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Memórias

No finalzinho do mês passado fizemos uma visita relâmpago para os meus sogros na Escócia e aconteceu um fato extraordinário naquela visita que me tocou profundamente.
A minha sogra é uma pessoa que guarda tudo. TUDO! Ela tem grande interesse na árvore genealógica da família e mantém registros e fotos de absolutamente tudo.  De vez em quando quando estou por lá ela pega alguma coisa para me mostrar - como álbum de fotos, vídeos de quando ela era solteira e do casamento dela, pedaços do jornal da cidade com fotos do meu marido, quando ele tocava na banda da escola e descobri que ele era um gênio no piano, passando nos exames com honras - a ponto de ir para o jornal.
Nesta última vez, enquanto estávamos assistindo a mais um programa de perguntas-resposta na noite antes de seguirmos viagem ela trouxe uma mala antiga que pertencia à mãe dela. De dentro desta mala tinha uma foto da mãe dela da época que ela era enfermeira na Segunda Guerra Mundial, cartões que eles utilizavam para pegar a c…

10 anos de EUA

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Esta semana completou 10 anos que cheguei nos EUA.
UMA DÉCADA!
Engraçado que o aniversário da minha chegada aqui coincidiu com a minha chegada nos EUA de uma viagem internacional e estes dois momentos não poderiam ser tão diferentes!
Há 10 anos cheguei aqui com a minha vida inteira dentro de 2 malas e 200 dólares no bolso. Era uma manhã gelada no aeroporto JFK em Nova Iorque. Estava encantada e confusa ao mesmo tempo, tentando fazer sentido do que o oficial da imigração falava as 5 e pouca da manhã depois de 10h dentro de um avião. Esta tinha sido a minha primeira viagem de avião e lembro de ter me fascinado de ter conversado com a aeromoça em inglês e dela ter me entendido.  Tive que abafar a risada no banheiro do avião quando dei descarga e tomei um susto com a sucção do vaso, a primeira de tantas descobertas que faria nesta viagem... O meu avião estava cheio de brasileiras que também estavam indo para a semana de treinamento de au pair, mas eu sentei sozinha, na janela - cortesia d…

Que janeiro foi esse?

Não acredito que janeiro já passou... 2017 chegou com tudo trazendo consigo muitas coisas boas mas muitas coisas nem tão boas assim...
Fiquei bem ocupada durante este  primeiro mês do ano com a preparação da casa para a chegada dos meus sogros e tios do meu marido que vieram nos visitar por algumas semanas. É muito bom ter a casa cheia de conversa e risada mas como anfitriã sempre tem muito trabalho para entreter e alimentar os hóspedes.
Na segunda metade de janeiro fomos com meus sogros para o Hawaii e foi muito bom poder descansar e recarregar as energias. Foi nesta viagem que passei alguns momentos sozinha antes do sol  nascer pensando na vida e encontrando respostas para o que estava me tirando o sossego há alguns dias. Fiquei decepcionada porque mais uma vez não foi possível ver a lava do vulcão ativo Kilauea porque estava chovendo muito para descobrir uns dias atras que ele está expelindo literalmente uma cachoeira de lava no Oceano...
Uma coisa incrível e inesperada aconteceu n…

Retrospectiva 2016

Ufa! Acabou 2016... e que ano hein?
Apesar de tanta coisa ruim ter acontecido durante 2016, pra mim foi um ano muito bom, cheio de conquistas, superação e alegrias. Espero que o ano que se inicia seja melhor para todos nós e vamos torcer para o Tio Laranja não destruir o mundo até o próximo 1 de janeiro...
Seguindo a tradição e sem mais demora segue a curta retrospectiva de 2016.

 O que você fez em 2015 que você nunca tinha feito antes? Ido à um funeral budista nos EUA.Você manteve as suas resoluções de ano novo, e você fará novas resoluções para o próximo ano? Mantive a minha maior resolução que foi terminar a minha graduação na faculdade. Não foi fácil, mas valeu a pena!Alguém próximo de você teve filhos? Sim, as minhas 4 amigas que estavam grávidas tiveram seus lindos bebês, então a minha sobrinhada está aumentando cada vez mais!
 Alguém próximo de você morreu? Sim, um vizinho aqui e um primo
Quais países você visitou? Canadá e Brasil. O que você gostaria de ter em 2017 que lhe faltou…

Done!

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Quinta-feira passada disse adeus à minha melhor amiga dos últimos 3 meses: a calculadora TI-84. Saí da prova de estatística e andei pelo campus da faculdade pela última vez como estudante.
Ao passar pela biblioteca e pátio central, o sino da faculdade que marca as horas começou a badalar e eu juro que me senti meio Cinderella escapando antes da meia-noite.
Um sonho que foi algo tão distante um dia, se tornou real.

Embora muitas pessoas me perguntem o que será daqui para frente eu ainda não estou preocupada com isso. Quero saborear o momento, o agora, a minha conquista.
Por que será nunca estamos contente com o que conseguimos e sempre temos que pensar no próximo passo, na próxima conquista, na próxima vitória?
Vou saborear este finalzinho com muita festa e muito feliz porque apesar deste ano de 2016 ter sido absurdamente maluco, foi um ano de grandes realizações pessoais.


Quase lá...

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Eu deveria estar estudando para minhas provas finais, mas ao invés disto estou aqui procrastinando escrevendo no blog.
Esta é a minha última semana na faculdade. Duas provas, um trabalho e pronto. ACABEI!!!
Foram longos 5 anos que deveriam ter sido 2 anos e 3 meses, mas hey, a vida nos últimos 3 anos me deu várias surpresas (agradáveis e nem tanto) e por isso agora estou finalmente me graduando.
Já ouvi várias pessoas tentando diminuir a minha auto-estima, já que para os americanos estou apenas na metade do caminho (sei que estou devendo escrever sobre o sistema de ensino americano, e vou fazê-lo assim que me livrar dele), pois ao contrário do nosso sistema onde você sai do ensino fundamental e vai direto pra faculdade da carreira que você escolheu, aqui os 2 primeiros anos todos estudam conhecimento gerais de certas áreas e somente depois você estuda matérias específicas para a sua carreira. Você pode tanto entrar direto para a faculdade de 4 anos e fazer tudo lá, ou para economicar …

O maior feito da minha vida

A minha professora de estatística teve uma ideia genial para a lista de chamada que assinamos todos os dias. Ao lado do nosso nome ela escreve uma pergunta do dia que varia todos os dias. Geralmente eu respondo - é facultativo fazê-lo - e confesso que às vezes acabo me distraindo lendo as respostas dos colegas dependendo da pergunta. Hoje foi o dia que mais me distrai, confesso.
Ela perguntou qual foi o seu maior feito na vida até o momento. Li diversas respostas e confesso que fiquei sem saber o que escrever já que poderia ter colocado várias respostas. Escrevi que foi ter viajado para vários lugares do mundo, mas não creio que este foi o maior depois de pensar um pouco sobre o assunto.
O que mais me chamou a atenção em relação às respostas dos meus colegas é que haviam coisas extraordinárias como também coisas bem simples. Esse tipo de pergunta invoca respostas bem diferentes e que nenhuma delas deve ser considerada melhor ou pior porque muitas vezes pequenas coisas que não damos mu…