até a loja e escolher o que ela quer. Agora entendo a praticidade e como esses pedaços de plástico podem salvar a sua sanidade mental quando precisa comprar algo para alguém que você não tem a menor idéia do que gosta.
Falando ainda de cartão presente, acho super legal que hoje em dia eles evoluíram mais ainda e é possível comprar experiências para as pessoas como por exemplo dar de presente um dia no spa, uma manicure, uma aula de cozinha ou pular de pára-quedas. É uma oportunidade de dar algo que a pessoa normalmente não usaria o dinheiro para experimentar. Além de ser uma opção para aquelas pessoas que você julga que já tem tudo na vida e não quer acumular mais coisas dentro de casa.
Pra mim os melhores presentes são aqueles dados com amor e carinho e que muitas vezes não precisa gastar quase nada. É um jantar preparado com amor, passar uma tarde batendo papo sem distração na praia, uma cartinha escrita com carinho, um telefonema sincero em tempos de áudio e mensagens no WhatsApp.
Enquanto escrevo este post estou aqui matutando o que vou comprar para o aniversário de 40 anos de um amigo lá no Brasil.
Que pena que a Amazon não chegou no Brasil. Ela salvaria a minha pele!
Fim da novela: "A Imigrante"
Depois de 11 anos e 7 meses a minha jornada como imigrante nos EUA finalmente terminou.
No dia 26 de julho deste ano num dia ensolarado na Califórnia, eu e mais 449 pessoas nos tornamos cidadãos americanos. Foi um sentimento de alegria, alívio e incredulidade ao mesmo tempo.
Nunca imaginei quando apliquei para o meu primeiro visto dia 26 de dezembro de 2006 que este dia chegaria. Durante o juramento à bandeira passou um filme em minha cabeça de todas as raivas, lágrimas, alegrias e dinheiro que esta jornada custou. Mas valeu a pena.
Graças a Deus o processo foi simples, demos entrada no pedido da cidadania no começo de dezembro do ano passado. Não foi preciso utilizar advogado, lemos, re-lemos e tre-lemos as instruções de como preencher os formulários e já que não possuímos problemas com a justiça, filhos ou outros casamentos a documentação foi bem simples. Fizemos a coleta das digitais e fotos no começo de janeiro e em junho fizemos a entrevista.
Quando recebemos a carta marcando oficialmente a cerimônia de juramento, ficamos tão felizes. Eu chorei. Corremos para contar para as nossas famílias, mas estranhamente eles não entenderam a importância deste fato pras nossas vidas. No dia-a-dia não há muita diferença, mas é uma segurança saber que aconteça o que acontecer ninguém irá te expulsar do lugar onde você batalhou para construir a sua vida.
Conversei muito com o meu marido e ambos sentimos um nó na garganta com a ironia de nos tornarmos cidadãos numa época em que imigrante neste país parece que não é bem-vindo. Mas agora teremos a oportunidade de fazer algo a respeito e não apenas testemunharmos horrorizados os acontecimentos a nossa volta.
A cerimônia durou cerca de 40 minutos. Demorou mais pra gente fazer fila pra poder entrar do que a cerimônia em si. Eu e meu marido iríamos fazer o juramento no mesmo dia mas sentamos em lugares diferentes do auditório porque eles colocam as pessoas numa ordem numérica de green card.
O meu coração partiu quando a mulher pegou o green card da minha mão e jogou numa caixinha junto com os outros green cards. Será que ela não sabe o suor e o dinheiro investido naquele pedaço de plástico?
Depois de sentados, percebi que haviam alguns brasileiros sentados na minha frente e eu toda animada disse: "Olha mais brasileiros!" e eles me olharam com uma cara de nojinho que me deixou sem jeito. Pra que isso né? Estamos todos no mesmo barco!
Veio uma pessoa falar sobre a importância de votar, outra pra explicar como pedir o passaporte, outra pra falar do social security e o presidente regional do USCIS deu uma palavra de encorajamento. Cantamos o hino nacional e eles pediram para levantar as pessoas por nacionalidades. Haviam 56 países representados no local. No final todo mundo bateu palmas e não tinha como não ficar emocionada vendo gente chorando, gritando e pulando de alegria. Fizemos o pledge of allegiance (o juramento) e fomos declarados novos cidadãos americanos. A parte irônica foi quando apareceu o vídeo do nosso presidente dando parabéns aos novos cidadãos e como os imigrantes são uma parte importante deste país... (foi engraçado que antes do vídeo começar a moça falou que íamos assistir um vídeo para permanecermos sentados que depois iríamos receber o certificado. Quando a cara do dito cujo apareceu houve um misto de risada e burburinho, mas com muito respeito todo mundo ficou em silêncio depois. Eu já sabia que iríamos ver a cara dele já que ele é o presidente do país, mas acho que pegou muita gente de surpresa).
O pessoal foi super organizado e os "diplomas" (o certificado de naturalização) foram entregues de acordo com a ordem que nós sentamos. Achei curioso que no certificado além da nossa foto existe umas informações engraçadas como altura, estado civil além do nosso nome, data de nascimento, local da cerimônia e "antiga nacionalidade" - no nosso caso podemos manter duas nacionalidades, mas em alguns países como China e Índia é preciso renunciar a cidadania anterior porque estes países não reconhecem dupla cidadania.
Com o certificado em mãos e depois de tirar algumas fotos, pedi o meu passaporte - já tinha preenchido o formulário em casa, trouxe foto e o talão de cheques porque cheque era a única forma de pagamento que eles aceitavam.
Saímos para comemorar com os tios do meu marido que vieram do Canadá especificamente para este momento e almoçamos numa ótima churrascaria brasileira :-).
Agora com o passaporte em mãos só preciso alterar o status do social security - que é como o nosso CPF aqui de residente permanente para cidadã americana, assim eu poderei trabalhar em órgãos federais sem problemas.
E assim termina o episódio da "A Imigrante". Ao contrário da Monique eu não fiz uma fogueira com todos os papéis da imigração americana, ao contrário, guardei os novos documentos com carinho no cofre e nunca mais vou olhar pra eles, mas é parte da minha história que não quero esquecer e é legal poder reler os documentos porque eles contam pedaços da sua vida.
Gostaria de deixar um obrigada bem grande para a Monique e a Aline que me ajudaram com várias dicas para estudar e me deixaram tranquila em relação ao processo e a Nani que me deu a dica valiosíssima de manter registro de todas as minhas saídas e entradas do país desde que peguei o green card, pois me salvou de uma enorme dor de cabeça ter que caçar todas as datas para calcular os dias que estive fora do país.
No dia 26 de julho deste ano num dia ensolarado na Califórnia, eu e mais 449 pessoas nos tornamos cidadãos americanos. Foi um sentimento de alegria, alívio e incredulidade ao mesmo tempo.
Nunca imaginei quando apliquei para o meu primeiro visto dia 26 de dezembro de 2006 que este dia chegaria. Durante o juramento à bandeira passou um filme em minha cabeça de todas as raivas, lágrimas, alegrias e dinheiro que esta jornada custou. Mas valeu a pena.
Graças a Deus o processo foi simples, demos entrada no pedido da cidadania no começo de dezembro do ano passado. Não foi preciso utilizar advogado, lemos, re-lemos e tre-lemos as instruções de como preencher os formulários e já que não possuímos problemas com a justiça, filhos ou outros casamentos a documentação foi bem simples. Fizemos a coleta das digitais e fotos no começo de janeiro e em junho fizemos a entrevista.
Quando recebemos a carta marcando oficialmente a cerimônia de juramento, ficamos tão felizes. Eu chorei. Corremos para contar para as nossas famílias, mas estranhamente eles não entenderam a importância deste fato pras nossas vidas. No dia-a-dia não há muita diferença, mas é uma segurança saber que aconteça o que acontecer ninguém irá te expulsar do lugar onde você batalhou para construir a sua vida.
Conversei muito com o meu marido e ambos sentimos um nó na garganta com a ironia de nos tornarmos cidadãos numa época em que imigrante neste país parece que não é bem-vindo. Mas agora teremos a oportunidade de fazer algo a respeito e não apenas testemunharmos horrorizados os acontecimentos a nossa volta.
A cerimônia durou cerca de 40 minutos. Demorou mais pra gente fazer fila pra poder entrar do que a cerimônia em si. Eu e meu marido iríamos fazer o juramento no mesmo dia mas sentamos em lugares diferentes do auditório porque eles colocam as pessoas numa ordem numérica de green card.
O meu coração partiu quando a mulher pegou o green card da minha mão e jogou numa caixinha junto com os outros green cards. Será que ela não sabe o suor e o dinheiro investido naquele pedaço de plástico?
Depois de sentados, percebi que haviam alguns brasileiros sentados na minha frente e eu toda animada disse: "Olha mais brasileiros!" e eles me olharam com uma cara de nojinho que me deixou sem jeito. Pra que isso né? Estamos todos no mesmo barco!
Veio uma pessoa falar sobre a importância de votar, outra pra explicar como pedir o passaporte, outra pra falar do social security e o presidente regional do USCIS deu uma palavra de encorajamento. Cantamos o hino nacional e eles pediram para levantar as pessoas por nacionalidades. Haviam 56 países representados no local. No final todo mundo bateu palmas e não tinha como não ficar emocionada vendo gente chorando, gritando e pulando de alegria. Fizemos o pledge of allegiance (o juramento) e fomos declarados novos cidadãos americanos. A parte irônica foi quando apareceu o vídeo do nosso presidente dando parabéns aos novos cidadãos e como os imigrantes são uma parte importante deste país... (foi engraçado que antes do vídeo começar a moça falou que íamos assistir um vídeo para permanecermos sentados que depois iríamos receber o certificado. Quando a cara do dito cujo apareceu houve um misto de risada e burburinho, mas com muito respeito todo mundo ficou em silêncio depois. Eu já sabia que iríamos ver a cara dele já que ele é o presidente do país, mas acho que pegou muita gente de surpresa).
O pessoal foi super organizado e os "diplomas" (o certificado de naturalização) foram entregues de acordo com a ordem que nós sentamos. Achei curioso que no certificado além da nossa foto existe umas informações engraçadas como altura, estado civil além do nosso nome, data de nascimento, local da cerimônia e "antiga nacionalidade" - no nosso caso podemos manter duas nacionalidades, mas em alguns países como China e Índia é preciso renunciar a cidadania anterior porque estes países não reconhecem dupla cidadania.
Com o certificado em mãos e depois de tirar algumas fotos, pedi o meu passaporte - já tinha preenchido o formulário em casa, trouxe foto e o talão de cheques porque cheque era a única forma de pagamento que eles aceitavam.
Saímos para comemorar com os tios do meu marido que vieram do Canadá especificamente para este momento e almoçamos numa ótima churrascaria brasileira :-).
Agora com o passaporte em mãos só preciso alterar o status do social security - que é como o nosso CPF aqui de residente permanente para cidadã americana, assim eu poderei trabalhar em órgãos federais sem problemas.
E assim termina o episódio da "A Imigrante". Ao contrário da Monique eu não fiz uma fogueira com todos os papéis da imigração americana, ao contrário, guardei os novos documentos com carinho no cofre e nunca mais vou olhar pra eles, mas é parte da minha história que não quero esquecer e é legal poder reler os documentos porque eles contam pedaços da sua vida.
Gostaria de deixar um obrigada bem grande para a Monique e a Aline que me ajudaram com várias dicas para estudar e me deixaram tranquila em relação ao processo e a Nani que me deu a dica valiosíssima de manter registro de todas as minhas saídas e entradas do país desde que peguei o green card, pois me salvou de uma enorme dor de cabeça ter que caçar todas as datas para calcular os dias que estive fora do país.
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Everybody hurts sometimes...
Esta música está impregnada na minha cabeça há alguns dias, ainda mais quando recebi uma mensagem de uma amiga querida dizendo que ela está com depressão, tomando medicamentos para "aguentar o tranco". E ela se sente culpada, lista todas as coisas boas que ela tem na vida dela e que ela TEM que estar agradecida. Sei bem o que ela quer dizer.
O problema é que hoje em dia a felicidade tem que estar estampada nas fotos, nos updates, nos stories da vida, é difícil conversar sobre os problemas, sobre depressão, sobre doença. E o fardo fica mais pesado de carregar. E com ele vem a culpa. A solidão. E o buraco fica mais escuro e mais fundo e muito mais difícil de sair.
A verdade é que como a música diz, todo mundo sofre. Todos temos problemas. E todos precisamos de alguém do nosso lado pra dividir o fardo.
Lembro-me quando era mais fácil mandar email, ligar, bater papo sobre as angústias, os projetos para o futuro, as brigas, as dores do coração... porque é que a gente cresce, amadurece e parece que perde esta capacidade de compartilhar a nossa dor, principalmente com aqueles que nos conhece melhor e estão mais próximos de nós?
Gostaria de saber a resposta.
Gostaria de poder dar um abraço nesta amiga e em tantas outras pessoas que sei que neste momento estão sofrendo calados. E dizer pra eles que eu também sofro e que se a gente dividir as angústias, elas ficam um pouco mais leves para carregar. E que hoje é complicado, mas amanhã ou depois de amanhã as coisas vão melhorar.
EVERYBODY HURTS
R.E.M
O problema é que hoje em dia a felicidade tem que estar estampada nas fotos, nos updates, nos stories da vida, é difícil conversar sobre os problemas, sobre depressão, sobre doença. E o fardo fica mais pesado de carregar. E com ele vem a culpa. A solidão. E o buraco fica mais escuro e mais fundo e muito mais difícil de sair.
A verdade é que como a música diz, todo mundo sofre. Todos temos problemas. E todos precisamos de alguém do nosso lado pra dividir o fardo.
Lembro-me quando era mais fácil mandar email, ligar, bater papo sobre as angústias, os projetos para o futuro, as brigas, as dores do coração... porque é que a gente cresce, amadurece e parece que perde esta capacidade de compartilhar a nossa dor, principalmente com aqueles que nos conhece melhor e estão mais próximos de nós?
Gostaria de saber a resposta.
Gostaria de poder dar um abraço nesta amiga e em tantas outras pessoas que sei que neste momento estão sofrendo calados. E dizer pra eles que eu também sofro e que se a gente dividir as angústias, elas ficam um pouco mais leves para carregar. E que hoje é complicado, mas amanhã ou depois de amanhã as coisas vão melhorar.
EVERYBODY HURTS
R.E.M
When your day is long
And the night
The night is yours alone
When you're sure you've had enough
Of this life
Well hang on
Don't let yourself go
'Cause everybody cries
And everybody hurts sometimes
And the night
The night is yours alone
When you're sure you've had enough
Of this life
Well hang on
Don't let yourself go
'Cause everybody cries
And everybody hurts sometimes
Sometimes everything is wrong
Now it's time to sing along
When your day is night alone (hold on)
(Hold on) if you feel like letting go (hold on)
If you think you've had too much
Of this life
Well, hang on
Now it's time to sing along
When your day is night alone (hold on)
(Hold on) if you feel like letting go (hold on)
If you think you've had too much
Of this life
Well, hang on
'Cause everybody hurts
Take comfort in your friends
Everybody hurts
Don't throw your hand
Oh, no
Don't throw your hand
If you feel like you're alone
No, no, no, you're not alone
Take comfort in your friends
Everybody hurts
Don't throw your hand
Oh, no
Don't throw your hand
If you feel like you're alone
No, no, no, you're not alone
If you're on your own
In this life
The days and nights are long
When you think you've had too much
Of this life
To hang on
In this life
The days and nights are long
When you think you've had too much
Of this life
To hang on
Adaptação do Doug
Julho passou que eu nem vi.
E não posso nem dizer que é porque estava fazendo um milhão de coisas porque pra ser sincera eu nem sei o que andei fazendo este mês. Mentira, sei sim. Estava me adaptando com o Doug em casa correndo atrás de um monte de coisas e me preocupando a todo momento se ele estava bem e feliz.
Já que estamos falando do Doug deixa contar como ele está neste primeiro mês aqui com a gente.
Ele acostumou rápido com a rotina aqui de casa, no início ele estava mais tímido e agora acho que está mostrando quem ele realmente é. De vez em quando é muito teimoso e faz o que bem entende. Finge que não escuta quando estamos falando com ele e deu pra reclamar em alto e bom som quando é contrariado ou quando quer atenção.
O treinamento de obediência estava indo de vento em polpa até que foi colocado à teste com a estadia dos tios do meu marido por alguns dias. Desenvolveu uma paixão pelo pé da tia que não tem explicação. Eu tentava reforçar o que estava ensinando mas com 4 pessoas falando com ele ao mesmo tempo não foi fácil. Mas sobrevivemos.
O bom desta experiência é que pude identificar bem os pontos que precisam ser trabalhados e depois de assistir uns 200 vídeos de treinamento no youtube acho que estou preparada. O segredo é consistência e paciência, mas queria estalar os dedos e ele ser o cachorro mais obediente do mundo. Ele teria muita mais liberdade pra brincar e aproveitar lá fora, mas um dia a gente chega lá.
No começo do mês pudemos finalmente tosar e dar banho nele e se não fosse uma cicatriz na barriga teria dito que a mulher me deu um outro cachorro. Pra ser sincera gosto dele mais peludo, mas como anda bem quente é melhor o pêlo curto e vou poder cuidar melhor pra crescer direito. Fiquei tão feliz de poder ver o rosto dele que nem prestei atenção direito na tosa em si. Depois que cheguei em casa vi que não estava cortado direito, ele deve ter sambado na mesa da tosa pra sair picotado do jeito que foi. Mas paciência, é entrar na fila de espera pra outro tosador.
Sério, os tosadores mais recomendados da região tem a audácia de deixar mensagem na caixa postal ou em seus sites que não estão aceitando mais clientes. E aprendi a lição que não dá pra aceitar tosador meia boca. Estava pensando em comprar o kit e fazer a tosa eu mesma mas depois do samba que ele fez pra dar banho, não tenho mais tanta certeza se seria uma boa idéia.
Uma coisa curiosa é que neste um mês que ele está aqui eu falei com mais pessoas - inclusive com os vizinhos! - do que nos outros 11 anos e 5 meses que moro aqui. As pessoas até sorriem pra você, no começo eu me assustava mas agora acostumei. Ainda tem aqueles que te olham torto, mas se a pessoa faz cara feia pro Doug que tem cara de ursinho de pelúcia, também não quero papo com eles.
Uns dias atrás entrei em pânico e comecei a chorar porque parece que todos os cachorros do mundo são mais educados e bem treinados que o meu. Quando a gente sai pra caminhar com ele e encontramos outros cachorros os donos olham com ar de desdém se a gente fala pra ele sentar ou se ele pula de agitação pra falar oi pros outros cachorros. Paciência.
Mas ele está feliz, nós estamos feliz e isso é o que importa.
Este mês tem feito muito calor por aqui e fica difícil pra sair de casa durante o dia já que o asfalto é muito quente pro Doug caminhar e eu me recuso a comprar um carrinho pra ele. Então a gente saí antes das 7 da manhã pra caminhar e quase às 8 da noite. Vai ser bom quando as temperaturas abaixarem a gente poder ir para o parque ou sair pra caminhar mais cedo.
Aconteceram mais umas coisas legais e importantes na nossa vida este mês, mas vai ficar pra um outro post.
Perdoem-me as pessoas que comentaram nos posts anteriores, mas o blogger não mandou email com notificação de comentário e só quando entrei no site é que vi.
E pra terminar, lógico que vou colocar fotos atualizadas do Doug!
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| No dia que chegou da tosa |
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| Passa a maior parte do dia dormindo, mas quando acorda... |
A saga do animal de estimação
Há um tempão eu e meu marido estávamos conversando sobre adquirir um animal de estimação. Primeiro pensei em ter um peixinho beta, mas o meu marido falou que se era pra gente ter um peixe, a gente ia comprar aquário com oxigênio e sistema pra alimentar e limpar automático, etc, etc, e já vendo que iria acabar com um negócio muito caro e complexo desisti da idéia.
O meu marido é super alérgico à gatos e como ele nunca teve animal de estimação a gente não sabia se ele seria alérgico ou não à cachorros. O pouco contato que ele tem com cachorros é quando ele vai pra casa da minha mãe e de um amigo nosso e mesmo assim ele evitava ficar muito perto deles. Insisti para que ele fizesse o teste de alergia, mas ele nunca marcava e acabava deixando pra lá.
Depois que comecei a trabalhar de voluntária no abrigo de animais a vontade de ter um animalzinho só aumentou e a do meu marido também que era bombardeado com foto dos animais mais fofos da face da terra. Até pensei em adotar um chiuaua que está no abrigo há alguns meses, mas conversando com o pessoal que trabalha lá, eles disseramque era melhor adotar um cachorro de alguma raça que eles chamam aqui de "anti-alérgicas". É preciso entender que não há garantia 100% de que um cachorro não irá causar reação alérgica, mas essas raças possuem um melhor resultado de tolerância à pessoas que possuem alergia.
Conversei com amigas que moram aqui que possuem animal de estimação sobre custos com veterinários, seguro de saúde, o que fazem pra viajar com ou sem os bichinhos e depois de avaliar tudo isso, chegamos a conclusão de que iríamos seguir em frente e adotar um cachorrinho. A nossa única preferência era um cachorro que já fosse adulto, eu não sei se teria paciência e saúde pra correr atrás de filhote e treiná-los.
A gente achou que o processo de adoção seria bem simples: vamos até o abrigo, encontramos o cachorro que gostamos, assinamos papel, pagamos a taxa de adoção e levamos o cachorro pra casa e este foi mais ou menos o processo do nosso cachorrinho, mas antes disso eu passei muita raiva.
Como estávamos procurando por cachorros com raças específicas, não podia simplesmente ir até os abrigos e ver os cachorros que estavam disponíveis para adoção. Primeiro eu olhava no website de diversos lugares para não dar uma viagem perdida até o abrigo. Mandei email para uns 5 animais diferentes e já comecei a ver o problema de discrepância entre o website dos abrigos e os animais que realmente estavam disponíveis para serem adotados. Até aí tudo bem, estava meio que esperando que os sites não fossem atualizados em tempo real o que era ruim porque nenhum abrigo é muito próximo da minha casa e não dava pra eu ir lá todo dia pra ver o que realmente estava acontecendo.
Um dos cachorros que estava interessada estava numa casa temporária e precisava mandar email para marcar uma visita no abrigo. Mandei o primeiro email cedo e obtive resposta rápida da pessoa responsável, perguntando informações básicas sobre a minha casa, minha experiência com cachorros e se tinha crianças ou não. Respondi numa boa e algumas horas ela mandou email com mais perguntas. Respondi novamente e perguntei quando poderia ver o cachorro. Ela demorou mais algumas horas e disse que gostou das minhas respostas e que ia contactar a família temporária para marcarmos um horário. Eu já estava pulando de alegria e fazendo mil planos para o cachorro, quando ela me mandou email dizendo que eu não poderia adotar o cachorro porque ele precisava ir pra uma casa com outros cachorros e que o dono tivesse mais experiência com animais.
Agora eu pergunto, pq ela demorou o dia inteiro pra dizer que estas eram as condições pra adotar aquele cachorro? Poderia ter me poupado de toda a angústia de ficar respondendo emails e criar expectativas. Fiquei bem chateada, mas continuei a minha busca por outros animais e olha, cada vez que contactava algum abrigo ou eles me diziam que eu não podia adotar por XZY motivos ou então me mandavam um formulário para preencher que eu abria e dava risada. Nem a imigração americana me pediu tantas informações pessoais e que poderiam comprometer a minha segurança e da minha família do que esses abrigos. Ok, eu entendo que eles querem ter certeza de que a pessoa que vai adotar o bichinho vai cuidar bem dele, tem condições e não é alguém falso que quer comprar animais pra se fazer testes e experimentos (fiquei pasma que isso infelizmente acontece). O meu problema é que esses abrigos (geralmente ONGS que resgatam animais de maus-tratos), não tinham website, nenhuma informação na internet e usavam emails do gmail, outlook. Quem podia garantir que esses animais realmente existiam e quem era que iria receber informações de onde trabalho, quando estou em casa, quanto ganho, etc?
Olha, fiquei tão estressada e me achando tão inadequada, que já estava quase desistindo de toda essa idéia de adotar um cachorro. Chorei uma noite inteira de raiva e decepção e o meu marido não sabia se ele ria de mim ou chorava junto comigo. Ainda bem que ele é uma pessoa bem mais sossegada do que eu e alguns dias depois do meu aniversário ele saiu cedo do trabalho e me chamou pra ir até o abrigo pra ver o que tinha disponível por lá. Na verdade estava de olho em um filhotinho que estava no website, mas já tinha passado tanta raiva que eu pedi pra Deus pra colocar na nossa vida o cachorro certo pra gente e que se fosse pra dar certo, tudo iria dar certo.
Chegando no abrigo perguntei sobre o filhotinho e advinha? Ele tinha sido adotado naquele dia. Fiquei segurando pra não chorar de desanimo e raiva quando a moça falou pra gente dar uma volta no abrigo porque eles tinham acabado de colocar alguns animais pra adoção que não haviam sido listados no website. Ela falou que se a gente gostasse de algum, para pegarmos a folha de informações do animal e trazer de volta para o balcão para conhecê-lo. Já que estava lá não custava dar uma olhada, mas fui contrariada e sem esperança nenhuma.
Haviam muitos Chihuahuas, Pitbulls e Labradores. E aí no meio deles tinha um Shih Tzu todo sujinho, mas parecia bem bonzinho. Esta era uma das raças que estávamos interessados, então eu mal li a ficha do cachorrinho e já peguei para que outra pessoa não pegasse primeiro. Ele tinha sido achado na rua e o veterinário achava que ele tinha mais ou menos 1 ano de idade. Entregamos o papel para a moça da recepção e ela falou pra gente ir pra salinha para podermos brincar com ele. Nesta salinha um voluntário passou mais informações sobre o cachorrinho e seu estado de saúde. Ele não ficou com medo ou tímido, já veio brincando e gostava muito que passássemos a mão nele. Ficamos brincando com ele por cerca de 30 minutos e decidimos que o levaria pra casa. Uma mistura de medo e emoção tão grande! Foi tudo tão simples! Preenchi um formulário bem simples e estava esperando o interrogatório com tortura para saber se seria digna para adotá-lo, mas eles simplesmente disseram pra pagar a taxa e que poderíamos levar ele pra casa. Enquanto esperávamos um medicamento que ele precisava terminar de tomar uma voluntária veio se despedir e disse que tivemos muita sorte porque cachorros como ele nunca ficam muito tempo pra adoção e que ele tinha sido sortudo de ser adotado com apenas algumas horas!
Eu estava tão feliz, não conseguia acreditar que tínhamos encontrado o nosso cachorrinho! Depois de tanta raiva que tinha passado nos dias anteriores, Deus nos concedeu o cachorrinho que é mais do que perfeito pro nosso estilo de vida e o melhor de tudo o meu marido se deu super bem com ele e não teve reação alérgica nenhuma.
A primeira coisa que fizemos foi trocar o nome dele para Doug porque no abrigo eles chamavam ele de Albert e não achamos que combinava muito. A segunda coisa que fizemos foi parar numa pet shop para comprar as coisas para ele já que não estávamos esperando levar o cachorro pra casa naquele dia! Nunca achei na minha vida que um bichinho fosse precisar de tanta coisa, isso porque só compramos o necessário! Como ele tinha sido castrado no dia anterior, ele ainda está se recuperando da cirurgia e não podemos dar banho nele até a semana que vem! E o pobrezinho está tão, mas tão sujo!!! Graças a Deus ele está se recuperando bem e não tivemos maiores problemas com ele além de tratamento pra uma tosse e vermes.
Nossa família não acreditou que o cachorrinho que mostramos na câmera era nosso, minha mãe acha que eu arrumei dor de cabeça pra mim, mas agora tanto a minha sogra quanto a minha mãe quando mandam mensagem perguntam primeiro do Doug! hehehe.
Aos poucos nós estamos nosajustando, mas estamos muito felizes que deu tudo certo porque o Doug tem trazido bastante alegria pra nossa casa. Ele com certeza é um grande presente pra nossas vidas.
O meu marido é super alérgico à gatos e como ele nunca teve animal de estimação a gente não sabia se ele seria alérgico ou não à cachorros. O pouco contato que ele tem com cachorros é quando ele vai pra casa da minha mãe e de um amigo nosso e mesmo assim ele evitava ficar muito perto deles. Insisti para que ele fizesse o teste de alergia, mas ele nunca marcava e acabava deixando pra lá.
Depois que comecei a trabalhar de voluntária no abrigo de animais a vontade de ter um animalzinho só aumentou e a do meu marido também que era bombardeado com foto dos animais mais fofos da face da terra. Até pensei em adotar um chiuaua que está no abrigo há alguns meses, mas conversando com o pessoal que trabalha lá, eles disseramque era melhor adotar um cachorro de alguma raça que eles chamam aqui de "anti-alérgicas". É preciso entender que não há garantia 100% de que um cachorro não irá causar reação alérgica, mas essas raças possuem um melhor resultado de tolerância à pessoas que possuem alergia.
Conversei com amigas que moram aqui que possuem animal de estimação sobre custos com veterinários, seguro de saúde, o que fazem pra viajar com ou sem os bichinhos e depois de avaliar tudo isso, chegamos a conclusão de que iríamos seguir em frente e adotar um cachorrinho. A nossa única preferência era um cachorro que já fosse adulto, eu não sei se teria paciência e saúde pra correr atrás de filhote e treiná-los.
A gente achou que o processo de adoção seria bem simples: vamos até o abrigo, encontramos o cachorro que gostamos, assinamos papel, pagamos a taxa de adoção e levamos o cachorro pra casa e este foi mais ou menos o processo do nosso cachorrinho, mas antes disso eu passei muita raiva.
Como estávamos procurando por cachorros com raças específicas, não podia simplesmente ir até os abrigos e ver os cachorros que estavam disponíveis para adoção. Primeiro eu olhava no website de diversos lugares para não dar uma viagem perdida até o abrigo. Mandei email para uns 5 animais diferentes e já comecei a ver o problema de discrepância entre o website dos abrigos e os animais que realmente estavam disponíveis para serem adotados. Até aí tudo bem, estava meio que esperando que os sites não fossem atualizados em tempo real o que era ruim porque nenhum abrigo é muito próximo da minha casa e não dava pra eu ir lá todo dia pra ver o que realmente estava acontecendo.
Um dos cachorros que estava interessada estava numa casa temporária e precisava mandar email para marcar uma visita no abrigo. Mandei o primeiro email cedo e obtive resposta rápida da pessoa responsável, perguntando informações básicas sobre a minha casa, minha experiência com cachorros e se tinha crianças ou não. Respondi numa boa e algumas horas ela mandou email com mais perguntas. Respondi novamente e perguntei quando poderia ver o cachorro. Ela demorou mais algumas horas e disse que gostou das minhas respostas e que ia contactar a família temporária para marcarmos um horário. Eu já estava pulando de alegria e fazendo mil planos para o cachorro, quando ela me mandou email dizendo que eu não poderia adotar o cachorro porque ele precisava ir pra uma casa com outros cachorros e que o dono tivesse mais experiência com animais.
Agora eu pergunto, pq ela demorou o dia inteiro pra dizer que estas eram as condições pra adotar aquele cachorro? Poderia ter me poupado de toda a angústia de ficar respondendo emails e criar expectativas. Fiquei bem chateada, mas continuei a minha busca por outros animais e olha, cada vez que contactava algum abrigo ou eles me diziam que eu não podia adotar por XZY motivos ou então me mandavam um formulário para preencher que eu abria e dava risada. Nem a imigração americana me pediu tantas informações pessoais e que poderiam comprometer a minha segurança e da minha família do que esses abrigos. Ok, eu entendo que eles querem ter certeza de que a pessoa que vai adotar o bichinho vai cuidar bem dele, tem condições e não é alguém falso que quer comprar animais pra se fazer testes e experimentos (fiquei pasma que isso infelizmente acontece). O meu problema é que esses abrigos (geralmente ONGS que resgatam animais de maus-tratos), não tinham website, nenhuma informação na internet e usavam emails do gmail, outlook. Quem podia garantir que esses animais realmente existiam e quem era que iria receber informações de onde trabalho, quando estou em casa, quanto ganho, etc?
Olha, fiquei tão estressada e me achando tão inadequada, que já estava quase desistindo de toda essa idéia de adotar um cachorro. Chorei uma noite inteira de raiva e decepção e o meu marido não sabia se ele ria de mim ou chorava junto comigo. Ainda bem que ele é uma pessoa bem mais sossegada do que eu e alguns dias depois do meu aniversário ele saiu cedo do trabalho e me chamou pra ir até o abrigo pra ver o que tinha disponível por lá. Na verdade estava de olho em um filhotinho que estava no website, mas já tinha passado tanta raiva que eu pedi pra Deus pra colocar na nossa vida o cachorro certo pra gente e que se fosse pra dar certo, tudo iria dar certo.
Chegando no abrigo perguntei sobre o filhotinho e advinha? Ele tinha sido adotado naquele dia. Fiquei segurando pra não chorar de desanimo e raiva quando a moça falou pra gente dar uma volta no abrigo porque eles tinham acabado de colocar alguns animais pra adoção que não haviam sido listados no website. Ela falou que se a gente gostasse de algum, para pegarmos a folha de informações do animal e trazer de volta para o balcão para conhecê-lo. Já que estava lá não custava dar uma olhada, mas fui contrariada e sem esperança nenhuma.
Haviam muitos Chihuahuas, Pitbulls e Labradores. E aí no meio deles tinha um Shih Tzu todo sujinho, mas parecia bem bonzinho. Esta era uma das raças que estávamos interessados, então eu mal li a ficha do cachorrinho e já peguei para que outra pessoa não pegasse primeiro. Ele tinha sido achado na rua e o veterinário achava que ele tinha mais ou menos 1 ano de idade. Entregamos o papel para a moça da recepção e ela falou pra gente ir pra salinha para podermos brincar com ele. Nesta salinha um voluntário passou mais informações sobre o cachorrinho e seu estado de saúde. Ele não ficou com medo ou tímido, já veio brincando e gostava muito que passássemos a mão nele. Ficamos brincando com ele por cerca de 30 minutos e decidimos que o levaria pra casa. Uma mistura de medo e emoção tão grande! Foi tudo tão simples! Preenchi um formulário bem simples e estava esperando o interrogatório com tortura para saber se seria digna para adotá-lo, mas eles simplesmente disseram pra pagar a taxa e que poderíamos levar ele pra casa. Enquanto esperávamos um medicamento que ele precisava terminar de tomar uma voluntária veio se despedir e disse que tivemos muita sorte porque cachorros como ele nunca ficam muito tempo pra adoção e que ele tinha sido sortudo de ser adotado com apenas algumas horas!
Eu estava tão feliz, não conseguia acreditar que tínhamos encontrado o nosso cachorrinho! Depois de tanta raiva que tinha passado nos dias anteriores, Deus nos concedeu o cachorrinho que é mais do que perfeito pro nosso estilo de vida e o melhor de tudo o meu marido se deu super bem com ele e não teve reação alérgica nenhuma.
A primeira coisa que fizemos foi trocar o nome dele para Doug porque no abrigo eles chamavam ele de Albert e não achamos que combinava muito. A segunda coisa que fizemos foi parar numa pet shop para comprar as coisas para ele já que não estávamos esperando levar o cachorro pra casa naquele dia! Nunca achei na minha vida que um bichinho fosse precisar de tanta coisa, isso porque só compramos o necessário! Como ele tinha sido castrado no dia anterior, ele ainda está se recuperando da cirurgia e não podemos dar banho nele até a semana que vem! E o pobrezinho está tão, mas tão sujo!!! Graças a Deus ele está se recuperando bem e não tivemos maiores problemas com ele além de tratamento pra uma tosse e vermes.
Nossa família não acreditou que o cachorrinho que mostramos na câmera era nosso, minha mãe acha que eu arrumei dor de cabeça pra mim, mas agora tanto a minha sogra quanto a minha mãe quando mandam mensagem perguntam primeiro do Doug! hehehe.
Aos poucos nós estamos nosajustando, mas estamos muito felizes que deu tudo certo porque o Doug tem trazido bastante alegria pra nossa casa. Ele com certeza é um grande presente pra nossas vidas.
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| Doug |
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Update
Passou mais de um mês que não atualizo o blog e podia jurar que o tinha feito recentemente.
O mês de maio passou VOANDO e já estamos quase na metade do mês de junho né?
Sempre digo para o meu marido que depois do meu aniversário (última semana do mês de junho) já começo a me preparar para o Natal, porque o tempo voa.
No começo do mês comecei a trabalhar de voluntária num abrigo de animais do condado. Fiz um treinamento geral para voluntários, depois com treinadora de cães e um tour do lugar com os macetes com um voluntários veterano. Então 2 vezes por semana eu passo duas horas dando muito amor e atenção pros animais mais fofos do planeta. Se eu pudesse já teria trazido 5 cachorros e 10 gatos pra minha casa, mas como não posso, me contento em tirar fotos, fazer vídeos e aproveitar o tempo que tenho com eles lá no abrigo.
Neste mês tomei as rédeas de uma vez do meu processo de emagrecimento também. Comecei a me exercitar pra valer em casa e controlar as porções e comer comidas mais saudáveis. Desta vez não saí espalhando para o mundo que estava mudando o meu estilo de vida porque por incrível que pareça ao invés das pessoas te darem apoio, parece que ficam só esperando você sair da linha ou então viram a polícia da comida: "Mas você não está de dieta?? Está comendo isso? Deste jeito não emagrece nunca!". Depois de um mês de adaptação já comecei a ver os primeiros resultados quase 5kg a menos!
O conjunto destas conquistas tem me feito muito bem, fisicamente e principalmente emocionalmente.
Na semana antes do feriado de Memorial Day meu marido tirou férias e decidimos dirigir até Vancouver. Não, a nossa casa não fica pertinho de Vancouver foram 900km para cada sentido, mas valeu a pena. Como a gente queria fazer o percurso em 2 dias, não pegamos a estrada com a vista mais bonita, que vai pela costa e depois passa no meio das floresta de sequoias gigantes. Mesmo assim ao Norte da Califórnia a paisagem é tão bonita, um monte coberto de neve, lagos e Oregon e Washington tem aqueles pinheiros gigantes nas montanhas pela estrada. Só pela paisagem já valeu a pena.
Encontramos um casal de amigos do meu marido que vieram passar férias em Vancouver o que foi muito bom e depois aproveitamos a boa companhia dos tios do meu marido. É sempre bom mudar de cenário e quando retornarmos para casa percebemos o quanto sentimos falta de um bom bate-papo e de estar ao lado de pessoas queridas. Se um dia tivermos que encontrar outro lugar para morar, Vancouver estaria no topo das principais opções com certeza!
Na viagem de volta pra casa paramos no Museum of Flight - Museu da Aviação que fica ao lado da fábrica da Boeing. O meu marido é apaixonado por aviação e o lugar é muito interessante. Tem vários aviões (de verdade) num pavilhão onde você pode entrar e aprender sobre os mesmos.
Tinha um antigo avião do presidente dos Estados Unidos, o famoso Air Force One, o avião supersônico Concorde da British Airways, o avião 747, o mais novo modelo da Boeing o Dreamliner 787 - deu pra perceber que eu também sou chegada em aviação? - e outros aviões militares. O que foi super inesperado e não podia perder era uma exibição sobre o ônibus espacial! Tinha uma antiga cúpula onde os astronautas retornam pro planeta e o simulador oficial onde os astronautas usavam pra aprender a manusear o ônibus espacial! Tá certo que tivemos que pagar à parte pra poder entrar, mas foram os 30 minutos que mais valeram a pena pra mim!
A gente pensou em parar em outros parques pelo caminho, mas como a gente queria chegar cedo em casa porque era o final de semana prolongado e as estradas estavam ficando mais cheias, voltamos pra casa sem fazer outras paradas.
Espero até o final do mês retornar porque tenho um monte de coisas para escrever, mas este post já está ficando longo e eu estou pronta para ir dormir porque amanhã tem mais gatinhos para eu apertar e amar por duas horas!
O mês de maio passou VOANDO e já estamos quase na metade do mês de junho né?
Sempre digo para o meu marido que depois do meu aniversário (última semana do mês de junho) já começo a me preparar para o Natal, porque o tempo voa.
No começo do mês comecei a trabalhar de voluntária num abrigo de animais do condado. Fiz um treinamento geral para voluntários, depois com treinadora de cães e um tour do lugar com os macetes com um voluntários veterano. Então 2 vezes por semana eu passo duas horas dando muito amor e atenção pros animais mais fofos do planeta. Se eu pudesse já teria trazido 5 cachorros e 10 gatos pra minha casa, mas como não posso, me contento em tirar fotos, fazer vídeos e aproveitar o tempo que tenho com eles lá no abrigo.
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| Lexi foi adotada |
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Essa cachorrinha de 11 anos tem mais energia que eu
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O conjunto destas conquistas tem me feito muito bem, fisicamente e principalmente emocionalmente.
Na semana antes do feriado de Memorial Day meu marido tirou férias e decidimos dirigir até Vancouver. Não, a nossa casa não fica pertinho de Vancouver foram 900km para cada sentido, mas valeu a pena. Como a gente queria fazer o percurso em 2 dias, não pegamos a estrada com a vista mais bonita, que vai pela costa e depois passa no meio das floresta de sequoias gigantes. Mesmo assim ao Norte da Califórnia a paisagem é tão bonita, um monte coberto de neve, lagos e Oregon e Washington tem aqueles pinheiros gigantes nas montanhas pela estrada. Só pela paisagem já valeu a pena.
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Chegando na fronteira entre EUA e Canadá
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Não tem como não rir no meio destas esculturas em Vancouver
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Squamish - Canadá
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| Na entrada do museum o famoso Blue Angel |
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Museum of flight - alguns dos aviões no pavilhão
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| Painel de controle da Space Shuttle |
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| Soyuz - o que os astronautas usam agora pra retornar pra Terra |
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| Desta vez só a vista de Seattle pela estrada |
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| Mount Shasta em Califórnia |
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