A saga do animal de estimação

Há um tempão eu e meu marido estávamos conversando sobre  adquirir um animal de estimação. Primeiro pensei em ter um peixinho beta, mas o meu marido falou que se era pra gente ter um peixe, a gente ia comprar aquário com oxigênio e sistema pra alimentar e limpar automático, etc, etc, e já vendo que iria acabar com um negócio muito caro e complexo desisti da idéia.
O meu marido é super alérgico à gatos e como ele nunca teve animal de estimação a gente não sabia se ele seria alérgico ou não à cachorros.  O pouco contato que ele tem com cachorros é quando ele vai pra casa da minha mãe e de um amigo nosso e mesmo assim ele evitava ficar muito perto deles. Insisti para que ele fizesse o teste de alergia, mas ele nunca marcava e acabava deixando pra lá.
Depois que comecei a trabalhar de voluntária no abrigo de animais a vontade de ter um animalzinho só aumentou e a do meu marido também que era bombardeado com foto dos animais mais fofos da face da terra. Até pensei em adotar um chiuaua que está no abrigo há alguns meses, mas conversando com o pessoal que trabalha lá, eles disseramque era melhor adotar um cachorro de alguma raça que eles chamam aqui de "anti-alérgicas". É preciso entender que não há garantia 100% de que um cachorro não irá causar reação alérgica, mas essas raças possuem um melhor resultado de tolerância à pessoas que possuem alergia.
Conversei com amigas que moram aqui que possuem animal de estimação sobre custos com veterinários, seguro de saúde, o que fazem pra viajar com ou sem os bichinhos e depois de avaliar tudo isso, chegamos a conclusão de que iríamos seguir em frente e adotar um cachorrinho. A nossa única preferência era um cachorro que já fosse adulto, eu não sei se teria paciência e saúde pra correr atrás de filhote e treiná-los.
A gente achou que o processo de adoção seria bem simples: vamos até o abrigo, encontramos o cachorro que gostamos, assinamos papel, pagamos a taxa de adoção e levamos o cachorro pra casa e este foi mais ou menos o processo do nosso cachorrinho, mas antes disso eu passei muita raiva.
Como estávamos procurando por cachorros com raças específicas, não podia simplesmente ir até os abrigos e ver os cachorros que estavam disponíveis para adoção. Primeiro eu olhava no website de diversos lugares para não dar uma viagem perdida até o abrigo. Mandei email para uns 5 animais diferentes e já comecei a ver o problema de discrepância entre o website dos abrigos e os animais que realmente estavam disponíveis para serem adotados. Até aí tudo bem, estava meio que esperando que os sites não fossem atualizados em tempo real o que era ruim porque nenhum abrigo é muito próximo da minha casa e não dava pra eu ir lá todo dia pra ver o que realmente estava acontecendo.
Um dos cachorros que estava interessada estava numa casa temporária e precisava mandar email para marcar uma visita no abrigo. Mandei o primeiro email cedo e obtive resposta rápida da pessoa responsável, perguntando informações básicas sobre a minha casa, minha experiência com cachorros e se tinha crianças ou não. Respondi numa boa e algumas horas ela mandou email com mais perguntas. Respondi novamente e perguntei quando poderia ver o cachorro. Ela demorou mais algumas horas e disse que gostou das minhas respostas e que ia contactar a família temporária para marcarmos um horário. Eu já estava pulando de alegria e fazendo mil planos para o cachorro, quando ela me mandou email dizendo que eu não poderia adotar o cachorro porque ele precisava ir pra uma casa com outros cachorros e que o dono tivesse mais experiência com animais.
Agora eu pergunto, pq ela demorou o dia inteiro pra dizer que estas eram as condições pra adotar aquele cachorro? Poderia ter me poupado de toda a angústia de ficar respondendo emails e criar expectativas. Fiquei bem chateada, mas continuei a minha busca por outros animais e olha, cada vez que contactava algum abrigo ou eles me diziam que eu não podia adotar por XZY motivos ou então me mandavam um formulário para preencher que eu abria e dava risada. Nem a imigração americana me pediu tantas informações pessoais e que poderiam comprometer a minha segurança e da minha família do que esses abrigos. Ok, eu entendo que eles querem ter certeza de que a pessoa que vai adotar o bichinho vai cuidar bem dele, tem condições e não é alguém falso que quer comprar animais pra se fazer testes e experimentos (fiquei pasma que isso infelizmente acontece). O meu problema é que esses abrigos (geralmente ONGS que resgatam animais de maus-tratos), não tinham website, nenhuma informação na internet e usavam emails do gmail, outlook. Quem podia garantir que esses animais realmente existiam e quem era que iria receber informações de onde trabalho, quando estou em casa, quanto ganho, etc?
Olha, fiquei tão estressada e me achando tão inadequada, que já estava quase desistindo de toda essa idéia de adotar um cachorro. Chorei uma noite inteira de raiva e decepção e o meu marido não sabia se ele ria de mim ou chorava junto comigo. Ainda bem que ele é uma pessoa bem mais sossegada do que eu e alguns dias depois do meu aniversário ele saiu cedo do trabalho e me chamou pra ir até o abrigo pra ver o que tinha disponível por lá. Na verdade estava de olho em um filhotinho que estava no website, mas já tinha passado tanta raiva que eu pedi pra Deus pra colocar na nossa vida o cachorro certo pra gente e que se fosse pra dar certo, tudo iria dar certo.
Chegando no abrigo perguntei sobre o filhotinho e advinha? Ele tinha sido adotado naquele dia. Fiquei segurando pra não chorar de desanimo e raiva quando a moça falou pra gente dar uma volta no abrigo porque eles tinham acabado de colocar alguns animais pra adoção que não haviam sido listados no website. Ela falou que se a gente gostasse de algum, para pegarmos a folha de informações do animal e trazer de volta para o balcão para conhecê-lo.  Já que estava lá não custava dar uma olhada, mas fui contrariada e sem esperança nenhuma.
Haviam muitos Chihuahuas, Pitbulls e Labradores. E aí no meio deles tinha um Shih Tzu todo sujinho, mas parecia bem bonzinho. Esta era uma das raças que estávamos interessados, então eu mal li a ficha do cachorrinho e já peguei para que outra pessoa não pegasse primeiro. Ele tinha sido achado na rua e o veterinário achava que ele tinha mais ou menos 1 ano de idade. Entregamos o papel para a moça da recepção e ela falou pra gente ir pra salinha para podermos brincar com ele.  Nesta salinha um voluntário passou mais informações sobre o cachorrinho e seu estado de saúde. Ele não ficou com medo ou tímido, já veio brincando e gostava muito que passássemos a mão nele. Ficamos brincando com ele por cerca de 30 minutos e decidimos que o levaria pra casa. Uma mistura de medo e emoção tão grande! Foi tudo tão simples! Preenchi um formulário bem simples e estava esperando o interrogatório com tortura para saber se seria digna para adotá-lo, mas eles simplesmente disseram pra pagar a taxa e que poderíamos levar ele pra casa. Enquanto esperávamos um medicamento que ele precisava terminar de tomar uma voluntária veio se despedir e disse que tivemos muita sorte porque cachorros como ele nunca ficam muito tempo pra adoção e que ele tinha sido sortudo de ser adotado com apenas algumas horas!
Eu estava tão feliz, não conseguia acreditar que tínhamos encontrado o nosso cachorrinho! Depois de tanta raiva que tinha passado nos dias anteriores, Deus nos concedeu o cachorrinho que é mais do que perfeito pro nosso estilo de vida e o melhor de tudo o meu marido se deu super bem com ele e não teve reação alérgica nenhuma.
A primeira coisa que fizemos foi trocar o nome dele para Doug porque no abrigo eles chamavam ele de Albert e  não achamos que combinava muito. A segunda coisa que fizemos foi parar numa pet shop para comprar as coisas para ele já que não estávamos esperando levar o cachorro pra casa naquele dia! Nunca achei na minha vida que um bichinho fosse precisar de tanta coisa, isso porque só compramos o necessário! Como ele tinha sido castrado no dia anterior, ele ainda está se recuperando da cirurgia e não podemos dar banho nele até a semana que vem! E o pobrezinho está tão, mas tão sujo!!! Graças a Deus ele está se recuperando bem e não tivemos maiores problemas com ele além de tratamento pra uma tosse e vermes.
Nossa família não acreditou que o cachorrinho que mostramos na câmera era nosso, minha mãe acha que eu arrumei dor de cabeça pra mim, mas agora tanto a minha sogra quanto a minha mãe quando mandam mensagem perguntam primeiro do Doug! hehehe.
Aos poucos nós estamos nosajustando, mas estamos muito felizes que deu tudo certo porque o Doug tem trazido bastante alegria pra nossa casa. Ele com certeza  é um grande presente pra nossas vidas.

Doug

Update

Passou mais de um mês que não atualizo o blog e podia jurar que o tinha feito recentemente.
O mês de maio passou VOANDO e já estamos quase na metade do mês de junho né?
Sempre digo para o meu marido que depois do meu aniversário (última semana do mês de junho) já começo a me preparar para o Natal, porque o tempo voa.
No começo do mês comecei a trabalhar de voluntária num abrigo de animais do condado. Fiz um treinamento geral para voluntários, depois com treinadora de cães e um tour do lugar com os macetes com um voluntários veterano. Então 2 vezes por semana eu passo duas horas dando muito amor e atenção pros animais mais fofos do planeta. Se eu pudesse já teria trazido 5 cachorros e 10 gatos pra minha casa, mas como não posso, me contento em tirar fotos, fazer vídeos e aproveitar o tempo que tenho com eles lá no abrigo.

Lexi foi adotada
Essa cachorrinha de 11 anos tem mais energia que eu
Eu quero levar pra casaaaaa
Olha que coisa mais foooooooooooooooofa
Neste mês tomei as rédeas de uma vez do meu processo de emagrecimento também. Comecei a me exercitar pra valer em casa e controlar as porções e comer comidas mais saudáveis. Desta vez não saí espalhando para o mundo que estava mudando o meu estilo de vida porque por incrível que pareça ao invés das pessoas te darem apoio, parece que ficam só esperando você sair da linha ou então viram a polícia da comida: "Mas você não está de dieta?? Está comendo isso? Deste jeito não emagrece nunca!". Depois de um mês de adaptação já comecei a ver os primeiros resultados quase 5kg a menos!
O conjunto destas conquistas tem me feito muito bem, fisicamente e principalmente emocionalmente.    
Na semana antes do feriado de Memorial Day meu marido tirou férias e decidimos dirigir até  Vancouver. Não, a nossa casa não fica pertinho de Vancouver foram 900km para cada sentido, mas valeu a pena. Como a gente queria fazer o percurso em 2 dias, não pegamos a estrada com a vista mais bonita, que vai pela costa e depois passa no meio das floresta de sequoias gigantes. Mesmo assim ao Norte da Califórnia a paisagem é tão bonita, um monte coberto de neve, lagos e Oregon e Washington tem aqueles pinheiros gigantes nas montanhas pela estrada. Só pela paisagem já valeu a pena.

Chegando na fronteira entre EUA e Canadá

Bem-vindo ao Canadá
Encontramos um casal de amigos do meu marido que vieram passar férias em Vancouver o que foi muito bom e depois aproveitamos a boa companhia dos tios do meu marido. É sempre bom mudar de cenário e quando retornarmos para casa percebemos o quanto sentimos falta de um bom bate-papo e de estar ao lado de pessoas queridas. Se um dia tivermos que encontrar outro lugar para morar, Vancouver estaria no topo das principais opções com certeza!
Não tem como não rir no meio destas esculturas em Vancouver
Vancouver
Squamish - Canadá
White Rock - Canadá
Peace Arch Park - parque entre as fronteiras
Na viagem de volta pra casa paramos no Museum of Flight - Museu da Aviação que fica ao lado da fábrica da Boeing. O meu marido é apaixonado por aviação e o lugar é muito interessante. Tem vários aviões (de verdade) num pavilhão onde você pode entrar e aprender sobre os mesmos.
Na entrada do museum o famoso Blue Angel
Tinha um antigo avião do presidente dos Estados Unidos, o famoso Air Force One, o avião supersônico Concorde da British Airways, o avião 747, o mais novo modelo da Boeing o Dreamliner 787 - deu pra perceber que eu também sou chegada em aviação? - e outros aviões militares. O que foi super inesperado e não podia perder era uma exibição sobre o ônibus espacial! Tinha uma antiga cúpula onde os astronautas retornam pro planeta e o simulador oficial onde os astronautas usavam pra aprender a manusear o ônibus espacial! Tá certo que tivemos que pagar à parte pra poder entrar, mas foram os 30 minutos que mais valeram a pena pra mim!
Museum of flight - alguns dos aviões no pavilhão

Mais aviões no pavilhão principal
Painel de controle da Space Shuttle
Soyuz - o que os astronautas usam agora pra retornar pra Terra
A gente pensou em parar em outros parques pelo caminho, mas como a gente queria chegar cedo em casa porque era o final de semana prolongado e as estradas estavam ficando mais cheias, voltamos pra casa sem fazer outras paradas.

Desta vez só a vista de Seattle pela estrada 
Mount Shasta em Califórnia
Espero até o final do mês retornar porque tenho um monte de coisas para escrever, mas este post já está ficando longo e eu estou pronta para ir dormir porque amanhã tem mais gatinhos para eu apertar e amar por duas horas!


10 de maio - World Lupus Day

Hoje é dia Mundial de Conscientização Sobre Lupus. Maio é um mês que a comunidade de organizações de apoio à pacientes e ao combate à Lupus se unem para trazer esclarecimento e informação sobre essa doença que quase sempre a gente ouviu falar de algum lugar mas não sabe ao certo o que é.
Já contei aqui um pouco da minha história de quando fui diagnosticada, mas quase nunca falo sobre o assunto e isso se deve à alguns motivos.
O primeiro é que falar sobre a Lupus dói. Dói porque desde o diagnóstico dessa doença crônica e que até o momento não tem cura a minha vida nunca mais foi a mesma. Houve muita alteração de planos, adaptações, frustrações.
Além disso, as pessoas cansam de ouvir você falar de doença, principalmente quando você não parece que tem nada. Pessoas da minha família e amigos ainda acreditam que já que não estou no hospital, está tudo bem. As dificuldades só mesmo eu e o meu marido sabem, e não tem muito o que falar sobre algo que não vai embora.
No meio de tantas e tantas histórias que li e ouvi, posso dizer que sou "abençoada", porque a doença foi controlada sem maiores danos no meu corpo, tenho acesso à médicos e tratamento muito bons que fizeram e fazem toda a diferença na minha vida. 
Eu torço para que em breve seja descoberta a cura desta doença cruel e silenciosa e que mais e mais pessoas tenham acesso à tratamento adequado, compreensão e suporte de família e amigos porque isso é essencial para aliviar o peso de conviver com a incerteza de que a qualquer momento o seu próprio sistema imunológico vai tentar te destruir.
Espero que no próximo mês de maio eu possa compartilhar que a cura foi encontrada e que a Lupus faz parte do meu passado.

A Lúpus é uma doença auto-imune imprevisível e incompreendida que afeta diversas partes do corpo



Post Secret Event

Por muitos anos tenho lido assiduamente aos domingos os segredos que pessoas em anonimato enviam via cartão postal para o americano Frank Warren no website Post Secret .
Às vezes os segredos são engraçados, dramáticos, vingativos, tristes... encontrei durante as minhas leituras muitos cartões postais que poderiam ter sido escritos por mim mesma. E aí percebo que alguém em algum lugar compartilha da mesma história, do mesmo sentimento, do mesmo medo, das mesmas alegrias e me sinto menos sozinha.
O Frank começou o projeto cerca de uma década atrás, ele nunca teve intenção de se tornar "a pessoa mais confiável do mundo" - afinal, ele recebeu e leu mais de 1 milhão de segredos de estranhos! Aos domingos pela manhã ele coloca no blog do post secret alguns desses segredos, ele já publicou alguns livros e também dá palestras principalmente em universidades.
Além de bom entretenimento e de nos fazer refletir, apoio e acompanho o trabalho do Frank porque ele doou - e continua contribuindo para instituições que dão suporte e apoio para pessoas que possuem problemas de saúde mental, principalmente fazendo prevenção ao suicídio.
No começo do ano acompanhando o twitter do Post Secret vi que Frank estaria na Universidade de San Jose dando palestra - e o melhor gratuitamente e após a apresentação, ele iria assinar livros e tirar fotos com os participantes. Essa oportunidade eu não poderia perder!
Então segunda-feira passada dirigi para o campus da universidade bem cedo - não queria ter problemas com o estacionamento e entrei na fila do público geral até uma meia hora antes da apresentação começar.
Senti um pouco de pânico porque a fila já tinha muitas pessoas e a preferência para entrada era de alunos e funcionários/professores da faculdade e iria ficar morrendo de raiva se não pudesse entrar. Infelizmente (no meu caso felizmente) o auditório ficou com um pouco mais do que metade da capacidade e pude entrar e participar da palestra.
A apresentação durou um pouco mais de uma hora e neste meio tempo quando ele dividia alguns segredos com a gente eu chorei, ri, fiquei surpresa. Ele confessou que até hoje não possui apoio de sua própria mãe com o projeto e para provar que não era mentira, ele tocou a mensagem que ela deixou pra ele no celular quando ele lançou o primeiro livro, dizendo que não queria um exemplar e que não queria se envolver com o projeto.
Frank na San Jose State University

Enfim, depois do final da apresentação entrei na fila pra comprar um dos livros e pra ele assinar. Fico muito nervosa de conversar, mas juntei a minha coragem e balbuciei algumas palavras de agradecimento pelo trabalho dele - algo que ele deve ouvir umas duzentas milhões de vezes - ele foi muito gentil e atencioso, assinou o meu livro e tiramos uma foto juntos.
Fiquei muito contente em ter participado do evento, estava precisando de um pouco de inspiração e foi exatamente o que recebi.
Se alguém quiser ouvir um pouco da apresentação que o Frank fez no TED Talk, segue o vídeo abaixo.




Cadê todo mundo?

Quando comecei a planejar a minha vinda para os EUA descobri o maravilhoso mundo dos blogs.
Foi neste mundo que descobri que haviam muitas pessoas que estavam passando pela mesma situação que eu, que entendiam os meus medos, minhas dúvidas e que ajudavam escrevendo sobre suas vidas, experiências e dicas.
Conheci um monte de gente nesta época e algumas pessoas se tornaram amigas de vida real, com as quais ainda mantenho contato fora do mundo virtual. Se não fosse pelo blog eu jamais teria a oportunidade de encontrar estas pessoas maravilhosas!
Infelizmente ao longo do tempo muitos blogs incríveis foram fechados e abandonados. Blogs que tinham conteúdos incríveis e relevantes começaram a se tornar extremamente difíceis de navegar por conta dos milhões de banners e propagandas ou então voltou-se completamente para a monetização e perdeu totalmente sua essência.
E a comunidade gostosa de gente interessante cheia de idéias, dicas e experiências virou quase um campo de batalha ou uma casa abandonada. Sei que sou culpada em não escrever com tanta frequência e acho que às vezes eu fico muito preocupada em escrever algo que alguém vai gostar ao invés de simplesmente dividir um pouco sobre as minhas idéias, perspectivas, dicas como nos velhos tempos.
O crescimento e a popularidade dos vlogs também está afetando os blogs, o que acho uma pena. Eu não tenho paciência de ver vídeos e às vezes é muito mais fácil sentar em algum lugar e ler um blog do que tentar assistir um vídeo.
Outra coisa que acho muito melhor nos blogs é peneirar informações que se busca porque muitas vezes eu tentei assistir um vlog por causa do título e a pessoa falou falou falou e não disse nada do que o título indicava, o que acabou me deixando muito irritada!
Espero que os blogs não entrem em extinção e vou fazer a minha parte para que o meu espaço sempre esteja atualizado também!

Endurance


Demorei uns 4 meses pra terminar de ler este livro mas valeu a pena. Não queria ler correndo pra saber qual era o final da história - afinal, eu já sabia o final dela - mas queria ler com cuidado saboreando cada detalhe, cada informação.
O astronauta americano Scott Kelly passou um ano na Estação Internacional Espacial num projeto da Nasa com a Agência Espacial Russa chamada "Um ano no espaço". Um cosmonauta russo Mikhail Kornienko também passou o mesmo tempo com Scott na estação espacial.
Bem, eu sou fascinada por astronomia - quando eu era criança eu tinha certeza de que seria uma astronauta um dia - então eu gostei muito do livro.
Scott relata sua jornada pessoal de superação - de um aluno que odiava estudar e era bem mais ou menos a um estudante dedicado para alcançar o seu sonho de ser piloto de teste da aeronáutica - mas também um pouco de como é a rotina dos habitantes da estação espacial, o que sentem, comem, como se preparam para se tornarem astronauta e também suas batalhas na vida pessoal enquanto sua carreira na NASA se desenrola.
Depois de ler alguns relatos do livro fui até o youtube para encontrar vídeos da estação espacial, do space shuttle e rever alguns momentos que ele deu entrevistas da estação espacial.
Eu acompanhei o astronauta Scott pelo Twitter enquanto ele estava lá na missão de um ano no espaço, adorava as fotos que ele publicava e acompanhei pela NASA TV online o retorno dele para a Terra, então a leitura do livro foi muito interessante.
O livro matou a minha curiosidade não apenas sobre a preparação e vida de um astronauta, mas também me deu motivação para que eu buscasse os meus próprios sonhos mesmo que neste momento eles pareçam estar tão distantes...
Valeu Scott!