Sunday, January 1, 2017

Retrospectiva 2016

Ufa! Acabou 2016... e que ano hein?
Apesar de tanta coisa ruim ter acontecido durante 2016, pra mim foi um ano muito bom, cheio de conquistas, superação e alegrias. Espero que o ano que se inicia seja melhor para todos nós e vamos torcer para o Tio Laranja não destruir o mundo até o próximo 1 de janeiro...
Seguindo a tradição e sem mais demora segue a curta retrospectiva de 2016.

  1.  O que você fez em 2015 que você nunca tinha feito antes? Ido à um funeral budista nos EUA.
  2. Você manteve as suas resoluções de ano novo, e você fará novas resoluções para o próximo ano? Mantive a minha maior resolução que foi terminar a minha graduação na faculdade. Não foi fácil, mas valeu a pena!
  3. Alguém próximo de você teve filhos? Sim, as minhas 4 amigas que estavam grávidas tiveram seus lindos bebês, então a minha sobrinhada está aumentando cada vez mais!
  4.  Alguém próximo de você morreu? Sim, um vizinho aqui e um primo
  5. Quais países você visitou? Canadá e Brasil.
  6. O que você gostaria de ter em 2017 que lhe faltou em 2016? Mais tempo para cuidar da minha saúde física e mais viagens!!!
  7. Quais as datas de 2016 que ficarão em sua memória e por quê? 30 de julho - o dia em que vi a Adele cantando ao vivo. Melhor show da minha vida! E 15 de dezembro quando entreguei meu último exame na faculdade concluindo então meu curso.
  8. Qual foi a sua maior realização neste ano? Sem dúvida a maior realização foi ter completado o curso da faculdade!
  9. Qual foi a sua maior falha? Ter demorado para entender que os meus caminhos sou eu quem escolho e que não devo dar ouvidos a quem fica dando palpite pra minha vida.
  10. Você teve alguma doença/sofreu acidente? Puxa fiquei doente em julho com herpes-zóster (cobreiro), conhecida aqui como shingles.
  11. Qual foi a melhor coisa que você comprou? Este ano as melhores compras foram novamente para shows! O da Adele e do Coldplay! Valeu cada centavo!
  12. Onde você gastou a maior parte do seu dinheiro? Pagando contas e faculdade
  13. O que mais te deixou animada? Concluir a faculdade
  14. Qual música vai te fazer lembrar 2015? "When We Were Young" da Adele
  15. Comparando com a mesma época no ano passado, você está:
    1. mais feliz ou mais triste? Mais feliz
    2. mais magra ou mais gorda? Mais magra
    3. mais rica ou mais pobre? Mais rica
  16. O que você gostaria de ter feito mais? De novo, ter me exercitado mais e ter me preocupado de menos
  17. O que você gostaria de ter feito menos? Ficar justificando minhas escolhas pras pessoas.
  18. Como você passou o seu Natal? Com o meu marido em New York City. Nada de neve, de novo!
  19. Qual foi o seu programa favorito? Gilmore Girls - os 4 episódios do One Year in Life.
  20. Quais foram os seus livros favoritos neste ano? The Happiness Project da Gretchen Rubin. Foi totalmente diferente do que eu imaginava, mas mudou a minha perspectiva sobre felicidade.
  21. Qual foi a sua música favorita neste ano? When We Were Young da Adele
  22. Qual foi o seu filme favorito este ano? Não foram filmes novos, mas me marcaram muito foram dois filmes que trouxeram mensagens poderosas pra mim: "Joy" e "Big Eyes"
  23. O que você fez no seu aniversário e quantos anos você completou? Completei 35 anos! Sabe que eu não lembro o que fiz?
  24. O que faria o seu ano imensuravelmente mais satisfatório? Menos pressão pra fazer coisas
  25. O que a manteve sã? o amor e apoio do meu marido
  26. Conte uma lição de vida preciosa aprendida em 2016. Deus é o único que sabe o que vai acontecer amanhã e eu não devo me preocupar com o que poderá acontecer. Devo fazer as minhas escolhas no agora, da melhor forma possível e ter fé que tudo vai dar certo no final.
 Que 2017 traga boas surpresas e coisas boas para todos nós!

Monday, December 19, 2016

Done!

Quinta-feira passada disse adeus à minha melhor amiga dos últimos 3 meses: a calculadora TI-84. Saí da prova de estatística e andei pelo campus da faculdade pela última vez como estudante.
Ao passar pela biblioteca e pátio central, o sino da faculdade que marca as horas começou a badalar e eu juro que me senti meio Cinderella escapando antes da meia-noite.
Um sonho que foi algo tão distante um dia, se tornou real.
Última sessão de estudo antes da prova de estatística   


Embora muitas pessoas me perguntem o que será daqui para frente eu ainda não estou preocupada com isso. Quero saborear o momento, o agora, a minha conquista.
Por que será nunca estamos contente com o que conseguimos e sempre temos que pensar no próximo passo, na próxima conquista, na próxima vitória?
Vou saborear este finalzinho com muita festa e muito feliz porque apesar deste ano de 2016 ter sido absurdamente maluco, foi um ano de grandes realizações pessoais.

Sei como você se sente Adele...

Monday, December 12, 2016

Quase lá...

Eu deveria estar estudando para minhas provas finais, mas ao invés disto estou aqui procrastinando escrevendo no blog.
Esta é a minha última semana na faculdade. Duas provas, um trabalho e pronto. ACABEI!!!
Foram longos 5 anos que deveriam ter sido 2 anos e 3 meses, mas hey, a vida nos últimos 3 anos me deu várias surpresas (agradáveis e nem tanto) e por isso agora estou finalmente me graduando.
Já ouvi várias pessoas tentando diminuir a minha auto-estima, já que para os americanos estou apenas na metade do caminho (sei que estou devendo escrever sobre o sistema de ensino americano, e vou fazê-lo assim que me livrar dele), pois ao contrário do nosso sistema onde você sai do ensino fundamental e vai direto pra faculdade da carreira que você escolheu, aqui os 2 primeiros anos todos estudam conhecimento gerais de certas áreas e somente depois você estuda matérias específicas para a sua carreira. Você pode tanto entrar direto para a faculdade de 4 anos e fazer tudo lá, ou para economicar (muito dinheiro) você vai para uma Community College e estuda os 2 primeiros anos lá e depois transfere para uma Universidade para terminar o seu curso de Bacharelado.
Dependendo do que você você estudar nestes 2 anos, você tem um certificado específico e já pode procurar emprego, mas entrará nas posições mais baixas da carreira - por exemplo trabalhar com contabilidade fará o trabalho mais maçante.
Enfim, voltado ao assunto, muitos dos meus colegas tentam diminuir o meu feito porque quase todos estão transferindo para uma Universidade e eu fico por aqui. Este ano foi uma loucura e já decidi que quando retornar para um banco de faculdade aqui, vou fazer um mestrado, já que o meu diploma do Brasil é válido aqui, eu só preciso fazer o processo de "validação".
Sinto-me muito orgulhosa porque estou me formando numa faculdade onde as matérias ensinadas são minha segunda língua. E só Deus sabe os obstáculos que tive que vencer para estar aqui.
Meu marido está super orgulhoso e por causa dele (e por minha mãe também) é que irei participar da cerimônia de graduação que acontecerá somente no final de junho, pois é quando termina o ciclo escolar oficialmente na faculdade.
Até lá eu vou descansar, viajar, organizar a minha vida e tirar vários projetos do papel e enfrentar novamente a selva que é o mercado de trabalho daqui.
Mas sem terminar as provas com sucesso desta semana isso não acontecerá então, deixa eu enfiar a cara nos livros por mais que eu não aguento mais olhar.
E você pode ter certeza de que vou tocar esta música bem alto saindo do estacionamento da faculdade!

Alice Cooper - School's out


Monday, December 5, 2016

O maior feito da minha vida

A minha professora de estatística teve uma ideia genial para a lista de chamada que assinamos todos os dias. Ao lado do nosso nome ela escreve uma pergunta do dia que varia todos os dias. Geralmente eu respondo - é facultativo fazê-lo - e confesso que às vezes acabo me distraindo lendo as respostas dos colegas dependendo da pergunta. Hoje foi o dia que mais me distrai, confesso.
Ela perguntou qual foi o seu maior feito na vida até o momento. Li diversas respostas e confesso que fiquei sem saber o que escrever já que poderia ter colocado várias respostas. Escrevi que foi ter viajado para vários lugares do mundo, mas não creio que este foi o maior depois de pensar um pouco sobre o assunto.
O que mais me chamou a atenção em relação às respostas dos meus colegas é que haviam coisas extraordinárias como também coisas bem simples. Esse tipo de pergunta invoca respostas bem diferentes e que nenhuma delas deve ser considerada melhor ou pior porque muitas vezes pequenas coisas que não damos muita importância são feitos extraordinário mesmo que não apareçam na televisão ou você ganhe um prêmio por isso.
Pois bem, já devo ter falado sobre isso mais de uma vez aqui mas acredito que o maior feito da minha vida foi simplesmente acreditar no meu sonho e trabalhar par torná-lo realidade.
Não foi uma única coisa mas diversos fatores que me ajudaram a realizar o feito que foi sair literalmente do conforto do meu lar e morar em outro lugar.
Primeiro eu tive que acreditar no impossível porque na época que eu decidi mudar de país eu era estagiária e universitária então a grana era muito curta e vindo de uma família humilde se eu quisesse realizar este sonho eu teria que lutar e bancar sozinha por ele. Fiz muitos sacrifícios para economizar o dinheiro e quando sai do Brasil tinha exatamente 200 dólares na minha mão.
Segundo eu me dediquei para conseguir tudo o que eu precisava para viajar. Pesquisei opções, procurei informação e fui sincera comigo quanto às minhas possibilidades. Nunca dei passos maiores que as minhas pernas e todos os passos foram calculados e estava meio que preparada para os riscos de cada opção.
Terceiro dividi meus sonhos apenas com pessoas que me apoiavam e acreditavam em mim. Para se ter uma ideia minhas irmãs só souberam que estava indo para os EUA quando o meu visto estava em mãos, depois de quase 1 ano e meio de preparação e planejamento. Lembra do primeiro passo? A situação já era difícil então pra que ter pessoas ao meu redor colocando dúvidas, zombando dos meus objetivos só porque era diferente dos delas?
E por último acredito que seja essencial ter coragem e ser autossuficiente porque muitas vezes você só terá você mesmo para solucionar problemas e enfrentar adversidades.
Depois que você conseguir conquistar o seu "maior feito" não pare de sonhar e não viva somente de memórias. Cada fase da nossa vida há um novo objetivo, sonho a ser conquistado e o mais importante é saborear cada pequena conquista e todas as etapas da jornada porque mesmo que ela seja difícil terá algo a ensinar e trará algo que você irá precisar no futuro ou te fará uma pessoa melhor.

Friday, November 18, 2016

Meu gato que não é meu

Sou o que eles chama aqui de "dog person". Eu AMOOO cachorros, desde que eu me entendo por gente meus pais tiveram cachorros em casa. Tínhamos 4 cadelas que não eram castradas, então já viu... vira e mexe aparecia uma barriguda e era a maior festa quando os filhotes nasciam e até a gente distribuir, era aquela festa de filhote + criança que a minha mãe tanto odiava - bagunça e trabalho em dobro hehehe. Lembro que era a maior choradeira quando alguém iria buscar os filhotinhos, lembro do nome de todos os cachorros que tivemos e quando vou na casa da minha mãe tenho o maior xodó pelos cachorros dela.
Por ser rodeada de cachorros, nunca fui chegada em gatos. Não tenho nada contra eles, mas sou uma pessoa carente e não iria conseguir ter um animal de estimação que não dá a mínima pra mim e só me usa para ganhar comida e um lugar pra viver.
Tenho uma amiga que tem os gatos mais fofos do planeta e a gente se deu muito bem, porque eles parecem mais cachorros do que gatos, no comportamento claro, já que eles ficam em busca de atenção e carinho o tempo inteiro. A minha amiga me ensinou muitas coisas sobre comportamento de gatos, o que está me ajudando e muito agora...
Veja bem, eu tenho um gato, mas o gato não é meu...
Em mais ou menos abril deste ano percebemos que tinha um gato preto pequeno no meu quintal. Nós já tinhamos nos acostumados com um gato cinza sem rabo que anda pela vizinhança, bem mal encarado. Mas nunca tínhamos visto este gato preto antes e achamos estranho...
Um belo dia fui caminhar pela manhã e vi vários cartazes de animal perdido e eu sempre leio porque sei a dor que é perder um bichinho de estimação. Não é que alguém estava procurando um gatinho preto?
Anotei o telefone e liguei mais tarde pra pessoa, dizendo que tinha um gatinho que combinava com a descrição no quintal da minha casa. O cara disse que depois iria buscar pela região - detalhe, ele disse que mora num complexo de apartamento que fica literalmente 1 quadra da minha casa. Ok.
O gato aparecia sempre de manhã, eu liguei pro cara 2 vezes pra ele fazer um flagrante e nada dele aparecer. Até que um sábado o meu marido tirou uma foto com o celuluar do gato, mandou pro cara e ele confirmou que era realmente o gatinho dele e que dali a dois dias ele iria dar uma olhada na região pra ver se encontrava.
Olha, eu fiquei bem brava porque quem é que coloca um cartaz pedindo pra achar um bichinho e quando você manda informações de onde o gato está a pessoa não vai procurar? Ele oferecia 50 dólares de recompensa e sinceramente eu não queria o dinheiro, só que ele pegasse o bichinho e levasse pra casa.
Pois bem, ele nunca apareceu e eu morrendo de dó comecei a jogar pão de forma pro gatinho comer. A princípio estava bem arisco, mas acho que estava com tanta fome que começou a esperar perto da porta por alguma comida.
Foi então que contra a vontade do meu marido - que é super alérgico a gatos - eu fui até uma pet shop e comprei um pouco de ração e um potinho de comida e comecei a alimentar o gatinho...
Desde então vem todos os dias de manhã e de noite pra comer, mas não se aproxima de nós de jeito nenhum. Por mais que não corra mais de medo, só vai comer a comida depois que fechamos a porta da cozinha.
A verdade é que eu pensei em ligar para alguma associação pra vir buscar, mas sei que tem algumas que acabam sacrificando e eu decidi continuar alimentando o bichinho. Só que agora está começando a ficar muito frio à noite e eu estou preocupada com o gatinho novamente. Já fiz uma caminha, mas se recusa a entrar. O meu marido disse pra eu não me preocupar, mas fico morrendo de dó.
De vez em quando sai briga com o gatinho mal encarado, já que os dois querem marcar território, mas a gente torce pelo gatinho, que na verdade é uma gata e se chama Jelly (gelatina) mas a gente acostumou de chamar de Gatinho.
O meu marido também acabou se rendendo e sempre dá comida e fica conversando com o Gatinho, mesmo que ela não dê bola pra gente e só quer saber da comida.
Nem se a gente quisesse poderíamos colocar pra dentro de casa porque não sabemos se carrega alguma doença, pulga e eu com problema no sistema imunológico não sou aconselhada a ficar muito próxima de gatos.
Dá dó. Mas por enquanto vou fazendo a minha parte. De fome eu sei que ela não morre.
Gatinho esperando pelo café da manhã

Tuesday, November 15, 2016

Precisamos falar de eleições ?

Há uma semana o povo americano (em teoria) escolheu o novo presidente do país. Digo em teoria porque aqui existe um sistema de eleição bem diferente do que nós conhecemos no Brasil.
Pra resumir a história o sistema funciona mais ou menos assim: cada estado americano possui um certo número de delegados no colégio eleitoral que varia de acordo com o número de representantes do Senado e Congresso de cada estado. A Califórnia por exemplo tem 55, Texas 38, Florida 29, e assim sucessivamente. O total de delegados é de 538 e para ser eleito, o presidente precisa de no mínimo 270. O interessante é que o candidato que tem a maioria dos votos na maioria dos estados recebe todos os números de delegados daquele estado. Aqui na Califórnia a Hillary ganhou a maioria dos votos então ela levou os 55 delegados do estado. Por isso,  embora ela tenha ganhado a maioria do voto do povo (em números) ela não foi eleita porque ela perdeu em porcentagem para o Donald em alguns estados chaves que tinha um número grande de delegados em jogo e portanto, mesmo que quase metade da população daqueles estados tenha votado nela, todos os "votos" acabaram indo pra ele.
Número de delegados do colégio eleitoral por estado

Entendeu como funciona? Pois é, é complicado mesmo... Este sistema é muito diferente do que entendemos como democracia já que o voto do povo basicamente não conta individualmente porém ouvi discussões de que o sistema funciona para garantir que os estados com maior população não definisse o resultado final das eleições já que se fosse por maioria dos votos os candidatos iriam se concentrar apenas nos estados mais populosos ignorando os menores, não representando assim o povo americano...
Este é um dos principais motivos pelo qual está acontecendo até agora em alguns lugares no país protesto sobre as eleições, porque a maioria das pessoas no país que votaram (apenas 58.1% da população que poderia exercer este direito o fez)*, não votou no Trump.
Resultado eleições CNN até o momento**

Passei a noite acordada com o meu marido acompanhando os resultados otimistas a princípio e indo de preocupada para incrédula em questão de algumas horas. Na minha casa foi o mesmo sentimento de incredulidade e decepção quando acompanhamos o resultado do Brexit em junho, mas pra falar a verdade, depois que o Reino Unido votou para se separar da União Européia nós sabíamos que o impossível poderia acontecer novamente.
Estávamos acordados quando o Trump deu o discurso de vencedor e preciso confessar que não consegui prestar muita atenção no que ele dizia pois o filho menor dele roubou a cena, tentando ficar acordado enquanto o pai falava quase 3 horas da manhã horário NYC.
No dia seguinte foi difícil acordar com a notícia de que não tinha sido um pesadelo e que a pessoa que durante os últimos 2 anos fez inúmeros discursos cheio de racismo, intolerância e ignorância tinha sido eleito presidente dos EUA. Não queria nem ir pra faculdade tamanho era o meu desânimo, a vida precisava continuar...
Não foi surpresa chegar na faculdade e o clima estar super pesado e todos muito tristes e revoltados. Embora não tenha discutido sobre política nas minhas classes os professores deram palavras de ânimo para todos, mas podia ver que eles também estavam decepcionados.
Alguns amigos preocupados me enviaram mensagens me perguntando o que será daqui pra frente, e esta resposta ninguém sabe responder porque ninguém tem idéia do que o Trump fará durante o seu mandato. O certo é que muitos americanos apesar de dizerem que não são racistas, homofóbicos, intolerantes religiosos e anti-imigrantes, votaram no Trump porque ele trouxe uma mensagem de esperança (????) e mudança para o país.
Enquanto isso mulheres, grupo LGBTQ, muçulmanos, imigrantes indocumentados, negros estão muito preocupados porque algumas idéias lançadas pelo candidato os afetam diretamente.
No momento o que tenho tentando fazer é não me deixar abater e pensar em formas concretas de poder fazer a diferença na comunidade em que vivo e é isso que no geral as pessoas estão sendo chamadas para fazer. Proteger o direito de todos e não se calar diante de atos de intolerância.
Todos agora estão tentando passar um sentimento de que devemos nos unir para construir um futuro melhor para o país, deixar nossas diferenças políticas de lado e caminhar rumo ao futuro, mas é um pouco difícil fechar feridas de tantas pessoas que foram atacadas e insultadas pelo Trump e alguns de seus apoiadores durante os últimos meses.
Acho que esta foto, o primeiro encontro entre o presidente Obama e o presidente eleito Donald Trump resume bem o sentimento por aqui...
Encontro do Obama e Trump na Casa Branca 2 dias após a eleição

Curiosidades:
  • os votos aqui podem ser enviados pelo correio antes da eleição e as pessoas precisam até a urna escrever o voto em um PAPEL. Não é falta de tecnologia não, é que é um mode de evitar fraude já que os votos podem ser contados e recontados e tricontados... 
  • não é preciso mostras documento de identidade para votar (eu também choquei com esta informação!)
  • voto não é obrigatório 
  • a contagem de votos oficial não foi terminada.

Agora, eu peço, por favor Brasil não me decepcione novamente em 2018 e aprendam a lição!



Fontes:
* http://www.electproject.org/2016g
** http://www.cnn.com/election/results/president

Monday, October 24, 2016

O dia que a professora de espanhol quase enfartou em classe

Só percebi hoje que faz um mês que não atualizo o blog. E não é falta de assunto, é aquela velha história falta de tempo mesmo. Depois que voltei do Brasil já engatou-se uma reforma na cozinha da minha casa e o início das aulas e só agora me organizei.
Estes dias na faculdade estava pensando em escrever um pouco mais sobre vida de estudante por aqui, vai que alguém está precisando de um esclarecimento porque te digo que mesmo neste meio há 4 anos, tem muita coisa que não entendo... mas enfim...
Hoje aconteceu o pesadelo de qualquer professor de idiomas na minha sala de espanhol. Existem muitos nativos de espanhol na minha sala (ou eles cresceram falando espanhol em casa mas não aprenderam gramática ou então só querem ganhar crédito fácil do requisito língua estrangeira) e estamos em uma semana de apresentações sobres diversos temas.
Pois bem, hoje o tema era sobre a vida universitária de alguns países latinos. Aí uma menina que fala espanhol porque os pais são mexicanos foi apresentar uma sessão sobre gírias utilizadas no México e no Chile.
Pois bem, acho que ela não passou o material da apresentação para a professora e esta quase teve um enfarto quando a primeira gíria que ela apresentou foi "corno" referindo-se a qualquer homem. A professora deu um pulo da cadeira e disse que ela não podia nem pronunciar a palavra porque aquilo não significava homem e sim "um cara que tem uma mulher que dormiu com outro cara". Eu não conhecia a palavra mas quando a professora deu o significado, eu quase não consegui parar de rir. Maioria da sala ficou confusa e uma parte de pessoas que falam espanhol ficaram em dúvida do motivo do chilique da professora, já que eles também usam a palavra entre amigos e não sabiam que o termo era ofensivo.
Fiquei com dó da professora e da menina que apresentou que é um amor de pessoa e super certinha. Nos encontramos na saída da faculdade e ela me falou que a professora a chamou de canto e disse pra nunca mais aprensetar nada sem passar por ela, e foi uma grande surpresa porque ela disse que todos os outros mexicanos amigos dela se chamam assim.
Então um conselho pra você que está aprendendo idiomas, antes de sair por aí soltando o verbo, melhor verificar o real significado da palavra e saber se é um termo ofensivo para algum grupo ou não.
Mas que foi engraçado, foi...